Instagrão

  • a weekend thing
  • No tava crendo no quanto o mar estava maravilhoso dahellip
  • kombucha  morango  gengibre
  • quando a tpm fala mais alto e a sua amigahellip
  • nosso menino de v
  • meu de estimao
  • Que experincia incrvel! Nunca pensei que eu era uma perahellip
  • beautiful coffee stay with me
Explore

culpa

Opiniões que ninguém pediu

Lembrete

4 de maio de 2016
Foto: rrrroza

Foto: rrrroza

Eu sou uma pessoa que se cobra demais e que sempre acha que tudo o que importa pra mim precisa ser perfeito. Algumas áreas da vida sofrem mais dessa pressão do que outras, mas ela sempre existiu e duvido muito que um dia deixe de existir – mas, com alguma sorte, talvez ela diminua. E, assim, eu já tomo para mim todos os problemas que não são meus, porque acredito piamente que, se alguma coisa deu errado em alguma área da minha vida, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.

Peguei trânsito pra ir pro trabalho? Deveria ter saído mais cedo, droga. O almoço deu caro e vai afetar o orçamento? Deveria ter cozinhado ontem e trazido marmita. Alguém foi grosso comigo aparentemente de graça? Com certeza tem uma razão, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.  É uma avalanche de culpa, todo o momento, quando em muitos casos não precisamos nem devemos estar sentido essa quantidade de culpa. Algumas vezes, simplesmente, você sai no mesmo horário de todos os dias e pega trânsito. Ou simplesmente chega muito cansada em casa e não é possível cozinhar, apenas desmaiar na cama. E, sinceramente, na maioria das vezes em que alguém é grosso com a gente, o problema geralmente é essa pessoa, e não algo que nós fizemos.

Esse senso exacerbado de responsabilidade (além do fato d’eu sempre ter sido mais desenvolvida fisicamente que minhas colegas, na escola) sempre fez com que as pessoas achassem que eu sou muito mais velha do que eu realmente era. E eu meio que estou cansada disso. Eu gostaria de ter o senso de responsabilidade de uma mocinha de 25 anos (soon, 26), obrigada. Eu não quero mais ser responsável pelos problemas do mundo. Inclusive, também gostaria de abrir mão de alguns dos “meus” problemas que, na verdade, não são meus. Eu não mando no clima, no quão cansada eu vou estar quando eu chegar em casa, nos jobs que vou ter no dia, nos dramas pessoais de quem me cerca, nos humores, na variação cambial e, muito menos, na vida.

As coisas acontecem e, sim, algumas vezes eu posso até influenciar no resultado, mas nem sempre. Nem tudo. Não foi algo que fiz, toda vez. Algumas vezes foram outras pessoas que fizeram, e a culpa é unicamente delas. Algumas vezes foi a vida que aconteceu e não foi culpa de ninguém.

Esse post é mais um lembrete pra mim mesma, naqueles dias que eu estiver frustrada e com vontade de ir chorar no banheiro. Às vezes, apenas às vezes, não foi algo que eu fiz. And that the guilt is not mine to take.