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Da rotina

Porque eu não faço mais dieta

24 de março de 2015
Créditos:  Tara Shannon

Créditos: Tara Shannon

Eu nunca fui magra, com exceção daquela época conhecida como estirão – que comigo aconteceu dos 10 aos 12 anos – no qual a gente fica tão magra que fica esquisita. O meu corpo tem um compleição relativamente musculosa, com tendência a ganhar gordura ou massa muscular, dependendo de como eu o trato. E a realidade é que, ultimamente, eu não o tenho tratado bem.

Sei disso não só pela quantidade de gordura, celulites e quilos que ganhei no último ano, mas também pela qualidade da minha saúde. Adoeci bastante em 2014 e em 2015 não está sendo diferente. Quando não é uma doença mais séria, é rinite, sinusite, uma descamação na pele aqui ou um enjoo estranho e irregular acolá. Me chateia o fato de eu nunca estar 100%, não parece justo. Mas é, porque tudo isso é apenas um reflexo do que eu estou fazendo com meus sistemas internos.

Se o nosso corpo fosse um carro, nossa alimentação seria o combustível. E a real é que nem sempre coloco a ‘aditivada’ que minhas células merecem.

Eu como mal, tendendo quase sempre pro lado da porcaria. Tudo que for frito é, automaticamente, mais sensacional. Tudo que tiver bastante açúcar já ganha a minha atenção. Frutas e legumes simplesmente não têm muito espaço no meu cardápio, porque eles não podem competir com bolinho de bacalhau e batata frita. E é por isso – pelo fator palatabilidade – que minhas dietas nunca dão certo. Minha vontade de comer algo gostoso é muito maior do que a minha vontade de emagrecer. Ter uma dieta equilibrada nunca é mais legal do que me deliciar com algo vazio em nutrientes.

 E essa forma de pensamento é que tem que mudar. A minha forma de lidar com a comida. Comecei a fazer Yoga e meditação há pouco menos de um mês e, com ajuda delas percebi que a forma como eu lido com a comida está intimamente ligada com a forma como eu me vejo, com a minha autoestima e com meu equilíbrio interior. Quando estou equilibrada, não tenho vontade de comer porcaria. Não sinto impulsos nem tenho vontade de devorar um pacote inteiro de bombons de iogurte (true story).  Já quando estou desequilibrada, o céu é o limite. Tenho vontade de devorar o mundo, frito e com catchup. Só que isso não resolve nada. Nem uma felicidade momentânea, mais, me é proporcionada, porque tenho desenvolvido uma percepção mais correta das coisas, apesar disso ainda não me impedir de fazer o errado. Semana passada, no auge da minha TPM, me lancei ao Laça Burguer, para chorar as mágoas imaginárias (ou não) num hambúrguer grande, gorduroso e, sim, saboroso. Porém, ao dar a primeira mordida, eu já sabia que não era daquilo que meu corpo precisava. Não estava certo. E o meu almoço teve gosto de nada.

Apesar de ter sido muito deprimente, naquele momento, não conseguir sentir aquela alegria temporária que comida ruim sempre me proporcionava, prevejo que isso me ajudará, e muito, a comer melhor, daqui pra frente. E, por comer melhor, eu não digo que viverei única e exclusivamente de frutas e verduras e serei super light e tudo isso. Não. Como o título desse post fala, eu não vou mais fazer dieta. Não vou contar calorias, não vou restringir alimentos, apenas não. Isso nunca deu certo comigo e, sinceramente, há pouquíssimos exemplos de pessoas que modificaram completamente a sua alimentação a longo prazo sem se tornarem completamente noiadas e fazerem disso um objetivo de vida. Eu não quero que a comida ocupe um espaço tão grande no meu cotidiano. Ela é extremamente importante, mas é apenas uma das coisas que eu faço no dia e, de forma nenhuma, algo que eu quero que ocupe um espaço que poderia ser ocupado, por exemplo, com a realização dos meus sonhos.

O que eu farei é tentar manter meu equilíbrio interior o melhor que eu puder, porque assim o exterior virá, com certeza. Eu escolherei melhor o que coloco no meu corpo, seguindo as dicas que ele mesmo me dá.

Eu sei que se a gente parar pra escutar a voz que tem dentro da gente, coisas maravilhosas acontecem.

  • Reply
    Analu
    24 de março de 2015 at 15:04

    Ei Mandy! Concordo que a reeducação alimentar é muito mais efetiva que a dieta. Eu ainda não tomei vergonha na cara de fazer nenhuma dessas duas coisas, mas tenho uma amiga que VIVE numa alternância maluca entre fazer dieta e encher a cara de comida. Ela jura que vai emagredecer, passa 15 dias naquela dieta Dukan sem botar nada na boca além de carne vermelha. Aí decide voltar com a salada e de repente chuta o balde e nada no chocolate e na pipoca (????). Fico observando de fora e me perguntando se ela não percebe que isso absolutamente não vai dar em lugar nenhum e que ela só fica assustando o organismo mudando tão bruscamente de fórmula. Enfim.
    Beijos! <3

  • Reply
    Mari Gomes
    24 de março de 2015 at 15:19

    Amanda do céu, você está certíssima. Esse negócio de dieta é uma coisa doida mesmo, não acredito que a privação seja a solução. A gente só tem que pensar com a cabeça, não com o estômago. Prestar mais atenção no que come, quando come, essas coisas. Eu sou bem magrinha (não sei se você se lembra), mas é uma questão genética, não deixo de comer nada para manter o corpo . Não acho que as pessoas deveriam deixar de comer algo para se manterem magras, acho que elas deveriam repensar a maneira que comem para se manterem saudáveis. Porque é isso o que importa.

  • Reply
    Deyse
    24 de março de 2015 at 18:35

    Mandoca, achei teu post muito necessário e sincero. lembro da nossa época do Na Balança e como as coisas começaram ali pra mim, mas não deram muito certo. Por que? Porque eu fazia dieta, com um único objetivo (emagrecer antes do intercâmbio pra poder comer sem culpa lá) que nada tinha a ver com saúde e muito menos com reeducação alimentar. Tanto é que, quando voltei de viagem, engordei tudo de novo. Só esse ano as coisas estão começando a voltar pros eixos, sabe? Sempre dou preferência a coisas integrais, não como arroz branco, salada virou lei e sempre como ao menos duas frutas por dias. Eu faço isso porque são as coisas que eu consigo fazer de boa, sabe? E, quando vou comer uma besteira, dou preferência a coisas calóricas, mas com certos nutrientes, tipo uma macarronada de camarão. Como lactose todo dia, olha que absurdo! E isso não me impede de comer chocolate e Mc Donalds, como eu fiz no último fim de semana, de jeito nenhum. Mas eu me sinto mais equilibrada, sabe? Não tenho o corpo que eu queria ter (até porque ainda não consegui aderir de vez à atividade física), mas ao menos o meu interior já começa a entrar nos eixos. E assim a gente vai, mulher. Aos poucos, até que vira rotina. Quebrando as regras algumas vezes, mas retomando no dia seguinte. Se permitindo extravagâncias no fim de semana, mas comendo ok a semana inteira. É o que vem funcionando pra mim, ao menos. E, quando tu encontrar o que funciona pra ti, vai ser mais fácil do que tu pensa.
    Beijo!

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    Kah Souza
    25 de março de 2015 at 10:58

    Que post lindo, Amanda.
    Eu me vi em tudo que você escreveu, mais uma vez. To com 24 agora, quase 25 e com esses mesmos probleminhas que citou, alergias que vem do nada, dores no estômago, indisposição e a lista é imensa… venho de uma família lotada de problemas de saúde, e se eu não cuidar de mim, a tendência é que eu fique cada dia pior. E isso é triste. To lutando com a balança já fazem anos, e todas as vezes que eu pareço começar a ganhar, acontece algo na minha vida e saio completamente do controle = fico 2x mais gordinha do que estava = 10x mais insatisfeita comigo mesma 50x compensando frustrações em besteiras. To tentando buscar um equilíbrio, tentando me encontrar em alimentos que façam bem pra mim e pro meu corpo, não exatamente pra balança, e acho que esse é o verdadeiro caminho (o de ter saúde, e não de ser magra a qualquer custo).

  • Reply
    Alessandra Rocha
    25 de março de 2015 at 12:23

    Palmas, palmas, palmas! Isso aí Mandy! Gosto assim!

    Todo mundo vive falando de reeducação alimentar, dieta disso, dieta daquilo, virar “No pain No gain”, mas ninguém percebe como antes de fechar a boca a gente precisa é mudar nosso pensamento. Meu problema com as coisas saudável é que: além de elas não serem nem um pouco apetitosas, eu sempre tenho um pé atrás… Ainda mais quando como na rua, porque eu nunca sei como aquela alface foi lavada, a procedência da cenoura e cara… Se eu não como a salada da minha mãe vou comer a salada que eu nem sei quem faz ou como faz? Pode ser birra minha, mas a única salada que eu como com gosto é a do ragazzo, porque você escolhe seus ingredientes e ela vem sempre fresquinha, é um hábito que eu quero de volta na minha vida (vivia comendo salada quando tava na Cultura)

    Achei muito legal essa sua reflexão e espero que você consiga mudar seus hábitos ao seu gosto e que sua saúde fique melhor porque ninguém merece ficar doente né? Boa sorte amorinha!

    Beijos

  • Reply
    Lee
    27 de março de 2015 at 07:27

    Amanda, adorei teu texto. Eles são sempre ótimos, na verdade. hahaha
    Cara, isso é bem o que sinto. Eu sou bem compulsiva, e acabo descontando qualquer coisa em comida; felicidade, tristeza, conquistas. É complicado. Mudar a mente é um processo bem demorado, mas fico feliz que você está conseguindo fazer isso aos poucos. Eu também venho tentando, mas sempre tenho recaídas. Começo, e paro e recomeço. Bom, voltei de uma recaída agora, e por mais que tente, não consigo pensar que não estou numa dieta e sim numa reeducação alimentar e mental. Mas há esperança, e quem sabe aos poucos não consigo ficar menos agoniada? :p
    Então vamos lutando. Espero que você consiga chegar aos seus objetivos, que se torne mais saudável. Eu vou tentando daqui também. Beijo!

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    Links da Semana #9 ◂ Stephanices
    29 de março de 2015 at 11:50

    […] Porque eu não faço mais dieta, da Amanda Arruda. […]

  • Reply
    Lilica
    31 de março de 2015 at 14:10

    Mandy eu amei a frase: “Minha vontade de comer algo gostoso é muito maior do que a minha vontade de emagrecer.” Porque eu simplemente vivo nesse dilema. E sei prefeitamente que isso tudo tem a ver com essa fase de stress e ansiedade que estou vivendo. Quando estou trabalhando, por exemplo, como certinho: café da manhã, fruta no lanche, almoço no kilo pq aí como pouco e certinho, de lanche um iogurte, ou castanha e à noite um lanchinho leve. Chocolate não fico sem, mas como com moderação, tipo 2 quadradinhos após o almoço, ou um bombom, só pra não ficar sem (vício). O problema é que estou em casa, sem ocupação, ansiosa até o último fio de cabelo. O resultado: só não como as telhas da casa porque são duras! Tô evitando de comprar besteiras em casa porque se tiver, eu tasco pro bucho. E agora ainda tem a Páscoa, meu Deus do Céu!
    E daí que estou com uma barriga enorme e ridícula! Sempre fui magra, nunca tive problema para engordar, pelo contrário, sofria porque era magricela, não tinha corpo, nem coxas, nem bunda. Só que passado alguns anos (sim, a idade é a culpada de tudo) começou a aparecer os probelmas: as celulites, as dobrinhas, os braçôes e a danada da barrigona! Tô tão chatiada com essa situação!!! Ahahaha!
    Espero voltar a vida noraml em breve e recuperar o tempo perdido (e voltar para a Yoga tb, tô precisada!).

    Beijos

  • Reply
    Renata
    4 de abril de 2015 at 16:10

    Oi Amanda! Acho que as mudanças acontecem mesmo é quando pensamos assim: não por obrigação, mas porque queremos, sabe? É muito importante reconhecer o papel da comida nesse processo e isso você já fez. Daqui para frente as escolhas ficarão mais fáceis. Eu, mesmo sendo nutricionista, ainda brigo muito com as escolhas que devo fazer, mas acredito que fica cada dia mais fácil, cada escolha que a gente faz vai ajudando no caminho! E quando a gente come melhor o corpo logo sente a diferença.
    Beijo!

  • Reply
    Luana
    7 de abril de 2015 at 19:54

    Tenho esse problema de descontar tudo na comida! Fico pulando amarelinha entre ser saudável e viver me entregando para todas essas gostosuras. Meu objetivo é parar com isso, não eliminar as coisas de vez da minha vida, mas entender que meu corpo PRECISA de alguns cuidados. Eu ainda chegarei lá 🙂

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