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Lições

Opiniões que ninguém pediu

Sobre evoluir, sobre ser quem queremos ser

22 de agosto de 2017

Foto por: Helene Rydén

Vou dizer a vocês que, apesar de ter uma tendência a sempre esperar e pensar o pior das pessoas (acho que é o excesso de capricórnio + escorpião no meu mapa astral, hehe), esses anos me ensinaram a ser mais compreensiva e compassiva diante das dificuldades. Tantos as que são minhas e que conheço bem demais quanto as dos coleguinhas. Isso porque aprendi que todos nós estamos evoluindo, em mudança constante.

Eu já fui uma Amanda muito diferente da Amanda que eu sou hoje. Já fui muito mais preconceituosa, mais agressiva, mais desconfiada, mais ansiosa, mais egoísta, menos perceptiva do meu valor e do valor das outras pessoas nesse mundo. Entre tantas outras coisas. Mas, aos poucos, eu fui mudando. Eu mudo todos os dias. A cada novo nascer do sol, eu dou um novo passo para me tornar uma pessoa melhor, de acordo com o que eu sinto, no meu íntimo, que eu preciso mudar.

Evoluir requer coragem, porque mudar é doloroso. É um processo que requer muita paciência e amor com nós mesmos. Isso porque temos que desapegar do que a gente achava que era verdade e abraçar uma nova verdade requer que consideremos o que éramos antes, no mínimo, destoante do que nós queremos ser. É admitir que estávamos errados, em certo ponto, mas que vamos trabalhar para nos consertar. É ter compaixão com nossos erros, recaídas e tropeções, ao longo do caminho. É entender que tudo tem o seu tempo e que, se o nosso desejo é sincero, chegaremos onde nós queremos.

Isso requer, acima de tudo, nos escutar. Aprender a ouvir a nossa voz interior, nossa intuição. Nossa intuição nunca está errada. Sabe nunca? Nunca. Se a gente souber escutar o que ela realmente diz e segui-la, ela nos levará aonde precisamos ir. Atenção para o verbo escolhido: precisar. Precisar, não necessariamente querer. Até porque crescer não é confortável e nem sempre a gente quer arrancar aquele band-aid, abrir as asas e voar, deixar o conforto do lar e colocar a cara no sol. Crescer não é confortável, não é fácil, não é simples. Mas não existe nenhuma outra opção aceitável. Não nascemos sabendo e apenas nos propor a aprender pode nos fazer pessoas melhores. E aprender significa admitir que não sabemos. Significa que tem algumas coisas que, sim, a vida e/ou outras pessoas ainda precisam nos ensinar para que possamos subir mais um degrauzinho na escadaria da nossa existência.

Evoluir é um exercício de humildade. Temos que nos despir do nosso ego, prepotência e arrogância para seguir essa estrada. Não dá pra fazer isso sem descer do salto. Não dá pra fazer isso achando que está sempre certo. É preciso admitir que a gente está chegando lá, mas o caminho ainda é longo. Sem pressões nem comparações, apenas entendendo que somos seres em eterno aprendizado e que sempre haverá novas lições a serem aprendidas, novas verdades a serem descobertas e que nada do que a gente sabe é certo pra sempre.

Dá um desespero às vezes? Dá sim. Eu sou uma das pessoas que MAIS odeia mudanças (algo que eu trabalho diariamente para saber lidar melhor) que eu conheço e isso de entender que nada é pra sempre e que nós e o mundo estamos sempre em movimento dá uma gastura e um nervoso, não raro. Também sou do time que queria só colocar um chip no meu sistema e já acordar sabendo de tudo (bem Matrix feelings), pois não gosto de não saber. Odeio não saber. Então o processo de aprender algo – e até admitir que as pessoas (e a vida) têm alguma coisa a me ensinar também é trabalhoso e estressante. Mas eu estou trabalhando nisso. Diariamente. Todas as horas do dia. Porque não me tornar uma pessoa melhor não é uma opção. Deixar de aprender todos os dias não é uma opção. Ignorar minha necessidade de evoluir não é uma opção.

Aprender tudo isso me ensinou, acima de tudo, que não é um problema termos um defeito. Não sermos bons em algo. Não termos uma habilidade inata. Nem é um problema quando isso acontece nos outros. Não precisamos nascer sabendo de tudo. No caso, é para crescermos, aprendermos e nos melhorarmos que a vida serve. Nós podemos nos propor a sermos melhores. NADA, nenhum traço de personalidade é fixo. Tudo pode ser aprendido, tudo pode ser treinado, tudo pode ser melhorado. Olhe com compaixão para si mesmo e veja onde você precisa crescer. Não é tão bom em perdoar? Tudo bem, passe a fazer isso diariamente. Tende a reclamar de tudo? Passe a notar as coisas positivas em situações que você consideraria ruim. Há sempre uma maneira de lidar com cada um dos nossos problemas – se nós quisermos.

Isso é o mais incrível de tudo, na minha opinião: não temos que nos ater às nossas características ruins. Não podemos bater aquele martelo dizendo: “não adianta, esse é o meu jeito”. Bem, pode ser agora – mas, amanhã, pode já não ser mais. Temos o poder de nos revolucionar, de ser sempre pessoas melhores. Evoluir nos traz a chave para nos amarmos mais – e também às pessoas à nossa volta, uma vez que aquela versão da pessoa, como a nossa, é beta (uma versão de teste, que vai sendo sempre melhorada, aos poucos).

Evoluir também me ensinou que as dificuldades são necessárias. A gente vai reclamar, vai sofrer, mas elas que nos ajudam a desenvolver habilidades que nos faltam. Por exemplo: eu, que sempre fui uma pessoa extremamente transparente e que fala tudo o que quer na bucha aprendi, com o tempo, que nem sempre falar alguma coisa vai modificar algo. Algumas vezes é uma semente plantada no deserto, que só vai nos dar trabalho e não vai gerar nenhum fruto. E eu devo esse aprendizado a pessoas e situações difíceis, que não iam se modificar com nenhuma palavra minha. Na época, eu sofri bastante de ter que engolir sapos e deixar de dizer algumas verdades, mas hoje eu sei que a nossa energia é importante e que não devemos gastá-la com quem não responde aos nossos esforços. Muito mais interessante é empregar esse energia em algo que anule o efeito negativo que aquela pessoa ou situação tem sobre a gente. Pode ser que eu aprenda algo novo amanhã, com outra dificuldade, que vá de encontro a esse aprendizado? Sim. Esse é um ensinamento pra vida toda? Não sei. Mas foi algo que a vida e seus problemas me ensinou e, desde então, eu analiso todas as ciladas da vida para ver o que elas têm a me ensinar. E me esforço ao máximo para aprender suas lições. Isso quer dizer que me jogo nas ciladas de caso pensado? De jeito nenhum, até porque se a gente já tá vendo que aquilo é uma cilada, provavelmente já aprendemos aquela lição. Porém tento sempre não me desesperar quando me encontro em uma situação que não me é confortável – há sempre uma lição a ser aprendida nesse momento, e é ela que eu procuro encontrar.

Outra coisa extremamente importante: comparações são invalidadas na estrada da nossa evolução pessoal. As pessoas nunca estão no mesmo nível e não são comparáveis, pois nós somos diferentes um dos outros, nascemos em ambientes diversos, tivemos ensinamentos específicos e temos crenças e pressupostos que são só nossos. Logo, sim, algo que pode ser facílimo pra gente, pode ser complicadíssimo pro outro. E vice versa.  Nesse processo, a única comparação possível é com quem éramos antes. E, spoiler do bem: quase sempre estamos bem melhor do que a nossa versão anterior. E, se não tiver: tudo bem também. Você pode mudar tudo o que você quiser, na hora que você quiser. Você é seu próprio experimento e tá tudo bem se às vezes der meio errado. É só começar de novo, com a lição que você aprendeu e uma versão melhorada de si. (:

Da rotina

7 coisas que eu aprendi aos 25

9 de maio de 2015
Nesse grande caminho que é a vida

Nesse grande caminho que é a vida

A semana que antecedeu meu aniversário foi um inferno que só a astrologia consegue explicar. Coisas dando inexplicavelmente errado e eu, amuada, acordando de mau-humor todos os dias. Por isso, não consegui de jeito nenhum escrever esse post antes do meu aniversário. E, no dia em si, obviamente havia coisas muito mais legais pra fazer – como nada, especificamente – e eu sequer pensei em vir aqui dividir os grandes ensinamentos que a vida me deu nesses 25 anos da minha existência. Mas hoje, finalmente, passado o auê, posso vir aqui dividir com vocês algumas das coisas que eu aprendi nesse meu 1/4 de século.

O último ano foi um ano cheio de conhecimento. Eu, particularmente, não paro de me chocar com o tanto que eu cresci em apenas 12 meses. Morar fora de casa, fazer uma viagem pra o exterior, trabalhar para se sustentar, casar, ter um animal de estimação pela primeira vez na vida, comprar uma casa e tantas outras experiências certamente contribuíram para que esse meu último ano fosse um mergulho no poço do autoconhecimento e do amadurecimento. Sou uma pessoa muito melhor agora do que eu era aos 24. E, se Deus quiser, continuarei nesse trabalho de aperfeiçoamento do meu eu, que é um trabalho pra vida toda.

Como não poderia deixar de ser, vamos à listinha:

  1. Autoconhecimento é tudo. Agora, aos 25, eu entendo porque a galera mais velha não troca seus anos a mais pela pele sem rugas da mocidade. Se conhecer, saber o que se quer, é tudo nessa vida. Não há nada melhor do que ter certeza exata do que se deseja e do que não encaixa no nosso plano. Ainda não me conheço tão bem assim, mas estou na caminhada pra isso. Hoje, não tento mais forçar a barra pra tentar ser algo que eu não sou. Eu sou desastrada, não gosto de usar salto alto, não gosto de beber, não uso drogas, não curto boates, não sou da agitação e não me forço no que eu não quero, porque simplesmente não sou obrigada. Procuro me amar do jeitinho que eu sou e pronto.
  2. Insegurança é uma merda. Quase todos os grandes problemas de relacionamento da minha vida foram causados, primeiramente, por insegurança. A gente geralmente pensa que o problema é os outros e que eles não nos dão subsídio para ter segurança, porém: a segurança tem que vir de nós mesmos. Nós que temos que saber que somos bons o suficiente pra qualquer pessoa nesse mundo. Quando acreditamos nisso, todo o resto colabora. Mas não é sempre que somos assim, né?
  3. Tentar controlar a vida é uma batalha perdida. Sendo a control-freak que sou e tendo os grandes problemas de confiança que eu sempre tive, a ansiedade estava me consumindo. Até eu perceber que não adiantava eu tentar controlar o incontrolável. Não importa se eu tenho os planos B, C e D, a vida vai aparecer com um E só pra mostrar quem manda. E, assim, tudo bem. É necessário aceitar que tudo vai ficar bem, mesmo se a gente soltar o leme e deixar a maré nos guiar. Eu sou parte de algo muito maior e, mesmo assim, sou peça integral de tudo. Eu sou importante e tudo dará certo, porque Deus está olhando por mim também. O universo tem um plano pra todos nós e cuidará de nós, principalmente se o deixarmos fazer isso. Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que devemos viver a vida sem prestar atenção. Justamente porque o cotidiano é uma interrogação que devemos notar tudo, estar presente, viver ativamente. Ganhar a vida não significa ter controle dos seus milhões de compromissos, mas estar presente neles – e em tudo que estiver entre eles.
  4. Simplicidade FTW. Menos informação, menos compromissos, menos obrigações, mais tempo pra viver a vida do jeito que se quer. Já faz um tempo que namoro o minimalismo e cada vez mais quero trazer essa filosofia de vida para o meu dia a dia, porque torna tudo tão mais fácil. Quanto menos ruido, mais simples será para nós nos concentramos no que realmente interessa.
  5. Não se deve depositar energia em coisas negativas. Por mais que eu goste de bancar a malvada de vez em quando, não consigo mais ligar o foda-se para o mundo. Não consigo abandonar alguém que visivelmente está precisando de uma mão amiga, não consigo ignorar quando eu posso ajudar. Mesmo quando estou falando mal de alguém que, a meu ver, merece tudo o que está sendo dito sobre o mesmo, me sinto automaticamente culpada. Não deveria eu estar cuidando da minha vida, ao invés de estar perdendo meu tempo e energia com outras pessoas (principalmente pessoas das quais eu não gosto)? Ultimamente tenho aprendido a prestar mais atenção nessas minhas perdas de tempo e tentado me equilibrar, mas sempre há algumas pisadas fora da linha.
  6. Um hábito segue o outro. Faz mais ou menos um mês que parei de fazer Yoga todos os dias e não poderia estar mais arrependida. Quando comecei a prática, juntamente com a meditação, fui me tornando uma versão muito melhor de mim. Mais calma, comedida, organizada e atenta. Estava comendo melhor, usando melhor meu tempo, me preocupando menos e sendo mais saudável, de modo geral. Daí parei de meditar, depois parei de fazer Yoga e, pronto, lá estava eu com os dois pés enfiados na junk food. Logo, aprendi que conservar bons hábitos nos ajuda a conservar mais bons hábitos. Um bom hábito leva a outro e todos levam a uma vida melhor.
  7. Algumas brigas não valem à pena. Tem horas que você simplesmente tem que abrir mão de estar certo para ser feliz. Algumas coisas não vão mudar, bem como algumas pessoas. A gente segue em frente e faz o melhor para viver nossa vida sem se abalar com isso.

 

E aí, o que acham? O que vocês aprenderam com seu último ciclo de aniversário? Comentem!