Dicas – Amanda Arruda
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Dicas

Da rotina

Economizando em casa – para preguiçosos

Em tempos de crise, o cafezinho é em casa

Hoje o assunto é um tema tabu: dinheiro. Não gosto de falar muito sobre isso, mas ignorar também não faz muito sentido, principalmente no momento que estamos vivendo. Porque não sei se vocês tão sabendo, mas aparentemente estamos em crise. E, né. Tem um tempo já. Pergunto essa pergunta estapafúrdia porque eu passei um tempo fazendo a egípcia para os dramas relacionados à essa maravilhosa onda de bosta que vem zoneando nosso país. Não que eu curta viver a vida ignorando a realidade, mas é que pensar que nosso dinheiro ainda vale alguma coisa é tão mais divertido, né?

A realidade é que não tá fácil pra ninguém e esse mês de abril jogou essa verdade na nossa cara. A gasolina aumentou, temos um IPVA mara pra pagar, comida não tá barato e restaurante menos ainda.  Não é fácil se adaptar de ter 0 contas pra pagar (morando na casa dos pais)  a ter todas as contas pra pagar (morando com o bofe), então a gente sofreu um certo choque nesse começo de ano, com tantos impostos que a gente nunca tinha lidado e, além disso, com o aumento de vários itens de consumo (inclusive, pausa para reclamar da Isotretinoína, que desde Janeiro já aumentou duas vezes!) e da gasolina. É isso, miga, vamos economizar. Não tem jeito, não tem opção.

O que geralmente dói mais em economizar é perder os confortos da vida. De repente, temos que cozinhar a marmita, não podemos mais comer fora durante a semana. Não dá pra pegar táxi quando não estamos no mood de andar de ônibus nem ter alguém para limpar a casa pra gente e passar nossas roupas. Vamos ter que fazer tudo, do jeito mais difícil. Mas: não tem que ser DO MAIS DIFÍCIL. Vou aqui passando umas dicas de economia pra vocês que eu tenho colocado na minha vida e que tem me ajudado, preguiçosa que sou, a economizar e, ao mesmo tempo, curtir um tempinho pra mim.

+ Marmita pra sempre. Eu sei, só de pensar em cozinhar, já dá uma preguiça sem tamanho. Também sou desse time e te entendo. Amo cozinhar, mas cozinhar por obrigação é um saco. De qualquer forma, chegamos a esse ponto que comer fora simplesmente não é mais uma boa opção. Os bons restaurantes são caros e o baratos, bem, melhor evitar pelo bem do meu estômago – já que foi-se o tempo em que eu era um avestruz e podia comer qualquer coisa e ficar de boas. Uma boa solução pra quem morre de preguiça de chegar em casa, à noite, todo dia, e cozinhar é fazer as marmitas da semana toda no domingo. Eu geralmente, divido. Cozinho marmitas para dois dias no domingo e, na terça, cozinho novamente, para o restante da semana. Funciona pra quem não consegue comer a mesma coisa todos os dias (eu), embora seja um pouquinho mais trabalhoso. Se você não tem essa frescura (!), você pode cozinhar a sua comida toda de uma vez e armazenar no congelador. Dá super certo e você fica livre de ter que ir pra beira do fogão durante a semana. \o/

+ Repense os trajetos. Gasolina, gente, não é uma coisa barata. O grande drama, aqui em Recife, é que passagem de ônibus também não é. Principalmente se você mora longe do trabalho, como eu. A passagem aqui está custando, basicamente, o preço de um litro de gasolina (R$3,85). Daí, realmente, se eu e o bofe formos pagar passagem pra ir e voltar do trabalho, nós só vamos perder o conforto do nosso carro adquirido a duras penas, pois a compensação financeira é zero. Como não dá, no momento, pra mudar pra perto do centro da cidade, a nossa solução é achar maneiras de encurtar o nosso tempo no trânsito, gastando assim menos gasolina. Saímos um pouco mais cedo de casa e, agora, eu fico com o carro na grande maioria dos dias, pois o caminho deixando W no trabalho é bem mais tranquilo do que quando ele me deixa lá. De qualquer forma, vale fazer a conta, na sua cidade, e ver o que vale a pena pra você. Como a qualidade do transporte público daqui deixa demais a desejar, para para fazer sentido mudar pra ônibus a diferença financeira tem que ser, definitivamente, mais de R$50. Menos do que isso, ainda prefiro andar de carro.

+ Otimize as tarefas. Passar as roupas todas de uma vez otimiza o tempo que você vai ficar nessa tarefa e ajuda a economizar energia do seu ferro. Juntar bastante roupa no cesto e lavar tudo de uma vez faz com que você precise usar menos vezes a máquina de lavar, gastando assim menos energia. Tem várias pequenas tarefas que requerem os mesmo produtos ou aparelhos e que você pode fazer de uma vez só, para economizar sua energia e seu dinheiro. Pense no que se aplica na sua casa. (:

+ Compre quando precisar. Eu costumava ter sempre um estoque de comida. Duas latas de atum, dois sacos de leite, 4 pacotes de miojo. A grande questão é que tem coisas que você compra just in case e que você não usa nem mesmo no mês que você comprou. Por exemplo, aqui em casa não comemos tanto doce, o que leva uma caixa de leite condensado a levar séculos para ser utilizada. Também demoramos demais para consumir frutas e verduras e elas terminam estragando. Por isso, agora eu compro comida apenas quando vou fazer alguma coisa (cozinhar) com ela num futuro próximo. Claro, isso não se aplica a coisas que se consome muito rápido ou que absolutamente não podem faltar (papel higiênico, por exemplo). Observe seus hábitos e veja o que é extra e pode ser comprado quando for necessário e o que vai fazer muita falta se acabar e você não tiver nada pra repor.

+ Feche as torneiras. Não apenas as físicas, mas as metafóricas. Se você está endividado ou numa situação apertada, não faz sentido ficar comprando e comprando, gastando com coisas que não são necessárias. Claro, todo mundo tem direito a um ‘respiro’ de vez em quando, mas tome cuidado para que essas exceções não ponham a perder todo o esforço que você fez durante o mês. São pequenas coisas que quebram o orçamento. Um hidratante aqui, aquele docinho depois do almoço ali e é isso, não se tem mais um pau pra dar num gato (apenas expressão, gente, amo animais). Cancelei algumas assinaturas que não são, na realidade, tão necessárias assim. Parei com docinhos depois do almoço ou no lanche da tarde e nem lembro bem a última vez que entrei numa loja de cosméticos para comprar alguma coisa (provavelmente nem faz tanto tempo, mas é que né, sou dramática). Apenas o Netflix permanece, porque né? Amor. No mês atual, eu só tenho comprado remédios, comida, gasolina e presentes (ocasionalmente, em datas que eu realmente não ache que dê pra passar sem). Viajei com meus pais no feriado (gasolina por conta deles, eba!) e comprei um vestidinho e uma rasteirinha porque eram, realmente, uma oportunidade muito boa e com um valor amigo demais pra ignorar. São exceções. Mas, no geral, estou evitando de tudo, porque não tá fácil.

E é isso, gente! Por enquanto, tenho passado umas vontades, mas tô guardando tudo aqui no coração, porque um dia passa (e se não passar, a gente junta um dinheirinho e acaba com a vontade). Taurino é ser que gosta de luxo, do bonito, do conforto e eu sou uma taurina da gema – ou seja, não tá sendo fácil. Mas nunca é e eu sempre acho que esse momentos ensinam demais pra gente. Estou tentando tirar as lições dessa situação, tentando aprender a ser mais objetiva em relação a dinheiro e mais econômica. Isso não apenas para as contas baterem, mas para que eu possa, com o bofe, realizar alguns sonhos. Dinheiro ainda é a maneira como muitos dos nossos desejos podem ser realizados, então aprender a lidar melhor com ele não é nenhuma vergonha – é simplesmente lógico.

E vocês, têm alguma dica de economia para me dar? Comentem!

Cabelo, Da rotina

7 meses de transição capilar e minha vida so far

7 meses de transição

Tanta gente chegou aqui no blog através do meu guia rápido da transição capilar que eu entendi que esse era um assunto que interessava quem estava me lendo aqui – o que, pra mim, é maravilhoso, já que eu ADORO falar sobre isso e tenho pouquíssimas pessoas ao meu redor que entendem, de verdade, o que eu estou passando. Então decidi que vou postar mais um pouco aqui sobre o meu processo de recacheamento e como está sendo essa minha caminhada (que será longuíssima) rumo aos cachos perfeitos – ou seja, os meus.  <3

A minha última progressiva data do mês de junho, portanto faz aproximadamente 7 meses que eu estou em transição. Não é o maior tempo de transição da história, mas já deu pra pegar alguns macetes e sofrer algumas derrotas. Vou por tópicos, porque quem me conhece sabe que amo listas, mesmo quando não faz sentido usá-las. Eis alguns aprendizados:

  1. É preciso estar certo e preparado para seguir com a transição capilar. Eu já sabia que era isso que eu queria, quando decidi, depois de uma primeira tentativa frustrada, voltar aos cachos. Decidir em prol do nosso cabelo natural, depois que já alisamos e fizemos a bagunça nele, requer um estado de espírito inspirado e uma forte determinação, coisa que a gente não sente o tempo todo. Por isso, o que eu digo pra quem está pensando em começar a transição, mas não tem certeza, é: tenha certeza. Não faça porque todo mundo está fazendo, porque não é FÁCIL. Não é a coisa mais difícil do mundo, obviamente, mas a gente tem que estar de bem com a gente pra conseguir lidar com os dramas do caminho.  Pesquise bastante, leia, converse com pessoas que estão fazendo a transição e, se você sentir que é algo que seu coração quer, vá em frente. Lembre-se que o cabelo é seu, então as decisões também são suas.
  2. O preconceito está em todos os lugares. E você vai ter que aprender a lidar com ele. Sim, muitas pessoas ainda acham que cabelo cacheado é bagunçado, desarrumado, rebelde, ruim e tantos outros adjetivos negativos que se possa dar. E esse tipo de adjetivação vai vir de onde você menos espera e, muitas vezes, de pessoas que você gosta e respeita. Nesse caso, acredito que entrar em pé de guerra com todo mundo não é a solução, porque esse tipo de pensamento é simplesmente algo cultural, que temos que problematizar. Lembra que até pouco tempo eu também achava isso, até alguém problematizar pra mim e eu me desvencilhar desse preconceito? Pois é. O trabalho de quem está em transição é dobrado, porque além de você ter que trabalhar em si mesma, também tem que trabalhar nos outros, questionando as afirmações que eles trazem. Não, meu cabelo não é ruim (inclusive, fez mal a ninguém, até onde eu sei), ele não é mal cuidado (hidrato sempre que lavo e, ao contrário de quando ele passava 3, 4 dias na chapinha, ele está sempre cheiroso) e não é bagunçado (apenas tem um formato diferente do liso, that’s all). Claro, tem gente que não vai entender e com quem não adianta discutir. Com esse tipo de gente, a gente segue a vida, porque, no fim das contas, o que é que essa galera tem a ver com nosso cabelo mesmo?
  3. Talvez você precise fazer uma escova de vez em quando – e não tem problema. Enquanto eu não concordo muito com a técnica de fazer escova no cabelo até ele crescer todo – já que alisar o cabelo com calor, repetidamente, pode machucar os seus cachos – não vejo nenhum problema em fazer uma escova de vez em quando. Convenhamos que o cabelo em transição não está em sua melhor forma, já que eles está parte cacheado, parte alisado. No meu caso, creio que uns quatro dedos de raiz (sem esticar) estão naturais, então, sim, as coisas às vezes não dão certo mesmo. Então, em caso de tenho-um-casamento-pra-ir-e-nada-fica-bom, não fique triste nem envergonhada em fazer uma escova e seguir com a vida. Você não aderiu ao lado negro da força, você não destruiu seus cachos pra toda eternidade – foi só um momento em que sua transição não te ajudou e você precisou de outra solução.
  4. O difusor é o seu melhor amigo. Nada tem me ajudado tanto nesse período de transição quanto o meu difusor. Sério. Então, se você quer ser mais feliz nesse período tão difícil da vida, arranje um difusor pra chamar de seu. A verdade é que é muito difícil fazer com que seus cabelos assumam um forma que não seja liso-esticado quando você está em transição e MAIS DIFÍCIL ainda é fazer com que permaneçam dessa forma. Por isso, o difusor é essencial. Uso assim: passo o finalizador da minha preferência, amasso pra sempre até se formarem onda/cachos e coloco o difusor rapidamente nas mechas, para evitar que as ondas se desfaçam. Não seco completamente, deixo 90% seco (o suficiente para segurar sua forma) e o restante eu seco ao natural. Depois dou uma amassada nos cachos para soltar do molde (geralmente eles ficam rígidos, porque uso gelatina/gel junto com o creme de pentear) e, pronto, tá tudo certo. Difusor: é vida.
  5. Achar o seu produto perfeito não é fácil – mas não é impossível. Cada cabelo interage de um jeito com cada produto, portanto o que deu certo pra sua colega pode não funcionar pra você. Procure se guiar por pessoas que têm um tipo de cabelo parecido com o seu quando for julgar opiniões sobre produtos. O meu cabelo, por exemplo, aparenta ser um 2c/3a (ainda estou esperando ele ficar natural para eu poder opinar com certeza), portanto procuro me guiar por blogueiras e amigas que tenham o cabelo parecido. Além disso, não tenha medo de testar. Ao contrário do que se acredita, o produto não precisa ser carérrimo para ser bom. Você pode, calmamente, ter um resultado sensacional com o seu cabelo com um creme bem baratinho e pelo qual você não dava nada. Os meus favoritos atualmente, por exemplo, são escolhas ‘na média’ e que não levam ninguém à falência (principalmente levando-se em conta que eu não tenho tanto cabelo assim, então não preciso usar tanto produto): o Tô de Cacho, da Salon Line, para cachos 2 A/B/C e 3A e o Redutor de Volume da Capicilin (o laranjinha), que ajuda demais a segurar a definição dos cachos. Ambos têm um valor ok (não lembro exatamente o quanto paguei por cada um, mas acho que ficam na faixa dos R$10 – R$15) e dão super certo comigo.
  6. Condicionador pode ficar no cabelo SIM! Essa foi uma descoberta que MUDOU minha vida. Ao invés de enxaguar todo o condicionador, ao fim da lavagem, comecei a deixar o suficiente para sentir meus cabelos hidratados. É uma coisa bem de toque mesmo, de sensação. Deixo o suficiente para não sentir os cabelos pesados, mas também o que vai deixar os cachinhos hidratados. Boa parte do produto já sai, também, quando eu vou apertando ele com a camiseta, para que ele pare de pingar. O que fica, ajuda a manter os cachinhos com menos frizz e mais brilho. Façam esse teste, porque ele life-changing mesmo.
  7. Camiseta de algodão for life. Demorei para aderir a essa dica de enxugar o cabelo com uma camiseta de algodão, mas gente: é maravilhoso. Sugiro que aposentem desde já uma camiseta (eu roubei uma do boy) e comecem a usar como toalha para o cabelo de vocês. Sério, diminui o frizz de um jeito que eu não achei possível.
  8. Quando tudo der errado, abrace os grampos e os prendedores. Na minha casa, tem grampo e prendedor de cabelo em tudo quanto é canto. Sério. Eles salvam a vida quando o cabelo não quer colaborar de jeito nenhum.

 

Então, essas são as minhas dicas e descobertas so far. Alguma coleguinha em transição querendo dividir dicas? Ou fazer perguntas? Comentem! 😉

Listas, Mundo Pet

10 dicas pra quem quer adotar um animal

10 coisas que você precisa fazer antes de adotar um animal

Créditos:  Fieldy

2015 já chegou e ainda tem gente que acha que bicho de estimação é bagunça. Então, deixa eu te dizer um negócio rapidão: não é não. Ter um pet requer responsabilidade, cuidados e muita vontade de fazer o animalzinho feliz, seja ele uma chinchila ou um dog alemão. Se você é do time ao qual eu pertencia até uns meses atrás – o time dos sem-pet 🙁 – e não tem nem noção do que é criar um bichinho, mas morre de vontade de ter um, eu fiz uma listinha de coisas que gostaria que tivesse me dito, antes d’eu adotar meu bebê doido, Chewie. Claro que não saber de certas coisas não faz, de jeito nenhum, com que eu me arrependa de tê-lo como parte da minha família, mas ajudaria muito ter conhecimento de algumas coisas logo de cara. Então, vamos à lista!

  1. Pesquise muito bem que tipo de animal e que raça você deseja ter (se for o caso). Gente, nem todo animal é peixe, que não vai pedir atenção e só precisa de limpeza e comida. A maioria deles têm necessidades muito mais complexas, têm personalidade própria e algumas peculiaridades que podem fazer com que eles pareçam fofuras ou demônios, dependendo do que seja. Os schnauzers, por exemplo, são conhecidos por serem ativos, ansiosos e bem carentes de atenção. Eu não sabia disso antes de adotar Chewie e obviamente isso foi um choque pra mim, que não esperava algo assim (não sei bem o que eu esperava, já que eu nunca tinha tido cachorro na vida). Hoje em dia, eu já estou aprendendo melhor a lidar melhor com o jeitinho dele, mas não vou dizer a vocês que foi fácil. Então, sim, é importante saber o que você quer e se o pet em questão atende ao que você demanda, seja ele um cachorro, gato ou furão. Em caso de cachorro, fique de olho na raça (que vai dar as diretrizes do que esperar em relação a temperamento e personalidade) ou, no caso de vira-latas, na forma como ele se comporta. Há um teste legal que você pode fazer, antes de adotar o bichano, para ter noção da personalidade do animal.
  2. Compre seu pet de criadores sérios ou adote. Eu não vou dizer aqui que ninguém está errado em comprar seus pets, porque muitas vezes as pessoas sempre sonharam em ter um companheiro de determinada raça ou tipo que só são possíveis, quase sempre, de adquirir por meio de uma compra. Mas é importante ter o cuidado de comprar seu animal de um criador sério e que trate seus animais com respeito e carinho. Já pra quem vai adotar, basta escolher um abrigo e ver qual cachorro tem mais a ver com você.
  3. Tenha certeza que o seu novo amigo vai caber dentro do seu orçamento. Só tive um cachorro (até agora), mas sei de uma coisa: ele traz gastos. Principalmente porque eu sou daquelas que não quer dar nada mais ou menos pra ele, então uma boa parte do meu dinheiro é gasta em ração boa, brinquedos de qualidade e vacinas. Então, antes de você trazer um bichinho pra casa, tenha certeza que ele cabe no seu orçamento, porque além dos gastos comuns, podem haver também gastos de emergência, no caso do seu pet ficar doente. É sempre bom estar preparado.
  4. Bicho não é gente: saiba do que seu animal precisa. Antigamente as pessoas criavam seus bichos sem se preocupar se o que eles estavam fazendo era prejudicial ou não pra eles. Davam qualquer comida, não tinham cuidados com a saúde do animal e nem com a educação do mesmo. Hoje em dia, há muitas pessoas que se preocupam de verdade com o bem-estar dos bichanos, graças a Deus, e sabem que o que é certo pra gente nem sempre é certo pro bichinho. E é por aí mesmo. Não adote nenhum bicho sem  ter a vontade de pesquisar e saber o que ele precisa para ser feliz  e sem ter a possibilidade de trazer essa felicidade pra vida dele.
  5. Pergunte se as pessoas que moram com você estão dispostas a ajudar – ou, pelo menos, a não atrapalhar. Se você mora com alguém, a decisão de trazer o bichinho deve ser conjunta, já que é mais um membro para a casa e que, querendo ou não, vai interferir na rotina de todos que dividirem o teto com você. Pergunte às pessoas se elas aceitam o animalzinho em casa e se estão dispostas a ajudar – ou pelo menos, a não atrapalhar – nos cuidados e na educação dele. Essa conversa prévia vai evitar muitas dores de cabeça, acredite em mim.
  6. Conheça o nível de energia do animal que você pretende trazer pra casa. Um choque, quando eu adotei Chewie, foi descobrir que o nível de energia dele é muito, mas muito, maior que o meu. Chewie é um animal EXTREMAMENTE ativo, que precisa correr e brincar O TEMPO TODO. E eu não poderia ser mais diferente, já que quando chego em casa só quero ficar jogada em cima de um móvel qualquer, morta. Então, algumas vezes é bem difícil, porque chegando em casa, eu desejava ter um cachorro que fizesse uma festinha e depois deitasse de boa nos meus pés e a realidade é um furacão louco tentando me derrubar. Vou tentando adaptar aqui e ali, mas me digam se não seria muito mais fácil se ele fosse parecido comigo, nesse ponto? Pois é. Antes de adotar, pesquise bem e veja se o seu bichinho é muito ativo e requer muita atenção e se você está disposto a isso.
  7. Prepare sua casa para a chegada do seu bichinho. Um novo membro é um novo membro, gente! E você precisa preparar um lugarzinho pra ele. Pesquise e compre tudo o que você achar que é necessário: artigos de higiene, ração, brinquedos, casinhas, bebedouros, etc. O importante é que não falte nada para o seu pet se sentir em casa.
  8. Esteja preparado para educar. Bicho não é bagunça, gente! Não é algo que se auto-educa e descobre sozinho que não pode subir no sofá nem fazer xixi no tapete. Quem dá a educação é você e, digo e repito, é algo do qual você não pode fugir. Pra mim, uma das coisas mais insuportáveis da vida é bicho mal-educado e dono preguiçoso. Porque o dono preguiçoso faz com que menos pessoas amem aquele animal, porque ele termina sendo um chato com quem ninguém quer brincar nem dar carinho. A educação faz com que os laços com aquele animal se tornem mais fortes e, por consequência, faz com que ele seja mais amado e mais feliz. Educação é tudo. Eduquem.
  9. Saiba que o bichinho é uma responsabilidade sua, enquanto ele viver. Supondo que você leu todos os tópicos anteriores, você já deve saber que você não pode adquirir um pet e depois deixar pra lá porque “é complicado demais”. Não. Apenas não. Bicho é coisa séria. Não compre nem adote se não estiver disposto a ser responsável em relação a ele.
  10. Esteja preparado pra muita bagunça – e muitas risadas. Bichinhos trazem felicidade e vida pra qualquer lugar que eles vão. E bagunça também. Então, espere por alguns xixis fora do lugar, uns sofás arranhados, uns chinelos comidos e um pouco (muito, dependendo) de pelo espalhado pela casa. É como ter criança em casa –  não dá pra manter tudo nos trinques, o tempo todo. Mas, fora a bagunça, também tem trapalhadas, brincadeiras e gracinhas que só quem tem bichinho sabe como é e que faz todo nosso trabalho duro e dinheiro gasto valer à pena. <3

Curtiu as dicas? Tem mais alguma pra dar, ou alguma experiência para compartilhar? Deixa nos comentários! (: