Instagrão

  • All blue outfit
  • s h i n e
  • grossianes sim maravilhosas tambm
  • Juba para combinar com esse solzo em selfiany
  • alltime favorites
  • Comemorando a chegada da sexta com quem escuta meus resmungoshellip
  • Fui obrigada a cometer este cupcake por motivo de forahellip
Da rotina

Sobre escutar o nosso corpo, sobre se amar

23 de setembro de 2015

No último domingo, resolvi que ia aproveitar os raios de sol que voltaram a povoar nossos dias por aqui (depois de um agosto EXTREMAMENTE cinza e chuvoso) e eu e o bofe fomos para um parque aquático bem legal que fica relativamente perto de casa. Um programa maravilhoso para um domingo. O que mais se pode pedir além de sol e piscina? É, eu sei. Um corpo escultural também ia bem.

Eu estava lá, na fila de um dos tobogãs do parque, e comecei a observar as mulheres que passavam. E a pensar várias coisas. A me comparar, mais especificamente. Passava uma mais gordinha e eu: ‘nossa, mas pelo menos eu não estou assim’. Passava uma sarada e eu me jogava psicologicamente na lama e dizia pra mim mesma que meu corpo, ele não tava legal. Resumo da ópera é que: eu não tô feliz com o meu corpo, se eu preciso me comparar com/julgar outros. E faz um tempo já que a história é essa.

Ando me escondendo em roupas maiores, não uso mais bíquini. Me escondo do espelho e não ando muito fã das minhas fotos. Sim, autoestima mandou lembranças e diz que volta já, quando eu tiver a decência de me tratar como eu devo. E isso não inclui todas as comidas erradas que eu ando comendo e todos os exercícios que eu não ando fazendo.

A questão é que a (matur)idade chega pra todos. E tem horas que a gente tem que ver que não está dando. Não está dando pra continuar comendo besteira e sendo totalmente sedentária. Não está legal. Eu não tenho mais vesícula (fiz uma cirurgia para extraí-la, há uns dois anos atrás) e continuo metendo o pé nas frituras – e passando muito mal depois. Eu ando sem energia, a pele tá cheia de espinhas e o corpo, com gordurinhas, celulites e outras coisas que não deveriam estar onde estão. Não estou aqui defendendo que a gente deva focar em um ideal inatingível. Não. Não mesmo. O meu biótipo é curvilíneo, nunca serei magra Gisele Bunchen nem que eu me matasse sem comer. Vou continuar com meus seios grandes, minhas pernas grossas e curtas e minhas bochechas gordinhas, não importa o que eu faça. Entretanto, tem como melhorar o que eu já tenho. Tem como ser a melhor versão de mim mesma. E isso, só tratando melhor o meu corpo.

A minha ideia, agora, é mudar algumas coisas no meu dia-a-dia. Escolher melhor o que eu como – e, obviamente, o que eu coloco no meu carrinho de compras, já que a maior parte da comida que eu ingiro é feita em casa (o que já é um plus, certo?). Ser menos sedentária (subir mais escadas, sair pra correr, voltar pra Yoga). Me cuidar melhor, de forma geral, ter mais amor ao meu corpo, que ainda precisa segurar a onda por – com a graça de Deus – uns bons anos. O bom é que tanto eu quanto o bofe estamos chegando à mesma conclusão ao mesmo tempo, o que faz dele o meu parceiro rumo à uma vida melhor. E em parceria é sempre mais fácil e divertido, né?

Isso mostra que nossa insatisfação com o aspecto estético do nosso corpo pode ser algo muito mais profundo e menos fútil do que nós achamos. Pra saber, temos que escutar o que o nosso corpo está dizendo. Se escutar aos outros é difícil, imagina escutar a nós mesmos, no escandaloso ruído do nosso dia a dia? Mas é necessário. O meu, particularmente, já disse que não está bem em vários aspectos, então é hora de parar e rever comportamentos.

Algumas coisas são bem fáceis de fazer e fazem a diferença. Por exemplo: não comer sem estar com fome, coisa que eu vivia fazendo. Ir dormir na hora que tem sono, sem forçar a barra pra ficar acordada assistindo coisas que, no final, nem valem tanto à pena assim. Trocar o elevador pelas escadas (isso não é tão fácil pra mim, porque realmente estou fora de forma, mas preciso fazer), andar mais de ônibus (e, assim, terminar caminhando mais). Fazer comidas mais simples e mais saudáveis, focando nos nutrientes e não no conforto que ela vai me trazer (coisa que eu ainda preciso de treino, já que sempre me importo mais com o sabor da comida e não no que ela traz pro meu corpo). Enfim, são pequenas mudanças, mas muito importantes no final.

O que induz a gente ao erro, eu acredito, é a dicotomia gritante que as pessoas pregam. Ou você só vai ser feliz se for magra ou você só vai ser feliz comendo tudo o que quiser. E não é assim, né? O foco não é nem só a estética e nem só o prazer de comer. E sim na sua saúde e na sua felicidade, no geral. O caminho do meio é sempre a melhor saída e nesse caso não é diferente. Temos que respeitar o nosso corpo, acima de tudo. Não podemos querer ser algo que não faz sentido pra gente, mas também não podemos chutar o pau da barraca e mandar à merda qualquer noção de saúde e qualidade de vida que nós tenhamos. Precisamos equilibrar nossas necessidades e dar sempre o melhor pro nosso corpo.

No próximo mês, visitarei um endocrinologista e provavelmente começarei uma reeducação alimentar. Também vou voltar pra Yoga. Quero estar bem comigo mesma, tanto no aspecto da saúde quanto no estético. Acho que a beleza anda lado a lado com o que a gente sente por dentro, então realmente não dá pra trabalhar um sem o outro. Me desejem sorte! (:

PS: Ah, leitura indicada e que me fez inspirar pra escrever esse texto: esse post aqui da Noelle. Não deixem de conferir, é amor! <3

  • Reply
    Adeeh Mello
    23 de setembro de 2015 at 21:37

    Eu também tenho que me preocupar um pouco com a minha estética. embora eu me sinto bem do jeito que eu sou. Mas claro, eu queria ser bem melhor. Boa Sorte pra você! Beijos ♥

    Blog Sorriso de Vida, clique e saiba mais!

  • Reply
    K A H
    23 de setembro de 2015 at 23:03

    Passei a tarde lendo posts da Noelle (sobre corpo, vida, girl power e enfim…) e quando vi que se inspirou nele, logo vim ler seu post, hahahahaha. Muito amor aquele blog, eu fico tempos sem entrar, mas quando entro é difícil de sair <3

    Enfim, adorei seu post e me vi nele (mais uma vez). Tenho uma relação de altos e baixos com meu corpo, pq aqui o negócio é sempre no 8 ou 80 – ou me cuido direitinho e me amo muito, ou toco aquele foda-se bem bonito (comendo besteiras demais) e acabo me culpando muito por isso depois. BTW, acho que o caminho pra felicidade e amor próprio é justamente esse de fazer coisas que sabemos que são pro nosso bem, sabe? E buscar um equilíbrio no meio disso tudo,espero um dia conseguir chegar lá <3

  • Reply
    Leticia
    24 de setembro de 2015 at 22:12

    post excelente! Acho super válido se preocupar com o corpo, exatamente da forma que vc falou, não pela estética (também, mas não só por isso) mas principalmente pela saúde. Vinte e poucos anos parece pouco mas o corpo muda mesmo.. vc começa a sentir coisas que não sentia antes. Tô cortando frituras e porcarias da minha vida e tá sendo ótimo! Como só qdo tenho muita vontade, mas evito comer pela praticidade. No fim, cozinhar de forma mais saudável está virando um hobby!

  • Reply
    BA MORETTI
    27 de setembro de 2015 at 18:32

    e nossa autoestima influencia em tanta coisa né? o fato de tu parar pra pensar nisso tudo e ver que precisa de mudanças já é um avanço. no meu caso eu mudei drasticamente a minha alimentação (o que me fez diminuir absurdamente a quantidade de vezes em que me aparecia algum problema de saúde, pele mudou e eu passei a gostar mais de mim). quando o corpo começa a se sentir saudável a gente passa a ter uma relação bem diferente com a nossa imagem também. é revigorante 🙂 mas tudo isso faz parte. quando a gente pega se comparando é a nossa mente e corpo dando um sinal de ~miga, tem algo errado aqui 😉 e boa sorte ♥

  • Reply
    Links de Setembro! - Chez B.
    29 de setembro de 2015 at 20:28

    […] Sobre escutar o nosso corpo, sobre se amar | Amanda Arruda […]

  • Reply
    Jessica Wilhelm
    13 de outubro de 2015 at 01:42

    Me dá um abraço? hausuahs nossa como eu amei esse texto!

    Eu tô saturadissima e infeliz com essa nova onda de “aceite seu corpo como ele é” bla bla bla, você disse tudo que eu penso nesse texto, ou tu é magra e não come ou é gorda e come de tudo, mas e a saude, e o bem estar onde estão colocando isso nessa disputa ridicula que temos hoje?

    Eu não consigo ser feliz pensando 1 grama a mais que meu peso ideal, quem dirá pesar 15kg como a 2 anos atrás, quem dirá? Eu comecei em outubro/2013 a malhar, a cuidar da saude, infelizmente sem acompanhamento nutricional, mas consegui queimar 10kg de gordura e me sentir muito melhor comigo mesma e com o espelho, obviamente que ainda não atinge meu objetivo porque eu na minha ignorância tive vários problemas nesse trajeto, demorei a entender que não adianta emagrecer e viver no padrão antigo que a gente engorda de novo, aprendi a ouvir meu corpo e entender do que ele precisa em vez de me entupir de comida (seja natural, seja comida ruim), e só hoje, fazendo 2 anos que entrei na academia que eu pude notar e entender o que meu corpo precisa e não o que minha mente quer, como melhor, como com responsabilidade, leio muito artigos de nutrição (finalmente), pretendo quem sabe estudar isso para ser uma pessoa melhor como você disse “Tem como ser a melhor versão de mim mesma” essa frase resume meus ideais perfeitamente, e eu já usava ela a um tempo como motivação! Ri na parte que tu diz que comparava-se as moças, meu eu pensei que era só eu juro pra você! Como é bom saber que não to sozinha né?

    No meu espaço virtual também conto um pouco sobre isso, estamos no caminho certo Amanda, equilibradas e motivadas a uma vida melhor!

    Beijos.

    http://www.jewilhelm.com

Leave a Reply