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Gentileza

Opiniões que ninguém pediu

Mas a gente sempre acha que tá gorda, né?

16 de Março de 2016
Foto por: betulvargun

Foto por: betulvargun

Ou: como precisamos ser mais gentis com nós mesmos.

Outro dia uma amiga e eu estávamos comentando como a gente sempre se sentia gorda, não importa o quão de boa nosso corpo estivesse. De início, a gente não quer acreditar que o nosso olho é tão do mal com nós mesmas, mas isso é algo facilmente provável a partir do momento de você começa a olhar fotos antigas. “NOSSA, eu era tão magra!”, é o pensamento que sempre me vem à cabeça, instintivamente. E não precisa ser foto de 10 anos atrás, não. 3 ou 5 anos já vão fazer diferença. Se brincar, até 2. Quando a gente se afasta um pouco do centro do furacão é que a gente vê como a nossa realidade é distorcida. Por nós mesmas.

Não vou entrar aqui no mérito de a-sociedade-nos-impõe-um-padrão-de-beleza, porque isso já tá mais do que provado e não é bem o meu assunto de hoje. O que eu queria expor, nesse ponto, é o quanto a gente não é legal conosco. O quanto somos sempre mais críticas com a gente, com o nosso braço de biscoiteira, com nossa performance no trabalho, com nossas qualidades como ser humano, no geral. Eu não sei vocês, mas eu costumava dizer que se há um céu, eu não estaria nele, porque como estar? Eu não sou boa o suficiente. Eu, muitas vezes, deixo o elevador fechar e não seguro para a pessoa que estava na catraca porque eu queria ir sozinha, sem conversar com ninguém. Eu pego o melhor pedaço de bolo, se tiver a oportunidade, nas festinhas da vida. Eu sou egoísta e todos sabemos que o céu não é lugar para egoístas.

O nosso arsenal de críticas para nós mesmos não tem fim nem limites – se não intervirmos diretamente. Nós estamos sempre atrás, correndo para conseguir acompanhar. Nunca somos dignos de nada e estamos sempre sob o eterno guarda-chuva do impostor – eu tô aqui, mas tenho a impressão que as pessoas NÃO SABEM BEM quem eu realmente sou e é por isso que eu tô aqui. Isso se soma a interminável lista de coisas que alguém inventou que precisamos ser antes dos 30 – empreendedora, com uma boa saúde financeira, mãe, responsável, ter viajado o mundo (de preferência, morar fora), casada, com casa própria e bem mobiliada e limpa etc – e que não ajuda de maneira NENHUMA a melhorar a nossa estima por nós próprios.

A pressão, ela vem de fora, sim. Não há dúvidas disso e, pra mim, nem vale aprofundar essa discussão aqui, agora. Ela vem e ela virá por um bom tempo ainda.

O que não pode é a pressão vir de dentro.

Pensa bem comigo: você seria assim, super crítica, com alguém que você ama? De verdade? Pensa na pessoa que você mais ama nessa vida e pensa que você poderia dizer algo para fazê-la se sentir mal, quando esse algo nem é importante ou muito menos faz sentido. Você diria? Eu, particularmente, sou bem mais legal com as outras pessoas do que comigo mesma. Aceito os erros e relevo alguns pontos porque, afinal de contas, somos assim. Todo mundo tem direito a ser você mesmo, no seu espacinho no mundo. Menos nós mesmos, aparentemente.

Não faz nenhum sentido ser tão chato consigo mesmo. Não precisamos ser perfeitos. Não precisamos ser os melhores em tudo. Só precisamos ser felizes. Vamos praticar sermos mais gentis com a gente. Não tô aqui dizendo “isso, aceita tuas burradas e não melhora em nada, tá de boas”, mas dizendo que tudo bem se você não lê tanto porque prefere assistir séries. Ou se você não tem o corpo da Kim Kardashian nem a conta bancária dela. Ou se, de vez em quando, você é antipático e quer ficar sozinho no elevador do prédio, pra variar. Ninguém morre por isso e TODO MUNDO tem falhas. Você não é a primeira nem a única pessoa a vir com problemas de fabricação – se eu posso ser engraçadinha o suficiente para usar o termo – e acredito que quem quer que esteja metido nessa bagunça (eu acredito em Deus, mas você pode acreditar em outra coisa ou em nada e TUDO BEM) não pediu o recall, então né? Acredito que meu buchinho saliente e eu não sejamos um problema tão grande assim, no fim das contas.

Vamos sim, nos melhorar a cada dia e tentar externalizar o melhor que temos para o mundo. Mas sabendo que já somos muito bons. Já somos, agora, a nossa melhor versão.

Da rotina Ser Gentil é Legal

Ser gentil é legal

8 de Janeiro de 2015

sergentilelegal
Você dá seta, no trânsito, e ninguém te deixa entrar (ao contrário, aceleram). Chega correndo no trabalho, coloca os códigos na catraca apressado, o elevador ainda está no andar, mas termina subindo porque ninguém o segura pra você. Vai comprar um produto em uma loja e não só não consegue mais informações sobre ele, como o vendedor te olha com tédio e te trata mal. Infelizmente, a gentileza nunca esteve mais em baixa. Encontrar uma pessoa gentil é como encontrar Maltesers (suspiros) aqui no Brasil: improvável (pra não dizer impossível). Ser gentil não é a prioridade e muito menos uma necessidade para ninguém. Geralmente, é a última coisa em que se pensa e algo ao qual ninguém dá muito valor.

Ser gentil é quase como ser trouxa. Porque se colocar no lugar do outro também tá super fora de moda, nada in. Encontrar uma pessoa que se proponha a nos entender e nos ajudar, sem ao menos nos conhecer, é algo que, se acontece, nos choca. Nos deixa pertubados, desconfiados. Mas por que você está me ajudando mesmo? Simplesmente não faz sentido porque, hoje em dia, o hype é ser do mal.

O problema desse hype é que ninguém é do mal sozinho e, algum dia (na verdade, todos os dias), alguém vai ser grosso, chato, desnecessário com você. E você pode não ligar, se estiver em um dia tranquilo. Mas se for aquele dia em que você precisava de alguém que, se não te desse uma palavra de consolo, pelo menos não te tratasse mal, encontrar alguém grosseiro é uma tragédia de proporções dramáticas. Não foram poucas as vezes que saí quase chorando de algum lugar em um dia de TPM porque alguém havia sido grosso comigo. Outro dia, inclusive, tive que mentalizar um ‘man up, woman‘ em um banco daqui de Recife. Essa modinha de ser uó já foi longe demais. Não é saudável, não é legal, não é bonito.

Houve um tempo em que eu achei que o legal era ser chato, mesmo. Mau-humorado, irritável, antissocial. Que bom que a gente cresce e vê que, mesmo que a gente seja assim, não quer dizer que a gente não precise mudar. Não quer dizer que seja certo. Eu, particularmente, tenho um humor um pouco volátil e não muito fácil de lidar, mas aprendi a apreciar o valor da gentileza, porque conheço algumas pessoas abençoadas e gentis (como meu marido, por exemplo). E ontem, lendo um post da Anna sobre um rapaz gentil, parei pra pensar que  a gentileza precisa voltar a ser amada. Precisa ser reintegrada no hall de coisas importantes, coisas que valem à pena. As pessoas precisam voltar a ser gentis, porque bem só gera bem e nossa sociedade seria tão melhor se todo mundo pensasse um pouquinho no outro também, além de em si. Se as pessoas usassem fones de ouvido em ambientes públicos e se oferecessem para segurar os livros de quem está em pé no ônibus, vejam mesmo como o mundo seria um lugar melhor para quem precisa pegar ônibus para ir estudar ou trabalhar? Se os caras parassem de soltar cantadas imbecis para as mulheres e se as pessoas avisassem quando vão se atrasar, não seriam os dias muito mais fáceis de se viver?

Sim, seriam. Portanto, a gente tem mais é que parar de ser chato e começar a ser legal. E gentil.

Pensando nisso, resolvi criar uma campanha a favor da gentileza. Tenta integrar meus coleguinhas do mundo blogueiro nessa ideia de ter um mundo mais gentil, onde (entre outras coisas) todo mundo dê créditos pelo o que compartilha em seus blogs, não tenha medo de fazer amizades nem de deixar comentários gigantes em posts (porque a gente sabe que isso é tudo de bom, muito mais tudo de bom do que pageviews). Além dos ‘buttons’ que disponibilizarei abaixo, farei uma série de posts dando ideias de como ser mais gentil em diversas situações do dia a dia. Acredito que vai ser um exercício muito válido pra mim, porque eu própria preciso muito integrar a gentileza na minha rotina. E quem quiser se juntar a mim e compartilhar sua opinião sobre o tema (e quem sabe, dicas pra gente ser mais legal), é mais do que bem vindo! <3




Versão feita por Pablo.

Os buttons são esses acima. Vocês podem salvar com o botão direito do mouse e linkar o button para esse post aqui, ok? Assim, outras pessoas poderão entender e participar também! Se vocês quiserem um tamanho ou cor diferente, me avisem! (:

E é isso, gente! Provalvemente, esse é um esforcinho pequeno, levando em conta o tamanho do nosso mundo – mas se eu conseguir mudar a mim mesma, na verdade, eu já vou estar feliz. Carregar vocês nessa onda é só um plus.