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Da rotina

Como eu adicionei atividade física ao meu cotidiano

7 de junho de 2017

Eu sou uma amante assumida da inércia. Se eu puder ficar quietinha no meu canto, fazendo o mínimo possível sem atrapalhar ninguém, não tenham dúvidas de que vai ser isso que vai acontecer. Isso dito, tenho absoluta noção de que o nosso corpo precisa de movimento e trabalha muito melhor quando a gente faz ele trabalhar e gastar energia. A gente se sente melhor, nosso corpo passa a trabalhar de forma mais saudável, uns músculos se formam, umas gorduras se contraem e todo mundo sai ganhando e fica feliz. Porém, mesmo com todos esses benefícios, nunca consegui me manter fazendo uma atividade física por muito tempo. Sempre largava a academia depois de dois meses, a resolução de correr todos os dias depois de algumas semanas, a yoga em casa depois de uns poucos dias.

That’s my spirit animal

Tudo isso me fazia achar que a minha força de vontade para instituir um novo hábito era inexistente e que possivelmente eu morreria de um ataque do coração com as veias cheias de gordura, porque né? Tudo parecia bem impossível. Até que comecei o Muay Thai. E, bem, já faz mais de um ano que eu treino e mesmo com uma pausa no meio desse período (fiquei desempregada e as mensalidades não eram exatamente baratas) eu posso dizer que essa equação complexa de como-que-eu-faço-para-me-engajar-num-exercício eu resolvi. E vim dividir o que me ajudou aqui com vocês, porque não, não é que o Muay Thai seja a resolução dos problemas de todo mundo, né? E sim o processo de descobrir o que funciona para cada um. Então vamos para as minhas dicas para você descobrir e se manter fazendo o que funciona pra você:

Descubra o que apela aos seus gostos. Nem todo mundo gosta da mesma coisa – essa afirmação é bem óbvia, mas no fundo todo mundo acha que devia ser como aquela amiga fitness que vai malhar até nos domingos de manhã chuvosos (Deus me livre e guarde, amém). Acontece que nós não gostamos das mesmas coisas e não são as mesmas atividades que vão realmente nos trazer prazer. Eu, por exemplo, gosto de esportes porque tem trama do trabalho em equipe, a competição, o aprendizado e melhoria a cada novo dia de treino. Adorava fazer educação física no colégio (sim, pasmem) porque era uma das poucas oportunidades que eu tinha de jogar vôlei, handebol ou até queimado (esqueçamos futebol, pois péssima, tropeço até nos meus próprios pés). Para mim, o apelo é me tornar BOA de verdade em alguma coisa, além de ajudar um grupo de pessoas a atingir algo – no caso ideal, uma vitória. No Muay Thai, um dos meus incentivos é saber existe um longo caminho de aprendizado pela frente e que, se eu continuar treinando, vou subir na escala (no caso, ir recebendo graduações). O fato de outras pessoas participarem do meu treino (e sofrerem junto), além de ter um professor observando e corrigindo por perto é algo muito importante também. Também curto atividades que envolvam contato com a natureza (como trilhas), mas tenho medo de altura (logo não rola escaladas e tal). Em resumo: gosto de aprender coisas novas e ir diariamente à academia não me trazia isso. Eu não melhorava em um determinado exercício, apenas meu corpo desenvolvia músculos que aguentavam aquela determinada carga de peso. E eu tinha que passar meses fazendo o mesmo set de repetições, sem desenvolver laços com ninguém nem ter muito contato com os professores da academia. Era, de fato, algo fadado a falhar comigo e só eu que não queria ver. O foco simplesmente na parte física não me incentiva o suficiente. Então se você tem falhado continuamente nas suas tentativas de adicionar uma atividade física no seu dia a dia, observe se há alguma que você já tenha realmente curtido e o que fez você gostar dela. Assim você pode descobrir qual o seu perfil.

Teste, teste, teste. Uma vez descobrindo o que te incentiva nas atividades físicas, faça uma lista das que se encaixam nos seus requisitos. Se você gosta de contato com a natureza, pode se interessar por surf, trilhas ou rapel. Se você curte treinar sozinho, academia, corrida, ciclismo, natação ou squash podem ser boas opções. Se você quer algo mais holístico, yoga é uma ótima pedida. A realidade é que há um grande variedade de atividades que você pode curtir e você só vai descobrir testando. A maioria das academias e escolas têm um período de teste que você pode utilizar para ver se se interessa na bagaça antes de pagar mensalidades, então use e abuse desse benefício para descobrir o que pode funcionar pra você.

Escolha algo que fique no seu caminho. Eu descobri sobre mim mesma que, se algo for muito difícil de fazer, eu não vou fazê-lo. Ou seja: se eu tiver que sair do meu caminho, pegar trânsito e me estressar para fazer o meu treino do dia, chances are de que eu vou pular o treino e ir direto pra casa. Portanto não escolha nada que seja muito longe da sua casa ou na contramão dos trajetos que você faz no dia a dia, porque isso vai ser um empecilho diário que você terá que driblar para chegar lá e que, no fim, pode fazer você desistir da empreitada.

Coloque a sua atividade como uma prioridade na sua vida. Palavra de quem já errou muito nessa área, gente: enquanto você não priorizar, você não vai priorizar. Parece que me confundi toda, mas olha: enquanto tudo for mais importante que aquele treino que você para R$80 para fazer 3 vezes por semana, você sempre vai marcar coisas para o mesmo horário desse treino. O horário do treino É SAGRADO, gente! Bloqueie esse bloco de tempo na sua agenda e tente ao máximo evitar outros compromissos que comprometam a sua assiduidade. Muita coisa mudou desde que eu decidi realmente tratar o Muay Thai como uma das minhas prioridades, mas o principal incentivo foi o financeiro: não faz sentido pagar por algo que eu não estou utilizando ao máximo. E eu não queria desistir dos meus momentos necessários para jogar as frustrações do dia fora, portanto resolvi que ia realmente fazer meu dinheiro ser bem gasto, tentando ir o máximo de vezes possível no mês.

Crie técnicas para driblar a preguiça. Você já descobriu o que gosta, já testou as possibilidades, já colocou sua atividade como prioridade, mas de vez em quando aquela preguiça de viver vem atrapalhar os paranauês todos, não é mesmo? Ninguém tá livre dela, amigx, segura aqui na minha mão. O que eu tenho feito não é nada do outro mundo, mas tem funcionado. Quando a preguiça bate – e ela bate, principalmente no fim do dia, quando estou exausta de tanto trabalhar e meu corpo só quer a minha caminha maravilhosa e abençoada – e tenta me convencer a desistir de ir só por hoje, eu simplesmente decido ir. “Eu vou e se eu não quiser treinar, eu não treino” é o meu discurso hoje em dia para momentos como esse. E, olha, ainda não houve um diazinho em que eu não quisesse treinar, uma vez que eu estivesse na academia. As pessoas, o local, a vontade de melhorar naquilo que eu estou fazendo sempre me incentivam a colocar as bandagens nas mãos e me jogar no treino. Ou seja: técnica testada, aprovada e comprovada. Hoje em dia, as únicas situações em que me permito faltar sem maiores afobações é quando eu tô sofrendo das minhas malignas cólicas menstruais ou quando estou doente. De resto, eu simplesmente apareço e geralmente dá certo. Então caso a preguiça bata, você pode testar a minha técnica de meio ignorá-la ou criar a sua própria. O importante é que funcione pra você.

Essas são minhas dicas, gente! Vocês têm mais alguma pra adicionar ou alguma dúvida em relação ao que falei? Deixe seus adendos nos comentários. 😉

  • Reply
    maki
    8 de junho de 2017 at 18:08

    essa coisa de bloquear o horário do treino na agenda funcionou muito pra mim. como a minha rotina de trabalho é muito maluca (sou freelancer) é fácil eu abrir mão do treino pra continuar trabalhando. mas eu coloquei como um compromisso. três vezes eu paro de trabalhar às 19h pra estar no treino às 20h. e foi a melhor coisa que eu fiz mesmo!

  • Reply
    Bia
    24 de junho de 2017 at 23:27

    Cheguei a conclusão que é isso que eu tenho que fazer também. ODEIO fazer musculação, morro de preguiça! Isso pq eu moro AO LADO da academia! #shame Pensei em fazer algum crossfit ou algo do tipo, preciso descobrir o que eu gosto de verdade.. Ótimas dicas!

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