Da rotina – Amanda Arruda - Página: 7
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Da rotina

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Porque eu não faço mais dieta

Créditos:  Tara Shannon

Créditos: Tara Shannon

Eu nunca fui magra, com exceção daquela época conhecida como estirão – que comigo aconteceu dos 10 aos 12 anos – no qual a gente fica tão magra que fica esquisita. O meu corpo tem um compleição relativamente musculosa, com tendência a ganhar gordura ou massa muscular, dependendo de como eu o trato. E a realidade é que, ultimamente, eu não o tenho tratado bem.

Sei disso não só pela quantidade de gordura, celulites e quilos que ganhei no último ano, mas também pela qualidade da minha saúde. Adoeci bastante em 2014 e em 2015 não está sendo diferente. Quando não é uma doença mais séria, é rinite, sinusite, uma descamação na pele aqui ou um enjoo estranho e irregular acolá. Me chateia o fato de eu nunca estar 100%, não parece justo. Mas é, porque tudo isso é apenas um reflexo do que eu estou fazendo com meus sistemas internos.

Se o nosso corpo fosse um carro, nossa alimentação seria o combustível. E a real é que nem sempre coloco a ‘aditivada’ que minhas células merecem.

Eu como mal, tendendo quase sempre pro lado da porcaria. Tudo que for frito é, automaticamente, mais sensacional. Tudo que tiver bastante açúcar já ganha a minha atenção. Frutas e legumes simplesmente não têm muito espaço no meu cardápio, porque eles não podem competir com bolinho de bacalhau e batata frita. E é por isso – pelo fator palatabilidade – que minhas dietas nunca dão certo. Minha vontade de comer algo gostoso é muito maior do que a minha vontade de emagrecer. Ter uma dieta equilibrada nunca é mais legal do que me deliciar com algo vazio em nutrientes.

 E essa forma de pensamento é que tem que mudar. A minha forma de lidar com a comida. Comecei a fazer Yoga e meditação há pouco menos de um mês e, com ajuda delas percebi que a forma como eu lido com a comida está intimamente ligada com a forma como eu me vejo, com a minha autoestima e com meu equilíbrio interior. Quando estou equilibrada, não tenho vontade de comer porcaria. Não sinto impulsos nem tenho vontade de devorar um pacote inteiro de bombons de iogurte (true story).  Já quando estou desequilibrada, o céu é o limite. Tenho vontade de devorar o mundo, frito e com catchup. Só que isso não resolve nada. Nem uma felicidade momentânea, mais, me é proporcionada, porque tenho desenvolvido uma percepção mais correta das coisas, apesar disso ainda não me impedir de fazer o errado. Semana passada, no auge da minha TPM, me lancei ao Laça Burguer, para chorar as mágoas imaginárias (ou não) num hambúrguer grande, gorduroso e, sim, saboroso. Porém, ao dar a primeira mordida, eu já sabia que não era daquilo que meu corpo precisava. Não estava certo. E o meu almoço teve gosto de nada.

Apesar de ter sido muito deprimente, naquele momento, não conseguir sentir aquela alegria temporária que comida ruim sempre me proporcionava, prevejo que isso me ajudará, e muito, a comer melhor, daqui pra frente. E, por comer melhor, eu não digo que viverei única e exclusivamente de frutas e verduras e serei super light e tudo isso. Não. Como o título desse post fala, eu não vou mais fazer dieta. Não vou contar calorias, não vou restringir alimentos, apenas não. Isso nunca deu certo comigo e, sinceramente, há pouquíssimos exemplos de pessoas que modificaram completamente a sua alimentação a longo prazo sem se tornarem completamente noiadas e fazerem disso um objetivo de vida. Eu não quero que a comida ocupe um espaço tão grande no meu cotidiano. Ela é extremamente importante, mas é apenas uma das coisas que eu faço no dia e, de forma nenhuma, algo que eu quero que ocupe um espaço que poderia ser ocupado, por exemplo, com a realização dos meus sonhos.

O que eu farei é tentar manter meu equilíbrio interior o melhor que eu puder, porque assim o exterior virá, com certeza. Eu escolherei melhor o que coloco no meu corpo, seguindo as dicas que ele mesmo me dá.

Eu sei que se a gente parar pra escutar a voz que tem dentro da gente, coisas maravilhosas acontecem.

Da rotina, Listas

5 coisas que eu faço quando estou me sentindo pra baixo

Créditos: Uraran Momo

Todos nós temos nossos dias, né? Aqueles em que levantar da cama parece incorreto, que tudo está fadado a dar o mais errado possível, porque a nossa realidade é apenas um reflexo do que sentimos dentro de nós. Dia desses tava numa bad vibe e tive essa ideia de dividir com vocês o que eu faço quando estou me sentindo de mal comigo e com o mundo. A gente pode até achar que nada dá jeito naquele momento negativo nosso, mas algumas ações podem, sim, fazer com que a gente, aos poucos, vá entrando nos trilhos de novo.

Então, vamos à listinha:

  1. Organizo e limpo tudo. Pra mim, é muito mais difícil me sentir bem se o meu ambiente estiver desarrumado e sujo. Preciso de alguma ordem do lado de fora, para que o lado de dentro se ajeite também. Portanto, sempre que não estou me sentindo muito bem, faço uma faxina, jogo coisas inúteis fora, limpo, troco os lençóis da cama, reorganizo minha escrivaninha, revejo minha finanças, etc. Qualquer coisa que me faça sentir no controle da minha vida.
  2. Me arrumo. Algumas vezes, quando se está chateado, a pior coisa que se pode fazer é não tentar melhorar o astral. Quando a gente sai de casa se sentindo um bagulho (e SENDO o bagulho), é certeza que o nosso humor certamente não vai mudar pelo resto do dia. Pelo menos, é verdade comigo. Apesar de exigir um esforço sobre-humano e não fazer nenhuma diferença right away, me arrumar direitinho dá aquele up que a nossa auto-estima precisa nesses dias. Venhamos e convenhamos, se não nos sentirmos orgulhosas por um delineado bem-feito, não sei o que nos fará nos sentir assim.
  3. Medito. Meditação é minha recém descoberta paixão. Liberar a mente do pensamentos ruins é meu novo passatempo favorito. Ainda não medito por muito tempo – baby steps, baby steps – mas o tantinho que tenho feito já me ajudou bastante.
  4. Faço algum trabalho manual. Desenhar, cozinhar, lavar os pratos da cozinha – qualquer trabalho manual ajuda. Tem momentos que precisamos de uma prova FÍSICA da nossa utilidade no mundo e é aí que fazer algo com as próprias mãos entra. O único problema é quando a gente tá realmente sem coragem de fazer nada. Aí é quando entra o quinto item dessa lista, que é:
  5. Sento e espero passar. Tem horas que a gente simplesmente está sem energia pra lidar com o mundo – que não é nada fácil, principalmente pra quem é introvertido. Sempre que eu tenho vontade (e posso), fico na minha, lendo um livro, vendo alguma bobagem na TV ou, mesmo, olhando pro teto sem fazer absolutamente nada. Apesar da eterna culpa que nos atormenta depois de passar um tempinho no ócio, algumas vezes é desse ócio mesmo que a gente está precisando.

E vocês, o que fazem quando estão se sentindo meio down? Compartilhem comigo!

Da rotina, Resumão

Resumão de Fevereiro/15

Resumao Fevereiro

Em comparação com Janeiro, Fevereiro foi um mês bem mais devagar. Faltou disposição, faltou vontade e sobrou ansiedade. No fim das contas, acho que o saldo foi positivo, mas definitivamente foi por pouco.

Na vida: Visitei dois restaurantes novos.Tive domingos produtivos. Aprendi um jeito sensacional de fazer petit gâteau – e fiz duas vezes lá em casa. Comecei uma nova rotina de cuidados com a pele, receitada pela minha dermatologista e minha pele melhorou bastante, deixando de ter espinhas com tanta frequência (e, como não tem nada de tão extraordinário nela, depois dividirei com vocês). Encontrei mensagens antigas minhas e de Weslley no gtalk e quase morri de amor. Pedi por paciência, a Deus, porque algumas vezes realmente dá vontade de tomar atitudes drásticas. Esqueci quase que completamente do #mandysgratitude – mas pretendo voltar em março! Comprei uma bolsa, uma birken, algumas blusas, um short e um maiô. Recebi, finalmente, todos os livros que pedi no Book Depository. Falhei miseravelmente no desafio de não usar cartão de crédito. Comprei Orgulho e Preconceito e Mansfield Park.  Senti saudade de Londres. Chewie continuou destruindo os tapetes higiênicos e tudo mais ao seu redor, o que me fez decidir parar de comprar tapetes higiênicos e castrá-lo. Tomei corticóide pela primeira vez na vida e passei uma semana sem dormir e com um nervinho pulsando assustadoramente na pálpebra do olho. Parei de tomar e continuei tendo problemas para pegar no sono. Tomei chás, tomei suco, tomei leite quente, tomei banho quente, tomei calmante natural. Resolvi fazer yoga e meditação e, finalmente, depois de muitas noites de insônia, consegui acalmar a mente e pegar no sono. Me estressei com a Caixa. Me estressei com a Cultura. Me estressei a Kobo. Meus sogros e minha cunhada sofreram um acidente de carro – mas graças a Deus, ninguém se feriu seriamente. Passei um bom tempo atualizando meu tumblr. Quis que meu cabelo crescesse logo, para eu poder usar todos os coques maravilhosos do mundo. Fui chamada de gorda. Tive infecção urinária. Tive gripe. Tive crise de rinite e sinusite. Almocei com livros. Assisti 50 tons de cinza – e achei seriously bland. Assisti O Jogo da Imitação e achei sensacional. Lancei polêmica, dizendo que gostava mais do Mr. Darcy do filme Orgulho e Preconceito. Fiz a blogayra de moda e fotografei dois looks meus. Tive muita preguiça nos primeiros 15 dias do mês. Terminei apenas 1 livro, O Bicho-da-Seda – mas tenho vários na metade, a finalizar. Passei um milhão de anos em um engarrafamento para ir para a praia, no carnaval. Decidi aprender coisas. Saí e fotografei. Tive uma TPM horrorosa, onde tive pouca/nenhuma coragem de me arrumar ou socializar. Comecei a praticar caligrafia e ela se tornou, durante o mês, uma terapia. Voltei a escrever no meu journal. Me coloquei num shop ban. Tomei chá gelado homemade. Descobri sorvete de banana perto do trabalho – desnecessário dizer que lanchei duas vezes na semana lá. Comecei a ler Comer Rezar Amar e, apenas, apaixonada. Chewie foi castrado e, apesar de ter ficado molinho no primeiro dia, já estava bem melhor depois.  Comprei uma massa pra fazer bolo de chocolate, mas desisti de fazer porque só de pensar em somar o calor de Recife com o do forno, já dava um desânimo. Tomei banho 800 vezes por dia – quando podia. Esperei ansiosamente pelas águas de março.

No blog:

  1. Mandy na TV: como é ter um schnauzer?
  2. O que eu li em Janeiro;
  3. Mandy na Cozinha: Petit Gâteau de 8 minutos;
  4. Resumão de Janeiro/15;
  5. Compartilhando o amor: ideias incríveis para decorar seu local de trabalho;
  6. 5 coisas que eu quero aprender – Fevereiro/15;
  7. Não faça o que você ama (plus wallpaper);
  8. Mandy na TV: TAG Não Provoque;
  9. As últimas do Flickr #1;
  10. Keep Calm (& Tech): 5 apps para Yoga e Meditação (plus wallpaper);

E vocês, como começou – finalmente – o ano de vocês?

Da rotina, Listas, Tech

Keep Calm (& Tech): 5 apps para Yoga e Meditação (plus wallpaper)

PEACE

Baixe o wallpaper aqui.

Daí que faz um milhão de anos que eu tento me acalmar e ser uma pessoa mais centrada e relaxada, sem nenhum sucesso. Mas sabe como é esse meu tentar, né? Passo uma semana tentando me controlar, pra depois explodir em algo e aceitar que esse é o meu jeito mesmo – “tem gente que é mais calma, tem gente que é mais estressada, a vida é assim”. Só que isso não é bem verdade.  E 2015 já começou me deixando várias noites sem dormir, certamente com o intuito de jogar a realidade na minha cara: eu não estou tomando conta corretamente do meu corpo e eu deveria tomar vergonha na minha cara de ser assim.

Eu, que nunca tinha tido problemas para desmaiar quando colocava minha cabeça no travesseiro, comecei a rolar na cama, mesmo sem nada importante com o quê me preocupar. Se fosse na época do casamento, eu até entendia, mas agora? Não faz sentido nenhum. E, depois de muito me estressar, resolvi mudar algumas coisas no meu lifestyle. Melhorar a minha alimentação, diminuir algumas atitudes negativas e começar, finalmente, a meditar e fazer yoga. Sempre tive curiosidade sobre esses dois e eu tenho a seguinte opinião, gente: se você tem muita vontade de uma coisa, você deve testá-la, porque chances are de que essa coisa possa ser algo que realmente está faltando na sua vida. E daí que ontem, depois da minha primeira sessão de meditação e segunda de yoga através do meu smartphone (ah, a tecnologia!), dormi bem melhor.

E eu decidi que, mesmo que eu não tenha resultados tão gritantes (fora o fato d’eu ter amado fazer ambas as coisas), eu queria dividir com vocês as fontes que achei para meditar e fazer yoga sem gastar (muitos) dinheiros e sem sair de casa – eu sei, sensacional. Vamos às minhas indicações (devo dizer, logo, que são todas em inglês, porque infelizmente, os apps mais legais são os gringos):

Headspace [Android e IOS]: Esse é um aplicativo muito legal, com um nome muito interessante e uma proposta visual clean e fofa. Vocês já sabem que o que me fez baixar esse aplicativo foi o visual dele, né? Não resisto a aplicativos fofinhos! De qualquer forma, ele é um aplicativo de meditação guiada – acho que, no momento, o único tipo de meditação que consigo fazer. Você, ao baixá-lo, tem direito ao programa de iniciação, que é composto de 10 fases, 1 a cada dia, durando 10 minutos, cada. Depois, você pode comprar a assinatura deles (a mensal custa $12), para ter acesso a todos os programas dele, que vão desde meditações guiadas para incentivar a criatividade até aquelas com o objetivo de melhorar a saúde.

Daily Yoga [Android e IOS]: O Daily Yoga traz vários programas legais – e gratuitos -, ensina poses, te dá a opção de escolher treinos na duração desejada e também de escolher as músicas que você quer ouvir durante seu treino. Alguns treinos são pagos e você pode desbloqueá-los através do próprio app,  por R$12,71 por mês. Os treinos são através de vídeos, sendo relativamente fácil acompanhá-los. Só cuidado para não escolher nenhum treino muito avançado, porque há posições realmente difíceis – o que é aquela plow pose, GENTE! -, mas de resto é bem legal.

calm

Calm [Android e IOS]: Esse é, a exemplo do Headspace, um aplicativo voltado para a meditação.  Adorei as opções de programas deles (tem pra dormir bem, pra ansiedade, para perdoar, etc) e as opções de fundos musicais e visuais (24, ao todo, mas sou rain foreviz) e adorei, ainda mais, o valor da assinatura deles ($2,99, por mês, e $9,99 POR ANO. SIM!). Há sessões guiadas e não guiadas e a duração delas começa em 2 minutos. Sério, quem não tem DOIS MINUTOS para meditar. Pois é, esse app: <3

Yoga.com [Android e IOS]: Esse app é muito parecido com o Daily Yoga, só que conta com um visual mais bonito – na minha opinião – e também com ilustrações das poses, mostrando os músculos que cada posição trabalha. Tem 37 opções de programas, entre gratuitos e pagos, e custa R$4,03 (da última vez que chequei) para desbloquear o conteúdo premium no celular, o que eu achei bem em conta.  Tem o downside de você ter que baixar o vídeo dos programas toda vez que você vai fazê-lo, mas tem o plus de ter acesso multiplataforma – o que quer dizer que você pode acessar do seu celular, do seu tablet e do seu computador (mas, para isso, você precisa ter a assinatura premium, que já é um pouco mais salgadas, $9,99). Em relação ao treino, achei o do Daily Yoga mais instrutivo, uma vez que é em vídeo, e não em slideshow. Mas, pra quem já é mais avançado, pode ser uma boa opção.

Do You Yoga [Canal no Youtube]: Ok, eu meio que roubei nesse – não é um app, e sim um canal no Youtube. Porém, você pode acessá-lo do celular e é isso que interessa, certo? Esse canal é muito legal e apresenta dois desafios MUITO válidos: um de 30 dias de yoga e um de 30 dias de meditação. Também tem outros vídeos ensinando algumas poses específicas. Gosto muito do canal e da instrutora de yoga, embora ela fale meio rápido, mas c’est la vie, né? No fim, o que a gente precisa é entender o básico e imitar o que ela faz, então tá valendo.

 Essas foram minhas escolhas! Curtiram? Já usaram algum desses? Têm algum pra indicar? Deixem suas opiniões nos comentários! 😉