Amanda Arruda - Lifestyle, Decoração, Livros e Feminices - Página: 21
Mandy na Cozinha

Matando a saudade de Londres: Frango do Nando’s com pão de alho e purê

Frango Peri-Peri

Essa sexta-feira eu estava de folga do trabalho. E não tem coisa que me dê mais vontade de cozinhar do que estar de folga em um dia de semana, com quase ninguém em casa e a cozinha só pra mim. Resolvi aproveitar e colocar em prática um plano maligno que eu matutava há muito: tentar aprender a fazer o delicioso Frango Peri-Peri. Pra quem não conhece, esse prato é da culinária africana e é o carro chefe de um restaurante muito amor que eu conheci lá em Londres, o Nando’s. Eu amei tanto esse frango que sempre que pensava nele, me dava água na boca e uma saudade enorme de estar em um lugar (Londres ♥) em que tivesse um Nando’s a cada esquina. Como mudar pra Londres tá difícil, porque não tentar trazer pro Brasil uma das coisas que mais gostei lá?

Daí que procurei na internet e achei essa receita aqui, que parecia com o frango que eu havia comido no Nando’s. Mas havia um pequeno problema referente a: ingredientes. Não consegui achar pimenta malagueta em pó (é ao que eles se referem, na receita, como chilli em pó) e não fazia sentido trocar a malagueta por pimenta do reino porque, afinal de contas, não era a mesma pimenta. Daí que resolvi pegar a própria pimenta malagueta, mas num potinho com vinagre. Quanto à parte do frango, recomenda-se que se faça com peito ou coxa – de preferência com um pouco de pele, pra ficar mais gostoso. Não fiz com o frango com pele (peito/coxa) porque o filezinho de frango tava em promoção no Bompreço e, gente, desculpa, mas prioridades, né? Entre outras modificações que fui fazendo ao longo da receita, porque achei necessário. Vou listar abaixo o que eu usei:

– 1 kg de filezinho de frango (mas pode ser também 1 kg de peito ou de coxa);
– 4 colheres de sopa de páprica doce;
– 2 colheres de sopa de pimenta malagueta picada;
– 1 colher de chá de gengibre picado;
– 1 xícara de suco de limão fresco;
– 3 dentes de alho picados;
– Sal a gosto;
Ervas finas em pó a gosto;

Comece descongelando o frango e preparando a marinada, que é o molho peri-peri propriamente dito. Misture todos os temperos numa tigela, exceto o sal e as ervas finas, que eu acho que é melhor aplicar diretamente no frango, ao invés de na marinada, para que o gosto pegue melhor. Enfim, misture o suco de limão, a páprica, a pimenta, o gengibre e os dentes de alho até formarem um molho mais ou menos homogêneo. Você pode bater no liquidificador, se quiser, mas eu fiz com os pedacinhos de alho, pimenta e gengibre à mostra mesmo. Passe o sal e as ervas finas nos pedaços de frango e coloque-os no caldo de temperos que você fez. Você vai deixar o frango marinando (descansando) nesse molho por, no mínimo, três horas. Você pode fazer isso no dia anterior ao que vai usar o frango, assim não vai ter um tempo de preparo tão longo no dia de cozinhá-los em si. Passada as 3 horas, retire-o da marinada, deixando-o pingar o excesso de líquido, e asse-o em uma churrasqueira, uma grelha ou um grill. Quando pronto, ele deverá estar bronzeadinho e picante, como o da foto abaixo.

Frango Peri-Peri

Esse prato é amor pra quem curte coisas apimentadas na dose certa. Eu nem sou tão fã assim de coisas quentes e amo esse frango, então, sim, é amor real, amor verdadeiro. <3 O acompanhamento ideal para esse frango, na minha opinião, era o que eu pedia lá no Nando’s, que é purê de batata (suspiro) e pão de alho (duplo suspiro). O purê de batata equilibra a crocância e quitchura do frango e o pão de alho é, simplesmente, amor. Eu acho que não preciso ensinar vocês a fazer purê de batatas (mas, se tiverem dúvidas podem deixar nos comentários), por isso nem fiz foto especial dele pra esse post. Só uma dica: tentem, um dia desses, fazer o purê de vocês só com batata e manteiga (com sal, por favor) e depois me falem o que acharam. Eu apenas AMO e esse era o purê que era feito no Nando’s, até onde eu pude identificar.

Já as torradinhas de alho dele (prefiro chamar assim, porque pão de alho aqui no brasil tende a ser bem diferente desses que eu fiz) resolvi dividir com vocês, porque até eu, que costumava odiar alho (e ainda odeio, em algumas comidas), virei fã desse acompanhamento e pedia SEMPRE quando estava lá. E é tão fácil! Você vai precisar de:

– Pão Italiano
– Manteiga
– Queijo ralado
– Alho amassado
– Salsa

(ou você pode substituir esses dois últimos ingredientes por um temperinho da Kitano que já vem com alho e salsa e que foi o que eu usei dessa vez)

Corte o pão em fatias médias (nem muito fina, pra não quebrar, nem muito grossa, para não ficar difícil de comer). Reserve. Pegue 1 pote de manteiga (eu misturei tudo no próprio pote de manteiga, pra evitar sujar mais louça, sô ixperta) e misture o alho e a salsa.  A quantidade desses dois ingredientes depende muito do gosto da pessoa que está fazendo a torradinha. Eu, como não gosto que o pão de alho fique com um gosto tão evidente, não polvilhei tanto do temperinho na manteiga, apenas o suficiente pra se fazer notar. Também peguei leve no queijo, porque afinal de contas, é torrada de alho, não de queijo. Consegui equilibrar suficiente o gosto (pra mim) com meio pote de manteiga (com sal), duas colheres de chá de tempero e duas colheres de chá de queijo.

Pão de Alho

Depois de misturar os temperos, é só passar o mix nas fatias de pão e colocá-las em um forno pré-aquecido a 180ºC e esperar até que elas fiquem bem tostadinhas e crocantes. Eu fiz as minhas no grill, já que já o tinha pré-aquecido para o frango, e elas levam uns 3 a 5 minutos para ficarem prontas e perfeitas. Tipo assim:

Torrada de Alho

Agora é só servir o seu frango com torradinhas de alho e purê de batatas e ser feliz, porque é gostosura certa! ♥

 

Livros & Outros Amores, Playlist

Playlist: Siquerência

Créditos: Camila Storgaard

Créditos: Camila Storgaard

Não sei vocês, mas eu não sou dessas que sai de casa nos trinques todos os dias. Sair com a cara lavada e uma roupa qualquer que eu catei no guarda-roupa (de preferência, a mais fresquinha e mais fácil de vestir) é daily basis pra mim. MAS (e esse é um grande mas) há aqueles dias em que eu quero me arrumar e em que eu tenho TEMPO – importante – para me arrumar. Esses são os melhores dias. É  daqueles em que o cuidado começa desde o banho, com uma esfoliação cuidadosa da pele, uma máscara pra dar aquela limpa no rosto, uma hidratada extra nos cabelos. E, quando eu chego em frente ao espelho para começar o combo modelar cabelo + fazer maquiagem + vestir o modelito, eu preciso DAQUELA playlist perfeita para ativar com sucesso o botãozinho de siquerência que todas nós temos dentro de nós e sair do quarto se sentindo (e com toda a razão do mundo) a mulher mais linda e poderosa que já pisou na Terra.

Daí que recentemente eu resolvi montar essa playlist tão necessária no Spotify, com minhas cantoras favoritas (gosto MUITO mais de me arrumar ao som de mulheres), e pensei em dividir com vocês, pro caso de vocês também curtirem dar um up no humor enquanto ficam prontas pra sambar na cara da sociedade. É só dar play! 🙂

Compartilhe o amor, Listas

Compartilhando o amor: 30-Day Minimalist Challenge

Compartilhando o amor: 30-Day Minimalist Challenge

Hoje é domingo e domingo, creio, é um dia maravilhoso para ficar de pijama, deitada na sua cama nova, se atualizando nos blogs mais legais do universo. É, é isso que eu estou fazendo agora. E achei que vocês deveriam fazer também, razão pela qual resolvi dividir com vocês, hoje, os links mais legais da última quinzena. O Compartilhe o Amor de hoje vai ter mais links do que anterior, por razões de: vocês são maravilhosos e fazem muita coisa boa e eu não consegui pensar em uma boa razão pra não compartilhar isso com o mundo. Pois é! Então vamos ao que interessa: os links mais legais pra preencher uma partezinha do seu dia de amor! <3

  1. A Bruna Vieira compartilhou, em seu canal do Youtube, os seus aplicativos secretos de fotografia (aqueles que a gente tem e não quer contar pra ninguém, sabe?). Achei muito altruísta da parte dela (além de ter amado todas as dicas) e, por isso, super indico o vídeo!
  2. Gabi, do Teoria Criativa, compartilhou com o público dois posts muito legais: a repaginada que ela deu no home-office dela (que ficou MUITO lindo e completamente inspirador) e vários calendários SENSACIONAIS para imprimir e deixar seu home-office/quarto/baia de trabalho mais lindo e feliz. Tô aqui chateada quase porque ganhei um calendário super fofo esse ano e não faz sentido imprimir nenhum desses. </3
  3. A Vic, do Borboletando, está maravilhosamente compartilhando uma lista de 52 álbuns para escutar em 2015 – e eu quero apenas dizer que a lista começou com Britneide, coisa com a qual eu não podia concordar mais. Essa série de publicações faz parte do desafio de mesmo nome, criado por ela. Se você quiser participar, indicando uma vez por semana um álbum legal pros coleguinhas ouvirem, clique aqui e spread the love.
  4. Eu descobri, no blog da Babee, uma série de posts super legal (que foi criada recentemente e é atualizada toda sexta) chamada Sexta-feira Minigameira e, claro, ADEUS produtividade! Ela indica vários joguinhos legais pro celular e que prometem acabar com qualquer momento de tédio. Adorei Simcity Buildit, tô viciada e, caso vocês queiram acompanhar as indicações, cliquem aqui. Outra coisa muito legal que ela compartilhou em seu blog foi um vídeo bem inspirador, chamado Nobody Tell This To Begginers. Indico a todo mundo que tá começando em qualquer tipo de carreira e, algumas vezes, tem a bad de achar que nunca vai chegar lá.
  5. Descobri o Into Mind no comecinho do ano e apenas amei! Todos os posts daquele blog são sensacionais para quem quer investir mais numa vida mais simples e minimalista, mas queria indicar especificamente 30-Day Minimalist Challenge, que pode ser feito em qualquer mês, na realidade, e pode nos ajudar a dar uma ‘limpa’ na vida e deixá-la mais prática e simples.
  6. Ainda sobre minimalismo: há quem ache que ser minimalista é viver numa casa vazia, com um copo, um prato, uma panela e nada que mostre quem somos ao mundo. 1 dica: não é. E adoro a Thais, justamente por ela levantar essa bandeira. Ela compartilhou um post muito válido, no Vida Organizada, sobre encontrar o nosso limite de ter menos coisas. Recomendo!
  7. Quem me conhece sabe o quanto eu amo velas. E o quanto eu amo DIY – embora não me jogue muito em projetos do gênero por conta de tempo (que tá difícil) e espaço (ainda não tô na minha casinha, daí já viram, né?). Por isso, amei de coração essa dica da Dani, do Ricota Não Derrete, para criar um porta vela fofinho e baratinho! Dani é supertalentosa e adoro as ideias dela de decoração, apenas sensacionais!
  8. Essa semana estava louca tentando fazer cachos no cabelo com a minha chapinha e, depois de muitas tentativas (e erros), descobri esse vídeo super legal da Camila Coelho, ensinando uma técnica que deixa os fios com cachos perfeitos. O vídeo é do canal dela em inglês, não sei se ela ensinou a técnica no canal brasileiro, mas vale a busca!

Curtiram os links? Se quiserem deixar algo para eu ler/assistir também, não deixem de comentar! 😉

Da rotina, Opiniões que ninguém pediu

Sobre amar, sobre perder tempo

Créditos: dearleila

Créditos: dearleila

Hoje virei aqui comentar um assunto que é um pouco polêmico. Por isso quero começar falando que, como tudo que eu publico aqui, isso é minha opinião. E ela é muito minha e você tem todo direito de discordar e discutir – só saiba que, discordâncias à parte, ainda podemos ser amigos. Minha intenção não é, realmente, arranjar briga com ninguém, mas colocar meu ponto de vista sobre o assunto. Seja gentil, mesmo que você não concorde com o que eu penso.

Antes de começar propriamente a falar do assunto desse post, vocês precisam saber que, desde nova, eu sempre fui bem decidida sobre o que eu gostava ou não. Carambolas: sim. Fígado: não, nunquinha na vida. Livros: sim. Meu tio falando besteira nos churrascos da família: não. Ser jornalista: sim. Ser médica: não. Claro que isso não é realidade pra todo mundo e não há nada de errado com isso. Não saber é normal, ninguém é melhor ou pior por isso. O que eu vou abordar aqui é o fator SABER o que se quer e ignorar. Deixado isso claro, pode-se começar.

Quando eu comecei a namorar com Weslley, há 8 anos atrás, eu sabia que queria casar com ele. Pode parecer esquisito dizer que meu eu de 16 anos sabia que queria casar com um bofe que eu tinha conhecido há pouco tempo, quando esse tipo de coisa não deveria sequer passar na minha cabeça. Mas, sim, eu pensava assim. Não de forma direta, mas pensava sim. E eu vou explicar pra vocês o porquê d’eu saber isso: nenhum dos meus rolos anteriores durou mais do que uma semana. Assim que eu começava a conhecer os caras, eu percebia neles alguma característica que era um deal-breaker pra mim. Muito imbecil, tabacudo, pouco ambicioso, sem futuro, sem nada a me oferecer. Parece estranho alguém tão novo pensar assim, mas gosto de pensar que sou meio Benjamin Button e, apesar de ter todas as babaquices de uma adolescente de 16 outonos, eu tinha determinados pensamentos muito mais maduros do que se esperaria. Na minha adolescência, eu estava procurando não por um casinho passageiro, um carinha pra beijar, um passatempo. Eu procurava por um companheiro pra minha vida inteira. E quem não atendia ao que eu queria, não passava muito tempo ao meu lado.

Na minha cabeça, sempre foi melhor estar sozinha do que acompanhada por alguém o qual eu não admirava. Daí, quando Weslley apareceu, me fazendo rir e sendo a pessoa esforçada, simpática e inteligente que ele é, vi ali todos os meus requisitos gritando CHECK pra mim. E eu soube que não havia razão, nessa vida, que fosse me fazer não querer ficar o resto da minha vida com ele. Depois, com os anos passando, fui conhecendo-o melhor e descobrindo as manias, os defeitos, as idiossincrasias. E nada disso me fez mudar de ideia: é ele, era ele, sempre foi ele. E sempre será.

E eu sempre soube.

Daí que dia desses, conversando com umas amigas, entramos na discussão do porquê das pessoas passarem zilhões de anos com alguém com o qual não pretende casar/passar o resto da vida juntos. E eu, gente, particularmente, não entendo. Eu não entendo como alguém passa anos com outra pessoa se ela não se imagina com essa pessoa pelo resto da vida. Não entendo, também, como alguém passa tanto tempo com alguém e não sabe que essa pessoa não é aquela que você quer envelhecer junto. Minha ideia é que, provavelmente, as pessoas sabem disso mas acham que não é nada demais. Afinal, elas estão confortáveis na posição em que estão. O carinha, ou a garota, com quem estão é legal, apesar de não ser o amor da vida deles. Então eles acham que tudo bem. Que tá tudo certo. Que ninguém precisa casar.

Pois eu digo uma coisa a vocês: não tá tudo bem. Mas não tá tudo bem mesmo. Porque ninguém é obrigado a casar, mas quase todos nós procuramos alguém para nos acompanhar, o resto da vida. E acho que, se isso não é realidade pra você, você deve avisar, e não empurrar com a barriga, enquanto tá tudo certo.

Quem age desse jeito, com essa preguiça de viver de verdade, está desperdiçando o tempo da outra pessoa que, na maioria das vezes, não sabe de nenhuma das dúvidas em relação a ela e que poderia, nesse momento, estar solta na pista, procurando a pecinha que encaixa com ela e não perdendo tempo com alguém que não acha que ela é A pessoa. Vocês podem achar que isso é drama meu – e possivelmente é, porque dramática defintivamente eu sou – mas eu acho isso uma falta de respeito enorme com o outro. Acho egoísmo. E uma falta de respeito muito grande com você também. Porque, caso você não tenha percebido, o seu tempo também está sendo desperdiçado. Um tempo em que você poderia estar empregando procurando a pessoa que vai fazer você sorrir ao acordar (caso você queira ter uma pessoa assim na sua vida).

Nós não temos todo o tempo do mundo. Os anos passam rápido, a gente envelhece e tudo muda. Os anos que você perde farão falta depois. Não estou dizendo aqui pra ninguém se desesperar. Não estou dizendo aqui que você só vai ser feliz se tiver a sua alma gêmea com você. Eu estou dizendo apenas que não se deve desperdiçar o tempo de ninguém. Se você não ama do jeito que tem que amar – e vocês sabem de qual jeito eu estou falando, mesmo que finjam e se enganem dizendo que não sabem -, deixe que se vá. Não prenda. Não se acostume. Não se acomode. Esteja alerta. Tente, mas saiba identificar o que não é pra você.

Porque amor de verdade é uma coisa real. E, na preguiça, você pode perder a chance de conhecer o seu.