Minimalizando – Amanda Arruda
Da rotina, Minimalismo

Minimalizando

 

Créditos: Neest

Créditos: Neest

Não sei vocês, mas eu não sei lidar com bagunça. Não sei. Não consigo seguir vivendo a vida de boa quando minha casa tá cheia de lixo. Por isso, nos últimos meses, comecei um processo de declutter pesado, porque sentia que só assim conseguiria me equilibrar nessa vida. Além disso, resolvi abraçar de vez o minimalismo e começar a aplicar de verdade nas variadas áreas da minha vida. Nada radical, apenas o que eu sentir que é certo.

E decidi dividir um pouco dos meus esforços em cada área com vocês. Esse aqui é mais um resumão de tudo o que eu estou fazendo atualmente, ainda farei um post mais detalhado sobre cada umas das áreas, quando o momento chegar (ou seja, quando eu tiver mais certeza do que eu estou fazendo, quando eu tiver desenvolvido um método próprio). Sem mais delongas, vamos lá:

O guarda-roupa

Estou tentando criar um capsule wardrobe. Ainda não criei regras pra mim, porque ainda estou tateando e vendo o que pode encaixar ou não (não acho certo eu seguir as regras de outra pessoa, pois só eu sei o que é o suficiente para mim). O minimalismo requer que saibamos exatamente o que queremos para investirmos exatamente no que importa, então esse é o grande x da questão. A princípio, já sei que vai ter: tees brancas, jeans, vestidos, shorts, tênis, sapatilhas e saltos plataforma. Ainda estou trabalhando em cima do meu estilo, no geral, mas já comecei o processo de me livrar do que não encaixa nele. Durante as últimas semanas, foram sacos e sacos de roupas, sapatos e bolsas descartados. Eu nem achava que tinha tanta coisa assim – o que no fim, eu não tinha mesmo, porque eu não as usava.  O que acontecia era eu repetindo o mesmo conjunto de roupas indefinidamente até elas encherem o saco e rasgarem. Pois é. Esse mês comprei três camisetas novas e continuarei fazendo compras controladas de coisas que acho que realmente faltam no meu guarda-roupa. Uma forma, inclusive, d’eu fazer isso controladamente é por meio de wishlists, que passarei a compartilhar aqui. Esperem por mais posts sobre isso aqui no blog!

Os livros

Quem me acompanha no Facebook viu que algumas semanas atrás eu fiz um bazar do desapego e vendi vários livros que antes habitavam a minha estante. Seguindo a lógica de um livro que li recentemente, o The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing, deixei apenas os que me traziam um sentimento bom ao ver ou tocar. Ainda falta, inclusive, vender 3 itens do meu bazar: Mad About The Boy, Um Membro da Família e Querido John. Se alguém estiver interessado, pode entrar em contato comigo por mensagem no Facebook, que a gente conversa direitinho. Achei que seria muito mais difícil deixar alguns livros seguirem seu caminho, mas na verdade, foi um alívio. Alguns dos livros só me faziam sentir culpada por não tê-los lidos, enquanto outros simplesmente já haviam cumprido a sua parte do trabalho e simplesmente não interessavam mais. Deixei apenas os que eu intenciono ler ou reler e os que me trazem felicidade ao ter por perto.

Quanto à compra de novos livros, criei uma regra nova para mim: não compro fisicamente nada que puder ser lido no Kobo de boa (a não ser que o ebook seja mais caro que a versão física). Isso significa que livros de ficção, no geral, ficam no meu Kobo, enquanto livros de não-ficção e de consulta recorrente são comprados fisicamente porque a) são mais difíceis de serem achados como ebook; e b) são mais práticos de serem consultados em versão física.

Os itens de beleza

Por mais que não pareça (já que eu estou de cara lavada quase que 100% do tempo), eu sou uma beauty junkie. Adoro testar produtos novos, mas a questão é que eu não sigo muito uma lógica. E isso, minha gente, significam rios de dinheiros que eu não tenho desperdiçados. Por isso, resolvi que preciso, além de me livrar do que eu não uso, ter alguma consciência do que eu preciso. Joguei vários sacos de produtinhos para pele e cabelo fora e agora minha caixinhas organizadoras contam com muito menos do que contavam antes. Entretanto, são produtos que eu gosto e que eu realmente consigo encaixar no meu dia-a-dia. Isso não significa que eu não vou testar novos produtos, porém eles entrarão numa wishlist (que eu compartilharei aqui também) – depois de algumas pesquisas – e serão comprados de forma mais ordenada. O meu dinheiro é muito suadinho pra ser tão desperdiçado.

Papelaria

Quem me conhece sabe que eu amo papelaria. AMO. Porém, já faz um tempo que eu coloquei o pé no freio simplesmente porque não uso as coisas que compro na velocidade em que as compro. Tenho 4 diários iniciados e não continuados (cada um com uma média de 5 a 10 páginas escritas. SIM), tenho várias caixinhas de clips, tenho várias fitas adesivas coloridas, canetas, post-its e tantas outras coisas que eu simplesmente não vou conseguir terminar de usar nem tão cedo. Já havia feito uma limpa nesses itens anteriormente e o que eu tenho feito agora é evitado a compra de novos itens. Vai permanecer dessa forma até que eu consiga usar o que eu tenho.

∗∗∗

Por enquanto, ainda não estou na minha casa, então itens relacionados a cômodos, especificamente, não participam da minha fúria minimalizadora. Porém, a segunda vistoria (com possível entrega das chaves) do meu apê com o bofe já está marcada e, em breve, esses itens figurarão por aqui. (:

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6 Comments

  • Reply BA MORETTI 11 de maio de 2015 at 20:55

    esse processo de desapego e reorganização faz um bem danado né? sempre bom colocar energia pra circular, passar pra frente coisas que a gente já não usa e afins 🙂

  • Reply Lee 12 de maio de 2015 at 09:09

    Adorei o post. Agora desapegar, pra mim, ainda é difícil. Não consigo desapegar de tudo, agora o que tenho feito é me controlar com compras, especialmente no quesito guarda-roupas. hahahaha Maquiagem não é algo que costumo comprar tanto; eu compro produtos e eles duram porque não os uso diariamente. Agora, se tem uma coisa que sou LOUCA é por batons. Aí sim. Sempre gasto. =X

    Curiosa para ver o seu apê organizadinho. Boa sorte nessa arrumação. 🙂

  • Reply saavick 13 de maio de 2015 at 10:46

    eu pesquiso sobre consumo consciente e tenho lido mt coisa sobre essa minimalização da vida. e acho que estás fazendo o processo certinho: indo aos pouc9os, e criando tuas regras próprias. se jogar de cabeça e desapegar geral pode causar muito arrependimento depois. eu to indo devagar, me livrando de toda energia parada no meu guarda-roupa. o proximo passo sao os livros: pra q ter na estante coisas que eu nao pretendo reler?

  • Reply Jessica 13 de maio de 2015 at 21:53

    Nossa, tô na mesma vibe que você! Inclusive tô programando um post com dicas nessa linha como a sua. E também me baseio muito no Un-Fancy, esse blog lindo e inspirador. Eu me considero minimalista-não-radical (até agora) mas às vezes eu me pego num apego desse desapego que até rola uma nóia. Tô seguidno a linha: não uso = não tenho. Surge um fim de semana que eu ensaco quase tudo e quero tirar dali e doar pra primeira pessoa que pegar, haha #aloka #minimazista

  • Reply Paloma 15 de maio de 2015 at 12:06

    Não existe na vida nada mais relaxante do que se livrar de tranqueira, acho que quanto mais coisa a gente tem (e não usa), mais pesadas ficamos. Gostei muito do projeto, principalmente da parte do capsule wardrobe (é algo que eu tento fazer algum tempo, mas não consegui ainda parar e me organizar) e dos livros (que é algo que morro de vontade de fazer, mas tenho pavor).
    Beijos.

  • Reply Meu Capsule Wardrobe – Amanda Arruda 31 de maio de 2015 at 10:49

    […] inicialmente no blog Into Mind, porém ela me cativou mesmo foi no Unfancy, como eu já dividi aqui anteriormente. Caroline dividiu com os leitores, por dois anos, seu guarda-roupa de cada estação […]

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