Amanda Arruda - Lifestyle, Decoração, Livros e Feminices - Página: 11
Da rotina

Sobre escutar o nosso corpo, sobre se amar

No último domingo, resolvi que ia aproveitar os raios de sol que voltaram a povoar nossos dias por aqui (depois de um agosto EXTREMAMENTE cinza e chuvoso) e eu e o bofe fomos para um parque aquático bem legal que fica relativamente perto de casa. Um programa maravilhoso para um domingo. O que mais se pode pedir além de sol e piscina? É, eu sei. Um corpo escultural também ia bem.

Eu estava lá, na fila de um dos tobogãs do parque, e comecei a observar as mulheres que passavam. E a pensar várias coisas. A me comparar, mais especificamente. Passava uma mais gordinha e eu: ‘nossa, mas pelo menos eu não estou assim’. Passava uma sarada e eu me jogava psicologicamente na lama e dizia pra mim mesma que meu corpo, ele não tava legal. Resumo da ópera é que: eu não tô feliz com o meu corpo, se eu preciso me comparar com/julgar outros. E faz um tempo já que a história é essa.

Ando me escondendo em roupas maiores, não uso mais bíquini. Me escondo do espelho e não ando muito fã das minhas fotos. Sim, autoestima mandou lembranças e diz que volta já, quando eu tiver a decência de me tratar como eu devo. E isso não inclui todas as comidas erradas que eu ando comendo e todos os exercícios que eu não ando fazendo.

A questão é que a (matur)idade chega pra todos. E tem horas que a gente tem que ver que não está dando. Não está dando pra continuar comendo besteira e sendo totalmente sedentária. Não está legal. Eu não tenho mais vesícula (fiz uma cirurgia para extraí-la, há uns dois anos atrás) e continuo metendo o pé nas frituras – e passando muito mal depois. Eu ando sem energia, a pele tá cheia de espinhas e o corpo, com gordurinhas, celulites e outras coisas que não deveriam estar onde estão. Não estou aqui defendendo que a gente deva focar em um ideal inatingível. Não. Não mesmo. O meu biótipo é curvilíneo, nunca serei magra Gisele Bunchen nem que eu me matasse sem comer. Vou continuar com meus seios grandes, minhas pernas grossas e curtas e minhas bochechas gordinhas, não importa o que eu faça. Entretanto, tem como melhorar o que eu já tenho. Tem como ser a melhor versão de mim mesma. E isso, só tratando melhor o meu corpo.

A minha ideia, agora, é mudar algumas coisas no meu dia-a-dia. Escolher melhor o que eu como – e, obviamente, o que eu coloco no meu carrinho de compras, já que a maior parte da comida que eu ingiro é feita em casa (o que já é um plus, certo?). Ser menos sedentária (subir mais escadas, sair pra correr, voltar pra Yoga). Me cuidar melhor, de forma geral, ter mais amor ao meu corpo, que ainda precisa segurar a onda por – com a graça de Deus – uns bons anos. O bom é que tanto eu quanto o bofe estamos chegando à mesma conclusão ao mesmo tempo, o que faz dele o meu parceiro rumo à uma vida melhor. E em parceria é sempre mais fácil e divertido, né?

Isso mostra que nossa insatisfação com o aspecto estético do nosso corpo pode ser algo muito mais profundo e menos fútil do que nós achamos. Pra saber, temos que escutar o que o nosso corpo está dizendo. Se escutar aos outros é difícil, imagina escutar a nós mesmos, no escandaloso ruído do nosso dia a dia? Mas é necessário. O meu, particularmente, já disse que não está bem em vários aspectos, então é hora de parar e rever comportamentos.

Algumas coisas são bem fáceis de fazer e fazem a diferença. Por exemplo: não comer sem estar com fome, coisa que eu vivia fazendo. Ir dormir na hora que tem sono, sem forçar a barra pra ficar acordada assistindo coisas que, no final, nem valem tanto à pena assim. Trocar o elevador pelas escadas (isso não é tão fácil pra mim, porque realmente estou fora de forma, mas preciso fazer), andar mais de ônibus (e, assim, terminar caminhando mais). Fazer comidas mais simples e mais saudáveis, focando nos nutrientes e não no conforto que ela vai me trazer (coisa que eu ainda preciso de treino, já que sempre me importo mais com o sabor da comida e não no que ela traz pro meu corpo). Enfim, são pequenas mudanças, mas muito importantes no final.

O que induz a gente ao erro, eu acredito, é a dicotomia gritante que as pessoas pregam. Ou você só vai ser feliz se for magra ou você só vai ser feliz comendo tudo o que quiser. E não é assim, né? O foco não é nem só a estética e nem só o prazer de comer. E sim na sua saúde e na sua felicidade, no geral. O caminho do meio é sempre a melhor saída e nesse caso não é diferente. Temos que respeitar o nosso corpo, acima de tudo. Não podemos querer ser algo que não faz sentido pra gente, mas também não podemos chutar o pau da barraca e mandar à merda qualquer noção de saúde e qualidade de vida que nós tenhamos. Precisamos equilibrar nossas necessidades e dar sempre o melhor pro nosso corpo.

No próximo mês, visitarei um endocrinologista e provavelmente começarei uma reeducação alimentar. Também vou voltar pra Yoga. Quero estar bem comigo mesma, tanto no aspecto da saúde quanto no estético. Acho que a beleza anda lado a lado com o que a gente sente por dentro, então realmente não dá pra trabalhar um sem o outro. Me desejem sorte! (:

PS: Ah, leitura indicada e que me fez inspirar pra escrever esse texto: esse post aqui da Noelle. Não deixem de conferir, é amor! <3

Mundo Blogueiro, Tech

Como descobrir blogs sensacionais

Uma das coisas que eu mais amo na vida é garimpar blogs. O termo é até injusto, porque não é como se houvesse 800 milhões de blogs ruins e eu tivesse que achar a pedra preciosa no meio deles. Tem MUITO blog bom por aí, mas a grande questão é que, pra ser meu amor, não basta ser bom. Tem que fazer aquele clique, tem que rolar um clima, tem que ter vontade de ser amiga, tem que ser daqueles que você lê o blog todo num dia só e ainda pede mais. E gente com quem a gente se identifica no fundo do coração não é fácil de achar, né? Mas é maravilhoso demais quando acontece. E eu vou dizer pra vocês, quando eu amo um blog, é igual quando eu amo qualquer coisa nessa vida: eu não disfarço e nem tento disfarçar. Eu leio os posts todos, eu comento, eu sigo o autor em todas as redes sociais, eu tento ser amiga, eu viro fã, eu pago pau. Acho que pode ser meio perturbador, mas é meu jeitinho mesmo. Foi assim com muitas das minhas atuais amigas blogueiras e, ó, deu certo. O importante é que seu fangirling fique dentro do aceitável e não ultrapasse os níveis saudáveis de pagação de pau. No mais, todo mundo tem direito a aproveitar o seu momento DESCOBRI-ALGUÉM-MUITO-MARAVILHOSO-NA-INTERNET-VAMOS-SER-AMIGOS.

Por essas e outras, vim aqui dividir com vocês como eu descubro blogs que mudam a minha vida. Simbora?

  1. Blogroll dos blogs que você ama. A maioria dos blogs que eu conheci e me apaixonei foi por intermédio de outros blogs maravilhosos, seja pelo blogroll ou por posts específicos de indicação de blogs. Fico tão feliz quando vejo o último, pra mim é como ganhar presente de Natal antes da hora! Essa semana vi um muito legal, no Teoria Criativa, no qual ela indicava perfis minimalistas no Instagram. Nem pensei duas vezes e já segui todos os QUINZE que ela mencionou, porque eu já sabia de olhos fechados que, tendo o conhecimento teórico do gosto da Gabi que eu tenho, eles seriam sensacionais. Por isso, minha dica: se um blog que você ama indicou outro blog, vai lá dar uma checada. Pode ser o seu novo amor.
  2. Pessoas que comentam no seu blog. Eu não sou de responder todas as pessoas que comentam no meu blog – é algo que eu quero mudar, mas ainda não consegui. Entretanto, costumo checar o blog de todo mundo que se dá ao trabalho de deixar palavrinhas no meu cantinho e, olha, tenho tido muitas surpresas agradáveis. Já fiz DIVERSAS amizades desse modo e é muito bom descobrir que alguém do qual você seria fã, lê e gosta do teu blog. Apenas muito amor! Então, sim, se você tem um blog, dê uma chance a quem comenta nos seus posts, porque ali pode estar escondidinha uma ótima fonte de conteúdo – e, porque não, um novo amigo?
  3. Os links da vida. Como boa usuária do Twitter, amo links, amo checar, mesmo que eu não leia o conteúdo todo do treco (acontece mais vezes do que eu gostaria). Então, sim, apesar de não acontecer sempre, já descobri alguns blogs sensacionais através de links que amigos compartilharam. Também já descobri muita coisa maravilhosa procurando por fontes citadas em posts. Por exemplo, se uma blogueira diz que se inspirou em algo X que viu em Y, eu vou checar. Acho que é importante estar aberto pra o que a vida te oferece, você nunca sabe o que vai achar, né?

As fontes são relativamente simples, né? Acho que, no fim, o blogs que vão mudar sua vida vão aparecer – é só você está aberto para recebê-los! Um fator importante e que deve ser levado em consideração: o blogueiro em questão pode não estar interessado na sua amizade. Acontece. Às vezes não cabe mais ninguém no Facebook dele. Às vezes ele só não está afim. Não leve pro pessoal e nem force a barra. Agarre-se ao que você tem – que é o conteúdo legal – e desencane do resto. (:

Ah, e pra quem quiser checar os blogs que eu curto ler, toma aqui meu blogroll (que deve estar sendo atualizado por esses dias, porque tem muita gente linda de fora ainda) e se divirta!

Capsule Wardrobe, Minimalismo

Sobre o meu Capsule Wardobre, até agora

Depois de um longo inverno sem atualizações, vim dividir algumas verdades sobre o meu que-ainda-não-é-mas-será capsule wardrobe. Ainda não consegui montá-lo, mas creio que até o fim do ano chegarei lá! De qualquer forma, o processo está sendo muito interessante e cheio de surpresas.

 – Sinto que aquela lista que eu fiz ainda sofrerá mudanças. Isso porque, como eu já disse aqui, nunca fui muito ligada em moda e vestia o que eu ‘achava’ que era legal (mas, não exatamente, o que eu gostava). Saltos, roupas apertadas, decotes provocantes – tudo isso não faz o meu estilo, mas são coisas que já usei e que achava que deveria usar. Estou descobrindo que estilo é vestir o que te faz sentir bem, sentir bonita, sentir confortável. Mas ainda é uma longa estrada até saber o que eu realmente AMO vestir. Tem algumas coisas que são óbvias, mas tem outras que só o tempo e o meu esforço em me autoconhecer irão mostrar.

 – Como (ao contrário da maioria das pessoas que eu conheço) o meu guarda-roupa nunca foi cheio, fazer a limpa TOTAL em todas as roupas que não condizem com meu estilo não foi possível (do contrário, eu realmente ficaria sem nada pra vestir). O que eu fiz foi tirar, por enquanto, algumas das peças que realmente me incomodavam e que eu não me via vestindo de jeito nenhum e ir comprando, aos poucos, peças que encaixam no que eu estou buscando atualmente. Já comprei algumas blusas, um short, sapatos e calças. Ainda preciso de coisas legais no setor de saias e vestidos, mas acho que estou mais próxima do que nunca de fechar o meu capsule, finalmente.

– Me sinto muito mais confiante vestindo peças que eu amo. É impressionante o que uma blusa com caimento legal ou aqueles mocassins com os quais você sempre sonhou podem fazer com o seu humor e a sua autoconfiança.

– Disse que ia tentar tirar fotos de look do dia e cumpri minha promessa, né? Pelo menos parcialmente. Não creio que vocês verão posts de look do dia aqui no blog, mas pontualmente posso dividir o resultado dos meus esforços para sair de casa apresentável no Instagram e na página do blog. Foi uma experiência até legal, embora eu tenha vergonha e mal consiga olha pra câmera. (:

– Estou adorando acompanhar outras pessoas que, inspiradas pela Caroline, do Unfancy, também estão tentando encontrar seu estilo próprio e gastar seus dinheirinhos apenas em roupinhas que amam. Eu e a Gabi, do Teoria Criativa, estamos passando pelo mesmo processo (sendo que ela realmente já conseguiu montar o seu capsule, enquanto eu ainda estou na batalha). Então, se vocês estão curiosos em relação à esse projeto, acompanhem lá no blog dela também.

E  vocês, o que acham desse projeto? Comentem!

Da rotina, Listas

5 coisas com as quais meu corpo não sabe lidar

Foto: Roza

Foto: Roza

Dia desses bebi dois dedos de vinho, fiquei bêbada (sim, gostaria de estar brincando), resolvi que isso era inaceitável e vim aqui reclamar pra vocês sobre as coisas com as quais meu corpo, definitivamente, não sabe lidar. Compartilhem, nos comentários, as coisas que o corpo de vocês não sabem lidar e vamos rir (ou chorar) das nossas limitações juntos, haha!

Álcool. Felizmente, eu nunca fui muito festeira e nunca precisei beber para me inserir em nenhum círculo social. Isso posto, há algumas bebidas que eu curto (como vinho, espumantes e algumas cervejas), só que meu corpo realmente não sabe lidar. Tomo dois dedos de vinho e já estou zonza, com sono e perdendo a coordenação dos movimentos.  Tomo uma long neck e já estou babando no ombro do boy. É extremamente humilhante ser tão mole pra bebida, mas né? Já aceitei.

Cafeína. Eu tomo café diariamente, é meio que parte de um ritual para acordar. Chego no trabalho, faço café, coloco na minha caneca (juntamente com leite e bastante açúcar) e começo o dia. Entretanto, essa é a minha única xícara do dia e eu sei que não posso tomar mais que ela, sob pena de ficar com dor de cabeça o resto do dia. Uma vez, quando estava em um momento fitness, inventei de tomar chá verde (que, pelo o que eu soube, tem mais cafeína do que o próprio café) e passei tão mal que desisti pra vida.

Ler no carro/ônibus. Tenho um problema muito sério: não consigo ler no ônibus/carro, sem ficar extremamente enjoada e com dor de cabeça. Simplesmente é algo que eu não posso fazer. Até checar uma mensagem com o carro em movimento me faz passar mal, é simplesmente ridículo. E, pra mim, isso é extremamente triste, porque passo um tempo enorme no trânsito e esse período poderia ser usado pra algo útil. Acredito que o jeito é investir em audiobooks e podcasts como opção para bem usar esse tempo.

Cheiro de vísceras. Sou uma pessoa relativamente sem frescura pra maioria das coisas, mas se o cheiro de algo é abusado eu realmente morro de enjoo e não consigo permanecer no local. Uma das coisas que me fazem torcer o nariz é o cheiro de vísceras em geral. Ainda me lembro quando minha avó cozinhava fígado em casa – eu ia pro quarto e me trancava, porque só o cheiro já me fazia passar mal. No mercado, também tinha abuso de passar na partes das carnes onde ficavam as vísceras, era ridículo.

Exercício. Na verdade, acredito que isso seja obviamente culpa do meu estado sedentário atual. Eu realmente preciso voltar a me movimentar, porque qualquer esforço físico que eu faço me faz suar frio, deixa o coração batendo desabalado e me faz passar mal, no geral. Na época em que eu estava reformando o apê com o boy, até varrer a casa era um esforço que me deixava sem ar e com um sentimento de que algo não estava bem. O plano, agora, é começar a correr no condomínio, porque sem condições de continuar desse jeito.

 E vocês? Também tem alguém fraco pras coisas que eu sou?