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Casa & Decor

Trazendo o verde pra sua casa

3 de Abril de 2016

Verde nunca foi uma cor preferida – na verdade, acho que não possuo um item sequer de roupa/sapatos/acessórios ou mesmo maquiagem que tenha essa cor. É, pois é. Entretanto, há uma exceção importante e indiscutível: plantas. Eu adoro plantas. Amo o frescor que elas trazem aos ambientes e como decoram sem nenhum esforço além de suas próprias existências. Além do quê, tanto na casa da minha mãe quanto na da minha avó, plantas sempre foram presentes e importantes. Lembro dos pés de Comigo Ninguém Pode da minha vó e do Alfinete da minha mãe (sempre alfinetando a gente quando tínhamos que lavar alguma coisa no tanque). Elas, obviamente, estão nessa estrada de cuidar de plantas há um tempo muito maior que eu, que na minha própria casinha já matei alguns exemplares, mas sigo na ideia de que, um dia, meu dedo ficará verde e todas as plantas viverão pra sempre. Não custa se iludir, né?

Hoje, trouxe pra vocês algumas dicas para decorar e cuidar de plantas, afinal lição aprendida é lição repassada, não é mesmo? Vamos lá!

Cuidados com as plantas:

– Se você é iniciante, talvez seja uma boa ideia começar com plantinhas fáceis de cuidar, que requerem de 0 a pouca manutenção. Indico cactos, suculentas, antúrios, espadas-de-são-jorge, violetas e bromélias, que sobrevivem bem sem muito drama. Só tenha certeza que você não tem um cachorro perturbado das ideias por perto para comer o ‘abacaxi’ da sua bromélia – infelizmente, um drama baseado em fatos reais.

– Plantas precisam de duas coisas básicas: sol e água, na medida certa. Lembrar disso é meio caminho andado para que suas plantinhas sobrevivam mais tempo. É só conhecer sua plantinha e saber do que ela precisa. Se você comprou a sua plantinha no supermercado (I’ve been there), pesquise na internet o que ela precisa e siga as instruções.

– Em adição ao tópico anterior, na verdade, sempre pesquise sobre as plantas que você quer adquirir antes de adquiri-las, para saber se elas se encaixam bem no que você tem a oferecer. Se bate pouco sol na sua casa, você deve preferir cuidar de uma planta que goste de sombra, por exemplo.

– Há plantas que precisam de espaço e outras que nem tanto. Cactos, por exemplo, ficam felizes em qualquer montinho de terra que você der pra ele (♥). Mas há plantas que não são bem assim, portanto é sempre bom checar. Muitas vezes as plantas ficam feias ou morrem por não haver espaço suficiente para se desenvolver no jarro onde estão. De vez em quando (creio que uma vez por ano), é bom trocar a terra da planta, para que ela tenha novos nutrientes para trabalhar. A cada três meses, é bom adubá-las. Adubos são vendidos, geralmente, em lojas especializadas. Terra dá pra encontrar até no supermercado. (:

– Ervas são duram mais tempo em potinhos específicos para elas, como esse aqui, por exemplo. Ele tem um espacinho onde se armazena água e essa água é levada, através de um barbante, para a terra onde a erva está colocada, mantendo seu manjericão sempre verde. Esses já estão na minha lista de compras futuras desde que vi algo parecido no Santa Ajuda (sou dessas), porque gente! Que prático!

– As pragas, elas são reais. Aqui em casa, tivemos um problema sério com mosca branca e eu meio que resolvi limpando as folhas e aplicando óleo de neem (um repelente natural) nas folhas das plantas. Preste sempre atenção na saúde de suas plantas e se há algum bichinho/fungo/doença incomodando-a.

Usando-as para decorar a casa:

– Primeiro, não faça como eu: não compre 800 plantas, uma atrás da outra. Lembre-se: não são plantas de mentira. São plantas reais que requerem cuidados reais, portanto não trate como apenas itens decorativos. E, claro, você nem precisa, geralmente, de tantas plantinhas assim. Mas, sim, das plantinhas certas nos lugares certos. Quantidade não é qualidade.

– Tente manter uma unidade nos cômodos ou mesmo na casa inteira, no que diz respeito aos vasos. Eu, particularmente, acho estranho e poluído ter plantinhas com tipos muito diversos de vasos. Ter uma padronagem é importante, para trazer o foco para a planta e gerar menos poluição visual no ambiente – coisa que levo muito em consideração aqui em casa, já que moramos num apartamento pequeno.

– Você pode diversificar suas plantinhas de acordo com o cômodo em que ela vai ficar.

+ Banheiro: por conta da umidade do local, opte por tipos tropicais. Boas opções são o bambu, a babosa e as palmeiras. Elas adoram luz, portanto coloque-as perto das janelas.

+ Quarto: prefira tipos que não precisam de calor, pois quartos quase sempre são ventilados. Boas escolhas são pequenas figueiras ou um vaso com uma espada-de-são-jorge (que é a planta MAIS FÁCIL da vida, gente).

+ Sala: aqui vale o que encaixar melhor com a sua decoração. Flores? Palmeiras? Cactos? Bambu? Um bonsai? Caso tenha espaço, invista em espécies maiores. Caso não seja o caso, cactos, suculentas e flores dão um up e são uma ótima opção.

+ Cozinha: mas é claro que uma hortinha é a melhor opção. Aqui, o ideal é cultivar ervinhas e temperos. Minha dica é aquele vasinho que comentei lá em cima, mas claro que você pode fazer uma jardineira com os temperos que você quer plantar. (:

– Não esqueça: coloque terra nos pratinhos das suas plantas. A gente quer beleza, mas saúde é importante e ninguém aqui está querendo ter um criadouro de mosquito da dengue, né?

O que vocês acharam das dicas? Têm alguma para adicionar? Alguma plantinha que deu super certo com vocês? Comentem aqui!

As fotos desse post e algumas de suas dicas foram amavelmente cedidas pela Westwing. ♥

Opiniões que ninguém pediu

Mas a gente sempre acha que tá gorda, né?

16 de Março de 2016
Foto por: betulvargun

Foto por: betulvargun

Ou: como precisamos ser mais gentis com nós mesmos.

Outro dia uma amiga e eu estávamos comentando como a gente sempre se sentia gorda, não importa o quão de boa nosso corpo estivesse. De início, a gente não quer acreditar que o nosso olho é tão do mal com nós mesmas, mas isso é algo facilmente provável a partir do momento de você começa a olhar fotos antigas. “NOSSA, eu era tão magra!”, é o pensamento que sempre me vem à cabeça, instintivamente. E não precisa ser foto de 10 anos atrás, não. 3 ou 5 anos já vão fazer diferença. Se brincar, até 2. Quando a gente se afasta um pouco do centro do furacão é que a gente vê como a nossa realidade é distorcida. Por nós mesmas.

Não vou entrar aqui no mérito de a-sociedade-nos-impõe-um-padrão-de-beleza, porque isso já tá mais do que provado e não é bem o meu assunto de hoje. O que eu queria expor, nesse ponto, é o quanto a gente não é legal conosco. O quanto somos sempre mais críticas com a gente, com o nosso braço de biscoiteira, com nossa performance no trabalho, com nossas qualidades como ser humano, no geral. Eu não sei vocês, mas eu costumava dizer que se há um céu, eu não estaria nele, porque como estar? Eu não sou boa o suficiente. Eu, muitas vezes, deixo o elevador fechar e não seguro para a pessoa que estava na catraca porque eu queria ir sozinha, sem conversar com ninguém. Eu pego o melhor pedaço de bolo, se tiver a oportunidade, nas festinhas da vida. Eu sou egoísta e todos sabemos que o céu não é lugar para egoístas.

O nosso arsenal de críticas para nós mesmos não tem fim nem limites – se não intervirmos diretamente. Nós estamos sempre atrás, correndo para conseguir acompanhar. Nunca somos dignos de nada e estamos sempre sob o eterno guarda-chuva do impostor – eu tô aqui, mas tenho a impressão que as pessoas NÃO SABEM BEM quem eu realmente sou e é por isso que eu tô aqui. Isso se soma a interminável lista de coisas que alguém inventou que precisamos ser antes dos 30 – empreendedora, com uma boa saúde financeira, mãe, responsável, ter viajado o mundo (de preferência, morar fora), casada, com casa própria e bem mobiliada e limpa etc – e que não ajuda de maneira NENHUMA a melhorar a nossa estima por nós próprios.

A pressão, ela vem de fora, sim. Não há dúvidas disso e, pra mim, nem vale aprofundar essa discussão aqui, agora. Ela vem e ela virá por um bom tempo ainda.

O que não pode é a pressão vir de dentro.

Pensa bem comigo: você seria assim, super crítica, com alguém que você ama? De verdade? Pensa na pessoa que você mais ama nessa vida e pensa que você poderia dizer algo para fazê-la se sentir mal, quando esse algo nem é importante ou muito menos faz sentido. Você diria? Eu, particularmente, sou bem mais legal com as outras pessoas do que comigo mesma. Aceito os erros e relevo alguns pontos porque, afinal de contas, somos assim. Todo mundo tem direito a ser você mesmo, no seu espacinho no mundo. Menos nós mesmos, aparentemente.

Não faz nenhum sentido ser tão chato consigo mesmo. Não precisamos ser perfeitos. Não precisamos ser os melhores em tudo. Só precisamos ser felizes. Vamos praticar sermos mais gentis com a gente. Não tô aqui dizendo “isso, aceita tuas burradas e não melhora em nada, tá de boas”, mas dizendo que tudo bem se você não lê tanto porque prefere assistir séries. Ou se você não tem o corpo da Kim Kardashian nem a conta bancária dela. Ou se, de vez em quando, você é antipático e quer ficar sozinho no elevador do prédio, pra variar. Ninguém morre por isso e TODO MUNDO tem falhas. Você não é a primeira nem a única pessoa a vir com problemas de fabricação – se eu posso ser engraçadinha o suficiente para usar o termo – e acredito que quem quer que esteja metido nessa bagunça (eu acredito em Deus, mas você pode acreditar em outra coisa ou em nada e TUDO BEM) não pediu o recall, então né? Acredito que meu buchinho saliente e eu não sejamos um problema tão grande assim, no fim das contas.

Vamos sim, nos melhorar a cada dia e tentar externalizar o melhor que temos para o mundo. Mas sabendo que já somos muito bons. Já somos, agora, a nossa melhor versão.

Opiniões que ninguém pediu

Sobre aceitar o que a vida nos dá

7 de Março de 2016

Embrace the moment.  Uma frase que fazia pouco sentido pra mim, até pouco tempo. Talvez, inclusive, até ontem. Creio que é por isso que a internet é uma coisa tão maravilhosa, apesar de todo estresse e ansiedade que ela nos causa. Elas nos dá a possibilidade de encontrar pessoas que trafegam nos mesmos caminhos que os nossos, buscando as mesmas coisas e passando, talvez, pelos mesmos maus bocados. E uma delas pode ter uma ideia que torna tudo mais simples e isso vai tornar a vida de todos nós mais simples e, sim, muito obrigada por isso, internet.

Ontem estava colocando as leituras em dia e  terminei lendo um texto muito interessante sobre aceitar o sofrimento. E, nossa, como eu estava precisando ler algo assim. A verdade é que nós, como pessoas muito importantes que somos (não), detestamos sofrer e achamos tudo muito injusto. Eu, particularmente, reclamo de tudo. Da fila na dermatologista, do trânsito ridículo que me faz acordar super cedo e fazer tudo correndo pra não chegar atrasada no trabalho, do preço das comidas, do dinheiro que nunca dá pra nada – e a lista segue, interminável. É tudo muito injusto, muito difícil, muito errado e fico pensando no porquê, já que tem gente aí vivendo uma vida MUITO mais fácil do que a minha.

Mas a realidade é: o que eu sei sobre a vida dos outros?

Tudo é muito mais bonito de fora do que de dentro, se você for pensar bem.  Aparência não é realidade e eu nem sei porque a gente insiste em pensar que é. As pessoas à nossa volta podem não estar passando pelos mesmos perrengues que a gente – mas eles tem seus perrengues também e que têm seus próprios pesos em suas vidas. Todo mundo tem problemas. Não importa se a pessoa é rica, está morando na Europa e usando maquiagem cara. São problemas diferentes, mas são problemas. E nós não temos como saber a profundidade e a importância deles, pois nós não estamos vivendo-os. Nós só sabemos que eles existem.

Esse fator – todos têm problemas, que são tão importantes para as pessoas que os têm quanto os nossos são para a gente –  é importantíssimo para que consigamos parar de nos sentir injustiçados e aceitemos o que a vida nos dá. Até porque, vejam bem: nada é para sempre. Não adianta, tudo está em movimento e em eterna mudança.  De nada ajuda puxar os freios e empacar , se negando a seguir em frente. A vida é dinâmica e nós precisamos acompanhá-la, sem arruaça, sem estresse, com aceitação.

Abraçar o momento tem a ver com isso.  Tem a ver com aceitar as felicidades e infortúnios que a vida nos dá, sabendo que faz parte. Que é um degrau, um nível, um episódio, um momento de nossas vidas. Não é pra sempre. Nada é. Nem o mal nem o bem. Por isso que devemos aproveitar os momentos e aceitá-los em nossas vidas – tantos os bons quantos os maus, pois todos eles nos trazem aprendizado e crescimento.

É como fazer Yoga.  Tem aquelas posições que você consegue fazer de boa desde sempre. Tem aquelas que você sua só de pensar. Mas percebi que quando eu não foco no fato de que ela é muito difícil e dói demais e que eu preferia NÃO, as coisas correm com menos dificuldade. Não é que eu consiga sambar na postura quando eu tiro o foco do lado negativo, mas eu consigo aceitá-la melhor e sentir menos bad feelings quando eu não fico pensando no quão é horrível ela estar no meu workout.

O que me faz acreditar que a vida toda é uma questão de perspectiva. Do quanto a gente vai focar na coisa ruim e brigar contra ela ou no quanto a gente vai aceitar isso e seguir em frente, como coisa transitória que é. E, gente, aqui eu não digo aceitar como ‘sim, vamos viver na merda pra sempre’, mas como ‘sim, estou vivendo na merda agora, faz parte, isso não só não é a única coisa da minha vida, como também deve mudar em breve’. A nossa vida é resultado de nossas atitudes e tenho certeza que vivendo a vida de forma mais leve, teremos uma vida mais leve.

Ou seja: sim, hoje eu tô aqui, correndo de casa às 6h30 da matina – muitas vezes sem nem tomar café da manhã. Mas um dia não vai ser assim. Por enquanto, é, mas sofrer mais não resolve nada, então sigamos, focando nas partes legais e se desprendendo das que não são tão boas assim.

Sigamos.

Opiniões que ninguém pediu

A arte de não ser obrigada

16 de Fevereiro de 2016

Ou: como manter a dignidade e viver a vida que você quer, exercendo o seu direito de dizer não.

Acho que até já escrevi sobre isso aqui, mas como vivo esquecendo das lições hipoteticamente aprendidas, vim dividir com vocês de novo meus pensamentos (talvez melhorados) sobre essa maravilhosa palavra, tão conhecida e tão ignorada: o não. Nos últimos meses, entrei num vórtice de sims inconsequentes (a palavra, não o bonequinho do jogo), que degringolaram em várias situações que eu preferia que não existissem, mas que eu mesma deixei com que se desenvolvessem. Quando vi, lá estava eu, jogada no chão, me perguntando PORQUE QUE ESSAS COISAS ACONTECEM COMIGO? E aí veio aquela voz sincera no fundo da minha cabeça, jogando todas as realidades necessárias e dizendo: miga, porque tu deixa.

A gente acha que não. A gente acha que é o destino, que insiste em atrapalhar. Que  é Deus. Que tudo isso aqui é um grande sitcom e nossa sina é viver uma vida de eternos erros, passando sempre por situações que não queremos e chorando nossas pitangas no travesseiro. Mas aí vai uma novidade: não. Não mesmo. Você, e unicamente você (com algumas raríssimas exceções), é responsável por tudo o que acontece na sua vida. Quando você diz sim, você aceita o que a vida está te oferecendo. Mas, veja bem, você também pode dizer não.

Infelizmente, nossa sociedade criou um circo em volta do ‘dizer não’. O não tem uma imagem negativa. Você diz não pra uma saída e já é tachado de antissocial, chato, que não gosta de fazer amizades. Você diz não quando pedem para ajudar com alguma coisa e já te chamam de egoísta. Você diz não para uma determinada forma de pensar e as pessoas já acham que você só está querendo ser do contra e aparecer. O não é extremamente mal visto por todos e, talvez por isso, evitemos a temida palavra. O legal para as outras pessoas é que você viva da maneira que encaixe com o que elas desejam para a vida delas – o que, se você pensar direitinho, é extremamente egoísta (embora compreensível). Nada errado com o desejo delas, mas tudo errado com baixarmos a cabeça e aceitarmos tudo o que querem nos dar/propor. Nem sempre a maneira que é interessante para as outras pessoas é interessante para a gente. E é nesse momento que o não precisa ser exercido. E deixa eu dizer uma coisa pra vocês: essa é a única maneira de ter a vida que queremos.

Você pode fazer de tudo. Se você não aprender a dizer não, não há como ter uma vida plena e feliz. Se você continuar aceitando tudo o que o universo te dá, sem fazer o filtro necessário, não haverá como viver uma vida autoral, ou seja, a vida que você quer, a vida que você acha que você deve viver.

Sabe aquela máxima de que antes de amar alguém, você deve amar você? Pois é. Aqui, uma saudável dose de egoísmo é essencial. Não adianta fazer tudo pelos outros, porque, no fim, quem é que vai fazer por você? A única pessoa que deve ser (e que é) responsável por transformar seus sonhos em realidade é você.

Por muito tempo, me senti mal por ser reativa e por discordar ativamente de coisas que não acho correta/ concordo/ quero pra mim. Então, tentei ser o oposto, achando que, assim, eu seria melhor e mais feliz. O que descobri é que NÃO HÁ FELICIDADE EM NEGAR A SI MESMO. Não há felicidade em concordar com o que não te apetece, em aceitar desafios que não são seus, em negar o seus sonhos em favor dos de outrem. O que existe é raiva (de mim mesma) e uma vida que podia ser a de qualquer um – e nada, em especial, diz que é minha. E isso, definitivamente, não está certo.

Dizer não é parte do processo de se autoconhecer. Saber o que se quer, o que te interessa e o que não importa para você. Essa filtragem fará da sua vida o que você realmente quer.

No começo, pode ser difícil. Algumas pessoas podem se afastar, se chatear, te julgar mal. Entretanto, bola pra frente, porque ninguém poderá viver sua vida por você. Além do quê, tudo será mais verdadeiro. Você não estará mais naquela festa porque te chamaram, mas porque você QUIS estar lá.  Você não vai usar a roupa que ganhou de presente porque te deram e você não quer que achem que você não gostou, mas porque ela realmente casou com o seu gosto e com seu corpo. Você não vai comprar mais um livro porque ele está em promoção, mas porque você realmente gosta do assunto e se interessa pela obra. Se descobrir e dar valor às coisas certas é life-changing. Mas nada disso vai poder ser feito sem usar o não.

Algumas leituras sobre esse assunto:

Quero saber o que vocês acham sobre esse assunto. Comentem! (:

Pele Roacutan

Roacutan: diário de bordo – 15 dias

11 de Fevereiro de 2016

Esse post é LEIGO e tem apenas o intuito de repassar a minha experiência com o medicamento. Se você tem acne, procure um dermatologista.

Poucas pessoas sabem, porque não comentei muito sobre esse assunto aqui ou nas minhas redes sociais, mas eu tenho acne. Não uma acne SUPER séria, que deforme o rosto ou coisa assim, mas séria o suficiente para causar desconforto ao sair sem maquiagem e dor, em alguns casos. E o pior de tudo: é uma acne recorrente, que não vai embora com creme caro nenhum do mundo (acreditem, porque eu comprei todos os cremes/sabonetes/esfoliantes caros dessa vida). A minha acne é relativamente recente, é o que chamamos de acne adulta. Surgiu aos 18 anos e desde então tem infernizado minha vida. Minhas espinhas saem, em maior parte, nas bochechas e no maxilar, além dos ombros e algumas poucas, na área do busto. Elas são, geralmente, císticas (aquelas espinhas internas que doem MUITO) e passam vidas na minha cara, até eu me irritar e forçar a saída delas, porque eu, infelizmente, sou dessas.

O fato é que eu venho convivendo com esse problema há uns 7 anos já e achei que eu já havia tolerado o bastante. Já havia tentado de tudo e nada dava um resultado definitivo na minha pele. Portanto, mês passado, quando a dermatologista perguntou se eu queria tentar o Roacutan, eu disse sim. E, veja bem, isso (de aceitar esse remédio) não foi fácil de jeito nenhum, porque Roacutan é um tratamento SÉRIO e cheio de cuidados e efeitos colaterais – o que deixa qualquer um com oitocentas pulgas atrás da orelha. Eu me informei BASTANTE antes de pensar em tomar, até para perder um pouco do medo e entender melhor como o remédio funciona. Acho que todo mundo deve tentar tudo o que puder, antes do Roacutan, porque – repito – é um tratamento que deve ser levado BEM A SÉRIO, porque o que esse remédio faz não é brincadeira. Não pode beber, não pode tomar banho de sol, não pode engravidar, não pode um monte de coisa – então é preciso estar BEM focado e ser responsável, para não cagar o seu corpo e sua saúde.

Por que eu acho que informação deve ser dividida e trocas devem acontecer, resolvi vir aqui, mensalmente, dividir um pouco da minha experiência com o remédio. Não vou postar fotos minhas agora, porque meu senso de estética não permite, mas dividirei tudo o que eu sentir com o remédio e os resultados que eu, porventura, estiver tendo. O primeiro, que é o de hoje, é de 15 dias de tratamento.

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A dose que eu estou tomando é de 40 mg por dia e eu estou me tratando com o genérico da Valeant (que minha dermatologista disse ser mais confiável), porque WHO HAS THE MONEY pro Roacutan? Comecei logo depois de entregar os exames à dermatologista, que estavam todos ótimos. Após terminar a primeira caixa, repetirei os exames e minha médica disse que, se estiverem todos normais, só precisamos refazê-los daqui a dois meses. A médica me passou um hidratante com protetor fps 30, colírio, um lubrificante para a mucosa nasal e um lip balm da Bepantol, como aquele velho e bom kit de sobrevivência para o tratamento.  Comprei o Epidrat FPS 30, com toque seco, mas não curti muito. Ele despela todo no rosto, uó. Se alguém tive uma indicação de hidratante com protetor mais legal, deixem nos comentários (nem precisa ter toque seco nem nada, porque né?).  Para os lábios, comprei o Bepantol Lábios, mas não curti muito os resultados. Então estou com o meu velho e bom da Nivea (o azul-escuro do amor) para hidratar durante o dia e, à noite, eu passo Bepantol na boca antes de dormir, para manter a bichinha em um situação aceitável. Ainda assim, o lábio despela, não tem jeito. Para os olhos e o nariz, comprei o Systane UL (colírio que faz seu trabalho direitinho) e o Maxidrat Gel (que é um gel nasal mara, que salva na hora do nariz seco).

Nos primeiros dias,  já senti efeitos colaterais, mesmo com a minha dose não sendo tão alta assim – esse remédio, ele é punk. Tive bastante dor muscular e coceira nos braços, logo de início. Entretanto, depois de uns dois dias, ela passou. Daí fiquei com os mais conhecidos: boca, nariz, olhos e couro cabeludo ressecados (o que está me causando caspa). A boca rachou de um dos lados quando eu fui bocejar (!), fiquei muito chocada (e, depois disso, fiquei bff do Bepantol na hora de dormir). A pele ainda não ressecou tanto, embora tenha dado uma despelada no queixo e ficado bem mais sensível. Fazer a sobrancelha foi um parto. Algumas espinhas saíram desde que comecei o tratamento, mas elas secam bem rápido, então não incomoda muito. O que estourou mesmo foram os cravos. Vários, ao mesmo tempo! E olha que eu nem sou de ter tanto cravo assim. Mas acho que, se for pra estourar alguma coisa, eu prefiro que sejam os cravos mesmo.

Um efeito que eu não estava esperando foi a depressão. Gente, ela bateu. E como bateu. Como eu nunca tive depressão na minha vida, eu não sabia nem o que estava acontecendo, foi bem desesperador. Uma tristeza inexplicável, uma vontade de chorar pra sempre, um desânimo da vida. W. O. W.  Fiquei bem preocupada comigo e alertei o meu boy sobre o que eu estava sentido (muito importante, porque vai que piora, né?), mas a depressão foi embora com uns dois, três dias. Ainda assim, parecia que não ia acabar nunca e que eu ia ser sugada pra sempre para aquela espiral de desespero. Creio que a conjunção da TPM com o Roacutan não foi muito boa, afinal de contas. E pra mim, ficou a lição. Eu não fazia ideia de como era, agora eu posso me colocar melhor no lugar das pessoas que sofrem desse mal – e talvez até ajudá-las do jeito certo, também.

De resto, é isso. Tenho estado com muita preguiça de fazer exercícios, mas estou seguindo no Muay Thai, porque sei que isso deve ajudar a equilibrar minhas endorfinas (e, talvez, evitar que a depressão apareça de novo).

Enfim, esses 15 dias foram cheios de descobertas e adaptações, mas no geral, estou (sobre)vivendo. Faltam só 7 meses e 15 dias agora, haha! Alguém que fez tratamento ou que está fazendo aí, para trocar uma ideia? Deixa seu comentário! (: