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Opiniões que ninguém pediu

Você escolhe as suas energias (e as do mundo)

30 de novembro de 2016

Ontem, com a tragédia que tomou conta de todas as redes sociais e meios de comunicação, bateu aquela bad que sempre bate quando essas coisas acontecem. Logo pensei: “meu Deus, esse vai ser um dia horrível, cheio de angústia e tristeza e eu vou ver todas aquelas matérias desesperadoras sobre o acidente e morrer de medo por mim e por todas as pessoas que um dia podem se envolver em algo assim”. E eu já tinha aceitado o meu destino até vir a seguinte pergunta do fundo da minha consciência: é, mas por que mesmo? Porque que eu vou assistir a essas matérias, clicar nesses links, passar por esse sofrimento, quando eu posso facilmente não fazê-lo?

Pois é. Passei o dia fora da internet (praticamente), não liguei a TV, não assisti a noticiários. Porque a gente não é obrigado. A energia é minha e eu posso escolher não perdê-la para esse tipo de informação. É o tipo de coisa que não adiciona nada mais na nossa vida, apenas se aproveita da desgraça alheia para ganhar mais ibope e cliques. Assim que soube, mandei meus bons pensamentos e minha paz para as famílias das pessoas que foram vitimadas nessa tragédia e segui em frente. Não havia mais nada que pudesse ser feito por mim, logo não há razão lógica para continuar se envolvendo ou assistindo ao desenrolar dessa história.

Energia não dá em árvore, gente, embora a gente possa sempre dividir e multiplicar, com as pessoas e atividades certas. Isso não quer dizer que a gente deva desperdiçar as nossas com o que não nos serve. O caso que exemplifiquei acima é de uma notícia, mas isso pode servir para tanta coisa na nossa vida. Por exemplo: hoje em dia não assisto mais filmes de terror, porque me assusto e impressiono com facilidade e isso atrapalha a minha vida (e o meu sono). Eu sempre fico mal depois de um filme assim, logo qual o sentido em persistir assistindo a esse tipo de coisa? Seria um comportamento autodestrutivo, coisa que estou tentando extirpar da minha vida. Portanto, não, não assisto filmes de terror. Também evito perder meu tempo discutindo no Facebook (na verdade, isso acontece quase nunca, atualmente) ou em qualquer outra rede social, não leio comentários de portais (fica a dica, gente) e estou sempre correndo na direção contrária de qualquer situação que envolva chafundar no que há de pior da raça humana. Inclusive, resolvi não seguir assistindo Black Mirror porque me dava um sentimento ruim no fim dos episódios. Nada que te deixe pior do que você estava antes pode ser bom e por mais que eu acredite que existem alguns momentos em que o remédio é amargo, não creio que esse seja um deles.

Vocês podem dizer que eu estou tentando viver num mundo que não existe, tentando fugir da realidade. Eu digo a vocês: não. Primeiro que ninguém consegue realmente ignorar tudo, as notícias sempre chegam (como a de ontem chegou). O que eu não faço é correr atrás de mais informações de coisas que não me interessam e as quais eu não posso mudar. E, segundo, a realidade é mais do que isso. A realidade é o que nós vivemos, também, e não apenas todas as coisas ruins que acontecem no mundo. Se eu posso focar no que é bom, porque eu vou fazer o oposto? Tudo é uma questão de escolha. A gente pode dar atenção a uma pessoa que está disseminando algo negativo na internet, por exemplo, ou podemos jogar nosso holofote em alguém que está fazendo algo bacana e agregando valor às nossas vidas. Nós podemos passar o nosso tempo apontando o dedo para tudo o que tem de errado no mundo ou mostrando tudo o que ele tem de certo. É uma opção. Eu estou escolhendo, racionalmente, multiplicar a energia boa, pois creio que, de outra maneira, alimentamos a ruim, mesmo que estejamos lutando contra isso. Damos nossa atenção, perdemos nossa paz, multiplicamos o foco nessa coisa da qual não gostamos e perdemos a chance incentivar algo que faça exatamente o que queremos que seja feito. Lutar ativamente contra o mal, no meu entendimento, não é tão funcional quanto alimentar o bem.

Eu acredito de verdade que, quando mudamos nós mesmos, mudamos o mundo. Se eu cultivo uma energia positiva dentro de mim, a minha energia vai influenciar as outras pessoas e, assim, aos poucos, podemos mudar o nosso ambiente, mudando as pessoas que convivem diretamente conosco. Nós atraímos o que nós cultivamos. E isso é tudo escolha nossa.

Precisamos parar de nos vitimizar e começar a tomar as rédeas da nossa vida. Obviamente que há diversas situações que não podemos controlar, mas há opções que podem ser feitas e que não nos damos conta. Você não é obrigado a assistir notícias ruins, ler livros por prazer sobre temas que não te agradam, se envolver naquela discussão no Facebook (que você sabe que não vai dar em nada) ou seguir mantendo aquela pessoa abusiva na sua vida. Você escolhe o tipo de energia que alimenta e, assim, escolhe as que te alimentarão também. A opção é só sua. Então, da próxima vez, pule a seção de comentários das notícias. Ignore o post do colega errado no Facebook (ou melhor, dá logo unfollow/unfriend para evitar ver esse tipo de coisa novamente). Comente na foto de uma amiga, dizendo que ela está linda. Elogie verdadeiramente o projeto legal de alguém. Compre algo feito da forma que você acredita que deve ser feito. Evite o drama, alimente o bem, porque você pode. Porque isso é prerrogativa sua. Porque você é responsável pela suas próprias energias.

  • Reply
    Amanda Aragão
    30 de novembro de 2016 at 22:28

    “Lutar ativamente contra o mal não é tão funcional quanto alimentar o bem.” ♥

    • Reply
      Amanda
      20 de dezembro de 2016 at 12:39

  • Reply
    Stephanie Martins
    1 de dezembro de 2016 at 20:31

    MARAVILHOSO, Amanda! Eu penso da mesma forma. Há algum tempo venho tentando viver assim. Às vezes a ignorância é uma virtude. Muitas notícias compartilhadas por aí só ficam fazendo a gente lembrar das coisas ruins que existem no mundo. Mas existe tanta coisa linda também! Não é melhor direcionar a energia pras coisas boas em vez de gastar com as ruins? Eu escolho viver bem e feliz, mesmo que isso implique em não seguir a onda. Nós somos responsáveis pela nossa própria paz, né?

    Adorei seu texto, concordo um monte com ele. Amei! <3

    • Reply
      Amanda
      20 de dezembro de 2016 at 12:39

      Obrigada, Stephanie! Vamos multiplicar o bem, não é muito melhor assim? Simbora! ♥

  • Reply
    Marilda Blasse
    5 de dezembro de 2016 at 14:26

    Amanda vi que não sou a unica no mundo, a não querer ver determinadas coisas porque não quero atrair de certa forma para mim, para minha vida o que aquilo pode trazer.
    Assim como você não dei enfase ao ocorrido, mandei meus pensamentos positivos minhas orações, porque era o que cabia a mim fazer, nada mais além disso.
    Também não assisto noticiários, e na internet procuro ler somente sobre assunto que acho importantes, nada de desgraças, nem más noticias, nada de ficar confirmando todo dia que o mundo esta cheio de ser humano ”podre” por ai …E olha tem dado certo…li em algum lugar, não lembro onde, que filmes de terror atraem energias ruins, eu nunca fui fã, depois disso então não gosto de ver as chamadas na TV, assisto filmes , não vejo novelas a anos, e fico somente entre comédias, romance, a mistura do dois, aventuras…enfim so coisas bacanas na minha opinião….assim como vc ja percebi que é uma questão de escolha, então eu escolho o que é bom pra mim!!! bjucas amore

    • Reply
      Amanda
      20 de dezembro de 2016 at 12:41

      É isso mesmo, Marilda. Escolhemos e porque escolher coisas ruins, né? Obrigada pelo comentário!

  • Reply
    Evana Izabely
    12 de dezembro de 2016 at 11:14

    Concordo muito, Amanda! Ultimamente tenho feito isso também, afinal, energia positiva precisa ser multiplicada. 🙂

    • Reply
      Amanda
      20 de dezembro de 2016 at 12:41

      É isso aí, Evana! Obrigada pelo seu comentário. (:

  • Reply
    Ariana Coimbra
    18 de janeiro de 2017 at 07:07

    Concordo contigo Amanda. Mas no caso de tragédias. A aluna de jornalismo aqui é obrigada a acompanhar, aí é difícil não sentir a energia.

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