Amanda Arruda - Lifestyle, Decoração, Livros e Feminices - Página: 7
Opiniões que ninguém pediu

Sobre aceitar o que a vida nos dá

Embrace the moment.  Uma frase que fazia pouco sentido pra mim, até pouco tempo. Talvez, inclusive, até ontem. Creio que é por isso que a internet é uma coisa tão maravilhosa, apesar de todo estresse e ansiedade que ela nos causa. Elas nos dá a possibilidade de encontrar pessoas que trafegam nos mesmos caminhos que os nossos, buscando as mesmas coisas e passando, talvez, pelos mesmos maus bocados. E uma delas pode ter uma ideia que torna tudo mais simples e isso vai tornar a vida de todos nós mais simples e, sim, muito obrigada por isso, internet.

Ontem estava colocando as leituras em dia e  terminei lendo um texto muito interessante sobre aceitar o sofrimento. E, nossa, como eu estava precisando ler algo assim. A verdade é que nós, como pessoas muito importantes que somos (não), detestamos sofrer e achamos tudo muito injusto. Eu, particularmente, reclamo de tudo. Da fila na dermatologista, do trânsito ridículo que me faz acordar super cedo e fazer tudo correndo pra não chegar atrasada no trabalho, do preço das comidas, do dinheiro que nunca dá pra nada – e a lista segue, interminável. É tudo muito injusto, muito difícil, muito errado e fico pensando no porquê, já que tem gente aí vivendo uma vida MUITO mais fácil do que a minha.

Mas a realidade é: o que eu sei sobre a vida dos outros?

Tudo é muito mais bonito de fora do que de dentro, se você for pensar bem.  Aparência não é realidade e eu nem sei porque a gente insiste em pensar que é. As pessoas à nossa volta podem não estar passando pelos mesmos perrengues que a gente – mas eles tem seus perrengues também e que têm seus próprios pesos em suas vidas. Todo mundo tem problemas. Não importa se a pessoa é rica, está morando na Europa e usando maquiagem cara. São problemas diferentes, mas são problemas. E nós não temos como saber a profundidade e a importância deles, pois nós não estamos vivendo-os. Nós só sabemos que eles existem.

Esse fator – todos têm problemas, que são tão importantes para as pessoas que os têm quanto os nossos são para a gente –  é importantíssimo para que consigamos parar de nos sentir injustiçados e aceitemos o que a vida nos dá. Até porque, vejam bem: nada é para sempre. Não adianta, tudo está em movimento e em eterna mudança.  De nada ajuda puxar os freios e empacar , se negando a seguir em frente. A vida é dinâmica e nós precisamos acompanhá-la, sem arruaça, sem estresse, com aceitação.

Abraçar o momento tem a ver com isso.  Tem a ver com aceitar as felicidades e infortúnios que a vida nos dá, sabendo que faz parte. Que é um degrau, um nível, um episódio, um momento de nossas vidas. Não é pra sempre. Nada é. Nem o mal nem o bem. Por isso que devemos aproveitar os momentos e aceitá-los em nossas vidas – tantos os bons quantos os maus, pois todos eles nos trazem aprendizado e crescimento.

É como fazer Yoga.  Tem aquelas posições que você consegue fazer de boa desde sempre. Tem aquelas que você sua só de pensar. Mas percebi que quando eu não foco no fato de que ela é muito difícil e dói demais e que eu preferia NÃO, as coisas correm com menos dificuldade. Não é que eu consiga sambar na postura quando eu tiro o foco do lado negativo, mas eu consigo aceitá-la melhor e sentir menos bad feelings quando eu não fico pensando no quão é horrível ela estar no meu workout.

O que me faz acreditar que a vida toda é uma questão de perspectiva. Do quanto a gente vai focar na coisa ruim e brigar contra ela ou no quanto a gente vai aceitar isso e seguir em frente, como coisa transitória que é. E, gente, aqui eu não digo aceitar como ‘sim, vamos viver na merda pra sempre’, mas como ‘sim, estou vivendo na merda agora, faz parte, isso não só não é a única coisa da minha vida, como também deve mudar em breve’. A nossa vida é resultado de nossas atitudes e tenho certeza que vivendo a vida de forma mais leve, teremos uma vida mais leve.

Ou seja: sim, hoje eu tô aqui, correndo de casa às 6h30 da matina – muitas vezes sem nem tomar café da manhã. Mas um dia não vai ser assim. Por enquanto, é, mas sofrer mais não resolve nada, então sigamos, focando nas partes legais e se desprendendo das que não são tão boas assim.

Sigamos.

Opiniões que ninguém pediu

A arte de não ser obrigada

Ou: como manter a dignidade e viver a vida que você quer, exercendo o seu direito de dizer não.

Acho que até já escrevi sobre isso aqui, mas como vivo esquecendo das lições hipoteticamente aprendidas, vim dividir com vocês de novo meus pensamentos (talvez melhorados) sobre essa maravilhosa palavra, tão conhecida e tão ignorada: o não. Nos últimos meses, entrei num vórtice de sims inconsequentes (a palavra, não o bonequinho do jogo), que degringolaram em várias situações que eu preferia que não existissem, mas que eu mesma deixei com que se desenvolvessem. Quando vi, lá estava eu, jogada no chão, me perguntando PORQUE QUE ESSAS COISAS ACONTECEM COMIGO? E aí veio aquela voz sincera no fundo da minha cabeça, jogando todas as realidades necessárias e dizendo: miga, porque tu deixa.

A gente acha que não. A gente acha que é o destino, que insiste em atrapalhar. Que  é Deus. Que tudo isso aqui é um grande sitcom e nossa sina é viver uma vida de eternos erros, passando sempre por situações que não queremos e chorando nossas pitangas no travesseiro. Mas aí vai uma novidade: não. Não mesmo. Você, e unicamente você (com algumas raríssimas exceções), é responsável por tudo o que acontece na sua vida. Quando você diz sim, você aceita o que a vida está te oferecendo. Mas, veja bem, você também pode dizer não.

Infelizmente, nossa sociedade criou um circo em volta do ‘dizer não’. O não tem uma imagem negativa. Você diz não pra uma saída e já é tachado de antissocial, chato, que não gosta de fazer amizades. Você diz não quando pedem para ajudar com alguma coisa e já te chamam de egoísta. Você diz não para uma determinada forma de pensar e as pessoas já acham que você só está querendo ser do contra e aparecer. O não é extremamente mal visto por todos e, talvez por isso, evitemos a temida palavra. O legal para as outras pessoas é que você viva da maneira que encaixe com o que elas desejam para a vida delas – o que, se você pensar direitinho, é extremamente egoísta (embora compreensível). Nada errado com o desejo delas, mas tudo errado com baixarmos a cabeça e aceitarmos tudo o que querem nos dar/propor. Nem sempre a maneira que é interessante para as outras pessoas é interessante para a gente. E é nesse momento que o não precisa ser exercido. E deixa eu dizer uma coisa pra vocês: essa é a única maneira de ter a vida que queremos.

Você pode fazer de tudo. Se você não aprender a dizer não, não há como ter uma vida plena e feliz. Se você continuar aceitando tudo o que o universo te dá, sem fazer o filtro necessário, não haverá como viver uma vida autoral, ou seja, a vida que você quer, a vida que você acha que você deve viver.

Sabe aquela máxima de que antes de amar alguém, você deve amar você? Pois é. Aqui, uma saudável dose de egoísmo é essencial. Não adianta fazer tudo pelos outros, porque, no fim, quem é que vai fazer por você? A única pessoa que deve ser (e que é) responsável por transformar seus sonhos em realidade é você.

Por muito tempo, me senti mal por ser reativa e por discordar ativamente de coisas que não acho correta/ concordo/ quero pra mim. Então, tentei ser o oposto, achando que, assim, eu seria melhor e mais feliz. O que descobri é que NÃO HÁ FELICIDADE EM NEGAR A SI MESMO. Não há felicidade em concordar com o que não te apetece, em aceitar desafios que não são seus, em negar o seus sonhos em favor dos de outrem. O que existe é raiva (de mim mesma) e uma vida que podia ser a de qualquer um – e nada, em especial, diz que é minha. E isso, definitivamente, não está certo.

Dizer não é parte do processo de se autoconhecer. Saber o que se quer, o que te interessa e o que não importa para você. Essa filtragem fará da sua vida o que você realmente quer.

No começo, pode ser difícil. Algumas pessoas podem se afastar, se chatear, te julgar mal. Entretanto, bola pra frente, porque ninguém poderá viver sua vida por você. Além do quê, tudo será mais verdadeiro. Você não estará mais naquela festa porque te chamaram, mas porque você QUIS estar lá.  Você não vai usar a roupa que ganhou de presente porque te deram e você não quer que achem que você não gostou, mas porque ela realmente casou com o seu gosto e com seu corpo. Você não vai comprar mais um livro porque ele está em promoção, mas porque você realmente gosta do assunto e se interessa pela obra. Se descobrir e dar valor às coisas certas é life-changing. Mas nada disso vai poder ser feito sem usar o não.

Algumas leituras sobre esse assunto:

Quero saber o que vocês acham sobre esse assunto. Comentem! (:

Pele, Roacutan

Roacutan: diário de bordo – 15 dias

Esse post é LEIGO e tem apenas o intuito de repassar a minha experiência com o medicamento. Se você tem acne, procure um dermatologista.

Poucas pessoas sabem, porque não comentei muito sobre esse assunto aqui ou nas minhas redes sociais, mas eu tenho acne. Não uma acne SUPER séria, que deforme o rosto ou coisa assim, mas séria o suficiente para causar desconforto ao sair sem maquiagem e dor, em alguns casos. E o pior de tudo: é uma acne recorrente, que não vai embora com creme caro nenhum do mundo (acreditem, porque eu comprei todos os cremes/sabonetes/esfoliantes caros dessa vida). A minha acne é relativamente recente, é o que chamamos de acne adulta. Surgiu aos 18 anos e desde então tem infernizado minha vida. Minhas espinhas saem, em maior parte, nas bochechas e no maxilar, além dos ombros e algumas poucas, na área do busto. Elas são, geralmente, císticas (aquelas espinhas internas que doem MUITO) e passam vidas na minha cara, até eu me irritar e forçar a saída delas, porque eu, infelizmente, sou dessas.

O fato é que eu venho convivendo com esse problema há uns 7 anos já e achei que eu já havia tolerado o bastante. Já havia tentado de tudo e nada dava um resultado definitivo na minha pele. Portanto, mês passado, quando a dermatologista perguntou se eu queria tentar o Roacutan, eu disse sim. E, veja bem, isso (de aceitar esse remédio) não foi fácil de jeito nenhum, porque Roacutan é um tratamento SÉRIO e cheio de cuidados e efeitos colaterais – o que deixa qualquer um com oitocentas pulgas atrás da orelha. Eu me informei BASTANTE antes de pensar em tomar, até para perder um pouco do medo e entender melhor como o remédio funciona. Acho que todo mundo deve tentar tudo o que puder, antes do Roacutan, porque – repito – é um tratamento que deve ser levado BEM A SÉRIO, porque o que esse remédio faz não é brincadeira. Não pode beber, não pode tomar banho de sol, não pode engravidar, não pode um monte de coisa – então é preciso estar BEM focado e ser responsável, para não cagar o seu corpo e sua saúde.

Por que eu acho que informação deve ser dividida e trocas devem acontecer, resolvi vir aqui, mensalmente, dividir um pouco da minha experiência com o remédio. Não vou postar fotos minhas agora, porque meu senso de estética não permite, mas dividirei tudo o que eu sentir com o remédio e os resultados que eu, porventura, estiver tendo. O primeiro, que é o de hoje, é de 15 dias de tratamento.

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A dose que eu estou tomando é de 40 mg por dia e eu estou me tratando com o genérico da Valeant (que minha dermatologista disse ser mais confiável), porque WHO HAS THE MONEY pro Roacutan? Comecei logo depois de entregar os exames à dermatologista, que estavam todos ótimos. Após terminar a primeira caixa, repetirei os exames e minha médica disse que, se estiverem todos normais, só precisamos refazê-los daqui a dois meses. A médica me passou um hidratante com protetor fps 30, colírio, um lubrificante para a mucosa nasal e um lip balm da Bepantol, como aquele velho e bom kit de sobrevivência para o tratamento.  Comprei o Epidrat FPS 30, com toque seco, mas não curti muito. Ele despela todo no rosto, uó. Se alguém tive uma indicação de hidratante com protetor mais legal, deixem nos comentários (nem precisa ter toque seco nem nada, porque né?).  Para os lábios, comprei o Bepantol Lábios, mas não curti muito os resultados. Então estou com o meu velho e bom da Nivea (o azul-escuro do amor) para hidratar durante o dia e, à noite, eu passo Bepantol na boca antes de dormir, para manter a bichinha em um situação aceitável. Ainda assim, o lábio despela, não tem jeito. Para os olhos e o nariz, comprei o Systane UL (colírio que faz seu trabalho direitinho) e o Maxidrat Gel (que é um gel nasal mara, que salva na hora do nariz seco).

Nos primeiros dias,  já senti efeitos colaterais, mesmo com a minha dose não sendo tão alta assim – esse remédio, ele é punk. Tive bastante dor muscular e coceira nos braços, logo de início. Entretanto, depois de uns dois dias, ela passou. Daí fiquei com os mais conhecidos: boca, nariz, olhos e couro cabeludo ressecados (o que está me causando caspa). A boca rachou de um dos lados quando eu fui bocejar (!), fiquei muito chocada (e, depois disso, fiquei bff do Bepantol na hora de dormir). A pele ainda não ressecou tanto, embora tenha dado uma despelada no queixo e ficado bem mais sensível. Fazer a sobrancelha foi um parto. Algumas espinhas saíram desde que comecei o tratamento, mas elas secam bem rápido, então não incomoda muito. O que estourou mesmo foram os cravos. Vários, ao mesmo tempo! E olha que eu nem sou de ter tanto cravo assim. Mas acho que, se for pra estourar alguma coisa, eu prefiro que sejam os cravos mesmo.

Um efeito que eu não estava esperando foi a depressão. Gente, ela bateu. E como bateu. Como eu nunca tive depressão na minha vida, eu não sabia nem o que estava acontecendo, foi bem desesperador. Uma tristeza inexplicável, uma vontade de chorar pra sempre, um desânimo da vida. W. O. W.  Fiquei bem preocupada comigo e alertei o meu boy sobre o que eu estava sentido (muito importante, porque vai que piora, né?), mas a depressão foi embora com uns dois, três dias. Ainda assim, parecia que não ia acabar nunca e que eu ia ser sugada pra sempre para aquela espiral de desespero. Creio que a conjunção da TPM com o Roacutan não foi muito boa, afinal de contas. E pra mim, ficou a lição. Eu não fazia ideia de como era, agora eu posso me colocar melhor no lugar das pessoas que sofrem desse mal – e talvez até ajudá-las do jeito certo, também.

De resto, é isso. Tenho estado com muita preguiça de fazer exercícios, mas estou seguindo no Muay Thai, porque sei que isso deve ajudar a equilibrar minhas endorfinas (e, talvez, evitar que a depressão apareça de novo).

Enfim, esses 15 dias foram cheios de descobertas e adaptações, mas no geral, estou (sobre)vivendo. Faltam só 7 meses e 15 dias agora, haha! Alguém que fez tratamento ou que está fazendo aí, para trocar uma ideia? Deixa seu comentário! (:

Cabelo, Da rotina

7 meses de transição capilar e minha vida so far

7 meses de transição

Tanta gente chegou aqui no blog através do meu guia rápido da transição capilar que eu entendi que esse era um assunto que interessava quem estava me lendo aqui – o que, pra mim, é maravilhoso, já que eu ADORO falar sobre isso e tenho pouquíssimas pessoas ao meu redor que entendem, de verdade, o que eu estou passando. Então decidi que vou postar mais um pouco aqui sobre o meu processo de recacheamento e como está sendo essa minha caminhada (que será longuíssima) rumo aos cachos perfeitos – ou seja, os meus.  <3

A minha última progressiva data do mês de junho, portanto faz aproximadamente 7 meses que eu estou em transição. Não é o maior tempo de transição da história, mas já deu pra pegar alguns macetes e sofrer algumas derrotas. Vou por tópicos, porque quem me conhece sabe que amo listas, mesmo quando não faz sentido usá-las. Eis alguns aprendizados:

  1. É preciso estar certo e preparado para seguir com a transição capilar. Eu já sabia que era isso que eu queria, quando decidi, depois de uma primeira tentativa frustrada, voltar aos cachos. Decidir em prol do nosso cabelo natural, depois que já alisamos e fizemos a bagunça nele, requer um estado de espírito inspirado e uma forte determinação, coisa que a gente não sente o tempo todo. Por isso, o que eu digo pra quem está pensando em começar a transição, mas não tem certeza, é: tenha certeza. Não faça porque todo mundo está fazendo, porque não é FÁCIL. Não é a coisa mais difícil do mundo, obviamente, mas a gente tem que estar de bem com a gente pra conseguir lidar com os dramas do caminho.  Pesquise bastante, leia, converse com pessoas que estão fazendo a transição e, se você sentir que é algo que seu coração quer, vá em frente. Lembre-se que o cabelo é seu, então as decisões também são suas.
  2. O preconceito está em todos os lugares. E você vai ter que aprender a lidar com ele. Sim, muitas pessoas ainda acham que cabelo cacheado é bagunçado, desarrumado, rebelde, ruim e tantos outros adjetivos negativos que se possa dar. E esse tipo de adjetivação vai vir de onde você menos espera e, muitas vezes, de pessoas que você gosta e respeita. Nesse caso, acredito que entrar em pé de guerra com todo mundo não é a solução, porque esse tipo de pensamento é simplesmente algo cultural, que temos que problematizar. Lembra que até pouco tempo eu também achava isso, até alguém problematizar pra mim e eu me desvencilhar desse preconceito? Pois é. O trabalho de quem está em transição é dobrado, porque além de você ter que trabalhar em si mesma, também tem que trabalhar nos outros, questionando as afirmações que eles trazem. Não, meu cabelo não é ruim (inclusive, fez mal a ninguém, até onde eu sei), ele não é mal cuidado (hidrato sempre que lavo e, ao contrário de quando ele passava 3, 4 dias na chapinha, ele está sempre cheiroso) e não é bagunçado (apenas tem um formato diferente do liso, that’s all). Claro, tem gente que não vai entender e com quem não adianta discutir. Com esse tipo de gente, a gente segue a vida, porque, no fim das contas, o que é que essa galera tem a ver com nosso cabelo mesmo?
  3. Talvez você precise fazer uma escova de vez em quando – e não tem problema. Enquanto eu não concordo muito com a técnica de fazer escova no cabelo até ele crescer todo – já que alisar o cabelo com calor, repetidamente, pode machucar os seus cachos – não vejo nenhum problema em fazer uma escova de vez em quando. Convenhamos que o cabelo em transição não está em sua melhor forma, já que eles está parte cacheado, parte alisado. No meu caso, creio que uns quatro dedos de raiz (sem esticar) estão naturais, então, sim, as coisas às vezes não dão certo mesmo. Então, em caso de tenho-um-casamento-pra-ir-e-nada-fica-bom, não fique triste nem envergonhada em fazer uma escova e seguir com a vida. Você não aderiu ao lado negro da força, você não destruiu seus cachos pra toda eternidade – foi só um momento em que sua transição não te ajudou e você precisou de outra solução.
  4. O difusor é o seu melhor amigo. Nada tem me ajudado tanto nesse período de transição quanto o meu difusor. Sério. Então, se você quer ser mais feliz nesse período tão difícil da vida, arranje um difusor pra chamar de seu. A verdade é que é muito difícil fazer com que seus cabelos assumam um forma que não seja liso-esticado quando você está em transição e MAIS DIFÍCIL ainda é fazer com que permaneçam dessa forma. Por isso, o difusor é essencial. Uso assim: passo o finalizador da minha preferência, amasso pra sempre até se formarem onda/cachos e coloco o difusor rapidamente nas mechas, para evitar que as ondas se desfaçam. Não seco completamente, deixo 90% seco (o suficiente para segurar sua forma) e o restante eu seco ao natural. Depois dou uma amassada nos cachos para soltar do molde (geralmente eles ficam rígidos, porque uso gelatina/gel junto com o creme de pentear) e, pronto, tá tudo certo. Difusor: é vida.
  5. Achar o seu produto perfeito não é fácil – mas não é impossível. Cada cabelo interage de um jeito com cada produto, portanto o que deu certo pra sua colega pode não funcionar pra você. Procure se guiar por pessoas que têm um tipo de cabelo parecido com o seu quando for julgar opiniões sobre produtos. O meu cabelo, por exemplo, aparenta ser um 2c/3a (ainda estou esperando ele ficar natural para eu poder opinar com certeza), portanto procuro me guiar por blogueiras e amigas que tenham o cabelo parecido. Além disso, não tenha medo de testar. Ao contrário do que se acredita, o produto não precisa ser carérrimo para ser bom. Você pode, calmamente, ter um resultado sensacional com o seu cabelo com um creme bem baratinho e pelo qual você não dava nada. Os meus favoritos atualmente, por exemplo, são escolhas ‘na média’ e que não levam ninguém à falência (principalmente levando-se em conta que eu não tenho tanto cabelo assim, então não preciso usar tanto produto): o Tô de Cacho, da Salon Line, para cachos 2 A/B/C e 3A e o Redutor de Volume da Capicilin (o laranjinha), que ajuda demais a segurar a definição dos cachos. Ambos têm um valor ok (não lembro exatamente o quanto paguei por cada um, mas acho que ficam na faixa dos R$10 – R$15) e dão super certo comigo.
  6. Condicionador pode ficar no cabelo SIM! Essa foi uma descoberta que MUDOU minha vida. Ao invés de enxaguar todo o condicionador, ao fim da lavagem, comecei a deixar o suficiente para sentir meus cabelos hidratados. É uma coisa bem de toque mesmo, de sensação. Deixo o suficiente para não sentir os cabelos pesados, mas também o que vai deixar os cachinhos hidratados. Boa parte do produto já sai, também, quando eu vou apertando ele com a camiseta, para que ele pare de pingar. O que fica, ajuda a manter os cachinhos com menos frizz e mais brilho. Façam esse teste, porque ele life-changing mesmo.
  7. Camiseta de algodão for life. Demorei para aderir a essa dica de enxugar o cabelo com uma camiseta de algodão, mas gente: é maravilhoso. Sugiro que aposentem desde já uma camiseta (eu roubei uma do boy) e comecem a usar como toalha para o cabelo de vocês. Sério, diminui o frizz de um jeito que eu não achei possível.
  8. Quando tudo der errado, abrace os grampos e os prendedores. Na minha casa, tem grampo e prendedor de cabelo em tudo quanto é canto. Sério. Eles salvam a vida quando o cabelo não quer colaborar de jeito nenhum.

 

Então, essas são as minhas dicas e descobertas so far. Alguma coleguinha em transição querendo dividir dicas? Ou fazer perguntas? Comentem! 😉