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Opiniões que ninguém pediu

Opiniões que ninguém pediu

Sobre evoluir, sobre ser quem queremos ser

22 de agosto de 2017

Foto por: Helene Rydén

Vou dizer a vocês que, apesar de ter uma tendência a sempre esperar e pensar o pior das pessoas (acho que é o excesso de capricórnio + escorpião no meu mapa astral, hehe), esses anos me ensinaram a ser mais compreensiva e compassiva diante das dificuldades. Tantos as que são minhas e que conheço bem demais quanto as dos coleguinhas. Isso porque aprendi que todos nós estamos evoluindo, em mudança constante.

Eu já fui uma Amanda muito diferente da Amanda que eu sou hoje. Já fui muito mais preconceituosa, mais agressiva, mais desconfiada, mais ansiosa, mais egoísta, menos perceptiva do meu valor e do valor das outras pessoas nesse mundo. Entre tantas outras coisas. Mas, aos poucos, eu fui mudando. Eu mudo todos os dias. A cada novo nascer do sol, eu dou um novo passo para me tornar uma pessoa melhor, de acordo com o que eu sinto, no meu íntimo, que eu preciso mudar.

Evoluir requer coragem, porque mudar é doloroso. É um processo que requer muita paciência e amor com nós mesmos. Isso porque temos que desapegar do que a gente achava que era verdade e abraçar uma nova verdade requer que consideremos o que éramos antes, no mínimo, destoante do que nós queremos ser. É admitir que estávamos errados, em certo ponto, mas que vamos trabalhar para nos consertar. É ter compaixão com nossos erros, recaídas e tropeções, ao longo do caminho. É entender que tudo tem o seu tempo e que, se o nosso desejo é sincero, chegaremos onde nós queremos.

Isso requer, acima de tudo, nos escutar. Aprender a ouvir a nossa voz interior, nossa intuição. Nossa intuição nunca está errada. Sabe nunca? Nunca. Se a gente souber escutar o que ela realmente diz e segui-la, ela nos levará aonde precisamos ir. Atenção para o verbo escolhido: precisar. Precisar, não necessariamente querer. Até porque crescer não é confortável e nem sempre a gente quer arrancar aquele band-aid, abrir as asas e voar, deixar o conforto do lar e colocar a cara no sol. Crescer não é confortável, não é fácil, não é simples. Mas não existe nenhuma outra opção aceitável. Não nascemos sabendo e apenas nos propor a aprender pode nos fazer pessoas melhores. E aprender significa admitir que não sabemos. Significa que tem algumas coisas que, sim, a vida e/ou outras pessoas ainda precisam nos ensinar para que possamos subir mais um degrauzinho na escadaria da nossa existência.

Evoluir é um exercício de humildade. Temos que nos despir do nosso ego, prepotência e arrogância para seguir essa estrada. Não dá pra fazer isso sem descer do salto. Não dá pra fazer isso achando que está sempre certo. É preciso admitir que a gente está chegando lá, mas o caminho ainda é longo. Sem pressões nem comparações, apenas entendendo que somos seres em eterno aprendizado e que sempre haverá novas lições a serem aprendidas, novas verdades a serem descobertas e que nada do que a gente sabe é certo pra sempre.

Dá um desespero às vezes? Dá sim. Eu sou uma das pessoas que MAIS odeia mudanças (algo que eu trabalho diariamente para saber lidar melhor) que eu conheço e isso de entender que nada é pra sempre e que nós e o mundo estamos sempre em movimento dá uma gastura e um nervoso, não raro. Também sou do time que queria só colocar um chip no meu sistema e já acordar sabendo de tudo (bem Matrix feelings), pois não gosto de não saber. Odeio não saber. Então o processo de aprender algo – e até admitir que as pessoas (e a vida) têm alguma coisa a me ensinar também é trabalhoso e estressante. Mas eu estou trabalhando nisso. Diariamente. Todas as horas do dia. Porque não me tornar uma pessoa melhor não é uma opção. Deixar de aprender todos os dias não é uma opção. Ignorar minha necessidade de evoluir não é uma opção.

Aprender tudo isso me ensinou, acima de tudo, que não é um problema termos um defeito. Não sermos bons em algo. Não termos uma habilidade inata. Nem é um problema quando isso acontece nos outros. Não precisamos nascer sabendo de tudo. No caso, é para crescermos, aprendermos e nos melhorarmos que a vida serve. Nós podemos nos propor a sermos melhores. NADA, nenhum traço de personalidade é fixo. Tudo pode ser aprendido, tudo pode ser treinado, tudo pode ser melhorado. Olhe com compaixão para si mesmo e veja onde você precisa crescer. Não é tão bom em perdoar? Tudo bem, passe a fazer isso diariamente. Tende a reclamar de tudo? Passe a notar as coisas positivas em situações que você consideraria ruim. Há sempre uma maneira de lidar com cada um dos nossos problemas – se nós quisermos.

Isso é o mais incrível de tudo, na minha opinião: não temos que nos ater às nossas características ruins. Não podemos bater aquele martelo dizendo: “não adianta, esse é o meu jeito”. Bem, pode ser agora – mas, amanhã, pode já não ser mais. Temos o poder de nos revolucionar, de ser sempre pessoas melhores. Evoluir nos traz a chave para nos amarmos mais – e também às pessoas à nossa volta, uma vez que aquela versão da pessoa, como a nossa, é beta (uma versão de teste, que vai sendo sempre melhorada, aos poucos).

Evoluir também me ensinou que as dificuldades são necessárias. A gente vai reclamar, vai sofrer, mas elas que nos ajudam a desenvolver habilidades que nos faltam. Por exemplo: eu, que sempre fui uma pessoa extremamente transparente e que fala tudo o que quer na bucha aprendi, com o tempo, que nem sempre falar alguma coisa vai modificar algo. Algumas vezes é uma semente plantada no deserto, que só vai nos dar trabalho e não vai gerar nenhum fruto. E eu devo esse aprendizado a pessoas e situações difíceis, que não iam se modificar com nenhuma palavra minha. Na época, eu sofri bastante de ter que engolir sapos e deixar de dizer algumas verdades, mas hoje eu sei que a nossa energia é importante e que não devemos gastá-la com quem não responde aos nossos esforços. Muito mais interessante é empregar esse energia em algo que anule o efeito negativo que aquela pessoa ou situação tem sobre a gente. Pode ser que eu aprenda algo novo amanhã, com outra dificuldade, que vá de encontro a esse aprendizado? Sim. Esse é um ensinamento pra vida toda? Não sei. Mas foi algo que a vida e seus problemas me ensinou e, desde então, eu analiso todas as ciladas da vida para ver o que elas têm a me ensinar. E me esforço ao máximo para aprender suas lições. Isso quer dizer que me jogo nas ciladas de caso pensado? De jeito nenhum, até porque se a gente já tá vendo que aquilo é uma cilada, provavelmente já aprendemos aquela lição. Porém tento sempre não me desesperar quando me encontro em uma situação que não me é confortável – há sempre uma lição a ser aprendida nesse momento, e é ela que eu procuro encontrar.

Outra coisa extremamente importante: comparações são invalidadas na estrada da nossa evolução pessoal. As pessoas nunca estão no mesmo nível e não são comparáveis, pois nós somos diferentes um dos outros, nascemos em ambientes diversos, tivemos ensinamentos específicos e temos crenças e pressupostos que são só nossos. Logo, sim, algo que pode ser facílimo pra gente, pode ser complicadíssimo pro outro. E vice versa.  Nesse processo, a única comparação possível é com quem éramos antes. E, spoiler do bem: quase sempre estamos bem melhor do que a nossa versão anterior. E, se não tiver: tudo bem também. Você pode mudar tudo o que você quiser, na hora que você quiser. Você é seu próprio experimento e tá tudo bem se às vezes der meio errado. É só começar de novo, com a lição que você aprendeu e uma versão melhorada de si. (:

Opiniões que ninguém pediu

Abrace os seus sonhos, abrace o medo, abrace a queda

3 de julho de 2017

foto por: Helene Rydén

Eu sempre fui medrosa. Desde que eu me entendo por gente, não lembro de algum momento em que eu tenha simplesmente pulado a parte de pesar prós e contras e decidido simplesmente me jogar for the sake of it. Prova disso é consegui sair da infância e da adolescência sem um osso quebrado, nenhuma cárie – e nenhuma estripulia homérica para contar pros netos. Isso quer dizer que eu nunca faça ou tenha feito uma loucura? Não. Mas até as loucuras são bem avaliadas. Eu sempre penso nas consequências. O que vai acontecer se eu falhar? O que vai acontecer se tudo der errado? E, baseada nisso, eu tomo minhas decisões. Sempre foi assim e é como eu lido com a vida.

O lado ruim disso tudo é que, sendo medrosa, eu paraliso quando o medo das consequências de algo dar muito errado é muito grande. Não consigo seguir em frente. Eu fico paradinha, no meu lugar, e ignoro aquilo que podia ser algo que mudaria a minha vida. É fato que quase nenhuma das escolhas importantes da vida são indolores e o medo da dor é algo que dá uma tela azul grande e monumental em mim. Não a dor física em si (embora eu não seja lá muito fã dessa também), mas a dor psicológica. A dor de errar, de falhar, de não ser capaz de fazer algo. De ser menor, ser insuficiente, ser desimportante. A dor, em suma, de ser humano.

Acho que a esse ponto você já deve ter avistado o louco dessa linha de pensamento. Não existe humanidade sem erros. Não existe crescimento sem riscos. Não existe vida quando estamos sempre na nossa zona de conforto, nunca desafiados, nunca desenvolvendo novas maneiras de ver o mundo. Isso é óbvio e está aí pra todo mundo ver. Porém acredito também que você, provavelmente um millenial como eu (pelo menos, de acordo com as estatísticas do meu analytics), também se identifica com essa loucura chamada medo de falhar. É uma coisa muito louca como o nosso cérebro funciona, o que a gente acha que é lógico e correto (e que não faz o menor sentido uma vez que a gente põe o pingo nos is). É surreal o que o medo nos faz acreditar.

Você entende o que é querer abraçar o mundo sem abandonar o sofá e o Netflix? Você sabe o que é querer voar, mas só se não houver absolutamente nenhuma chance de cair? Eu sinto como se tivesse uma tempestade de sonhos e desejos dentro de mim, querendo nada menos do que a liberdade de ser. E eu, querendo me poupar os arranhões ao ego, os estresses da vida, trato de guardá-la bem guardadinha dentro de mim, costurada em um ponto bem pequeno, pra não ter erro (vamos evitá-los, né?). Só que, de vez em quando, não dá. De vez em quando os pontos abrem, ela corre louca rumo à luz do dia e haja “bom senso” para colocá-la no lugar novamente. No meio dos trovões, algumas nuvens cinzentas fazem muito mais sentido do que alguns céus azuis da minha realidade. Mas eu sempre ignoro isso, porque não vale a pena. No meio dos prós e contras, o “e se” me paralisa. As possibilidades de quebrar a cara, cair feio, colocar meu bloco na rua e ninguém aparecer fazem com que eu junte cada raiozinho dessa tempestade e guarde bem guardadinho dentro de mim. Faz com que o que mais faz sentido dentro de mim seja descartado, me deixando apenas com pedaços de algo que deveria ser um inteiro.

Dias desses eu topei com a frase “embrace the fall” no twitter, num dia qualquer em que meu humor estava uma bosta e que eu sentia, como sempre, que tinha algo dentro de mim querendo sair e que esse  algo deveria ficar quietinho pois ele não estava ajudando em nada, estava? E algo clicou dentro de mim. Algo fez sentido.

Vocês vejam mesmo: não há maneira de ter certeza sobre nada do que vai acontecer. A gente não controla o resultado das situações – muitas vezes, inclusive, a gente não controla nem as ações que vêm antes do resultado. Eu tô escrevendo uma coisa aqui com uma intenção x, mas sempre vai ter quem entenda y e, realmente, não há muito o que se possa fazer sobre isso. Na vida, há diversas variáveis, várias influências e inúmeros cenários possíveis que não apenas não vale a pena elencar  como também seria impossível fazê-lo. É o que a vida é. Enquanto eu sou sempre a favor de elencar prós e contras e tomar decisões racionalmente, ultimamente eu tenho levado muitos tapas na cara da minha intuição. Porque a gente é mais do que cálculos e o racional. Somos nossos sonhos, nossa sabedoria interior, nossos desejos. O equilíbrio está em saber quando escutar a cabeça e quando escutar o coração. Porque alguns sonhos são simplesmente muito assustadores para responderem às nossas equações de certo e errado. São queridos, partes nossas em toda a sua indomabilidade, e nós não queremos perdê-los. Nós sentimos que eles são parte de nós e que, se há a menor chance de não conseguirmos fazê-los virar realidade, é melhor nem tentar. É nessas horas de insegurança que, algumas vezes, a gente simplesmente vai ter que dar a tapa à cara e pronto. A gente vai ter que confiar na nossa intuição, vencer a barreira do medo e deixar chover na nossa vida, no nosso sonho.

Porque, sendo apenas lógica, vejam qual é a situação: se a gente não tenta, a gente não ganha. Porém, se a gente tenta, a gente tem uma chance de ganhar o que quer que a gente queira, certo? Logo, o que devia ser o filme de terror da gente não seria colocar um sonho, uma ideia, um desejo na rua, mas não colocá-lo. Guardá-lo entre nossos trecos, como escultura velha de porcelana numa estante empoeirada. Sonhos não foram feitos pra serem guardados, eles são selvagens demais pra isso. É como ter um tigre como animal de estimação. Ele não vai brincar contigo e te animar no fim do dia – ele vai te devorar. Você deve deixá-lo em liberdade, deve libertá-lo para o mundo, onde ele tem muito mais chance de se adaptar bem do que deitado aos seus pés.

A única saída é seguir em frente, abraçando a queda, quer ela venha ou não. A queda não é apenas uma possibilidade – é parte da vida. Um vez que a gente entende, de uma vez por todas, que somos humanos e que não se espera que sejamos perfeitos e façamos tudo impecavelmente, tudo se torna mais fácil. É certo que algumas coisas vão dar certo e outras vão dar errado, porque there is no such a thing as perfeição. A nossa única chance de sermos completos, de sermos o máximo que podemos ser, de agirmos com justiça com nós mesmos é, no que diz respeito aos nossos sonhos, termos coragem e soltá-los para voar e ganhar o mundo. A queda é possível? É sim. Tudo pode dar errado? Com certeza. Mas guardado dentro de nós ele não vai a canto nenhum, também. Portanto, o risco é não libertá-lo – deixá-lo livre é nossa única opção.

E sempre bom lembrar: a gente cai, levanta a poeira e escolhe outro sonho (ou às vezes, até o mesmo, de uma outra maneira) para colorir o nosso mundo. A força e a beleza da gente não está na habilidade de evitar os tombos, mas na desenvoltura de, ao cair, aprender com nossos erros e levantar para tentar de novo. Não precisamos temer as possibilidades – precisamos libertá-las.

Opiniões que ninguém pediu

Precisamos falar sobre Deus

21 de junho de 2017

foto por: betulvargun

Acho que nunca falei da minha espiritualidade aqui. Pra mim, além de um tema sensível, é também problemático porque eu mesma sentia que a minha definição em relação a isso era falha. Eu não tinha certeza do que eu pensava. Ou tinha, mas achava que, de alguma forma isso estava errado.

Eu explico: nasci e me criei católica, especialmente por influência da minha mãe, que tem sua fé muito bem aterrada e forte. Estudei todos os sábados na catequese, fiz primeira comunhão, me preparei para a crisma, me crismei, conheci meu atual marido na igreja que frequentávamos bem como fiz diversos amigos lá. Minhas crenças sempre foram presença forte na minha vida porém, a partir de um dado momento, comecei a questionar algumas coisas. Eu pensava em todos os julgamentos que as pessoas que frequentavam o mesmo local que eu faziam às pessoas. “Não pode isso, não pode aquilo, você está em pecado”. Eu mesma fui julgada algumas vezes e vi pessoas serem julgadas por apenas serem quem são ou por atitudes que tomaram de acordo com o que são. E, simplesmente, não entendia. Não entendia como um Deus que, para mim, era amor e compaixão, nos julgaria tão pesadamente por nossos erros, que são apenas humanos. Todos nós estamos aqui tentando acertar e eu tinha certeza, no meu íntimo, que Deus, que é onipotente e de tudo sabe, sabia muito bem que nós erramos quase sempre pensando que aquela é, realmente, a melhor saída. Também não conseguia conceber um Deus que rejeitava e julgava a comunidade LGBTQ, que queria as mulheres submissas aos homens, que pregava que deveríamos ficar com uma pessoa até a nossa morte mesmo que o relacionamento não estivesse dando certo de jeito nenhum. Eu discordava de tantas, tantas coisas que a minha religião pregava que acreditei que talvez, o problema estivesse com ela. Vi tantas pessoas cristãs sendo preconceituosas, radicais, extremistas que achei que provavelmente aquele não era o caminho certo. Terminei por me afastar um pouco da igreja e comecei a pesquisar outras crenças. Entretanto, meu coração não conseguia descansar em nenhuma das hipóteses que eu levantava. Nada parecia encaixar.

Segui nessa indefinição por alguns anos, eu sempre aparecendo na igreja nas datas importantes, sem conseguir cortar esse laço tão forte em mim. Sempre que ia, sentia uma energia forte em mim, uma alegria interna, e muitas vezes foi difícil segurar as lágrimas de finalmente estar lá novamente. Mas vários direcionamentos iam de encontro aos meus valores. Eu não conseguia me dissociar disso. Pra mim, Deus é amor. Deus não é vingativo. Deus tem compaixão e conhece nossas falhas e entende nossa natureza humana. Claro que temos que tentar ser o melhor que pudermos ser, mas Deus entende se, de vez em quando, a gente tropeçar e for meio otário. Gente, Deus fez a gente, ele sabe dos bugs do nosso sistema, né? Só que são tantas regras, tantas proibições, tantas ameaças de “queimar no fogo do inferno” que, realmente, não casavam com todas as vezes que eu experimentei Deus na minha vida. Não conseguia casar as duas ideias. E isso era uma fonte de muita infelicidade pra mim mesma.

Sinto dizer a vocês que vou ser um clichê ambulante (sempre fui) e direi que, apenas vendo A Cabana, no último fim de semana, me bateu real a ideia de que eu não precisava, necessariamente, concordar com tudo o que a igreja prega. E tudo bem. E vendo um vídeo da Rayza Nicácio, ontem (que segue uma religião diferente, mas parece passar por situações parecidas), tive certeza que não há como a gente concordar sempre com tudo o que uma religião diz que é lei. Somos bilhões de pessoas, com um número (graças a Deus) reduzido de ideias de como devemos seguir Deus. Haverá discordâncias. Haverá erros. As religiões são feitas por homens e, como os homens, é falha.

Tudo parece muito óbvio agora. Tão óbvio que nem posso crer porque me questionei por tanto tempo. A verdade da igreja pode ser grande, mas jamais será maior que a verdade do meu coração. Eu acredito que todos nós temos Deus dentro de nós e que podemos encontrá-lo sempre que precisarmos, se nos propusermos a escutá-lo. Também acredito que, por mais falha que uma religião seja, se ela está buscando o bem, ela é válida. É o caso da minha religião, que eu decidi, novamente, seguir. Com ressalvas, sim. Mas ainda assim, seguindo.

Porque? Porque é um dos muitos caminhos para ser uma pessoa melhor. Há vários, esse é o que eu escolhi. O meu é o melhor? Não faço ideia. Eu sou melhor que outras pessoas porque o escolhi? De jeito nenhum. Deixarei de lado meus valores essenciais por conta do que acredita a igreja, com algumas leis ridiculamente datadas? Jamais. E tudo bem. Há pessoas que me julgarão, possivelmente, mas muito pior seria o julgamento do meu próprio coração. Muito pior seria o peso na consciência que eu sentiria seguindo certos conceitos que eu não concordo e considero errados. Resolvi que, ao invés de simplesmente discordar e ir embora, eu iria concordar em discordar e focar no que a gente concorda, que é bem mais forte pra mim que nossas incongruências.

Vou seguir falando de horóscopo, fazendo sexo sem nenhuma intenção óbvia de procriar (e com camisinha, pra ser mais chata ainda), considerando pessoas que têm outras orientações sexuais como iguais (me sinto até ridícula atestando algo que é tão claramente óbvio pra mim), faltando algumas missas no domingo porque eu realmente precisava dormir e sendo o total de 0 submissa a qualquer homem que cruzar o caminho. Mas também seguirei acreditando em Deus, no seu amor por todos nós e na realidade que ele sempre nos incentiva a ser pessoas melhores. Seguirei acreditando no que tem dentro de mim, que é forte e sábio e que sempre me faz tirar o melhor das situações, aprender, conseguir seguir em frente sem desabar. Porque isso me deu e dá forças quando tudo falha e, sem Deus, eu realmente não sou eu mesma, apenas uma sombra do que eu poderia ser.

Eu nem sei bem o que me impulsionou a escrever sobre isso, mas a necessidade veio e eu escrevi. Fazia muito tempo que eu tentava ensaiar essas palavras e hoje eu decidi que iria, do jeito que fosse. Essa mensagem, esse desabafo precisa sair, precisava ganhar asas próprias e voar. Talvez como um aviso para você, amigo navegante dessa vida louca, de que tudo bem. Tudo bem se você não acha tudo certo. Tudo bem se você discorda de várias coisas. Tudo bem se você não concorda com esse monte de gente usando as crenças e o medo das pessoas para subir na vida, ganhar dinheiro, espalhar o preconceito, fazer o que bem entender. Eu também discordo e tudo bem. A gente não precisa concordar com tudo. Mas você ainda pode acreditar no que seu coração te diz, porque com ele não tem erro. A gente ainda pode acreditar no bem e que o bem nos liga a todos. A gente ainda pode crer na luz que brilha nos olhos de todos nós e que, pra mim, mostra que somos muito mais do que ossos e carne. Nada é preto no branco, mas há milhares de coisas incríveis no mundo, na natureza e dentro de nós. Sabendo olhar, a gente sempre vai achar razões para acreditar. <3

 

Amigos ateus, espero que meu post não tenha agredido vocês de alguma forma, pois jamais foi a intenção. Somos seres livres e não sou melhor do que ninguém por acreditar em Deus ou seguir uma religião.  A gente acredita e segue o que faz sentido pra gente, não existe “tamanho único” nessa história. (:

 

Da rotina Opiniões que ninguém pediu

Sobre ansiedade, perfeccionismo e como ser o melhor não é ser feliz

20 de dezembro de 2016
Foto: Roza

Foto: Roza


“Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal.”  Mateus 6:34 

A ansiedade é uma coisa chata, não é não? Principalmente porque eu venho de uma época (sim, meu real eu tem 70 anos e acha que já pode falar coisas assim) em que ansiedade não era uma condição psiquiátrica e sim uma mera e inocente característica, como ser falante ou organizada. “Sou ansiosa”, dizia a quem quisesse ouvir, enquanto pensava sempre à frente e me sentia bem por isso. “Pelo menos, estou preparada para tudo o que pode me atingir”, eu me iludia, enquanto me preocupava com doenças que não aconteceram e notas ruins que nunca viriam. Hoje penso que não é à toa que me casei com uma pessoa que é meu total oposto, o rei da calmaria zen, que se preocupa com nada além do hoje e inicia as coisas independentemente do fato delas poderem dar errado, enquanto eu passo a vida perdida em cálculos e possibilidades, fazendo absolutamente nada, muito assustada para dar o primeiro passo em alguma coisa e não ser absolutamente magnífica nisso. A gente tem que equilibrar a nossa vida de algum jeito e que bom, que sorte, encontrar alguém para jogar diariamente na minha cara que, algumas vezes, eu sou meio desnecessária e que eu deveria me preocupar um pouco menos. Ou muito menos.

Penso que a nossa sociedade nos ensinou a ser assim. Houve uma época em que ser ansioso era simplesmente ser a pessoa que se preparava com antecedência para prova ou que checava e rechecava os trabalhos para ver se tudo estava nos conformes, antes de entregar. E eu acho que ter um nível saudável de preocupação é normal e aceitável e nos torna humanos e funcionais. Afinal, algum nível de planejamento é necessário para que possamos viver uma vida de acordo com os nossos interesses. Porém quando a preocupação é ruim o suficiente para nos fazer passar noites em claro com frequência, nos preocupando com o que já foi ou com o que vai vir, a barreira do saudável já foi mais do que transposta. E isso nos coloca entre um dos contaminados por essa pandemia chamada ansiedade que, como micróbio não supervisionado, se multiplicou rápida e sorrateiramente, de forma que todo mundo que eu conheço, praticamente, é ansioso.

No fundo, sei que isso vem da nossa necessidade de estar à frente de todos. Do perfeccionismo. Da vontade de ser o melhor, de ser o mais apto, o que vai contornar o problema da melhor maneira, o que vai vencer os obstáculos da forma mais tranquila possível. Ainda lembro das vezes que meus pais disseram que eu deveria ser a melhor, obviamente com a mais pura das intenções, querendo nada mais do que me incentivar a estudar e construir um futuro decente para mim e a família que eu haveria de ter, um dia. Porém, hoje, vejo que talvez esse não seja mais um conselho que eu dê para os meus filhos, apesar de entender o que nos levaria a fazê-lo. A realidade é que, como os meus pais (apesar do que eles falaram e do que eu acreditei anteriormente), eu não me importo, realmente, que os rebentos que eu venha a ter sejam os melhores no que eles fazem. Não me interessa que sejam super bem-sucedidos, que tenham um negócio próprio, que construam o seu nome, que deixem sua vida gravada na história do mundo. Mas pra quê tudo isso? De que adianta todas essas coisas, no frigir dos ovos? O que me importa, realmente, é que eles sejam felizes. E também não precisa se fazer uma competição disso. É só: feliz. Fazer o que estiver bom para si e para os outros. Se tratar com gentileza. Correr atrás dos seus sonhos, independentemente dos resultados. Inclusive: se despreocupe em relação aos resultados. Os resultados não são importantes agora. Viver o momento presente é que é.

Nós podemos fazer o nosso melhor, mas não temos nenhum controle sobre o que pode vir a acontecer depois das nossas ações. Simplesmente não temos. Nem sempre os nossos atos estão conectados com os outcomes. Você pode chegar cedo no banco, com todos os documentos em mãos, mas o sistema pode sair do ar e você pode não resolver nada do que esperaria. Você pode organizar uma viagem para a praia, levar em consideração todos os detalhes possíveis, mas não pode controlar o tempo. Você pode falar algo (como meus pais falaram, há anos atrás) na melhor das intenções, achando que está fazendo o maior bem para alguém, mas cada um interpreta e traduz da sua própria maneira. A gente não tem controle sobre as coisas e isso nos deixa desesperados. Nós, seres humanos, queremos ter tudo debaixo de nossas asas. Queremos garantir que cada coisinha saia de acordo com o nosso script. Mas não é bem assim que a banda toca. Deus (ou a força maior do universo, ou no que quer que você acredite – ou não) tem seus próprios planos também e, algumas vezes, não são tão simples quantos os nossos ou não tão complexos. E lições precisam ser aprendidas. Toda provação nos dá, sim, acesso a um novo conhecimento, uma clareza, uma luzinha a mais na grande escuridão de tudo que desconhecemos.

Eu nem sou tão velha assim (26 anos já dá pra dizer que é velha?), mas já passei pela minha cota de transtornos (e pelas aprendizagens que os seguem) o suficiente para saber que por pior que uma situação seja, this too shall pass. De uma forma ou de outra, o desespero não dura pra sempre. Ou acabamos com ele ou aprendemos a lidar com ele, mas ficar com a cara lisa diante da tempestade é algo que nunca vai durar muito tempo. Vamos sempre aprender, criar e transmutar, para tornamos uma situação indesejável em algo com o qual podemos lidar. Isso é algo com que podemos contar sempre. Nossa capacidade de mudar nossa realidade, uma vez presentes nela.

Acontece que, com a ansiedade, não estamos no aqui, agora. Estamos no futuro, pensando em como lidaremos em contar pra família se em algum momento das nossas vidas tivermos câncer, ou no passado, nos preocupando se deveríamos ter comido/bebido determinada coisa, pois essa coisa pode nos fazer mal. Sempre em dois tempos que não podemos tomar nenhuma ação física. Sempre longe do momento em que tudo é possível, em que nossas ações e sentimentos realmente importam. O que aconteceu não pode ser modificado, o que vai acontecer não pode ser determinado. Tudo o que o importa é o momento atual, em que podemos fazer o nosso melhor (o que significa o melhor que temos a oferecer, sem comparações com coleguinhas, sem apego aos resultados), lidando com  os problemas que realmente temos em nossas mãos, ao invés de nos preocuparmos desnecessariamente com o que sequer sabemos se vai chegar.

Eu entendo que toda essa teoria é bonita, mas que na prática o peito aperta e a gente nem mesmo sabe por que e do quê tem medo. Eu sei, porque eu também passei noites em claro e dias em angústia. Eu sei porque eu também sou uma perfeccionista que acha que nada vale a pena ser feito se não perfeitamente, mesmo que no meu consciente eu saiba que não existe nada que seja perfeito nesse mundo e que na maioria das vezes o “bom o suficiente” é mais do que o necessário. Mas eu tenho melhorado. Eu tenho revisto meus pensamentos. Tenho feito meditação. Tenho confrontado aquela voz interna que sempre pensa o pior dos outros e de nós. Ela não sou eu, eu não sou ela. Tudo bem se preocupar, mas até que ponto isso é útil? É uma pergunta válida e que sempre faço quando me sinto sufocada pelas minhas preocupações recorrentes. Algumas vezes é mais simples fazer algo em direção da resolução do problema ou, se não há problema algum (no caso das coisas que nem aconteceram) simplesmente ser gentil com nós mesmos e confiar que saberemos agir, de uma forma ou de outra, no momento adequado.

Também tenho notado minhas angústias e tenho aberto o jogo com as pessoas que se importam comigo e, agora, com vocês. Estou aqui, nesse momento, escrevendo esse texto, depois de semanas sem vontade de fazer absolutamente nada, porque eu simplesmente não conseguia me concentrar em nada, além da minha ansiedade, que estava em seu pico. Eu sabia que precisava me abrir, porque falar sobre um problema nos ajuda a entendê-lo melhor – até porque eu tenho certeza não sou a única lutando para seguir nesse barco desgovernado. Mas ação, que é bom, nada. Porém, agora, estou aqui. This is enough. Eu sabia que não podia dividir as minhas leituras do mês (que estão muito boas, inclusive) ou meus desejos para o próximo ano enquanto não abrisse o jogo sobre isso. Por que eu sei que pode ajudar não só a mim, mas aos gatos pingados que me leem aqui. Você não está sozinho nessa, amigo. Tá todo mundo mal (como diria Jout Jout), mas tudo bem, porque nada disso é pra sempre. Confie em você, confie no próximo, confie na vida, confie em Deus. Confie nessa energia que há milhares de anos vem governando a Terra e seus seres vivos. Sim, coisas terríveis acontecem e ninguém sabe muito bem o porquê. Pessoas têm que passar por provações horríveis, é verdade. Nós mesmos temos nossas próprias batalhas e monstros noturnos. Mas: há aprendizado em tudo isso. Há crescimento. Há uma pessoa melhor, a cada luta travada, a cada obstáculo vencido ou contornado. Eu falo por experiência própria que as situações ruins na minha vida sempre me ensinaram algo novo. Esperança, confiança, respeito ao próximo, paciência. Mesmo os problemas com que a gente não sabe lidar nos ensinam algo. Então, confie. Confie que, no momento em questão, você fará o melhor dentro de suas possibilidades. E isso será suficiente, do jeito que for.

Pessoal, estou aberta a responder comentários e dúvidas (como sempre), mas como sabemos sou apenas uma blogueira, não médica. Se a ansiedade estiver atrapalhando a sua vida, procurem um profissional, por favor. A ansiedade é uma doença e, como várias, podemos usar rotas alternativas para tratá-la, mas algumas vezes a tradicional é a melhor opção, ok? Fiquem bem, estamos juntos nessa ♥

Opiniões que ninguém pediu

Você escolhe as suas energias (e as do mundo)

30 de novembro de 2016

Ontem, com a tragédia que tomou conta de todas as redes sociais e meios de comunicação, bateu aquela bad que sempre bate quando essas coisas acontecem. Logo pensei: “meu Deus, esse vai ser um dia horrível, cheio de angústia e tristeza e eu vou ver todas aquelas matérias desesperadoras sobre o acidente e morrer de medo por mim e por todas as pessoas que um dia podem se envolver em algo assim”. E eu já tinha aceitado o meu destino até vir a seguinte pergunta do fundo da minha consciência: é, mas por que mesmo? Porque que eu vou assistir a essas matérias, clicar nesses links, passar por esse sofrimento, quando eu posso facilmente não fazê-lo?

Pois é. Passei o dia fora da internet (praticamente), não liguei a TV, não assisti a noticiários. Porque a gente não é obrigado. A energia é minha e eu posso escolher não perdê-la para esse tipo de informação. É o tipo de coisa que não adiciona nada mais na nossa vida, apenas se aproveita da desgraça alheia para ganhar mais ibope e cliques. Assim que soube, mandei meus bons pensamentos e minha paz para as famílias das pessoas que foram vitimadas nessa tragédia e segui em frente. Não havia mais nada que pudesse ser feito por mim, logo não há razão lógica para continuar se envolvendo ou assistindo ao desenrolar dessa história.

Energia não dá em árvore, gente, embora a gente possa sempre dividir e multiplicar, com as pessoas e atividades certas. Isso não quer dizer que a gente deva desperdiçar as nossas com o que não nos serve. O caso que exemplifiquei acima é de uma notícia, mas isso pode servir para tanta coisa na nossa vida. Por exemplo: hoje em dia não assisto mais filmes de terror, porque me assusto e impressiono com facilidade e isso atrapalha a minha vida (e o meu sono). Eu sempre fico mal depois de um filme assim, logo qual o sentido em persistir assistindo a esse tipo de coisa? Seria um comportamento autodestrutivo, coisa que estou tentando extirpar da minha vida. Portanto, não, não assisto filmes de terror. Também evito perder meu tempo discutindo no Facebook (na verdade, isso acontece quase nunca, atualmente) ou em qualquer outra rede social, não leio comentários de portais (fica a dica, gente) e estou sempre correndo na direção contrária de qualquer situação que envolva chafundar no que há de pior da raça humana. Inclusive, resolvi não seguir assistindo Black Mirror porque me dava um sentimento ruim no fim dos episódios. Nada que te deixe pior do que você estava antes pode ser bom e por mais que eu acredite que existem alguns momentos em que o remédio é amargo, não creio que esse seja um deles.

Vocês podem dizer que eu estou tentando viver num mundo que não existe, tentando fugir da realidade. Eu digo a vocês: não. Primeiro que ninguém consegue realmente ignorar tudo, as notícias sempre chegam (como a de ontem chegou). O que eu não faço é correr atrás de mais informações de coisas que não me interessam e as quais eu não posso mudar. E, segundo, a realidade é mais do que isso. A realidade é o que nós vivemos, também, e não apenas todas as coisas ruins que acontecem no mundo. Se eu posso focar no que é bom, porque eu vou fazer o oposto? Tudo é uma questão de escolha. A gente pode dar atenção a uma pessoa que está disseminando algo negativo na internet, por exemplo, ou podemos jogar nosso holofote em alguém que está fazendo algo bacana e agregando valor às nossas vidas. Nós podemos passar o nosso tempo apontando o dedo para tudo o que tem de errado no mundo ou mostrando tudo o que ele tem de certo. É uma opção. Eu estou escolhendo, racionalmente, multiplicar a energia boa, pois creio que, de outra maneira, alimentamos a ruim, mesmo que estejamos lutando contra isso. Damos nossa atenção, perdemos nossa paz, multiplicamos o foco nessa coisa da qual não gostamos e perdemos a chance incentivar algo que faça exatamente o que queremos que seja feito. Lutar ativamente contra o mal, no meu entendimento, não é tão funcional quanto alimentar o bem.

Eu acredito de verdade que, quando mudamos nós mesmos, mudamos o mundo. Se eu cultivo uma energia positiva dentro de mim, a minha energia vai influenciar as outras pessoas e, assim, aos poucos, podemos mudar o nosso ambiente, mudando as pessoas que convivem diretamente conosco. Nós atraímos o que nós cultivamos. E isso é tudo escolha nossa.

Precisamos parar de nos vitimizar e começar a tomar as rédeas da nossa vida. Obviamente que há diversas situações que não podemos controlar, mas há opções que podem ser feitas e que não nos damos conta. Você não é obrigado a assistir notícias ruins, ler livros por prazer sobre temas que não te agradam, se envolver naquela discussão no Facebook (que você sabe que não vai dar em nada) ou seguir mantendo aquela pessoa abusiva na sua vida. Você escolhe o tipo de energia que alimenta e, assim, escolhe as que te alimentarão também. A opção é só sua. Então, da próxima vez, pule a seção de comentários das notícias. Ignore o post do colega errado no Facebook (ou melhor, dá logo unfollow/unfriend para evitar ver esse tipo de coisa novamente). Comente na foto de uma amiga, dizendo que ela está linda. Elogie verdadeiramente o projeto legal de alguém. Compre algo feito da forma que você acredita que deve ser feito. Evite o drama, alimente o bem, porque você pode. Porque isso é prerrogativa sua. Porque você é responsável pela suas próprias energias.