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Dona de Casa

Casa & Decor

Coisas que eu descobri no meu primeiro mês como dona de casa

23 de agosto de 2015

Eu, como dona de casa novata e não-manjante dos paranauês, levei vários sustos e segurei várias barras (pesadas) desde que se iniciou o processo de mudança e acomodação no nosso novo lar.  O pior de tudo é que eu achava que não seria complicado me adaptar a essa vida de cuidar da casa, porque eu sempre ajudei minha mãe nos afazeres domésticos e achei que tiraria tudo de letra. Mas, aparentemente, nada é fácil como a gente imagina e aqui vai uma listinha das realidades que a vida jogou na minha cara nesse 1 mês (YAY!) que estamos  no nosso cantinho:

  1. A casa nunca está limpa. NUNCA. Pelo menos, não se você, como a maioria das pessoas hoje em dia, trabalha 8 horas por dia e tem outros compromissos que também necessitam de sua atenção. Isso me irrita imensamente, porque sou uma pessoa que gosta de FINALIZAR tarefas e gosta do sentimento de trabalho bem feito e tarefa cumprida. E isso, atualmente, está impossível de atingir. E, aparentemente, esse é o sentimento da maioria, já que todas as amigas com quem conversei passam pela mesma coisa e, claro, me deram dicas para tornar as coisas melhores, mas não foram capazes de me informar a  fórmula mágica para deixar a casa sempre nos trinques.
  2. Cozinhar e lavar os pratos parece (e é) extremamente injusto. Antes de me mudar, eu achava bobagem isso de “quem cozinha não lava a louça” porque eu, que amo cozinhar, realmente não me importava de, nas raras vezes que eu tinha coragem de encarar as bocas do fogão na casa da minha mãe ou da minha sogra, lavar a louça. Até porque sempre lavei a louça na casa da minha mãe e realmente nunca achei uma tarefa especialmente odiosa. A questão é que, de vez em quando, realmente, não é algo que faça diferença na vida. Mas quando você chega, todos os dias, cansada do trabalho e do trânsito, e ainda tem que cozinhar algo decente para alimentar a você e ao seu cônjuge (que não desenrola muita coisa na cozinha), ter que lavar os pratos também é algo que você não leva de boa. Por isso que, depois de uma ou duas semanas cozinhando, lavando e secando pratos, pedi arrego e escalei o bofe como lavador de pratos. Porque né, apenas justo?
  3. Dividir pra conquistar. E por falar em envolver o bofe nos serviços da casa: essa é a única saída para que o ambiente que vivemos fique humanamente habitável. Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade em que os pais (com algumas exceções) não treinam seus filhos para cuidar, também, da limpeza e manutenção de uma casa – apenas as filhas são envolvidas nesse tipo de tarefa. Então, obviamente, a maioria maciça das mulheres sabem como lavar um banheiro ou passar medianamente uma roupa, enquanto os homens mal sabem como varrer uma casa. Entretanto, isso não é desculpa para jogar o serviço doméstico todo nas suas costas e dispensar qualquer ajuda que pudesse vir do companheiro. Vale sentar, conversar, definir tarefas e, caso o boy não saiba como se faz alguma coisa, ensinar e ajudar. Aceite que os padrões provavelmente não vão ser os seus no início – mas, com ajuda e incentivo, tudo vai funcionar bem. Com o bofe, acredito que tive sorte, já que ele nunca se nega a ajudar e contribui bastante para a limpeza da casa. Graças a Deus, pelo menos, muitos caras já entenderam que, apesar da falta de treinamento deles, eles também precisam ajudar nas tarefas de casa.
  4. Passar roupa NÃO É DE DEUS. Taí uma tarefa que eu não fazia antes de me mudar: passar roupa. Estranhamente, minha mãe nunca nos incitou essa tarefa e acho que agora tá tudo explicado. Passar roupa é a tarefa mais incrivelmente CHATA da face da Terra, principalmente pra quem, como eu, não faz a MENOR IDEIA DO QUE ESTÁ FAZENDO. Passo um lado, amasso o outro. Estico um pedaço, o outro enruga. Sem falar que é uma tarefa longa que você tem fazer de pé.  É um estresse enorme e, depois de me preocupar por semanas, elegi a técnica do mínimo esforço em relação a essa obrigação tão odiada: passo o que eu vamos usar na semana e deixo o resto guardado, porque não estou disposta.
  5. Visitas ao supermercado são o novo ‘passeio no shopping’. Quando se toma conta de uma casa, fazer compras é MUITO mais divertido do que quando se acompanha os pais ao mercado. Se for um supermercado grande (com direito a coisinhas de casa, além de comida e bebidas) então, acabou-se! Semana passada, mesmo, estava eu dando pulinhos de felicidade porque achei, num mercado, uma pasta para dar brilho em panelas. Eu sei, não faz sentido, mas é por aí.
  6. Saber a quantidade de comida a se comprar é uma habilidade que requer treino. Eu sempre compro demais ou menos do que deveria. Estraguei 1/4 de abóbora, algumas laranjas e quase perco um cacho de bananas (porém fui mais esperta e fiz doce delas) com essa matemática errada do quanto nós vamos comer. E olhe que nós levamos marmita todos os dias, viu?  Sei que o certo seria eu organizar um cardápio semanal, mas ainda não empolguei nesse ponto. Gosto da ideia de cozinhar o que eu estiver afim de comer agora e não algo que eu decidi há 3 dias atrás.
  7. É muito gasto. Parcela do financiamento, condomínio, energia, alimentação, combustível… É, ser dono do próprio nariz não é fácil nem barato. Mas:
  8. Não existe nada igual. Não há nada como chegar em casa na hora que quiser (embora a gente quase sempre chegue cedo), organizar, limpar, cozinhar, ficar deitada no chão da sala, pensando na vida. Ter privacidade e independência. Fazer o que se quiser, sem pitacos de ninguém. Isso é tão maravilhoso e eu estava querendo isso há tanto tempo que esse primeiro mês pareceu um sonho. Aos poucos, vou incorporando rotinas e me acostumando ao dia a dia.

E aí? Curtiram minhas descobertas? Concordam? Têm dicas? Comentem!