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Livros & Outros Amores

O que eu li em Fevereiro/Março

6 de abril de 2015
Créditos: earlyware.

Créditos: earlyware.

Fevereiro foi BEM lento em termos de leitura, o que explica porque não houve um post desse no mês em questão. Porém, em março, minha vontade de ler retornou com força total, o que significou mais 5 livros lidos para a minha estante do Goodreads. E daí que vim aqui dividir com vocês quais foram as minhas últimas leituras e o que eu achei delas.

O Bicho-da-Seda: O que falar desse livro, que mal terminei e já quero o próximo? Pois é. Essa é a continuação da série do Cormoran Strike, da qual o primeiro livro foi O Chamado do Cuco. Escrito por J. K. Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith, esse livro conta com todas as maravilhosas características da escrita da criadora de Harry Potter: descrição bem trabalhada, diálogos maravilhosos, personagens ricos e complexos. Não consegui largar esse livro um minuto desde que comecei a lê-lo, louca para descobrir quem seria o perturbado responsável por aquele crime horroroso. E olha: não adivinhei, mas a resolução foi sensacional. Amei!

Comer Rezar Amar: Gente, esse livro foi tão importante pra mim que eu não sei nem o que dizer. Foram tantos sentimentos me cruzando enquanto eu lia esse compilado de escritos da Liz Gilbert que eu simplesmente nem sei externalizar. Acredito, julgando pelo o que li, que Liz tinha muito mais problemas do que eu tenho, atualmente. Mas todos nós temos nossas complicações, nossos fantasmas, nossos dramas, né? Pois é, por isso mesmo é impossível não se identificar com a Liz em algumas passagens do livro. E, mais importante de tudo: o livro me fez ter vontade de meditar, de fazer Yoga, de me equilibrar. E isso é algo que está mudando tanto minha vida que eu nunca poderei agradecer Liz o suficiente. O livro, em si, tem umas partes mais lentas e outras que fluem mais rapidamente, fazendo com que ele não seja uma unanimidade entre quem o lê. Mas eu, Amanda, amei. Tanto que nem ao menos consigo escolher uma parte favorita, porque amei tudo mesmo. Já é um dos meus novos favoritos.

Mentirosos: Tenho muitos mixed feelings com esse livro. Me senti meio enganada, no final. Não sei até agora dizer se fui enganada, mesmo, ou se essa é a genialidade do livro. Porque, sabe, I didn’t see it coming. At all. Você passa o livro todo esperando a resolução do mistério e, quando ele se resolve, você fica com cara de nada, porque QUEM IMAGINARIA AQUILO? Gente. Sem falar que, já adianto, a resolução não é feliz, como o restante do livro. Sei lá, dei 3 estrelas pra ele no Goodreads porque não chegou a ser uma leitura ruim, e eu fui tocada pelo livro, mas gente? Nonsense.

Adulting: O maravilhoso manual que estávamos todos nós, de 20 e poucos anos, esperando. O que me fez curtir demais esse livro foi que a autora é, obviamente, uma integrante da nossa classe e, também, aquela voz interna nossa, que está sempre dizendo quando alguma coisa é errada – e que a gente ignora. Pra mim, a melhor parte do livro foi a da teoria do Special Snowflake. Sério, tapa na cara maior que aquele não tem.  É meio (totalmente) auto-ajuda, mas é tão divertido, que quem se importa?

The Girl On The Train: Esse foi um livro que apareceu tantas vezes na minha timeline do Goodreads que eu simplesmente tive que lê-lo. Além do quê, depois de O Bicho-da-Seda, senti uma necessidade de mais livros de assassinato/suspense na minha vida. É um gênero que sempre curti (costumava devorar livros de Agatha Christie quando mais jovem), mas que havia deixado de lado nos últimos anos. Felizmente, J. K. me fez retomar o gosto pelo jogo de adivinhar quem matou quem. Mas, sobre esse livro, especificamente: mixed feelings. Como em Mentirosos, I didn’t see it coming. E você não ter sequer imaginado quem matou a pessoa no final do livro é algo que quer dizer que: a) você é muito burro e não pegou nenhuma das dicas que o autor deu; ou b) o autor não deu dica nenhuma. Como li no Kobo, não tive paciência pra voltar o livro e tentar catar possíveis dicas. Vou dar à autora e à minha pessoa o benefício da dúvida, nesse ponto. O livro é legal, o mistério é interessante, mas achei os personagens muito estranhos. Não consegui me identificar com nenhum – graças a Deus, porque olha, só gente atarantada do juízo. Não foi uma perda de tempo, mas também não marcou minha vida. Dei 3 estrelas no Goodreads.

E vocês, leram alguns dos livros que eu li? Concordam ou discordam da minha opinião? Comentem!

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O que eu li em Janeiro

4 de fevereiro de 2015

O que eu li em Janeiro

Estou muito chocada com a quantidade de livros que consegui ler em Janeiro. Claro que devo levar em conta que dois dos livros lidos (Como ter uma vida normal sendo louca e A Seleção) estavam a meio caminho de serem finalizados, mas mesmo assim. Para quem arranjava mil desculpas e lia quando bem entendia – o que é perfeitamente ok, se você estiver fazendo algo decente com o tempo livre (o que eu não estava) – 5 livros lidos é algo chocante. Estou MUITO feliz de ter conseguido atingir essa inacreditável marca – eu sei, tem gente por aí lendo muito mais do que eu, mas vamos lá: eu não sou as outras pessoas e, pra mim, esse número é maravilhoso. E o melhor de tudo: seguindo a minha lógica no primeiro post aqui do blog, eu não estava me forçando a fazer isso. Apenas aconteceu. <3 Alguns livros me inspiraram muita vontade de escrever uma resenha em separado para eles, porém terminei achando que um post coletivo seria a melhor opção, já que nenhum também tem nada que demande um post exclusivo. Então vamos às minhas impressões sobre cada um:

  1. Como ter uma vida normal sendo louca: esse vocês já sabem, né? Divertidíssimo e must-read pra quem não abre mão de humor auto-depreciativo e sem-vergonha. Fiz uma mini-resenha dele aqui e disse o quanto dei altas gargalhadas lendo esse livro. Não conhecia nenhuma das duas autoras, mas simplesmente aconteceu d’eu estar afim de comprar o livro – e terminou sendo uma ótima compra. Indico a quem tá precisando rir mais (e quem não está?).
  2. Roube como um artista: já comecei esse livro do jeito certo – roubando. Ok, eu não fiz nada ilegal nem ilícito, gente, eu só sentei com ele na Cultura e li o livro todo durante a minha hora de almoço – quem nunca, né? Podia ter comprado, mas as dicas dele já tinham enveredado seus caminhos no meu coração e na minha mente, daí achei desnecessário, no momento. Talvez qualquer dia desses eu volte lá e leve-o para morar na minha estante. A leitura é bem curtinha, prática e direta e eu indico a todo mundo que precisa de uma luz para a sua criatividade. Eu li pouco depois de criar o blog e posso dizer que me ajudou bastante a me jogar mais no que eu queria fazer, seja pelas dicas de métodos dele quanto às chamadas pra realidade que ele dá.
  3. Julia & Julia: taí um livro que eu não gostei de primeira. Da primeira vez que eu li, li em inglês e terminei abandonando a leitura. Não por ser difícil, mas porque não conseguia gostar do livro. O que não fazia o menor sentido, já que eu havia absolutamente amado o filme inspirado nessa obra. Porém, Julie Powell, gente: ela é uma bitch. E ela é o pior tipo de bitch – é um tipo de bitch com o qual você se identifica em alguns momentos, o que faz você odiá-la ainda mais, porque você não quer ser uma bitch, afinal de contas. Eu tenho muitos mixed feelings sobre essa autora e como o livro é basicamente 1 ano da vida dela, é difícil separar a obra de sua escritora e personagem principal. De qualquer forma, o que aconteceu foi: eu tentei ler novamente (dessa vez em português) e consegui terminar. Mais do que isso: consegui GOSTAR, de verdade, do livro, mesmo não gostando da personagem principal. Não sabia que isso era possível, mas é. Então, sim, indico a leitura, mesmo que eu tenha tido uns ataques de raiva lendo o livro e achado Julie uma vaca. O livro é legal, o projeto é legal, o processo é legal. É isso que importa, no fim das contas.
  4. Como ser parisiense: comprei esse enquanto tava de boa na Cultura – é, eu sei, todo o meu salário vai pra essa livraria, francamente. Achei bonito e tinha lido um parecido – A Parisiense – e curtido. Mas, sinceramente? Nem de longe tão legal quanto A Parisiense. Enquanto o último dá várias dicas muito válidas de estilo e tal, o Como ser parisiense dá, entre outros assuntos, dicas de comportamento e, vocês sabem, esse é sempre um assunto delicado. Além do quê é muito difícil entender o que as autoras querem da gente – uma hora me mandam usar salto até pra ir na padaria e, em outra, dizem que não há amor maior que a sapatilha. Gente, vamos entrar num consenso? Eu sei que o livro foi escrito a quatro mãos e acho que, certamente, isso torna tudo mais difícil. Entretanto, não sei se isso é desculpa para entregar uma obra tão confusa ao público.
  5. A Seleção: esse livro estava desde o ano passado na minha estante e esse ano, finalmente, resolvi me entregar a essa leitura. E olha: uma delícia. Uma leitura leve, gostosa, interessante – e que é uma distopia, uma das coisas que eu mais amo, no que diz respeito a livros. É um livro: legal. É uma distopia: QUAL O NOME, O QUE ESSA AUTORA JÁ ESCREVEU, SERÁ QUE TEM NA CULTURA? É, é, eu sei. Mas vocês ainda me amam, né? Enfim, America Singer, nossa mocinha nessa série, é alguém equilibrado, centrado e, ao mesmo tempo, ousado. É um prazer torcer por ela, durante o livro. E tem um triângulo amoroso terrível, no qual nem mesmo você sabe quem é a melhor escolha – que dirá a pobre America – e tem vestidos maravilhosos, e a realeza, e um concurso incrível (que é o background da série) e, gente: leiam. Já estou aqui me preparando para arrebanhar A Elite (fui procurar os links para colocar aqui no post e vi que estava R$13 na Amazon!), porque né? PRECISO SABER O QUE ACONTECE! PORQUE FAZ ISSO, KIERA CASS, PORQUE?

Essas foram minhas leituras de Janeiro! E vocês, o que leram no primeiro mês do ano? O que acharam das minhas escolhas e opiniões? Não deixem de comentar! (:

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5 razões pra ler: Como ter uma vida normal sendo louca

11 de janeiro de 2015

5 razões para ler: Como ter uma vida normal sendo louca

Hoje eu venho, com toda dignidade possível (o que não é muito), dar a minha cara à tapa e dizer que eu errei. Eu errei ao julgar um livro pela capa – que nem era feia, propriamente, mas não me apetecia. Eu notei esse livro em tantas estantes, virtualmente, e até vi uma amiga falar bem dele em um vídeo no Youtube, mas ainda assim não havia me animado a lê-lo. Achei que ia ser chato. E quem precisa de coisas chatas na vida? Daí, em um dia muito louco, fui na Livraria Cultura (que fica pertinho do meu trabalho e leva boa parte do meu salário consigo) e arrabanhei um exemplar desse livro só porque eu tava afim. Eu faço muito essas coisas em relação a livros, coisas que eu não sei explicar o porquê depois. Mas acho que o que importa é: o livro é sensacional, foi uma leitura maravilhosa E eu vim trazer hoje 5 razões para pelas quais você está perdendo tempo ao não ter esse livro na sua vida:

  1. Ele é em forma de manual. Eu não sei vocês, mas eu tenho uma predileção especial por livros que vêm em formatos diferentes dos habituais. Diários, e-mails, cartas. E, nesse caso, o livro é uma forma de manual, em hipótese, um livro de autoajuda. Sendo que: não é autoajuda (embora nos ensine a rir mais de nós mesmas) e é extremamente divertido. Os ensinamentos incluem coisas como ‘como ser chique, casar com alguém cafona e ainda ser respeitada na sociedade’ e ‘a vida depois de ser taggeada numa foto feia com muitos likes e comentários’. Pode dizer, você já está rindo só de ler isso.
  2. Ele é extremamente engraçado.  Pegando a deixa do item anterior, quero dizer que Camila Frender e Jana Rosa estão de parabéns, gente! O que eu ri sozinha lendo aquele livro não está no gibi – inclusive, não lembro a última vez que ri tanto lendo um livro. A criatividade daquelas duas para criar métodos para, por exemplo, espantar pessoas no avião é algo sem limites.
  3. Elas são gente como a gente. Uma das razões pelas quais se ri tanto nesse livro é o fator identificação. Elas são, realmente, farinha do mesmo saco que nós somos e as situações pelas quais elas passam (ou pelo menos dão a entender que passam), quase todas nós já passamos. Ler o manual delas é quase como conversar com amigas muito desenroladas (e hilárias).
  4. É uma leitura rápida e simples. Por ser divertido e curtinho (206 páginas, só), é uma leitura ideal pra quando você está de bode literário. Eu li em dois, três dias, mas dava pra ler em um – e olhe que eu sou uma lesma, quando se trata de ler. Pra quem consegue ler um livro de 300 páginas por dia, então, é rapidinho!
  5. Dá pra usar algumas das dicas dele na vida real. A maioria das dicas são obviamente pura piada (não imagino quem vai se dar àquele trabalho todo para parecer cool enquanto só fica em casa vendo BBB), mas alguns dos ensinamentos dá pra levar pra vida mesmo, como as 15 maneiras de avisar que o seu amigo fede. Também tem o como terminar conversas chatas, de a a z, muito prático, muito importante. 😉

E aí, ficaram curiosos para ler? Já leram e concordam ou discordam de mim? Deixem seu comentário!