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Da rotina

Da rotina Listas

5 coisas que eu quero aprender – Fevereiro/15

16 de fevereiro de 2015

Coisas que quero aprender

Fevereiro já vai pelo meio e vou mandar a real pra vocês: tá um mês super preguiçoso. Infelizmente, nem de longe tão cheio de realizações quanto janeiro – já vi que, por exemplo, não vai rolar essa boquinha de ler 5 livros de novo. Mas obviamente que não estou satisfeita com essa lerdeza da minha pessoa e resolvi que preciso me movimentar. E acho que nada melhor pra dar uma levantada no ânimo do que novos aprendizados, né? Daí resolvi eleger cinco coisas legais que eu gostaria de aprender esse mês e levantar minha moral, comigo e com a galera. Acho 5 uma quantidade aceitável de coisas a aprender, principalmente levando em conta que metade do mês já foi embora. Vamos à lista?

  1. Yoga. Esse ano tentei empolgar com a academia, mas foi um fail tão grande que tô até agora no chão, tentando me recuperar da vergonha que eu mesma me faço passar toda vez que tento me engajar nessa porquêra. Fui 3 semanas, paguei dois meses – apenas uma história que se repete. Entretanto, tô sentindo falta de fazer alguma coisa, mas odeio a ideia de chegar em casa às 22h porque tenho uma atividade extracurricular depois do trabalho.  Daí me veio a ideia de tentar o desafio de 30 dias de Yoga já que: a) sempre quis fazer Yoga; e b) não preciso sair do meu adorável quartinho para colocá-lo em prática. Já fiz o dia 1, vamos tentar manter um ritmo. Não digo que farei todos os dias da semana, mas uns 3 já seria uma vitória.
  2. Fazer minhas próprias unhas. Faz muito tempo que não vou na manicure (preguiça + falta de dinheiro) e até tento, de vez em quando, sem muita coragem, dar um jeito nas minhas unhas. Mas nunca dá muito certo e eu termino ficando meio desanimada. Entretanto, esse finde assisti a um vídeo da Camila Coelho fazendo as próprias unhas e pareceu algo que eu conseguiria dominar com o tempo. Tentei a primeira vez pouco depois de assistir o vídeo e até que não deu tão errado. Daí quero me propor a continuar praticando, durante esse mês. É meio que terapêutico e dá um orgulhinho ver suas unhas bem-feitas (ainda mais quando foi você que fez).
  3. Caligrafia/Hand Lettering. Uma das coisas que eu mais quero aprender é hand lettering/ caligrafia. Acho bonito, acho inspirador, acho maravilhoso e é um dos skills que mais invejo nas pessoas. Daí resolvi me inscrever em algumas aulas no Skillshare e ver se alguma coisa é absorvida pela minha massa cinzenta. O resultado vocês devem ficar sabendo por aqui. (:
  4. Fotografar melhor. Ainda no Skillshare, também me inscrevi em algumas aulas relacionadas à fotografia. Ainda não sei se realmente vão me ensinar alguma coisa nova, mas vamos esperar que sim, né?
  5. Comer bem. Ultimamente tenho adoecido bastante – nada desesperador, mas tudo bem chateante, porque nunca é bom ficar doente, né? Por isso, creio que algumas mudanças no meu estilo de vida são necessárias, especificamente no que eu como. Infelizmente, eu AMO comer porcaria. Hambúrguer, coxinhas, refrigerantes, coisas que envolvam massa folhada, pastel, chocolate, sorvete, etc. São coisas que fazem parte do meu dia a dia e, porque não, da forma como a minha personalidade foi formada. Tenho na minha cabeça que a vida não vale à pena se a gente não pode comer o que quer, mas claro que esse é um pensamento incorreto. A vida é muito mais do que poder beber coca-cola todos os dias. Preciso e devo mudar alguns hábitos alimentares e, para isso, pretendo ler alguns livros sobre o tema – dei uma leve pesquisada no Goodreads e achei algumas boas opções, mas se vocês tiverem algum para indicar, deixem nos comentários, ok?

É isso, gente! E vocês, têm alguma dica ou querem aprender alguma coisa nesse mês? Comentem!

Da rotina Resumão

Resumão de Janeiro/15

9 de fevereiro de 2015

Resumão de Janeiro

Uma das categorias que eu mais gosto de ver nos blogs é os resumões que a galera faz do mês. Parece bobagem, mas acho tão legal saber um pouco da felicidades e agruras da vida de pessoas de carne e osso como eu. Por isso, nesse blog, também resolvi fazer algo assim e dividir com vocês um pouco do que foi o meu mês de Janeiro. Esse exercício é legal não só para guardar lembranças que eu acho importantes, como também para poder refletir sobre o mês que passou e começar Fevereiro com o pé direito, com lições aprendidas – e repassadas, até. Então, vamos que vamos!

Na vida: Eu e Weslley trocamos de carro, passando o nosso Celtinha pra frente e adquirindo um Classic – agora a gente tem direção hidraúlica! Chewie continuou bagunceiro, começo a achar que não há saída para a doidiça dele – melhor aceitar, ha. Tive uma das piores TPMs da vida, passei uma semana meio deprê, sem querer falar com muita gente. Reorganizei o meu cantinho de maquiagem e cabelo, que agora vive organizado e é super prático e mão-na-roda. Comprei essências novas para perfumar o quarto – lavanda e flor de algodão. Usei bastante batom roxo. Voltei pra academia – e a abandonei na última semana do mês (a TPM, a TPM). Cozinhei frango peri-peri e matei a saudade de Londres. Recebi livros que comprei no Book Depository em DEZEMBRO (antes tarde do que mais tarde). Comprei um short cintura alta que eu já quero usar pra sempre. Resolvi publicar um tweet de gratidão todo dia, no meu Twitter. Descobri Suits. Criei uma campanha a favor da gentileza. Nossa cama de casal chegou (melhor coisa da vida). Criei duas playlists sensacionais para o blog, uma para se querer e outra pra cantar até o ouvido do vizinho rachar (essa foi publicada em fevereiro, mas foi feita em janeiro, então vai constar aqui). Comecei a me apaixonar pelo Youtube. Criei um canal para o blog e publiquei dois vídeos. Cortei a franja. Tive uns dias de cabelo divo. Li 5 livros. Reclamei de falta de tempo. Me estressei com a minha balança, que não faz sentido nenhum. Ignorei o clipe novo do Maroon 5 – que, inclusive, não vi até agora. Xinguei amorosamente minha irmã no seu aniversário. Tirei uma folga na sexta. Fiz overnight oatmeal – e não curti muito. Desejei ter esse cabelo. Tomei coragem pra usar meu saião. Ganhei um voucher de desconto na Cultura. Almocei com o bofe em um restaurante Português que abriu perto do meu trabalho. Imprimi vários pôsters e comprei molduras, para começar a dar minha cara pro quarto da gente. Me revoltei com minha tabaquice. Descobri que tinha 19 leitores no Feedly. Weslley teve uma ideia louca – que a gente já está tentando trazer pra realidade. Mofei num consultório médico, ganhei amostras grátis e uma bronca da dermatologista. Tirei mais fotos com a minha DSLR. Atualizei meu Listography.

No blog:

  1. A minha rotina atual de cuidados com a pele;
  2. 5 sonhos de consumo;
  3. 10 dicas para quem quer adotar um animal;
  4. Ser gentil é legal;
  5. 5 razões para ler: Como ter uma vida normal sendo louca;
  6. Sobre amar, sobre perder tempo;
  7. Compartilhando o amor: 30-Day Minimalist Challenge;
  8. Playlist: Siquerência;
  9. Matando a saudade de Londres: Frango do Nando’s com pão de alho e purê;
  10. 5 coisas, 12 vezes;
  11. A melhor de todas as dicas (para blogs e para a vida);

E vocês, o que fizeram no primeiro mês de 2015? (:

Da rotina Listas

5 coisas, 12 vezes

27 de janeiro de 2015

Vi esse post no blog da Flora e tive que roubar, porque ele reúne duas coisas que eu amo: memes e listas! Tem como ser melhor? Pois é, não tem. Aproveitei a oportunidade para encher o post com imagens da minha câmera nova, que eu ainda não havia publicado em canto nenhum. Preciso lembrar de passar umas para o Flickr.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu normalmente digo
– Marminino!
– Bosta.
– Que barra!
– Olhe, veja bem.
– Não tá fácil pra ninguém.

5 coisas que me fazem rir

– Weslley ;
– Chewie e Peralta (meu filho e sobrinho do mundo animal);
– The Big Bang Theory (sim, eu gosto e sempre gostarei);
– Notícias sem noção (como uma notícia de um cara que teve o pênis cortado fora duas vezes pela sua mulher revoltada);
– Livros/blogs/twitters de escritores auto-depreciativos, mas espirituosos (gente equilibrada não tem graça).

5 coisas, 12 vezes

5 coisas em que eu geralmente penso
– No futuro;
– Nas contas que eu tenho que pagar;
– Nos países que eu quero conhecer;
– Em formas de aprender mais sobre as coisas que eu gosto (blogar, fotografar, cozinhar);
– Que eu preciso ser mais legal com as pessoas.

5 coisas que eu normalmente sonho à noite

– Animais;
– Fazendo coisas apressadamente;
– Não conseguindo fazer coisas que eu quero;
– Com o meu trabalho;
– Estando em situações estranhas e, o pior, não dando a mínima pra isso.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que poucas pessoas sabem sobre mim

– Não sou tão preto-no-branco quanto pareço;
– Prefiro salgados e azedos (ha!) a doces. A exceção é a TPM;
– Eu não gosto de falar no telefone;
– Tenho sérios problemas em manter amizades hoje em dia (porque não gosto de telefone e tenho preguiça de chat);
– Já fui fofinha e bobinha, até uns 16, 17 anos. Aí eu mudei, porque ninguém pode ser fofinha pra sempre, aparentemente.

5 coisas que eu amo fazer

– Ler;
– Arrumar o quarto (há um prazer que eu não sei explicar em ver tudo em seu lugar);
– Comprar livros, artigos de decoração, produtos de beleza.
– Cozinhar;
– Fotografar.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu quero que aconteçam antes do ano acabar
– Emagrecer o suficiente para ficar bem em um bíquini;
– Fotografar mais e melhor;
– Me mudar pra o meu cantinho com Weslley (e Chewie);
– O blog ganhar mais leitores;
– Eu conseguir ler pelo menos 80% dos livros não-lidos na minha estante.

 5 coisas que eu gosto de comprar fora do Brasil

– Maquiagem;
– Perfume;
– Itens de decoração;
– Livros;
– Comida (a gente tem que provar o sabor local, né?)

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu sinto falta no meu guarda-roupa
– Um jeans preto;
– Um jeans detonado;
– Um vestido florido de alcinha;
– Um short jeans detonado, mas não tão curto quanto o que eu tenho;
– Blusas pretas.

5 coisas que cheiram maravilhosamente bem
– O pescoço de Weslley (não, só quem pode cheirar sou eu, ha!)
– Lavanda;
– Lençóis recém-trocados;
– Chuva;
– Papel (especificamente o de alguns livros).

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu quero ser melhor fazendo
– Blogando;
– Fotografando;
– Cozinhando;
– Escrevendo;
– Gravando vídeos (inclusive, vocês viram que eu postei um lá no canal? falei sobre os livros que quero ler em 2015!).

5 coisas que fazem de mim o que eu sou
– Meu humor ácido;
– Meu amor por livros;
– Minha preguiça de sair de casa;
– Minha vontade de descobrir coisas novas;
– Meu amor por Weslley.

5 coisas, 12 vezes

Curtiram? Quem quiser fazer também, faça – e me avise depois, porque além de amar fazer listas, adoro lê-las também. (:

Da rotina Opiniões que ninguém pediu

Sobre amar, sobre perder tempo

14 de janeiro de 2015
Créditos: dearleila

Créditos: dearleila

Hoje virei aqui comentar um assunto que é um pouco polêmico. Por isso quero começar falando que, como tudo que eu publico aqui, isso é minha opinião. E ela é muito minha e você tem todo direito de discordar e discutir – só saiba que, discordâncias à parte, ainda podemos ser amigos. Minha intenção não é, realmente, arranjar briga com ninguém, mas colocar meu ponto de vista sobre o assunto. Seja gentil, mesmo que você não concorde com o que eu penso.

Antes de começar propriamente a falar do assunto desse post, vocês precisam saber que, desde nova, eu sempre fui bem decidida sobre o que eu gostava ou não. Carambolas: sim. Fígado: não, nunquinha na vida. Livros: sim. Meu tio falando besteira nos churrascos da família: não. Ser jornalista: sim. Ser médica: não. Claro que isso não é realidade pra todo mundo e não há nada de errado com isso. Não saber é normal, ninguém é melhor ou pior por isso. O que eu vou abordar aqui é o fator SABER o que se quer e ignorar. Deixado isso claro, pode-se começar.

Quando eu comecei a namorar com Weslley, há 8 anos atrás, eu sabia que queria casar com ele. Pode parecer esquisito dizer que meu eu de 16 anos sabia que queria casar com um bofe que eu tinha conhecido há pouco tempo, quando esse tipo de coisa não deveria sequer passar na minha cabeça. Mas, sim, eu pensava assim. Não de forma direta, mas pensava sim. E eu vou explicar pra vocês o porquê d’eu saber isso: nenhum dos meus rolos anteriores durou mais do que uma semana. Assim que eu começava a conhecer os caras, eu percebia neles alguma característica que era um deal-breaker pra mim. Muito imbecil, tabacudo, pouco ambicioso, sem futuro, sem nada a me oferecer. Parece estranho alguém tão novo pensar assim, mas gosto de pensar que sou meio Benjamin Button e, apesar de ter todas as babaquices de uma adolescente de 16 outonos, eu tinha determinados pensamentos muito mais maduros do que se esperaria. Na minha adolescência, eu estava procurando não por um casinho passageiro, um carinha pra beijar, um passatempo. Eu procurava por um companheiro pra minha vida inteira. E quem não atendia ao que eu queria, não passava muito tempo ao meu lado.

Na minha cabeça, sempre foi melhor estar sozinha do que acompanhada por alguém o qual eu não admirava. Daí, quando Weslley apareceu, me fazendo rir e sendo a pessoa esforçada, simpática e inteligente que ele é, vi ali todos os meus requisitos gritando CHECK pra mim. E eu soube que não havia razão, nessa vida, que fosse me fazer não querer ficar o resto da minha vida com ele. Depois, com os anos passando, fui conhecendo-o melhor e descobrindo as manias, os defeitos, as idiossincrasias. E nada disso me fez mudar de ideia: é ele, era ele, sempre foi ele. E sempre será.

E eu sempre soube.

Daí que dia desses, conversando com umas amigas, entramos na discussão do porquê das pessoas passarem zilhões de anos com alguém com o qual não pretende casar/passar o resto da vida juntos. E eu, gente, particularmente, não entendo. Eu não entendo como alguém passa anos com outra pessoa se ela não se imagina com essa pessoa pelo resto da vida. Não entendo, também, como alguém passa tanto tempo com alguém e não sabe que essa pessoa não é aquela que você quer envelhecer junto. Minha ideia é que, provavelmente, as pessoas sabem disso mas acham que não é nada demais. Afinal, elas estão confortáveis na posição em que estão. O carinha, ou a garota, com quem estão é legal, apesar de não ser o amor da vida deles. Então eles acham que tudo bem. Que tá tudo certo. Que ninguém precisa casar.

Pois eu digo uma coisa a vocês: não tá tudo bem. Mas não tá tudo bem mesmo. Porque ninguém é obrigado a casar, mas quase todos nós procuramos alguém para nos acompanhar, o resto da vida. E acho que, se isso não é realidade pra você, você deve avisar, e não empurrar com a barriga, enquanto tá tudo certo.

Quem age desse jeito, com essa preguiça de viver de verdade, está desperdiçando o tempo da outra pessoa que, na maioria das vezes, não sabe de nenhuma das dúvidas em relação a ela e que poderia, nesse momento, estar solta na pista, procurando a pecinha que encaixa com ela e não perdendo tempo com alguém que não acha que ela é A pessoa. Vocês podem achar que isso é drama meu – e possivelmente é, porque dramática defintivamente eu sou – mas eu acho isso uma falta de respeito enorme com o outro. Acho egoísmo. E uma falta de respeito muito grande com você também. Porque, caso você não tenha percebido, o seu tempo também está sendo desperdiçado. Um tempo em que você poderia estar empregando procurando a pessoa que vai fazer você sorrir ao acordar (caso você queira ter uma pessoa assim na sua vida).

Nós não temos todo o tempo do mundo. Os anos passam rápido, a gente envelhece e tudo muda. Os anos que você perde farão falta depois. Não estou dizendo aqui pra ninguém se desesperar. Não estou dizendo aqui que você só vai ser feliz se tiver a sua alma gêmea com você. Eu estou dizendo apenas que não se deve desperdiçar o tempo de ninguém. Se você não ama do jeito que tem que amar – e vocês sabem de qual jeito eu estou falando, mesmo que finjam e se enganem dizendo que não sabem -, deixe que se vá. Não prenda. Não se acostume. Não se acomode. Esteja alerta. Tente, mas saiba identificar o que não é pra você.

Porque amor de verdade é uma coisa real. E, na preguiça, você pode perder a chance de conhecer o seu.

Da rotina Ser Gentil é Legal

Ser gentil é legal

8 de janeiro de 2015

sergentilelegal
Você dá seta, no trânsito, e ninguém te deixa entrar (ao contrário, aceleram). Chega correndo no trabalho, coloca os códigos na catraca apressado, o elevador ainda está no andar, mas termina subindo porque ninguém o segura pra você. Vai comprar um produto em uma loja e não só não consegue mais informações sobre ele, como o vendedor te olha com tédio e te trata mal. Infelizmente, a gentileza nunca esteve mais em baixa. Encontrar uma pessoa gentil é como encontrar Maltesers (suspiros) aqui no Brasil: improvável (pra não dizer impossível). Ser gentil não é a prioridade e muito menos uma necessidade para ninguém. Geralmente, é a última coisa em que se pensa e algo ao qual ninguém dá muito valor.

Ser gentil é quase como ser trouxa. Porque se colocar no lugar do outro também tá super fora de moda, nada in. Encontrar uma pessoa que se proponha a nos entender e nos ajudar, sem ao menos nos conhecer, é algo que, se acontece, nos choca. Nos deixa pertubados, desconfiados. Mas por que você está me ajudando mesmo? Simplesmente não faz sentido porque, hoje em dia, o hype é ser do mal.

O problema desse hype é que ninguém é do mal sozinho e, algum dia (na verdade, todos os dias), alguém vai ser grosso, chato, desnecessário com você. E você pode não ligar, se estiver em um dia tranquilo. Mas se for aquele dia em que você precisava de alguém que, se não te desse uma palavra de consolo, pelo menos não te tratasse mal, encontrar alguém grosseiro é uma tragédia de proporções dramáticas. Não foram poucas as vezes que saí quase chorando de algum lugar em um dia de TPM porque alguém havia sido grosso comigo. Outro dia, inclusive, tive que mentalizar um ‘man up, woman‘ em um banco daqui de Recife. Essa modinha de ser uó já foi longe demais. Não é saudável, não é legal, não é bonito.

Houve um tempo em que eu achei que o legal era ser chato, mesmo. Mau-humorado, irritável, antissocial. Que bom que a gente cresce e vê que, mesmo que a gente seja assim, não quer dizer que a gente não precise mudar. Não quer dizer que seja certo. Eu, particularmente, tenho um humor um pouco volátil e não muito fácil de lidar, mas aprendi a apreciar o valor da gentileza, porque conheço algumas pessoas abençoadas e gentis (como meu marido, por exemplo). E ontem, lendo um post da Anna sobre um rapaz gentil, parei pra pensar que  a gentileza precisa voltar a ser amada. Precisa ser reintegrada no hall de coisas importantes, coisas que valem à pena. As pessoas precisam voltar a ser gentis, porque bem só gera bem e nossa sociedade seria tão melhor se todo mundo pensasse um pouquinho no outro também, além de em si. Se as pessoas usassem fones de ouvido em ambientes públicos e se oferecessem para segurar os livros de quem está em pé no ônibus, vejam mesmo como o mundo seria um lugar melhor para quem precisa pegar ônibus para ir estudar ou trabalhar? Se os caras parassem de soltar cantadas imbecis para as mulheres e se as pessoas avisassem quando vão se atrasar, não seriam os dias muito mais fáceis de se viver?

Sim, seriam. Portanto, a gente tem mais é que parar de ser chato e começar a ser legal. E gentil.

Pensando nisso, resolvi criar uma campanha a favor da gentileza. Tenta integrar meus coleguinhas do mundo blogueiro nessa ideia de ter um mundo mais gentil, onde (entre outras coisas) todo mundo dê créditos pelo o que compartilha em seus blogs, não tenha medo de fazer amizades nem de deixar comentários gigantes em posts (porque a gente sabe que isso é tudo de bom, muito mais tudo de bom do que pageviews). Além dos ‘buttons’ que disponibilizarei abaixo, farei uma série de posts dando ideias de como ser mais gentil em diversas situações do dia a dia. Acredito que vai ser um exercício muito válido pra mim, porque eu própria preciso muito integrar a gentileza na minha rotina. E quem quiser se juntar a mim e compartilhar sua opinião sobre o tema (e quem sabe, dicas pra gente ser mais legal), é mais do que bem vindo! <3




Versão feita por Pablo.

Os buttons são esses acima. Vocês podem salvar com o botão direito do mouse e linkar o button para esse post aqui, ok? Assim, outras pessoas poderão entender e participar também! Se vocês quiserem um tamanho ou cor diferente, me avisem! (:

E é isso, gente! Provalvemente, esse é um esforcinho pequeno, levando em conta o tamanho do nosso mundo – mas se eu conseguir mudar a mim mesma, na verdade, eu já vou estar feliz. Carregar vocês nessa onda é só um plus.