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Opiniões que ninguém pediu

Sobre aceitar o que a vida nos dá

7 de março de 2016

Embrace the moment.  Uma frase que fazia pouco sentido pra mim, até pouco tempo. Talvez, inclusive, até ontem. Creio que é por isso que a internet é uma coisa tão maravilhosa, apesar de todo estresse e ansiedade que ela nos causa. Elas nos dá a possibilidade de encontrar pessoas que trafegam nos mesmos caminhos que os nossos, buscando as mesmas coisas e passando, talvez, pelos mesmos maus bocados. E uma delas pode ter uma ideia que torna tudo mais simples e isso vai tornar a vida de todos nós mais simples e, sim, muito obrigada por isso, internet.

Ontem estava colocando as leituras em dia e  terminei lendo um texto muito interessante sobre aceitar o sofrimento. E, nossa, como eu estava precisando ler algo assim. A verdade é que nós, como pessoas muito importantes que somos (não), detestamos sofrer e achamos tudo muito injusto. Eu, particularmente, reclamo de tudo. Da fila na dermatologista, do trânsito ridículo que me faz acordar super cedo e fazer tudo correndo pra não chegar atrasada no trabalho, do preço das comidas, do dinheiro que nunca dá pra nada – e a lista segue, interminável. É tudo muito injusto, muito difícil, muito errado e fico pensando no porquê, já que tem gente aí vivendo uma vida MUITO mais fácil do que a minha.

Mas a realidade é: o que eu sei sobre a vida dos outros?

Tudo é muito mais bonito de fora do que de dentro, se você for pensar bem.  Aparência não é realidade e eu nem sei porque a gente insiste em pensar que é. As pessoas à nossa volta podem não estar passando pelos mesmos perrengues que a gente – mas eles tem seus perrengues também e que têm seus próprios pesos em suas vidas. Todo mundo tem problemas. Não importa se a pessoa é rica, está morando na Europa e usando maquiagem cara. São problemas diferentes, mas são problemas. E nós não temos como saber a profundidade e a importância deles, pois nós não estamos vivendo-os. Nós só sabemos que eles existem.

Esse fator – todos têm problemas, que são tão importantes para as pessoas que os têm quanto os nossos são para a gente –  é importantíssimo para que consigamos parar de nos sentir injustiçados e aceitemos o que a vida nos dá. Até porque, vejam bem: nada é para sempre. Não adianta, tudo está em movimento e em eterna mudança.  De nada ajuda puxar os freios e empacar , se negando a seguir em frente. A vida é dinâmica e nós precisamos acompanhá-la, sem arruaça, sem estresse, com aceitação.

Abraçar o momento tem a ver com isso.  Tem a ver com aceitar as felicidades e infortúnios que a vida nos dá, sabendo que faz parte. Que é um degrau, um nível, um episódio, um momento de nossas vidas. Não é pra sempre. Nada é. Nem o mal nem o bem. Por isso que devemos aproveitar os momentos e aceitá-los em nossas vidas – tantos os bons quantos os maus, pois todos eles nos trazem aprendizado e crescimento.

É como fazer Yoga.  Tem aquelas posições que você consegue fazer de boa desde sempre. Tem aquelas que você sua só de pensar. Mas percebi que quando eu não foco no fato de que ela é muito difícil e dói demais e que eu preferia NÃO, as coisas correm com menos dificuldade. Não é que eu consiga sambar na postura quando eu tiro o foco do lado negativo, mas eu consigo aceitá-la melhor e sentir menos bad feelings quando eu não fico pensando no quão é horrível ela estar no meu workout.

O que me faz acreditar que a vida toda é uma questão de perspectiva. Do quanto a gente vai focar na coisa ruim e brigar contra ela ou no quanto a gente vai aceitar isso e seguir em frente, como coisa transitória que é. E, gente, aqui eu não digo aceitar como ‘sim, vamos viver na merda pra sempre’, mas como ‘sim, estou vivendo na merda agora, faz parte, isso não só não é a única coisa da minha vida, como também deve mudar em breve’. A nossa vida é resultado de nossas atitudes e tenho certeza que vivendo a vida de forma mais leve, teremos uma vida mais leve.

Ou seja: sim, hoje eu tô aqui, correndo de casa às 6h30 da matina – muitas vezes sem nem tomar café da manhã. Mas um dia não vai ser assim. Por enquanto, é, mas sofrer mais não resolve nada, então sigamos, focando nas partes legais e se desprendendo das que não são tão boas assim.

Sigamos.

  • Reply
    Luane
    7 de março de 2016 at 23:52

    Eu estava aqui chorando as pitangas e me deparo com esse post. Obrigada, Amanda. Vou até salvar para ler mais vezes.

  • Reply
    Priscila Gomes
    8 de março de 2016 at 07:42

    Eu sempre leio seus posts, já faz um tempo sou sua leitora assídua. E tenho que dizer que cada dia fica melhor. Cada dia suas reflexões tem se tornado mais profundas e mais interessantes, e que o modo como escreve prende a atenção, claro que o conteúdo ajuda, mas o modo da escrita torna muito gostoso ler.

  • Reply
    Cíntia de Melo
    8 de março de 2016 at 09:16

    ‘sim, estou vivendo na merda agora, faz parte, isso não só não é a única coisa da minha vida, como também deve mudar em breve’.
    E muda, e sempre muda pra melhor =)
    me fez um bem muito grande esse post.
    obrigada

  • Reply
    Francine
    8 de março de 2016 at 20:06

    Amanda!!! Que texto maravilhoso!! Em 2015 eu passei muita coisa ruim, foram 10 anos em 1 e que o melhor aprendizado que eu tirei é que tudo passa um dia e que reclamar só aumenta meu foco naquilo que é só uma fase. Aí as coisas realmente passaram em 2015 e eu estou tentando em 2016 reclamar menos, mesmo quando tudo parecer terrível, pq é isso, vai passar e não vai ser o fim do mundo aquele momento – mesmo que seja o trânsito e a chuva me atrasando pra minha prova na faculdade, rs. Seu texto veio num ótimo momento pra me lembrar que eu não sou a única a ter problema na vida rs 😀 Obrigada!
    Um beijo

  • Reply
    Poções de Arte
    16 de março de 2016 at 11:20

    Muito bom, Amanda!
    Isso que relata acredito fazer parte da vida de cada um. O “reclamar” é uma falta de vivência e maturidade que com o passar dos anos trocamos por agradecer. Sempre comento com marido que a mídia foca no “bonito, rico, famoso” e as pessoas acabam abraçando isso como se fosse tudo assim e tudo tão fácil… mas quando vemos filmes, lemos biografias, sabemos que as grandes coisas que ainda estão pelo mundo nos servindo (como tantas invenções, incluindo a internet), vieram de grandes lutas, de muito stress e talvez até de vontades de desistir.
    Sem os momentos ruins, nunca valorizaremos os bons. Tudo é passageiro e aprendizado. É a forma da vida nos ensinar a ser gratos e humildes. Todos sofrem, cada um tem a cruz proporcional a que aguenta e esses momentos nos ensinam solidariedade.
    Achei bem interessante a comparação com a yoga (também pratico) e quando aceitamos as coisas e prosseguimos tentando o melhor sempre, a vitória vem!
    Então, sigamos!
    Parabéns pelo texto.

    Abração esmagador, Márcia.

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