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Opiniões que ninguém pediu

Pare de se importar – e vá viver

11 de março de 2015
Créditos: Michel Savage

Créditos: Michel Savage

De uns tempos pra cá, venho notando algo muito incrível: estou me importando menos. Com tudo, menos com o que tem valor pra mim (o que, se você for checar, não chega aos 10 dedos da sua mão). I couldn’t care less é uma expressão que adotei pra minha vida, porque, na realidade, é bem por aí mesmo. Pessoas explodindo, tendo ataques de raiva e, eu, muito diva, pensando no que vou comer na hora do jantar. Parece sonho, mas é a realidade.

E daí que desde que adotei esse ‘estilo de vida’, fico exasperada quando vejo pessoas perdendo o rebolado por causa das coisas mais inúteis do mundo. Não vale a pena, não vale o estresse, não vale o drama. Por isso, vim aqui dar o meu recado porque, apesar do meu novo lema, dividir descobertas ainda é algo que eu amo, mesmo sabendo que não é lá muita gente que vai ler isso aqui.

A gente gasta uma quantidade absurda de energia em coisas que, simplesmente, não merecem tanta atenção. Eu, particularmente, costumava me doer por toda e qualquer coisinha que me dissesse respeito mesmo que infimamente, o que me fazia perder tempo e paciência em tanta situação desnecessária, que hoje eu me pergunto onde que eu tava com o juízo. “Nossa, mas aquela moça escreveu algo muito ridículo e com o qual eu não concordo na timeline dela, vou lá comentar e fechar com a cara dessa ousada” ou “Mas meu Deus, aquele cara do Café foi super grosso comigo, vamos pensar no que eu fiz para ele ser grosso, sem cogitar que, possivelmente, ele só acordou de mal com a vida ou coisa assim” e ainda “Meu Deus, teve aquele dia que eu falei X e eu deveria ter falado Y, vamos pensar obsessivamente no quanto eu sou uma loser nessa vida”. Esses são apenas alguns exemplos de algumas perdas inestimáveis de energia, que eu simplesmente não aceito mais. Porque, gente, a vida é só uma, é curta, e eu quero gastá-la com as coisas certas.

Ser hipersensível é exaustivo. É trabalhoso. E é totalmente desnecessário. Se doer por tudo é algo que requer uma quantidade de horas que, se você pensar direitinho, você não dispensa nem para os seus hobbies mais queridos. Por exemplo: enquanto você está lá, se estressando com o chefe que chegou de mau humor (porque ele é um ser humano e acorda de mau humor, algumas vezes, just because), pensando no que você pode ter feito para ele estar com cara feia pro seu lado (quick answer: nada), você podia estar trabalhando. Enquanto você se exaspera com o vizinho fofoqueiro que parece não ter nada de mais interessante pra fazer além de falar da sua vida, você poderia estar brincando com seu cachorro. Enquanto você resmunga com o seu namorado por causa de alguma paranoia louca que você criou no mundo das suas ideias por causa de algo simples como, sei lá, demorar um pouco pra responder no chat, você poderia estar fazendo amor. Vê? Um milhão de coisas mais importantes e interessantes pra fazer e você tá aí, jogando tempo e energia fora, pensando/fazendo besteira.

Não culpo ninguém porque, como eu disse, não faz tanto tempo assim que eu mesma me desgastava imensamente em todo tipo de coisa minúscula e ridícula. E é fácil entrar nessa vibe, porque essa é a lógica do mundo atual, né? Ninguém tira nada por menos, as pessoas acham que a opinião delas é a última Coca-cola gelada do deserto e que elas precisam esfregá-las na nossa cara sempre que possível – de preferência, deixando claro que a nossa opinião é errada. Quando você menos espera, você está puto da vida com alguém por causa de uma conversa que girava em torno do BBB (true story). E chega em casa sem coragem de fazer nenhuma das coisas que você ama, porque você gastou tudinho onde não devia.

Então, o que fazer? Não temam, porque eu vou fazer um passo-a-passo fácil de acompanhar, só porque eu amo listas e sempre que há a chance d’eu fazer uma lista, eu faço (my blog, my rules). Vamos lá, que são só três passos simples:

  1. Aceite que você não é tão importante assim. Eu acho que o primeiro passo é se deslocar dessa ilusão onde somos o centro do universo e tudo o que pensamos importa. Porque, NOVIDADE: é uma ilusão. Não sei se alguém contou pra vocês, mas: o mundo não para de girar se você não compartilhar sua opinião sobre aquele assunto super importante e life changing (exemplo: o que as pessoas postam ou deixam de postar em seus blogs) no post do coleguinha. Nem tudo É sobre você, gata. As pessoas têm suas próprias vidas e preocupações e, como diria a autora de Adulting (livro meio auto-ajuda, mas que estou amando imensamente), você não é um special snowflake. Aceita, porque além de doer menos, te poupa de uma canseira que você nem sabe. A partir do momento em que você para de se iludir achando que é o centro do universo e que tudo nessa vida foi feito para tornar sua existência mais fácil ou difícil, tudo fica tão mais simples. Juro! Você para de se preocupar com o que as outras pessoas vão pensar se você fizer X, porque você chega à incrível conclusão que a) provavelmente elas não vão pensar nada, porque a vida delas é um pouco mais além de orbitar ao seu redor e b) vocês está POUCO SE LIXANDO se elas pensam alguma coisa ou não, porque a sua vida é um pouco mais além de orbitar ao redor das pessoas.
  2. Não leve para o pessoal. Esse passo casa com o passo acima – você não é o causador de toda alegria e tristeza desse mundo, porque você NÃO É tão especial assim. Portanto, se alguém for grosso com você sem explicação visível, não leve para o pessoal. Algumas vezes a pessoa pode estar passando por uma situação tensa na vida pessoal e simplesmente está descontando em um desavisado que teve a audácia de cruzar o seu caminho. Let it go. Não gaste sua energia com os estresses alheios.
  3. Deixe as outras pessoas em paz. O que os outros fazem não é da sua conta. Não te diz respeito. Não te interessa. A opinião é deles. O gosto musical (errado) é deles. A preferência (duvidosa) por filtros no Instagram é deles. Não é sua. Vá viver sua vida, pare de enfiar seu nariz onde não deve (fechei com a sua cara, né?).

É isso, gente. Basicamente: aceite que você é um grão de areia nesse deserto da vida e que os outros grãos de areia têm mais o que fazer do que tomar conta da sua vida. E que você também tem mais o que fazer do que tomar conta da vida dos outros. Simples? Não. Necessário? Sim. E, além de tudo: possível. Eu estou falando com vocês do outro lado do véu e digo: há vida além de ficar se trocando nos comentários do Facebook ou se aterrorizando por causa de hipóteses malucas que você criou na sua cabeça e que sempre começam com alguém se importando demais e você se dando mal.

Acredite: ninguém liga pra o que você fez no verão passado (quer dizer, aquele bronzeamento artificial ficou mesmo uó, mas sério, não), todo mundo está pensando nos seus preciosos umbiguinhos – assim como você mesmo, quando acha que todo mundo liga pra você. Então pare de se importar.

E comece a viver.

  • Reply
    Kah Souza
    11 de março de 2015 at 12:23

    Adorei o seu texto (mais uma vez).
    Nos colocarmos no nosso devido lugar em relação ao mundo (ou seja, como um grão de areia) é um exercício diário, que vezes dá certo por aqui, outras não. Mas acho que o importante é tentar, né? Um dia quem sabe pego a prática nesse negócio. Hahaha. Uma vez li algo parecido, que cada pessoa tem sua luta diária e (exceto algumas pessoas que precisamos concordar: são realmente más pessoas) elas não estão tentando ferrar com sua vida, apenas viver as delas. E é verdade isso.
    Em relação ao que você disse, sobre querer impor seus pensamentos (que você julga melhor) pras pessoas, lembrei da maldita história do vestido. Aonde quem via x queria impor o x pra quem via y. Eu mesma fiquei de saco cheio de uma amiga que queria que eu enxergasse o maldito preto e azul enquanto não conseguia. Tipo, não podemos superar que cada um vê diferente e seguir a vida? Hahahah.
    Beijos.

  • Reply
    Lusinha
    11 de março de 2015 at 18:28

    Acho que é uma coisa de idade… Percebemos com o passar da vida que temos pouco tempo e não podemos perdê-lo com coisas que não são preciosas. Um brinde a maturidade!
    Bjo!

  • Reply
    Alessandra Rocha
    11 de março de 2015 at 21:40

    Amorinha linda! Amém!
    Eu posso dizer que já me doí e muito com o comportamento irritante alheio, mas sempre tive um senso de auto-preservação muito grande pra não dizer nada em voz alta, mas já passei muuuuuuuuuuuito tempo ruminando essas coisinhas dentro da minha cabeça, mas graças a Deus também consegui eliminar isso da minha vida e agora não perco tempo nem energia nem com as coisas que me dizem respeito, imagina com as que não dizem?

    Eu acredito em mais de uma vida, em almas eternas e outros mundos e outras experiências. Mas eu acredito também que a gente só é a gente uma vez – quem sabe quem ou o que eu vou ser e onde eu vou ser – então to fazendo o máximo pra levar minha vida na minha, de boa, só procurando a felicidade.

    Um beijo!

  • Reply
    Allan
    11 de março de 2015 at 23:00

    Nooossa. Adorei o texto.

    Apesar de ser desapegado desses sentimentos, e de deixar cada um viver sua vida, várias vezes fico preocupado desnecessariamente e vou logo tratando de conversar comigo mesmo, me convencendo de que algumas forças deste mundo são regidas sozinhas, nem se eu quisesse eu poderia influenciá-las.

    Me sinto muito loser ás vezes, do tipo: Pq não falei tal coisa, ou Pq eu falei aquilo???

    É uma paranóia de gente sensível. Odeio admitir isso. Mas sou sensível (puxa bolei um texto agora sobre isso), sim é um fato e que pra um homem admitir perante a sociedade é desafiador pq isso meio que tira a masculinidade do homem (mundo machista), mas que quero que se dane. Sou assim sem motivo e sou assim e pronto. E vou continuar tentando evitar os estresses “mini bombas” que minam a gente pouco a pouco!

    Beijos!

    http://www.allanpenteado.blogspot.com.br

  • Reply
    Luana Solomon
    12 de março de 2015 at 09:54

    Amanda, adorei e super concordo! Perdemos um tempo imenso com pecuinhas ao invés de viver! Get a life 🙂 Há um mês retomei meu blog com um approach mais kabalístico e me senti super em sintonia com seu blog que eu caí “por acaso”, apesar de acreditar que não existem essas tais coincidências da vida, mas enfim… ganhou uma fã! Se passar por lá será um prazer! Bjos Luana (http://www.dailydosesofl.blogspot.com.br/)

  • Reply
    Lilica
    12 de março de 2015 at 13:48

    Mandy meu amor, não podia ter um post mais certo em todo o mundo blogueiro! Que maravilha seria se todo mundo lesse e aprendesse com você a não se importar com o que verdadeiramente não importa. Mas é tão dificil!!! Eu confesso que tô muito longe de ter essa serenidade viu. Só como exemplo aqui em casa todos os dias eu, minha mãe e minha irmã quase saímos no pau por causa do BBB! Ahahahahaha! Cada uma querendo enfiar a opinião na cara da outra e achando que tem razão!
    Mas o fato é que admiro muito que você tenha atingido esse grau de serenidade (talvez por conta do Yoga né!) e espero um dia poder chegar nesse nível tb. É um treino diário!

    Beijos

  • Reply
    Pablo
    20 de março de 2015 at 10:04

    Falou e disse, Amanda!
    Eu parei pra pensa nessas coisas há uns dois anos, quando esfregaram na minha cara que eu não sou tão especial assim… as pessoas simplesmente não estão ligando pro que eu sinto ou penso, e quem vai comandar minha vida sou apenas eu!
    Gastar energia com a gente mesmo é algo libertador… ninguém merece que a gente dedique nossos preciosos minutos que deveriam ser dedicados para hobbies ou apenas para dormir, com elas. Com exceção de família, ninguém é tão importante assim a ponto de nos fazer viver a vida pra ela, e não pra nós mesmos!

  • Reply
    Bons Links #14 | Lecticia
    26 de março de 2015 at 09:02

    […] aquele desânimo que bate na gente cada vez mais frequentemente? De repente é porque a gente está se importando demais e esquecendo de viver. – Viajar é sinônimo de fotografia, mas você sabe quais são as cidades mais fotografadas do […]

  • Reply
    Diego Morais Viana
    28 de abril de 2015 at 16:54

    Oi, Amanda.
    Nossa, tenho essa mesma opinião. Há algum tempo pratico isso.
    A maioria das pessoas se acham o centro do universo
    e elas tem todo direito de pensar, mas gastam uma energia enorme em coisas minúsculas.
    Temos que aprender a dar valor ao que realmente tem valor
    e deixar de lado coisas inúteis e discussões bobas que não nos leva a lugar algum.
    Gostei mesmo da postagem.
    Estou seguindo.
    Abraços.
    Diego,
    http://diegomorais18.blogspot.com.br/

  • Reply
    Amanda Aragão
    11 de setembro de 2016 at 19:43

    que post MARAVILHOSO! <3
    é isso aí!

  • Reply
    Cláudia Amaral
    13 de fevereiro de 2017 at 22:15

    Oi, Amanda! Você não faz ideia do peso que seu texto tirou dá minha alma. Nem havia percebido que a angustia que sentia era em função da necessidade de aceitação. Tenha certeza que sua sabedoria alcançou meu coração e me fez ver a vida por outro prisma. Obrigada e um beijo.💜

  • Reply
    Rafaela Pinheiro
    12 de março de 2017 at 01:38

    É a minha primeira vez aqui no blog e eu já dou de cara com esse post incrível que parece ter sido escrito pra mim (mas na verdade não foi porque – pasmen – o mundo nao gira ao meu redor). Estou realmente encantada, vou voltar com certeza hahaha ♡ Beijos!

  • Reply
    Bruno
    16 de março de 2017 at 16:55

    Parabéns​! Ótimo texto.

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