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A Mágica da Arrumação

Livros & Outros Amores Minimalismo

O método de declutter da Marie Kondo

28 de maio de 2015

Adoro livros que ensinam a simplificar a vida. E o livro da Marie Kondo definitivamente é um desses. The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing (já com tradução para o português) tem quase duzentas páginas e ensina um método defendido como eficaz por sua criadora: o declutter único.

Marie, no livro, defende que para nos livrarmos de vez da tarefa diária de arrumar e organizar, temos que fazer uma limpa geral e definitiva nos nossos pertences, jogando fora tudo o que não precisamos e que não nos traz alegria. Isso vai completamente de encontro ao pensamento geral de que devemos nos livrar, aos poucos, de nossos pertences – e eu achei a ideia sensacional. Ela também nos fala que, caso sigamos o seu método, não teremos “recaídas”, pois uma vez que nos livramos de toda a tralha, nossa mente e corpo se modificam por conta do nosso novo meio e não caímos mais na besteira de manter coisas que não gostamos.

Verdade ou não (ainda não testei completamente o método para atestar o seu funcionamento), o livro é uma leitura que estou recomendando pra todo mundo que eu posso, porque ele sai realmente da mesmice e defende um ponto fora da reta. Se você não leu o livro ainda, mas quer saber quais são as dicas que a Marie dá, pontuei algumas guidelines que ela defende no seu modo de organização:

  • Faça o declutter todo de uma vez só. Marie defende que o declutter e a arrumação é um trabalho pontual, não um trabalho para a vida inteira. Se você tem sempre que destralhar é porque tem algo errado no seu método – e, segundo a autora, é tanto o modo quanto o tempo que se leva para fazer essa limpa. Kondo diz que o tempo que se leva para destralhar uma casa deve ser o mais curto possível – o que quer dizer que você deve adaptar para as suas possibilidades, porém fazendo o esforço óbvio de que tudo seja feito no período mais curto que você puder. Eu, por exemplo, destralhei uma categoria por dia. Quem tiver menos tralha, pode fazer tudo em um fim de semana ou até num dia só.
  • O limite é você quem diz. Marie conta, no livro, que ao destralhar, a gente nota um ‘clique’ quando chega ao nosso número ideal de pertences. Eu ainda não cheguei a esse clique, mas sei que estou próxima dele.
  • Mantenha consigo apesar os itens que te trazem alegria. Nem precisa comentar muito, né? Se desfaça de tudo o que não te traz felicidade. Isso inclui aquelas roupas que você acha que vai usar – mas nunca usa – e aqueles livros que você comprou, não leu e só te fazem sentir culpada. Eles já cumpriram o seu papel na sua vida (te mostrar do que você não gosta ou o que não encaixa no seu estilo, por exemplo) e, se você não sente mais alegria ao vê-los ou tocá-los, é melhor deixar que sigam seu caminho.
  • Destralhe por categorias, não por cômodos. Organizar por cômodo é um erro, porque muitas vezes  a gente esquece coisas que estão em outros cômodos, mas pertencem à mesma categoria (por exemplo, roupas podem estar no guarda-roupa, no cesto de roupa suja, na máquina de lavar e no cesto de roupas limpas – e, geralmente, esses itens não habitam os mesmos cômodos). Daí você vai achar que fez o declutter certinho, porém não fez, porque você não juntou todos os seus itens e, assim, não tem uma noção correta do todo.
  • A ordem faz diferença. A ordem em que você faz seu declutter faz toda a diferença, uma vez que ela vai influenciar na rapidez e na fluidez do seu destralhamento. Se você começar com itens de valor sentimental, por exemplo, tudo vai demorar mais (e pode ser até que não vá pra frente). Sabe quando você se empolgava pra arrumar o quarto e caía naquela boa e velha caixa de fotos e cartas e a arrumação ficava pra depois (nunca)? Pois é, é bem por aí. Deve-se começar por itens mais simples e, depois, fazer a limpa nos mais complexos. Marie indica a seguinte ordem de organização: roupas, livros, papelada, miscelâneas (basicamente, todo o resto da casa que não encaixe nas outras categorias) e coisas com valor sentimental.
  • Destralhe antes, organize depois. Desnecessário dizer, mas todo mundo sabe que não se deve organizar tralha. Portanto: jogue fora ou doe tudo primeiro e, só então, pense em como vai organizar o que restou.
  • Não se iluda com métodos estrambólicos de organização. Métodos devem ser simples. Segundo Marie, se você precisa de zilhões de etiquetas e métodos inteligentes para guardar seus pertences, isso é um prova que você ainda não simplificou o suficiente. Uma caixa deve servir, uma cesta deve resolver, nada muito extraordinário é necessário, na hora de compartimentalizar o que você tem.
  • Cuide bem de seus pertences. Marie também dá dicas de como cuidar de nossos pertences, fazendo-os se sentir amados e queridos pela gente. É curiosa a forma como ela diz que devemos lidar com nossos objetos, desde de agradecê-los por terem cumprido seu papel no nosso dia até a forma como os guardamos, que deve ser ‘confortável’ para eles. Por exemplo, meias, segundo Marie, não devem ser estocadas em formato de bola, pois isso não seria justo com elas, já que o momento em que não estão sendo usadas é um momento de descanso para elas – e, quando estão enroladas numa bola, elas estão tensas e não conseguem descansar. É engraçado pensar assim, mas acredito que, no fim, o que quer dizer é que precisamos cuidar direitinho dos nossos pertences, pra que eles durem mais e continuem nos trazendo alegria.

Esses são apenas alguns dos pontos principais. Pra quem se interessou, recomendo DEMAIS a leitura do livro – é super rápida e, na minha opinião, adiciona muito na vida. Com esse livro, comecei a entender que o ato de destralhar nada mais é do uma atividade do processo de autoconhecimento. Saber o que não se quer já é meio caminho para saber o que se quer.

Se você já leu, comenta aí o que você achou, vamos trocar uma ideia! (: