Livros & Outros Amores – Amanda Arruda - Página: 2
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O método de declutter da Marie Kondo

Adoro livros que ensinam a simplificar a vida. E o livro da Marie Kondo definitivamente é um desses. The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing (já com tradução para o português) tem quase duzentas páginas e ensina um método defendido como eficaz por sua criadora: o declutter único.

Marie, no livro, defende que para nos livrarmos de vez da tarefa diária de arrumar e organizar, temos que fazer uma limpa geral e definitiva nos nossos pertences, jogando fora tudo o que não precisamos e que não nos traz alegria. Isso vai completamente de encontro ao pensamento geral de que devemos nos livrar, aos poucos, de nossos pertences – e eu achei a ideia sensacional. Ela também nos fala que, caso sigamos o seu método, não teremos “recaídas”, pois uma vez que nos livramos de toda a tralha, nossa mente e corpo se modificam por conta do nosso novo meio e não caímos mais na besteira de manter coisas que não gostamos.

Verdade ou não (ainda não testei completamente o método para atestar o seu funcionamento), o livro é uma leitura que estou recomendando pra todo mundo que eu posso, porque ele sai realmente da mesmice e defende um ponto fora da reta. Se você não leu o livro ainda, mas quer saber quais são as dicas que a Marie dá, pontuei algumas guidelines que ela defende no seu modo de organização:

  • Faça o declutter todo de uma vez só. Marie defende que o declutter e a arrumação é um trabalho pontual, não um trabalho para a vida inteira. Se você tem sempre que destralhar é porque tem algo errado no seu método – e, segundo a autora, é tanto o modo quanto o tempo que se leva para fazer essa limpa. Kondo diz que o tempo que se leva para destralhar uma casa deve ser o mais curto possível – o que quer dizer que você deve adaptar para as suas possibilidades, porém fazendo o esforço óbvio de que tudo seja feito no período mais curto que você puder. Eu, por exemplo, destralhei uma categoria por dia. Quem tiver menos tralha, pode fazer tudo em um fim de semana ou até num dia só.
  • O limite é você quem diz. Marie conta, no livro, que ao destralhar, a gente nota um ‘clique’ quando chega ao nosso número ideal de pertences. Eu ainda não cheguei a esse clique, mas sei que estou próxima dele.
  • Mantenha consigo apesar os itens que te trazem alegria. Nem precisa comentar muito, né? Se desfaça de tudo o que não te traz felicidade. Isso inclui aquelas roupas que você acha que vai usar – mas nunca usa – e aqueles livros que você comprou, não leu e só te fazem sentir culpada. Eles já cumpriram o seu papel na sua vida (te mostrar do que você não gosta ou o que não encaixa no seu estilo, por exemplo) e, se você não sente mais alegria ao vê-los ou tocá-los, é melhor deixar que sigam seu caminho.
  • Destralhe por categorias, não por cômodos. Organizar por cômodo é um erro, porque muitas vezes  a gente esquece coisas que estão em outros cômodos, mas pertencem à mesma categoria (por exemplo, roupas podem estar no guarda-roupa, no cesto de roupa suja, na máquina de lavar e no cesto de roupas limpas – e, geralmente, esses itens não habitam os mesmos cômodos). Daí você vai achar que fez o declutter certinho, porém não fez, porque você não juntou todos os seus itens e, assim, não tem uma noção correta do todo.
  • A ordem faz diferença. A ordem em que você faz seu declutter faz toda a diferença, uma vez que ela vai influenciar na rapidez e na fluidez do seu destralhamento. Se você começar com itens de valor sentimental, por exemplo, tudo vai demorar mais (e pode ser até que não vá pra frente). Sabe quando você se empolgava pra arrumar o quarto e caía naquela boa e velha caixa de fotos e cartas e a arrumação ficava pra depois (nunca)? Pois é, é bem por aí. Deve-se começar por itens mais simples e, depois, fazer a limpa nos mais complexos. Marie indica a seguinte ordem de organização: roupas, livros, papelada, miscelâneas (basicamente, todo o resto da casa que não encaixe nas outras categorias) e coisas com valor sentimental.
  • Destralhe antes, organize depois. Desnecessário dizer, mas todo mundo sabe que não se deve organizar tralha. Portanto: jogue fora ou doe tudo primeiro e, só então, pense em como vai organizar o que restou.
  • Não se iluda com métodos estrambólicos de organização. Métodos devem ser simples. Segundo Marie, se você precisa de zilhões de etiquetas e métodos inteligentes para guardar seus pertences, isso é um prova que você ainda não simplificou o suficiente. Uma caixa deve servir, uma cesta deve resolver, nada muito extraordinário é necessário, na hora de compartimentalizar o que você tem.
  • Cuide bem de seus pertences. Marie também dá dicas de como cuidar de nossos pertences, fazendo-os se sentir amados e queridos pela gente. É curiosa a forma como ela diz que devemos lidar com nossos objetos, desde de agradecê-los por terem cumprido seu papel no nosso dia até a forma como os guardamos, que deve ser ‘confortável’ para eles. Por exemplo, meias, segundo Marie, não devem ser estocadas em formato de bola, pois isso não seria justo com elas, já que o momento em que não estão sendo usadas é um momento de descanso para elas – e, quando estão enroladas numa bola, elas estão tensas e não conseguem descansar. É engraçado pensar assim, mas acredito que, no fim, o que quer dizer é que precisamos cuidar direitinho dos nossos pertences, pra que eles durem mais e continuem nos trazendo alegria.

Esses são apenas alguns dos pontos principais. Pra quem se interessou, recomendo DEMAIS a leitura do livro – é super rápida e, na minha opinião, adiciona muito na vida. Com esse livro, comecei a entender que o ato de destralhar nada mais é do uma atividade do processo de autoconhecimento. Saber o que não se quer já é meio caminho para saber o que se quer.

Se você já leu, comenta aí o que você achou, vamos trocar uma ideia! (:

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O que eu li em Fevereiro/Março

Créditos: earlyware.

Créditos: earlyware.

Fevereiro foi BEM lento em termos de leitura, o que explica porque não houve um post desse no mês em questão. Porém, em março, minha vontade de ler retornou com força total, o que significou mais 5 livros lidos para a minha estante do Goodreads. E daí que vim aqui dividir com vocês quais foram as minhas últimas leituras e o que eu achei delas.

O Bicho-da-Seda: O que falar desse livro, que mal terminei e já quero o próximo? Pois é. Essa é a continuação da série do Cormoran Strike, da qual o primeiro livro foi O Chamado do Cuco. Escrito por J. K. Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith, esse livro conta com todas as maravilhosas características da escrita da criadora de Harry Potter: descrição bem trabalhada, diálogos maravilhosos, personagens ricos e complexos. Não consegui largar esse livro um minuto desde que comecei a lê-lo, louca para descobrir quem seria o perturbado responsável por aquele crime horroroso. E olha: não adivinhei, mas a resolução foi sensacional. Amei!

Comer Rezar Amar: Gente, esse livro foi tão importante pra mim que eu não sei nem o que dizer. Foram tantos sentimentos me cruzando enquanto eu lia esse compilado de escritos da Liz Gilbert que eu simplesmente nem sei externalizar. Acredito, julgando pelo o que li, que Liz tinha muito mais problemas do que eu tenho, atualmente. Mas todos nós temos nossas complicações, nossos fantasmas, nossos dramas, né? Pois é, por isso mesmo é impossível não se identificar com a Liz em algumas passagens do livro. E, mais importante de tudo: o livro me fez ter vontade de meditar, de fazer Yoga, de me equilibrar. E isso é algo que está mudando tanto minha vida que eu nunca poderei agradecer Liz o suficiente. O livro, em si, tem umas partes mais lentas e outras que fluem mais rapidamente, fazendo com que ele não seja uma unanimidade entre quem o lê. Mas eu, Amanda, amei. Tanto que nem ao menos consigo escolher uma parte favorita, porque amei tudo mesmo. Já é um dos meus novos favoritos.

Mentirosos: Tenho muitos mixed feelings com esse livro. Me senti meio enganada, no final. Não sei até agora dizer se fui enganada, mesmo, ou se essa é a genialidade do livro. Porque, sabe, I didn’t see it coming. At all. Você passa o livro todo esperando a resolução do mistério e, quando ele se resolve, você fica com cara de nada, porque QUEM IMAGINARIA AQUILO? Gente. Sem falar que, já adianto, a resolução não é feliz, como o restante do livro. Sei lá, dei 3 estrelas pra ele no Goodreads porque não chegou a ser uma leitura ruim, e eu fui tocada pelo livro, mas gente? Nonsense.

Adulting: O maravilhoso manual que estávamos todos nós, de 20 e poucos anos, esperando. O que me fez curtir demais esse livro foi que a autora é, obviamente, uma integrante da nossa classe e, também, aquela voz interna nossa, que está sempre dizendo quando alguma coisa é errada – e que a gente ignora. Pra mim, a melhor parte do livro foi a da teoria do Special Snowflake. Sério, tapa na cara maior que aquele não tem.  É meio (totalmente) auto-ajuda, mas é tão divertido, que quem se importa?

The Girl On The Train: Esse foi um livro que apareceu tantas vezes na minha timeline do Goodreads que eu simplesmente tive que lê-lo. Além do quê, depois de O Bicho-da-Seda, senti uma necessidade de mais livros de assassinato/suspense na minha vida. É um gênero que sempre curti (costumava devorar livros de Agatha Christie quando mais jovem), mas que havia deixado de lado nos últimos anos. Felizmente, J. K. me fez retomar o gosto pelo jogo de adivinhar quem matou quem. Mas, sobre esse livro, especificamente: mixed feelings. Como em Mentirosos, I didn’t see it coming. E você não ter sequer imaginado quem matou a pessoa no final do livro é algo que quer dizer que: a) você é muito burro e não pegou nenhuma das dicas que o autor deu; ou b) o autor não deu dica nenhuma. Como li no Kobo, não tive paciência pra voltar o livro e tentar catar possíveis dicas. Vou dar à autora e à minha pessoa o benefício da dúvida, nesse ponto. O livro é legal, o mistério é interessante, mas achei os personagens muito estranhos. Não consegui me identificar com nenhum – graças a Deus, porque olha, só gente atarantada do juízo. Não foi uma perda de tempo, mas também não marcou minha vida. Dei 3 estrelas no Goodreads.

E vocês, leram alguns dos livros que eu li? Concordam ou discordam da minha opinião? Comentem!

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O que eu li em Janeiro

O que eu li em Janeiro

Estou muito chocada com a quantidade de livros que consegui ler em Janeiro. Claro que devo levar em conta que dois dos livros lidos (Como ter uma vida normal sendo louca e A Seleção) estavam a meio caminho de serem finalizados, mas mesmo assim. Para quem arranjava mil desculpas e lia quando bem entendia – o que é perfeitamente ok, se você estiver fazendo algo decente com o tempo livre (o que eu não estava) – 5 livros lidos é algo chocante. Estou MUITO feliz de ter conseguido atingir essa inacreditável marca – eu sei, tem gente por aí lendo muito mais do que eu, mas vamos lá: eu não sou as outras pessoas e, pra mim, esse número é maravilhoso. E o melhor de tudo: seguindo a minha lógica no primeiro post aqui do blog, eu não estava me forçando a fazer isso. Apenas aconteceu. <3 Alguns livros me inspiraram muita vontade de escrever uma resenha em separado para eles, porém terminei achando que um post coletivo seria a melhor opção, já que nenhum também tem nada que demande um post exclusivo. Então vamos às minhas impressões sobre cada um:

  1. Como ter uma vida normal sendo louca: esse vocês já sabem, né? Divertidíssimo e must-read pra quem não abre mão de humor auto-depreciativo e sem-vergonha. Fiz uma mini-resenha dele aqui e disse o quanto dei altas gargalhadas lendo esse livro. Não conhecia nenhuma das duas autoras, mas simplesmente aconteceu d’eu estar afim de comprar o livro – e terminou sendo uma ótima compra. Indico a quem tá precisando rir mais (e quem não está?).
  2. Roube como um artista: já comecei esse livro do jeito certo – roubando. Ok, eu não fiz nada ilegal nem ilícito, gente, eu só sentei com ele na Cultura e li o livro todo durante a minha hora de almoço – quem nunca, né? Podia ter comprado, mas as dicas dele já tinham enveredado seus caminhos no meu coração e na minha mente, daí achei desnecessário, no momento. Talvez qualquer dia desses eu volte lá e leve-o para morar na minha estante. A leitura é bem curtinha, prática e direta e eu indico a todo mundo que precisa de uma luz para a sua criatividade. Eu li pouco depois de criar o blog e posso dizer que me ajudou bastante a me jogar mais no que eu queria fazer, seja pelas dicas de métodos dele quanto às chamadas pra realidade que ele dá.
  3. Julia & Julia: taí um livro que eu não gostei de primeira. Da primeira vez que eu li, li em inglês e terminei abandonando a leitura. Não por ser difícil, mas porque não conseguia gostar do livro. O que não fazia o menor sentido, já que eu havia absolutamente amado o filme inspirado nessa obra. Porém, Julie Powell, gente: ela é uma bitch. E ela é o pior tipo de bitch – é um tipo de bitch com o qual você se identifica em alguns momentos, o que faz você odiá-la ainda mais, porque você não quer ser uma bitch, afinal de contas. Eu tenho muitos mixed feelings sobre essa autora e como o livro é basicamente 1 ano da vida dela, é difícil separar a obra de sua escritora e personagem principal. De qualquer forma, o que aconteceu foi: eu tentei ler novamente (dessa vez em português) e consegui terminar. Mais do que isso: consegui GOSTAR, de verdade, do livro, mesmo não gostando da personagem principal. Não sabia que isso era possível, mas é. Então, sim, indico a leitura, mesmo que eu tenha tido uns ataques de raiva lendo o livro e achado Julie uma vaca. O livro é legal, o projeto é legal, o processo é legal. É isso que importa, no fim das contas.
  4. Como ser parisiense: comprei esse enquanto tava de boa na Cultura – é, eu sei, todo o meu salário vai pra essa livraria, francamente. Achei bonito e tinha lido um parecido – A Parisiense – e curtido. Mas, sinceramente? Nem de longe tão legal quanto A Parisiense. Enquanto o último dá várias dicas muito válidas de estilo e tal, o Como ser parisiense dá, entre outros assuntos, dicas de comportamento e, vocês sabem, esse é sempre um assunto delicado. Além do quê é muito difícil entender o que as autoras querem da gente – uma hora me mandam usar salto até pra ir na padaria e, em outra, dizem que não há amor maior que a sapatilha. Gente, vamos entrar num consenso? Eu sei que o livro foi escrito a quatro mãos e acho que, certamente, isso torna tudo mais difícil. Entretanto, não sei se isso é desculpa para entregar uma obra tão confusa ao público.
  5. A Seleção: esse livro estava desde o ano passado na minha estante e esse ano, finalmente, resolvi me entregar a essa leitura. E olha: uma delícia. Uma leitura leve, gostosa, interessante – e que é uma distopia, uma das coisas que eu mais amo, no que diz respeito a livros. É um livro: legal. É uma distopia: QUAL O NOME, O QUE ESSA AUTORA JÁ ESCREVEU, SERÁ QUE TEM NA CULTURA? É, é, eu sei. Mas vocês ainda me amam, né? Enfim, America Singer, nossa mocinha nessa série, é alguém equilibrado, centrado e, ao mesmo tempo, ousado. É um prazer torcer por ela, durante o livro. E tem um triângulo amoroso terrível, no qual nem mesmo você sabe quem é a melhor escolha – que dirá a pobre America – e tem vestidos maravilhosos, e a realeza, e um concurso incrível (que é o background da série) e, gente: leiam. Já estou aqui me preparando para arrebanhar A Elite (fui procurar os links para colocar aqui no post e vi que estava R$13 na Amazon!), porque né? PRECISO SABER O QUE ACONTECE! PORQUE FAZ ISSO, KIERA CASS, PORQUE?

Essas foram minhas leituras de Janeiro! E vocês, o que leram no primeiro mês do ano? O que acharam das minhas escolhas e opiniões? Não deixem de comentar! (:

Livros & Outros Amores, Música, Playlist

Playlist: Pra Cantar Fazendo Careta

Playlist: Pra Cantar Fazendo Careta

Outro dia eu tava de boa navegando na internet, quando minha irmã me marcou num post do Indiretas do Bem. O post indicava uma playlist de Power Ballads e claro, claro, claro havia uma razão muito óbvia para minha irmã me marcar naquela playlist: eu amo baladinhas. AMO. E ela também. Músicas do gênero fazendo a gente se empolgar, ouvir a mesma canção por uma semana (ou mais) e cantar a mesma pra quem quiser escutar (e pra quem não quiser também, porque a vida é assim). Daí que na mesma hora eu decidi que tinha que montar a MINHA playlist de baladinhas sensacionais, maravilhosas, amor nessa vida. Só que: não consegui. Não consegui porque, na verdade, o que meu coração queria era montar uma playlist de músicas que a gente canta de olho fechado e fazendo careta – o que eu faço com baladinhas, mas também com músicas bem mais dramáticas. Portanto, o que eu venho trazer pra você hoje é o crème de la crème das músicas que a gente canta com a alma. Ou, pelo menos, eu canto com a alma (e acredito que B também, minha companheira de Karaoke Party). Pensei, antes, em tirar algumas músicas mais novas e deixar só as velhinhas, mas não ficou legal. Então, sim, essa é uma playlist de 41 músicas e quase 3 horas. You’re welcome. Indico o uso quando você quiser extirpar os demônios do coração – acredito, sim, que quem canta, seus males espanta.

Talvez cês espantem os vizinhos, os amigos, o bofe… Mas é a vida, né? É só dar play! (: