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Opiniões que ninguém pediu

Opiniões que ninguém pediu

O que eu sou e outras coisas

21 de junho de 2016

Foto: Style by Christie

Algumas vezes acho que a vida corre rápido demais e eu estou sempre correndo atrás dela, sem saber bem o porquê. Não nos resta tempo para conhecer a nós mesmos e ao mundo que nos cerca. Estamos mergulhados até o nariz no cotidiano caótico e nos perdemos no mundo, mas nunca nos perdemos dentro de nós mesmos.

Esse fim de semana li Grande Magia, de Liz Gilbert e, gente, acho que essa mulher e eu temos uma conexão bem forte, porque os livros dela sempre geram uma catarse em mim, me iluminando e mostrando novos caminhos de um jeito que nenhum outro escritor faz comigo. Foi a mesma coisa com Comer, Rezar, Amar e não me choca que eu tenha demorado tanto para ler um livro dela novamente porque, gente, não podemos ter catarses todos os dias, simplesmente não é possível.

Grande Magia fala sobre como ser criativo, mas não é sobre isso que vim falar aqui. Na verdade, no meio do livro, a Liz lança uma pergunta sobre o que você quer fazer. O que você É. E, essa, meus amigos, era uma pergunta que precisava ser respondida por mim e, no processo da leitura, foi.

E cheguei à conclusão que, acima de todas as coisas, eu sou uma pessoa que gosta de compartilhar conhecimentos. Compartilhar coisas que eu aprendi ou que eu penso é a minha vocação. E isso, majoritariamente, acontece por meio escrito quando quero falar para um grupo maior do que 5 pessoas, porque sou tímida demais (sério, não sei falar em público) para lidar com outras maneiras de passar essas informações. E isso me fez gostar de escrever: porque é uma forma certeira de transmitir o que eu preciso para quem se interessar.

Compartilhar é minha paixão desde que me entendo por gente e muito me choca que eu nunca tenha atentado para isso. Obviamente, não é compartilhar tudo, mas coisas que me interessam e que eu acho que podem ajudar outras pessoas. Ainda lembro, quando pequena, que toda vez que eu tinha aula sobre o corpo humano e eu aprendia alguma coisa nova, automaticamente saía explicando para quem quer que se prontificasse a escutar (geralmente algum coitado da minha família que era pego desprevenido no caminho da escola) o que quer que fosse que chamara minha atenção na aula. Tanto é que, na minha família, muitas pessoas achavam que eu tinha jeito para ser professora, por conta da minha grande empolgação em compartilhar certas coisas. Pontuação da qual, hoje em dia, conhecendo muito mais o que é necessário para se ser um professor, eu discordo. Adoro compartilhar coisas, sim, mas não quer dizer que eu tenha vocação para ensinar, de jeito nenhum. Me falta a paciência (dentre muitas outras coisas), intrínseca a esse trabalho. Compartilhar conhecimento e ensinar não são, de jeito nenhum, a mesma coisa.

Eu gosto de aprender e de compartilhar. De descobrir e contar tudo para todo mundo, depois. Minha forma de resolver problemas é deixar que outras pessoas participem dele.  Eu acho que o mundo é muito mais acolhedor quando buscamos um problema na internet e descobrimos não apenas a solução, mas que outra pessoa passou pelo mesmo perregue que nós. Adoro me encontrar num livro, me identificar com uma pessoa, ver minhas características e meus dramas diários destrinchados e analisados na vida de outro alguém. E acho que, compartilhando meus próprios problemas e minhas soluções para eles, as pessoas devem se sentir de forma parecida. É como um abraço virtual, um ‘é, eu sei como é’, uma autorização para você não surtar, porque isso já aconteceu com outras pessoas e, no fim, tá todo mundo vivo.

Minha curiosidade, bem como a minha vontade de compartilhar coisas tem muito mais a ver com a vida das pessoas e seu cotidiano do que com assuntos isolados e específicos. Exemplo: tenho um vasto conhecimento em mídias sociais, já que trabalho com isso, e não me sinto impelida a compartilhar isso com ninguém. Mas já minhas quebrações de cara com a vida (por exemplo, o fato de que ainda sou incapaz de evitar o desperdício de comida na minha casa ou de que as minhas contas nunca fecham no azul) eu tenho vontade de contar tudinho a todos que quiserem escutar, porque acho que é esse tipo de conhecimento que me ajuda, de verdade, e é esse que eu quero dividir com as pessoas. Tenho absoluto amor por diários, biografias e documentários que mostram a vida das pessoas, a realidade do dia  a dia, o fato de que ninguém lembra de comprar pão e todo mundo tem que se virar uma cream cracker mesmo ou de que alguém esqueceu de descer o lixo e a cozinha tá fedendo por causa disso. Eu gosto de dividir as pequenas desgraças e alegrias do dia, porque sei que todo mundo veio sem manual de instruções e tudo o que a gente descobrir e for repassando, ajuda.

O engraçado é que nunca tinha pensado que esse poderia ser meu chamado, até ler esse livro e, finalmente, depois de me perguntar o que eu gostava de fazer, descobrir que era isso e que era TÃO ÓBVIO. E hoje eu penso que, talvez, apenas talvez, todo o nosso desespero, as nossas crises, os nossos queria-tanto-saber-o-que-eu-tô-fazendo-aqui  se devem, muito provavelmente, à nossa incapacidade de perguntar as perguntas certas, pra nós mesmos. Quantos problemas mais podemos resolver se nos perdermos dentro de nós mesmos e tentarmos escutar o que nós temos a dizer? São questões.

O mais importante de tudo (antes que você me pergunte o que eu vou fazer, agora que meu emprego não tem relação direta com o que eu amo fazer): o que eu sou não necessariamente está ligado ao que eu faço pra ganhar a vida. Estou aqui, nesse exato momento, dividindo com vocês o material que me compõe, minha principal vocação na vida. E não estou dependendo de nada pra isso. Eu posso desempenhar minha vocação de mil maneiras diferentes e isso não precisa, necessariamente, ser meu ganha-pão. Inclusive, percebi que esse é mais um ponto de contato entre mim e Liz Gilbert (chamo de Liz mesmo, porque já nos acho íntimas): ambas achamos que não há problemas em trabalhar em outra coisa diferente de sua área de criação. Sua criatividade pode, claro, pagar suas contas – mas acho que deve ser desempenhado não por isso, mas porque é a sua vocação. E você não pode ignorar o que você é, sob pena de ficar mais perdido que cego em tiroteio – o que é, na verdade, como a maioria de nós está na vida.  Então, claro, se você puder ganhar dinheiro com o que é você, na vida, maravilhoso, ótimo. Se não, seguimos criando de um lado e botando comida na mesa do outro. 0 dramas, 0 aperreios. Inclusive, essa sempre foi a minha opinião sobre o assunto, já que nós não vivemos num conto de fadas e não é porque eu descobri minha vocação com 26 anos de atraso que vão aparecer 857 contratos e jobs que vão me deixar fazer o que eu quero da vida. Talvez eu só continue criando para vocês e isso é bom. Porque eu preciso fazer isso e vou fazer de qualquer jeito. E se eu puder ter o apoio de amigos, melhor ainda.

Enfim, é isso. Agora eu sei de onde vem a minha vontade de dividir coisas com vocês e com as outras pessoas da minha vida. E vocês também podem saber o que move vocês: apenas se perguntem. Deem-se esse espaço, permitam-se escutar a resposta que vem da alma de vocês. É uma atitude simples, mas que pode, tenho certeza, incutir incríveis mudanças nas nossas vidas.

Opiniões que ninguém pediu

Lembrete

4 de maio de 2016
Foto: rrrroza

Foto: rrrroza

Eu sou uma pessoa que se cobra demais e que sempre acha que tudo o que importa pra mim precisa ser perfeito. Algumas áreas da vida sofrem mais dessa pressão do que outras, mas ela sempre existiu e duvido muito que um dia deixe de existir – mas, com alguma sorte, talvez ela diminua. E, assim, eu já tomo para mim todos os problemas que não são meus, porque acredito piamente que, se alguma coisa deu errado em alguma área da minha vida, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.

Peguei trânsito pra ir pro trabalho? Deveria ter saído mais cedo, droga. O almoço deu caro e vai afetar o orçamento? Deveria ter cozinhado ontem e trazido marmita. Alguém foi grosso comigo aparentemente de graça? Com certeza tem uma razão, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.  É uma avalanche de culpa, todo o momento, quando em muitos casos não precisamos nem devemos estar sentido essa quantidade de culpa. Algumas vezes, simplesmente, você sai no mesmo horário de todos os dias e pega trânsito. Ou simplesmente chega muito cansada em casa e não é possível cozinhar, apenas desmaiar na cama. E, sinceramente, na maioria das vezes em que alguém é grosso com a gente, o problema geralmente é essa pessoa, e não algo que nós fizemos.

Esse senso exacerbado de responsabilidade (além do fato d’eu sempre ter sido mais desenvolvida fisicamente que minhas colegas, na escola) sempre fez com que as pessoas achassem que eu sou muito mais velha do que eu realmente era. E eu meio que estou cansada disso. Eu gostaria de ter o senso de responsabilidade de uma mocinha de 25 anos (soon, 26), obrigada. Eu não quero mais ser responsável pelos problemas do mundo. Inclusive, também gostaria de abrir mão de alguns dos “meus” problemas que, na verdade, não são meus. Eu não mando no clima, no quão cansada eu vou estar quando eu chegar em casa, nos jobs que vou ter no dia, nos dramas pessoais de quem me cerca, nos humores, na variação cambial e, muito menos, na vida.

As coisas acontecem e, sim, algumas vezes eu posso até influenciar no resultado, mas nem sempre. Nem tudo. Não foi algo que fiz, toda vez. Algumas vezes foram outras pessoas que fizeram, e a culpa é unicamente delas. Algumas vezes foi a vida que aconteceu e não foi culpa de ninguém.

Esse post é mais um lembrete pra mim mesma, naqueles dias que eu estiver frustrada e com vontade de ir chorar no banheiro. Às vezes, apenas às vezes, não foi algo que eu fiz. And that the guilt is not mine to take.

Opiniões que ninguém pediu

Mas a gente sempre acha que tá gorda, né?

16 de março de 2016
Foto por: betulvargun

Foto por: betulvargun

Ou: como precisamos ser mais gentis com nós mesmos.

Outro dia uma amiga e eu estávamos comentando como a gente sempre se sentia gorda, não importa o quão de boa nosso corpo estivesse. De início, a gente não quer acreditar que o nosso olho é tão do mal com nós mesmas, mas isso é algo facilmente provável a partir do momento de você começa a olhar fotos antigas. “NOSSA, eu era tão magra!”, é o pensamento que sempre me vem à cabeça, instintivamente. E não precisa ser foto de 10 anos atrás, não. 3 ou 5 anos já vão fazer diferença. Se brincar, até 2. Quando a gente se afasta um pouco do centro do furacão é que a gente vê como a nossa realidade é distorcida. Por nós mesmas.

Não vou entrar aqui no mérito de a-sociedade-nos-impõe-um-padrão-de-beleza, porque isso já tá mais do que provado e não é bem o meu assunto de hoje. O que eu queria expor, nesse ponto, é o quanto a gente não é legal conosco. O quanto somos sempre mais críticas com a gente, com o nosso braço de biscoiteira, com nossa performance no trabalho, com nossas qualidades como ser humano, no geral. Eu não sei vocês, mas eu costumava dizer que se há um céu, eu não estaria nele, porque como estar? Eu não sou boa o suficiente. Eu, muitas vezes, deixo o elevador fechar e não seguro para a pessoa que estava na catraca porque eu queria ir sozinha, sem conversar com ninguém. Eu pego o melhor pedaço de bolo, se tiver a oportunidade, nas festinhas da vida. Eu sou egoísta e todos sabemos que o céu não é lugar para egoístas.

O nosso arsenal de críticas para nós mesmos não tem fim nem limites – se não intervirmos diretamente. Nós estamos sempre atrás, correndo para conseguir acompanhar. Nunca somos dignos de nada e estamos sempre sob o eterno guarda-chuva do impostor – eu tô aqui, mas tenho a impressão que as pessoas NÃO SABEM BEM quem eu realmente sou e é por isso que eu tô aqui. Isso se soma a interminável lista de coisas que alguém inventou que precisamos ser antes dos 30 – empreendedora, com uma boa saúde financeira, mãe, responsável, ter viajado o mundo (de preferência, morar fora), casada, com casa própria e bem mobiliada e limpa etc – e que não ajuda de maneira NENHUMA a melhorar a nossa estima por nós próprios.

A pressão, ela vem de fora, sim. Não há dúvidas disso e, pra mim, nem vale aprofundar essa discussão aqui, agora. Ela vem e ela virá por um bom tempo ainda.

O que não pode é a pressão vir de dentro.

Pensa bem comigo: você seria assim, super crítica, com alguém que você ama? De verdade? Pensa na pessoa que você mais ama nessa vida e pensa que você poderia dizer algo para fazê-la se sentir mal, quando esse algo nem é importante ou muito menos faz sentido. Você diria? Eu, particularmente, sou bem mais legal com as outras pessoas do que comigo mesma. Aceito os erros e relevo alguns pontos porque, afinal de contas, somos assim. Todo mundo tem direito a ser você mesmo, no seu espacinho no mundo. Menos nós mesmos, aparentemente.

Não faz nenhum sentido ser tão chato consigo mesmo. Não precisamos ser perfeitos. Não precisamos ser os melhores em tudo. Só precisamos ser felizes. Vamos praticar sermos mais gentis com a gente. Não tô aqui dizendo “isso, aceita tuas burradas e não melhora em nada, tá de boas”, mas dizendo que tudo bem se você não lê tanto porque prefere assistir séries. Ou se você não tem o corpo da Kim Kardashian nem a conta bancária dela. Ou se, de vez em quando, você é antipático e quer ficar sozinho no elevador do prédio, pra variar. Ninguém morre por isso e TODO MUNDO tem falhas. Você não é a primeira nem a única pessoa a vir com problemas de fabricação – se eu posso ser engraçadinha o suficiente para usar o termo – e acredito que quem quer que esteja metido nessa bagunça (eu acredito em Deus, mas você pode acreditar em outra coisa ou em nada e TUDO BEM) não pediu o recall, então né? Acredito que meu buchinho saliente e eu não sejamos um problema tão grande assim, no fim das contas.

Vamos sim, nos melhorar a cada dia e tentar externalizar o melhor que temos para o mundo. Mas sabendo que já somos muito bons. Já somos, agora, a nossa melhor versão.

Opiniões que ninguém pediu

Sobre aceitar o que a vida nos dá

7 de março de 2016

Embrace the moment.  Uma frase que fazia pouco sentido pra mim, até pouco tempo. Talvez, inclusive, até ontem. Creio que é por isso que a internet é uma coisa tão maravilhosa, apesar de todo estresse e ansiedade que ela nos causa. Elas nos dá a possibilidade de encontrar pessoas que trafegam nos mesmos caminhos que os nossos, buscando as mesmas coisas e passando, talvez, pelos mesmos maus bocados. E uma delas pode ter uma ideia que torna tudo mais simples e isso vai tornar a vida de todos nós mais simples e, sim, muito obrigada por isso, internet.

Ontem estava colocando as leituras em dia e  terminei lendo um texto muito interessante sobre aceitar o sofrimento. E, nossa, como eu estava precisando ler algo assim. A verdade é que nós, como pessoas muito importantes que somos (não), detestamos sofrer e achamos tudo muito injusto. Eu, particularmente, reclamo de tudo. Da fila na dermatologista, do trânsito ridículo que me faz acordar super cedo e fazer tudo correndo pra não chegar atrasada no trabalho, do preço das comidas, do dinheiro que nunca dá pra nada – e a lista segue, interminável. É tudo muito injusto, muito difícil, muito errado e fico pensando no porquê, já que tem gente aí vivendo uma vida MUITO mais fácil do que a minha.

Mas a realidade é: o que eu sei sobre a vida dos outros?

Tudo é muito mais bonito de fora do que de dentro, se você for pensar bem.  Aparência não é realidade e eu nem sei porque a gente insiste em pensar que é. As pessoas à nossa volta podem não estar passando pelos mesmos perrengues que a gente – mas eles tem seus perrengues também e que têm seus próprios pesos em suas vidas. Todo mundo tem problemas. Não importa se a pessoa é rica, está morando na Europa e usando maquiagem cara. São problemas diferentes, mas são problemas. E nós não temos como saber a profundidade e a importância deles, pois nós não estamos vivendo-os. Nós só sabemos que eles existem.

Esse fator – todos têm problemas, que são tão importantes para as pessoas que os têm quanto os nossos são para a gente –  é importantíssimo para que consigamos parar de nos sentir injustiçados e aceitemos o que a vida nos dá. Até porque, vejam bem: nada é para sempre. Não adianta, tudo está em movimento e em eterna mudança.  De nada ajuda puxar os freios e empacar , se negando a seguir em frente. A vida é dinâmica e nós precisamos acompanhá-la, sem arruaça, sem estresse, com aceitação.

Abraçar o momento tem a ver com isso.  Tem a ver com aceitar as felicidades e infortúnios que a vida nos dá, sabendo que faz parte. Que é um degrau, um nível, um episódio, um momento de nossas vidas. Não é pra sempre. Nada é. Nem o mal nem o bem. Por isso que devemos aproveitar os momentos e aceitá-los em nossas vidas – tantos os bons quantos os maus, pois todos eles nos trazem aprendizado e crescimento.

É como fazer Yoga.  Tem aquelas posições que você consegue fazer de boa desde sempre. Tem aquelas que você sua só de pensar. Mas percebi que quando eu não foco no fato de que ela é muito difícil e dói demais e que eu preferia NÃO, as coisas correm com menos dificuldade. Não é que eu consiga sambar na postura quando eu tiro o foco do lado negativo, mas eu consigo aceitá-la melhor e sentir menos bad feelings quando eu não fico pensando no quão é horrível ela estar no meu workout.

O que me faz acreditar que a vida toda é uma questão de perspectiva. Do quanto a gente vai focar na coisa ruim e brigar contra ela ou no quanto a gente vai aceitar isso e seguir em frente, como coisa transitória que é. E, gente, aqui eu não digo aceitar como ‘sim, vamos viver na merda pra sempre’, mas como ‘sim, estou vivendo na merda agora, faz parte, isso não só não é a única coisa da minha vida, como também deve mudar em breve’. A nossa vida é resultado de nossas atitudes e tenho certeza que vivendo a vida de forma mais leve, teremos uma vida mais leve.

Ou seja: sim, hoje eu tô aqui, correndo de casa às 6h30 da matina – muitas vezes sem nem tomar café da manhã. Mas um dia não vai ser assim. Por enquanto, é, mas sofrer mais não resolve nada, então sigamos, focando nas partes legais e se desprendendo das que não são tão boas assim.

Sigamos.

Opiniões que ninguém pediu

A arte de não ser obrigada

16 de fevereiro de 2016

Ou: como manter a dignidade e viver a vida que você quer, exercendo o seu direito de dizer não.

Acho que até já escrevi sobre isso aqui, mas como vivo esquecendo das lições hipoteticamente aprendidas, vim dividir com vocês de novo meus pensamentos (talvez melhorados) sobre essa maravilhosa palavra, tão conhecida e tão ignorada: o não. Nos últimos meses, entrei num vórtice de sims inconsequentes (a palavra, não o bonequinho do jogo), que degringolaram em várias situações que eu preferia que não existissem, mas que eu mesma deixei com que se desenvolvessem. Quando vi, lá estava eu, jogada no chão, me perguntando PORQUE QUE ESSAS COISAS ACONTECEM COMIGO? E aí veio aquela voz sincera no fundo da minha cabeça, jogando todas as realidades necessárias e dizendo: miga, porque tu deixa.

A gente acha que não. A gente acha que é o destino, que insiste em atrapalhar. Que  é Deus. Que tudo isso aqui é um grande sitcom e nossa sina é viver uma vida de eternos erros, passando sempre por situações que não queremos e chorando nossas pitangas no travesseiro. Mas aí vai uma novidade: não. Não mesmo. Você, e unicamente você (com algumas raríssimas exceções), é responsável por tudo o que acontece na sua vida. Quando você diz sim, você aceita o que a vida está te oferecendo. Mas, veja bem, você também pode dizer não.

Infelizmente, nossa sociedade criou um circo em volta do ‘dizer não’. O não tem uma imagem negativa. Você diz não pra uma saída e já é tachado de antissocial, chato, que não gosta de fazer amizades. Você diz não quando pedem para ajudar com alguma coisa e já te chamam de egoísta. Você diz não para uma determinada forma de pensar e as pessoas já acham que você só está querendo ser do contra e aparecer. O não é extremamente mal visto por todos e, talvez por isso, evitemos a temida palavra. O legal para as outras pessoas é que você viva da maneira que encaixe com o que elas desejam para a vida delas – o que, se você pensar direitinho, é extremamente egoísta (embora compreensível). Nada errado com o desejo delas, mas tudo errado com baixarmos a cabeça e aceitarmos tudo o que querem nos dar/propor. Nem sempre a maneira que é interessante para as outras pessoas é interessante para a gente. E é nesse momento que o não precisa ser exercido. E deixa eu dizer uma coisa pra vocês: essa é a única maneira de ter a vida que queremos.

Você pode fazer de tudo. Se você não aprender a dizer não, não há como ter uma vida plena e feliz. Se você continuar aceitando tudo o que o universo te dá, sem fazer o filtro necessário, não haverá como viver uma vida autoral, ou seja, a vida que você quer, a vida que você acha que você deve viver.

Sabe aquela máxima de que antes de amar alguém, você deve amar você? Pois é. Aqui, uma saudável dose de egoísmo é essencial. Não adianta fazer tudo pelos outros, porque, no fim, quem é que vai fazer por você? A única pessoa que deve ser (e que é) responsável por transformar seus sonhos em realidade é você.

Por muito tempo, me senti mal por ser reativa e por discordar ativamente de coisas que não acho correta/ concordo/ quero pra mim. Então, tentei ser o oposto, achando que, assim, eu seria melhor e mais feliz. O que descobri é que NÃO HÁ FELICIDADE EM NEGAR A SI MESMO. Não há felicidade em concordar com o que não te apetece, em aceitar desafios que não são seus, em negar o seus sonhos em favor dos de outrem. O que existe é raiva (de mim mesma) e uma vida que podia ser a de qualquer um – e nada, em especial, diz que é minha. E isso, definitivamente, não está certo.

Dizer não é parte do processo de se autoconhecer. Saber o que se quer, o que te interessa e o que não importa para você. Essa filtragem fará da sua vida o que você realmente quer.

No começo, pode ser difícil. Algumas pessoas podem se afastar, se chatear, te julgar mal. Entretanto, bola pra frente, porque ninguém poderá viver sua vida por você. Além do quê, tudo será mais verdadeiro. Você não estará mais naquela festa porque te chamaram, mas porque você QUIS estar lá.  Você não vai usar a roupa que ganhou de presente porque te deram e você não quer que achem que você não gostou, mas porque ela realmente casou com o seu gosto e com seu corpo. Você não vai comprar mais um livro porque ele está em promoção, mas porque você realmente gosta do assunto e se interessa pela obra. Se descobrir e dar valor às coisas certas é life-changing. Mas nada disso vai poder ser feito sem usar o não.

Algumas leituras sobre esse assunto:

Quero saber o que vocês acham sobre esse assunto. Comentem! (: