Amanda Arruda - Lifestyle, Decoração, Livros e Feminices - Página: 11
Mandy na Cozinha

Mandy na Cozinha: Nhoque de Frigideira

Sempre disse que sou italiana no coração, porque não há amor maior do que o meu por massas, queijos, tomate e afiliados. E uma das coisas que eu mais amo comer, na vida, é o tal do nhoque. Pra mim, é a perfeição das massas, porque além de ter trigo, ele tem batata. E, como sabemos, batata é amor.

Só havia um problema: eu não conseguia fazer nhoque. Simplesmente não saía. As batatas daqui do Brasil, como quem já tentou fazer nhoque algum dia deve saber, são EXTREMAMENTE úmidas e liberam/absorvem muita água. Portanto,  era apenas impossível fazer algo que não se desmantelasse numa massa disforme depois do cozimento. Na verdade, a deformidade começava até antes de cozinhar. Era de chorar.

Mas, não mais.

Esse fim de semana tentei umas técnicas diferentes que resultaram num prato de nhoque tão bom que tive que vir aqui dividir com vocês. Depois de me inspirar com um episódio de Masterchef onde a Jiang faz um prato de nhoque de mandioca, assado na frigideira, resolvi testar a técnica e ver se funcionava na minha casa. E o resultado é essa coisa linda, abaixo:

Nhoque de Frigideira

I know, right? Então, cola em mim que é sucesso! Vamos à receitinha (estou dando a quantidade para uma refeição pra duas pessoas, se quiser fazer pra mais, é só se jogar nas batatas):

4 batatas de tamanho médio;
1/2 xícara de farinha de trigo (aproximadamente);
Sal a gosto;
Manteiga para untar.

 O pulo do gato dessa receita é a forma de cozinhar as batatas. Que é no microondas! Além de deixar as batatas mais sequinhas, essa maneira é muito mais prática que o tradicional cozinhar na água. Você vai fazer assim: descasque as batatas, corte em cubinhos (para cozinhar mais rápido), coloque em um saquinho desses de supermercado (que são a mesma coisa de saquinhos para microondas), dê um nó e faça uns furinhos nele que o vapor possa sair (3 de 1 cm, mais ou menos, são suficientes). Daí você põe no microondas, em potência alta, por 4 minutos e, tcharam! As batatas estão cozidíssimas. Você pode testar o tempo no seu microondas, já que a potência de cada um realmente varia, mas no meu foi bem de boa esse tempo.

Com as batatas quentes, esprema-as e passe para uma tigela, temperando com o sal. Depois, você pode ir adicionando a farinha. Eu coloquei 1/2 xícara lá em cima, mas na realidade a quantidade de farinha é a suficiente para você transformar sua batata em uma massinha que você consiga trabalhar. Cada batata é diferente, então se você achar que já está consistente, não coloque mais. É muito importante misturar BEM a farinha com a batata, e tanto o exterior quanto o interior da massa não ficar com pedaços isolados de farinha, porque isso compromete o sabor do prato.

Depois de adicionar farinha o suficiente para a massa não grudar na mão, você enfarinha uma superfície (novamente, sem exageros, pois a massa não deve grudar nesse estágio) e faz os nhoques no formato que você quiser. Eu gosto dos meus retangulares, então fiz rolinhos com a massa, amassei e cortei com a faca. Prestem bastante atenção para não deixar restos de farinha no exterior do nhoque, senão ele vai ficar com gosto de farinha crua. Ele precisa ficar com uma consistência e cor homogênea.

Depois de cortados no formato desejado, passe os nhoques para uma frigideira quente e untada com manteiga, dourando cada nhoque de ambos os lados. Daí é só acompanhar do molho de sua preferência (pra mim, sempre tomate) e ser feliz! <3

Casa & Decor

Coisas que eu descobri no meu primeiro mês como dona de casa

Eu, como dona de casa novata e não-manjante dos paranauês, levei vários sustos e segurei várias barras (pesadas) desde que se iniciou o processo de mudança e acomodação no nosso novo lar.  O pior de tudo é que eu achava que não seria complicado me adaptar a essa vida de cuidar da casa, porque eu sempre ajudei minha mãe nos afazeres domésticos e achei que tiraria tudo de letra. Mas, aparentemente, nada é fácil como a gente imagina e aqui vai uma listinha das realidades que a vida jogou na minha cara nesse 1 mês (YAY!) que estamos  no nosso cantinho:

  1. A casa nunca está limpa. NUNCA. Pelo menos, não se você, como a maioria das pessoas hoje em dia, trabalha 8 horas por dia e tem outros compromissos que também necessitam de sua atenção. Isso me irrita imensamente, porque sou uma pessoa que gosta de FINALIZAR tarefas e gosta do sentimento de trabalho bem feito e tarefa cumprida. E isso, atualmente, está impossível de atingir. E, aparentemente, esse é o sentimento da maioria, já que todas as amigas com quem conversei passam pela mesma coisa e, claro, me deram dicas para tornar as coisas melhores, mas não foram capazes de me informar a  fórmula mágica para deixar a casa sempre nos trinques.
  2. Cozinhar e lavar os pratos parece (e é) extremamente injusto. Antes de me mudar, eu achava bobagem isso de “quem cozinha não lava a louça” porque eu, que amo cozinhar, realmente não me importava de, nas raras vezes que eu tinha coragem de encarar as bocas do fogão na casa da minha mãe ou da minha sogra, lavar a louça. Até porque sempre lavei a louça na casa da minha mãe e realmente nunca achei uma tarefa especialmente odiosa. A questão é que, de vez em quando, realmente, não é algo que faça diferença na vida. Mas quando você chega, todos os dias, cansada do trabalho e do trânsito, e ainda tem que cozinhar algo decente para alimentar a você e ao seu cônjuge (que não desenrola muita coisa na cozinha), ter que lavar os pratos também é algo que você não leva de boa. Por isso que, depois de uma ou duas semanas cozinhando, lavando e secando pratos, pedi arrego e escalei o bofe como lavador de pratos. Porque né, apenas justo?
  3. Dividir pra conquistar. E por falar em envolver o bofe nos serviços da casa: essa é a única saída para que o ambiente que vivemos fique humanamente habitável. Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade em que os pais (com algumas exceções) não treinam seus filhos para cuidar, também, da limpeza e manutenção de uma casa – apenas as filhas são envolvidas nesse tipo de tarefa. Então, obviamente, a maioria maciça das mulheres sabem como lavar um banheiro ou passar medianamente uma roupa, enquanto os homens mal sabem como varrer uma casa. Entretanto, isso não é desculpa para jogar o serviço doméstico todo nas suas costas e dispensar qualquer ajuda que pudesse vir do companheiro. Vale sentar, conversar, definir tarefas e, caso o boy não saiba como se faz alguma coisa, ensinar e ajudar. Aceite que os padrões provavelmente não vão ser os seus no início – mas, com ajuda e incentivo, tudo vai funcionar bem. Com o bofe, acredito que tive sorte, já que ele nunca se nega a ajudar e contribui bastante para a limpeza da casa. Graças a Deus, pelo menos, muitos caras já entenderam que, apesar da falta de treinamento deles, eles também precisam ajudar nas tarefas de casa.
  4. Passar roupa NÃO É DE DEUS. Taí uma tarefa que eu não fazia antes de me mudar: passar roupa. Estranhamente, minha mãe nunca nos incitou essa tarefa e acho que agora tá tudo explicado. Passar roupa é a tarefa mais incrivelmente CHATA da face da Terra, principalmente pra quem, como eu, não faz a MENOR IDEIA DO QUE ESTÁ FAZENDO. Passo um lado, amasso o outro. Estico um pedaço, o outro enruga. Sem falar que é uma tarefa longa que você tem fazer de pé.  É um estresse enorme e, depois de me preocupar por semanas, elegi a técnica do mínimo esforço em relação a essa obrigação tão odiada: passo o que eu vamos usar na semana e deixo o resto guardado, porque não estou disposta.
  5. Visitas ao supermercado são o novo ‘passeio no shopping’. Quando se toma conta de uma casa, fazer compras é MUITO mais divertido do que quando se acompanha os pais ao mercado. Se for um supermercado grande (com direito a coisinhas de casa, além de comida e bebidas) então, acabou-se! Semana passada, mesmo, estava eu dando pulinhos de felicidade porque achei, num mercado, uma pasta para dar brilho em panelas. Eu sei, não faz sentido, mas é por aí.
  6. Saber a quantidade de comida a se comprar é uma habilidade que requer treino. Eu sempre compro demais ou menos do que deveria. Estraguei 1/4 de abóbora, algumas laranjas e quase perco um cacho de bananas (porém fui mais esperta e fiz doce delas) com essa matemática errada do quanto nós vamos comer. E olhe que nós levamos marmita todos os dias, viu?  Sei que o certo seria eu organizar um cardápio semanal, mas ainda não empolguei nesse ponto. Gosto da ideia de cozinhar o que eu estiver afim de comer agora e não algo que eu decidi há 3 dias atrás.
  7. É muito gasto. Parcela do financiamento, condomínio, energia, alimentação, combustível… É, ser dono do próprio nariz não é fácil nem barato. Mas:
  8. Não existe nada igual. Não há nada como chegar em casa na hora que quiser (embora a gente quase sempre chegue cedo), organizar, limpar, cozinhar, ficar deitada no chão da sala, pensando na vida. Ter privacidade e independência. Fazer o que se quiser, sem pitacos de ninguém. Isso é tão maravilhoso e eu estava querendo isso há tanto tempo que esse primeiro mês pareceu um sonho. Aos poucos, vou incorporando rotinas e me acostumando ao dia a dia.

E aí? Curtiram minhas descobertas? Concordam? Têm dicas? Comentem!

Casa & Decor, Diário do 502

Diário do 502: resumão da mudança

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Quem me acompanha no Twitter já deve saber que semana passada eu e o amorzim nos mudamos, FINALMENTE, para o nosso cantinho. Depois do processo estafante de empacotar tudo, organizar os detalhes, levar tudo pra nova casa, montar móveis, colocar tudo no lugar (e deixar dentro dos pacotes o que ainda não tem lugar pra guardar), resolvi que já posso fazer um mini diário do que aconteceu até agora no nosso apê, tanto pra que eu tenha isso guardado pra posteridade quanto para dividir com vocês esse momento tão importante na minha vida. Resolvi dividir os tópicos por cômodos, para ficar mais fácil de organizar meus pensamentos. Ah, vou jogar também umas fotos do processo pelo post, para vocês terem uma noção do que tá acontecendo (me desculpem, são todas do Instagram, porque não tive tempo de fotografar nada com a minha câmera!). Ok? Vamos lá:

Sala

A sala é o cômodo que nos deu mais trabalho até agora (acredito que seja porque, por acaso, derrubamos uma de suas paredes e quebramos a outra. Atualmente, a sala está pintada, com rodapé, rodateto e um revestimento especial na parede da TV, que é o meu xodó. Ainda vamos adicionar 4 spots de luz (que, graças a Deus, não serão colocados por nós, porque cansei mesmo dessa vida de pedreira), centralizaremos as lâmpadas (que vieram numa posição meio esquisita) e daremos o acabamento nos rodapés e rodatetos. Não temos nenhum móvel ainda nesse cômodo, mas definitivamente nossa próxima compra é a bancada da cozinha (que dá para a sala, então conta nesse cômodo também) e as banquetas, porque PRECISAMOS de um lugar pra sentar nessa casa, né? Como a nossa cozinha está quase pronta, definitivamente a sala é nosso próximo cômodo a montar.

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Cozinha + Área de Serviço

A cozinha está praticamente pronta. Ela veio com cerâmica cinza-claro no chão e na parede inteira, que resolvemos não mudar, a princípio, porque não incomoda tanto e, definitivamente, temos outras prioridades. Já compramos os 3 armários, embora ainda falte instalar dois deles e, assim, organizar em definitivo esse cômodo. Entretanto, já temos todos os utilitários que precisamos (geladeira, fogão, máquina de lavar, cafeteira, liquidificador, batedeira, etc) e muitas das coisinhas miúdas que toda cozinha pede, com uma ou outra exceção (como panelas, definitivamente ainda preciso de panelas). Já na área de serviço, faremos algumas modificações. Mudaremos a pia de lugar e, depois, adicionaremos um balcão de granito acima da máquina de lavar, para criar mais uma bancada de trabalho (vocês não sabem o quanto elas são necessárias). Isso vai abrir um espaço na cozinha, que vai nos dar a opção de colocar mais um móvel ali, que guarde o microondas e o filtro (o que não é prioridade e vai ficar pra depois que tivermos o básico nos outros cômodos).

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Quarto de dormir

O quarto em que dormimos está praticamente resolvido porque, afinal de contas, cabe pouca coisa além da cama nele (como é bom apê pequeno, hahaha). Colocaremos dois cubinhos para fazer as vezes dos nossos criados mudos (já que não rola dois criados mudos de verdade, por conta do espaço), uma cômoda e, BEM lá na frente, uma TV, porque o boy PRECISA de uma TV no quarto (eu não faço a menor questão, mas whatever). Na parede da cama vai entrar, ainda, um papel de parede e a cabeceira, que ainda precisamos escolher. Também quero um espelho fofinho para ficar acima da cômoda, já que ela fará as vezes de penteadeira também.

Quarto de vestir + escritório

O quarto onde fica o nosso guarda-roupa (porque ele obviamente não cabe no outro quarto) também é o quarto que abrigará nossos notebooks e livros, sendo assim designado, também, nosso escritório. Lá, ainda faltam prateleiras para os livros, uma SUPER escrivaninha em L (afinal, tem que ter espaço pra mim e pro boy), cadeiras, gaveteiros e uma cortina (certamente uma persiana).

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Banheiro

O banheiro já veio com tudo que a gente precisava, a princípio. Porém, temos planos de, no fim de tudo, mudar várias coisas nele. Queremos trocar a cerâmica cinza por pastilhas ou azulejos de metrô (AMO!) e instalar box, espelho, gabinete e armários, porque não tem lugar pra guardar nada ali. Por enquanto, ele conta com (além do combo pia + vaso e chuveiro elétrico) uma cortininha branca simples – pra evitar que o banheiro molhe irremediavelmente cada vez que tomamos banho -, uma prateleira para shampoo, sabonete e afiliados e alguns ganchos para pendurar toalhas e papel higiênico.

É isso, por enquanto, gente! A mudança tá sendo a melhor e a pior coisa que já me aconteceu, porque é extremamente cansativo, estressante e CARO, mas né? No final das contas, não há nada como montar a sua casinha e curti-la com quem você ama! Quem quiser acompanhar as bagunças da gente em tempo real, é só seguir meu snapchat: mandy_arruda (:

Da rotina

O que eu faço quando estou esgotada

Créditos: roivasepp

Créditos: roivasepp

Tem alguns momentos em que eu me sinto verdadeiramente esgotada. Truly, madly, deeply. A última vez que isso aconteceu foi, mais ou menos, há um mês atrás, quando a rotina do trabalho (que estava louca) encontrou o nosso processo de mudança (que envolve pedreiragem no fim de semana), o que resultou numa Amanda que, simplesmente, was not interested. Em nada. Não havia vontade de ler livros, ver filmes, sair com pessoas queridas, escrever no blog (ou mesmo ler blogs). O que parecia é que qualquer informação nova ia fazer aquele (des)equilíbrio (mantido a duras penas) voar pelos ares.

Geralmente, os meus momentos de esgotamento terminam quando uma das coisas que o estavam causando desaparece ou se torna menos complicada/estressante. No caso do última vez, a rotina do trabalho se acalmou um pouco e eu consegui voltar a me sentir no meu estado normal. Mas como isso demorou quase um mês para acontecer, vou dizer a vocês como lido com esse tipo de coisa, já que acredito que não seja a única a sofrer disso, principalmente nos dias atuais.

  • Eu não me obrigo a ficar bem ou a agir diferente. Quando você está esgotada, você está esgotada. Eu não me obrigo a me arrumar de manhã (embora, obviamente, saia de casa com o mínimo de decência, pra não assustar os coleguinhas na rua), não me obrigo a sair com as pessoas, não me obrigo a postar no blog. Entendo que, naquele momento, tudo o que eu preciso é tempo para descansar o cérebro, relaxar, dormir, revigorar meu eu exausto. Portanto, se eu não me sinto afim de fazer alguma coisa, eu escuto meu corpo e não faço.
  •  Coisas conhecidas são amigas. Não sei vocês, mas o desconhecido é sempre algo complicado pra mim. No geral, eu amo rotina – amo o que eu conheço e com que posso contar. Claro que mudanças são bem-vindas e trazem muitos resultados positivos, mas (normalmente) são estressantes. Como, esgotada, eu não posso lidar com mais estresse, nesse período eu tento me ater ao que eu conheço e sei que é legal. Isso inclui ler livros que eu já conheço (e amo), reassistir filmes ou séries que têm um lugarzinho especial no meu coração ou ir apenas naqueles lugares que eu sei que vou comer coisas gostosas. No meu período de cansaço extremo, reli O Diabo Veste Prada (e já quero reler de novo) e reassisti Sex and The City (apenas amor).
  • Tentar se liberar da sobrecarga é essencial. Há momentos em que você simplesmente tem que lidar com tudo aquilo que chega pra você e não tem outra opção mesmo. Porém, há momentos em que a sua sobrecarga é opcional (talvez, até, resultado de uma impossibilidade de delegar tarefas). Reveja o porquê de você estar sobrecarregado. De qualquer forma, ninguém deve passar muito tempo esgotado.

E vocês, gente? O que fazem quando estão se sentido extremamente cansados? Comentem!