Instagrão

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  • t trampando mas o grande amor da minha vida hellip
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Dicas para Blogs

Mundo Blogueiro Opiniões que ninguém pediu

A melhor de todas as dicas (para blogs e para a vida)

29 de janeiro de 2015

Essa semana li um post sensacional da Annabel e não tive como evitar a minha total concordância com cada palavra que ela escreveu. No texto, ela falava, dentre outras coisas, que as pessoas davam muitos conselhos a novos blogueiros, como: escreva posts de dicas/conselhos; monte o seu nicho; se inspire em outras blogueiras (mas não copie, claro); seja única. Mas, para ela, a maior parte disso é bobagem e ela disse bem porque: não há como montar mais nichos específicos, a não ser que você, sei lá, misture coisas um pouco nada a ver (como batom, kung fu e mergulho, como Annabel exemplificou em sua publicação) em uma coisa só.  O que, venhamos e convenhamos, geralmente é forçação de barra. Mas pra mim, o mais interessante de todo o texto vem em seu final, com ela pedindo para que paremos de tentar agradar a todo mundo e bloguemos por nós mesmos. Com nosso jeito. Like nobody’s reading.

E, gente, eu acho que algumas vezes é isso que falta em alguns blogs por aí. A espontaneidade de sermos nós mesmos, como se ninguém tivesse lendo, como se não ligássemos. As pessoas ficam tão preocupadas em agradar todo mundo que se esquecem de uma coisa muito importante e maravilhosa, chamada PERSONALIDADE. Gata, se nem chocolate é amado pela totalidade da humanidade, quem você pensa que é pra querer agradar a gregos e troianos? E atente para o detalhe que, mesmo que você renegue seu ziriguidum no seu blog, você não vai agradar todo mundo, porque NÃO É POSSÍVEL agradar todo mundo, mesmo forçando a barra e dizendo que ama tanto Coca quanto Pepsi. Não é possível. Abrace essa realidade inexorável, repita como mantra todos os dias e leve pra sua vida.

Creio que blog é algo no qual temos, obrigatoriamente, que dar nossa cara à tapa e colocar nosso jeitinho, nosso gênio, nosso diferencial. Haverá pessoas que gostarão, haverá quem não goste também. Mas isso não é o fim do mundo. Muito pelo contrário: isso é a construção de um público. E a construção de um público é bem como a construção de uma rede de amizades verdadeiras: você não precisa forçar a barra e, mais importante, você não precisa abraçar o mundo. Já ouviu falar naquele dito que diz que quem é amigo de todo mundo, não é amigo de ninguém? Sim, é bem por aí no mundo blogueiro também. Então, veja bem: você não precisa se estressar, arrancar cabelos nem roer as unhas, porque você vai ser você e alguém, lá nesse mundão perdido da internet, vai gostar de você sendo apenas o que você é – e nada mais. Mesmo que você diga que não lê muito e prefere assistir à novela das 6 do que acompanhar Game of Thrones. Mesmo que você não seja do time dos gatos nem dos cachorros, e sim do dos hamsters. Mesmo que você diga que odeia chocolate (inclusive, melhor tipo de pessoa pra ter por perto, pois você comerá todos os chocolates que ela ganhar <3). Com todos os seus downsides (imaginários ou não), você conseguirá fazer algum amigo (a não ser que você seja um sociopata – e olhe lá). E não há necessidade, mesmo, de tentar ser alguém que não se é.

Não há nada pior do que não ser amado nem odiado, mas estar no meio. Quem está no meio não faz sentido. Não é lembrado. Não toma seu lugar no coração das pessoas, porque as pessoas não conseguem se identificar, já que não se dá dicas do que se é para elas. Você, em suma, não consegue fazer amigos nem inimigos, porque eles não sabem o que esperar de você. Você plana no pantanoso campo da politicagem, sendo legal com todo mundo – e com ninguém, ao mesmo tempo. Ser política, no seu próprio blog, é algo que não faz sentido pra mim. Isso aqui é a hora do recreio, um momento de compartilhar o lanche e comentar do fim de semana. Mentiras ou omissões não estão inclusas.

Claro, você pode dizer que eu não sei do que eu estou falando. Poxa, Amanda, mas você tá na blogosfera há tanto tempo e nunca virou blogueira profissional. Bem, esse nunca foi meu intuito. Sempre bloguei por prazer, porque encontrei aqui exatamente o que eu falei pra vocês lá em cima: uma rede de amigos. Por nunca ter me importado em mostrar minha cara e ser sincera em relação ao que gosto e o que não gosto – coisa que, algumas vezes, me atrapalha no dia a dia, mas que é uma característica da qual eu não abro mão – eu angariei vários amigos, amigos que eu carrego até hoje, desde dos meus tempos de zip.net. E vou contar uma coisa pra vocês: não tem coisa melhor do que se encontrar em outras pessoas que você nunca nem viu, no mundo real. Isso tudo porque você deixou eles vislumbrarem seu verdadeiro eu.

Ser sincera e ser você não quer dizer que você vai ser famosa – e nem quer dizer que você não vai ser. Pode ser que a sua platéia seja pequena, pode ser que você angarie vários haters, pode ser que você seja um sucesso global. Isso tudo é uma mistura de esforço, sorte e timing. Mas uma coisa eu te garanto: você vai ter leitores. Fiéis. Que vão ser como ser como amigos, sempre ao seu lado, seja silenciosamente ou marcando presença na sua caixa de comentários e nas redes sociais. E isso, meus amigos, vale muito. Vale mais.

Além do quê, como disse Annabel (e eu reitero): não é necessário nenhum esforço para ser único, porque você já é. Só deixe que todo mundo saiba disso.