Da rotina – Amanda Arruda - Página: 5
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5 Favoritos de Novembro

Mais um mês que vai chegando ao seu fim. E a vida, meus caros, ela não está fácil. Mas há sempre aqueles momentos que fazem o dia ser mais divertido, mais feliz, que te arranca um sorriso no meio do cotidiano nebuloso que nós vivemos. Decidi eleger 5 coisas que tornaram meu novembro mais legal e dividir com vocês, aqui no blog. Quem sabe não temos coisas em comum?

  1. League of Legends. Depois de muito tempo sem jogar, resolvi baixar novamente o jogo no meu notebook e, long story short, estou viciada novamente. Ou o mais viciada que alguém pode estar quando se tem que trabalhar, limpar a casa e comer, né? Matutei bastante antes de colocar que jogo LOL aqui porque, né? Sei lá. Parece que depois que a gente vira ‘adulta’, não pode mais esse negócio de passar horas na frente de um computador, jogando. Mas estamos aqui, anyway. E se tiver alguma coleguinha que curta LOL também, por favor, apareça (e deixe seu nick lá nos comentários, que eu vou adicionar). Jogo nas lanes do meio e de baixo, como mago, atirador e suporte. (:
  2. Macarrão + Molho de Tomate com Atum. Esse está se tornando um clássico das minhas noites. Chego em casa despirocada de fome e, o que eu faço? Isso mesmo, jogo macarrão (geralmente penne ou parafuso) numa panela de água fervente, abro uma lata de atum e misturo com o molho Salsaretti Basílico (que é tomate com manjericão, ou seja, maravilhoso!) e é isso. Taí a janta. Eu sei, não deveria estar comendo tantas coisas que vêm em latas/potes, porém se tem uma coisa que esse mês não está sendo, essa coisa é fácil. Portanto, sim, o macarrão é delicioso, fácil e simples e, atualmente, um dos meus melhores amigos.
  3. Dermotivin Salix. Diante de recentes mudanças ocorridas na minha vida, meu estresse voltou com tudo e estourou minha cara toda de espinhas. Já tinha um tempo desde meu último tubinho de Dermotivin e resolvi comprar novamente – mas, agora, a versão para pele acneica, porque o negócio tá sério. E não é que essa foi uma decisão acertadíssima? O cheirinho dele é maravilhoso, dá vontade de morar dentro daquele aroma e ele deixa a pele bem sequinha, mas não ressecada. Ainda não sei dizer se minha pele está melhor ou não com ele (comecei a usar não faz uma semana), mas já tô bem animada só com o fatores acima.
  4. Calça Jogger. Quando viajei para São Paulo, trouxe uma calça jogger muito amor nessa vida, que atualmente quero usar todos os dias, mas me controlo pra ninguém chegar em mim e jogar um ‘bicha, para que tá feio’. Sou muito assim quando gosto de alguma coisa. Não tem meio termo. É pra valer.
  5. Café com o amour na Brotfabrik. Eu trabalho um pouco longe de onde eu moro, então eu e o bofe temos sempre que sair bem cedo de casa, para não pegar trânsito. Daí, geralmente, chegamos tão cedo na cidade que dá tempo de ir na Brotfabrik (uma padaria que fica no bairro do Recife Antigo) e tomar um cafezinho, com calma. A moça de lá já sabe nosso pedido e, pra mim, é um jeito muito gostoso de começar o dia. <3

E vocês, o que fez os seus dias mais fáceis em Novembro? Divide comigo nos comentários!

Da rotina

Sobre escutar o nosso corpo, sobre se amar

No último domingo, resolvi que ia aproveitar os raios de sol que voltaram a povoar nossos dias por aqui (depois de um agosto EXTREMAMENTE cinza e chuvoso) e eu e o bofe fomos para um parque aquático bem legal que fica relativamente perto de casa. Um programa maravilhoso para um domingo. O que mais se pode pedir além de sol e piscina? É, eu sei. Um corpo escultural também ia bem.

Eu estava lá, na fila de um dos tobogãs do parque, e comecei a observar as mulheres que passavam. E a pensar várias coisas. A me comparar, mais especificamente. Passava uma mais gordinha e eu: ‘nossa, mas pelo menos eu não estou assim’. Passava uma sarada e eu me jogava psicologicamente na lama e dizia pra mim mesma que meu corpo, ele não tava legal. Resumo da ópera é que: eu não tô feliz com o meu corpo, se eu preciso me comparar com/julgar outros. E faz um tempo já que a história é essa.

Ando me escondendo em roupas maiores, não uso mais bíquini. Me escondo do espelho e não ando muito fã das minhas fotos. Sim, autoestima mandou lembranças e diz que volta já, quando eu tiver a decência de me tratar como eu devo. E isso não inclui todas as comidas erradas que eu ando comendo e todos os exercícios que eu não ando fazendo.

A questão é que a (matur)idade chega pra todos. E tem horas que a gente tem que ver que não está dando. Não está dando pra continuar comendo besteira e sendo totalmente sedentária. Não está legal. Eu não tenho mais vesícula (fiz uma cirurgia para extraí-la, há uns dois anos atrás) e continuo metendo o pé nas frituras – e passando muito mal depois. Eu ando sem energia, a pele tá cheia de espinhas e o corpo, com gordurinhas, celulites e outras coisas que não deveriam estar onde estão. Não estou aqui defendendo que a gente deva focar em um ideal inatingível. Não. Não mesmo. O meu biótipo é curvilíneo, nunca serei magra Gisele Bunchen nem que eu me matasse sem comer. Vou continuar com meus seios grandes, minhas pernas grossas e curtas e minhas bochechas gordinhas, não importa o que eu faça. Entretanto, tem como melhorar o que eu já tenho. Tem como ser a melhor versão de mim mesma. E isso, só tratando melhor o meu corpo.

A minha ideia, agora, é mudar algumas coisas no meu dia-a-dia. Escolher melhor o que eu como – e, obviamente, o que eu coloco no meu carrinho de compras, já que a maior parte da comida que eu ingiro é feita em casa (o que já é um plus, certo?). Ser menos sedentária (subir mais escadas, sair pra correr, voltar pra Yoga). Me cuidar melhor, de forma geral, ter mais amor ao meu corpo, que ainda precisa segurar a onda por – com a graça de Deus – uns bons anos. O bom é que tanto eu quanto o bofe estamos chegando à mesma conclusão ao mesmo tempo, o que faz dele o meu parceiro rumo à uma vida melhor. E em parceria é sempre mais fácil e divertido, né?

Isso mostra que nossa insatisfação com o aspecto estético do nosso corpo pode ser algo muito mais profundo e menos fútil do que nós achamos. Pra saber, temos que escutar o que o nosso corpo está dizendo. Se escutar aos outros é difícil, imagina escutar a nós mesmos, no escandaloso ruído do nosso dia a dia? Mas é necessário. O meu, particularmente, já disse que não está bem em vários aspectos, então é hora de parar e rever comportamentos.

Algumas coisas são bem fáceis de fazer e fazem a diferença. Por exemplo: não comer sem estar com fome, coisa que eu vivia fazendo. Ir dormir na hora que tem sono, sem forçar a barra pra ficar acordada assistindo coisas que, no final, nem valem tanto à pena assim. Trocar o elevador pelas escadas (isso não é tão fácil pra mim, porque realmente estou fora de forma, mas preciso fazer), andar mais de ônibus (e, assim, terminar caminhando mais). Fazer comidas mais simples e mais saudáveis, focando nos nutrientes e não no conforto que ela vai me trazer (coisa que eu ainda preciso de treino, já que sempre me importo mais com o sabor da comida e não no que ela traz pro meu corpo). Enfim, são pequenas mudanças, mas muito importantes no final.

O que induz a gente ao erro, eu acredito, é a dicotomia gritante que as pessoas pregam. Ou você só vai ser feliz se for magra ou você só vai ser feliz comendo tudo o que quiser. E não é assim, né? O foco não é nem só a estética e nem só o prazer de comer. E sim na sua saúde e na sua felicidade, no geral. O caminho do meio é sempre a melhor saída e nesse caso não é diferente. Temos que respeitar o nosso corpo, acima de tudo. Não podemos querer ser algo que não faz sentido pra gente, mas também não podemos chutar o pau da barraca e mandar à merda qualquer noção de saúde e qualidade de vida que nós tenhamos. Precisamos equilibrar nossas necessidades e dar sempre o melhor pro nosso corpo.

No próximo mês, visitarei um endocrinologista e provavelmente começarei uma reeducação alimentar. Também vou voltar pra Yoga. Quero estar bem comigo mesma, tanto no aspecto da saúde quanto no estético. Acho que a beleza anda lado a lado com o que a gente sente por dentro, então realmente não dá pra trabalhar um sem o outro. Me desejem sorte! (:

PS: Ah, leitura indicada e que me fez inspirar pra escrever esse texto: esse post aqui da Noelle. Não deixem de conferir, é amor! <3

Da rotina, Listas

5 coisas com as quais meu corpo não sabe lidar

Foto: Roza

Foto: Roza

Dia desses bebi dois dedos de vinho, fiquei bêbada (sim, gostaria de estar brincando), resolvi que isso era inaceitável e vim aqui reclamar pra vocês sobre as coisas com as quais meu corpo, definitivamente, não sabe lidar. Compartilhem, nos comentários, as coisas que o corpo de vocês não sabem lidar e vamos rir (ou chorar) das nossas limitações juntos, haha!

Álcool. Felizmente, eu nunca fui muito festeira e nunca precisei beber para me inserir em nenhum círculo social. Isso posto, há algumas bebidas que eu curto (como vinho, espumantes e algumas cervejas), só que meu corpo realmente não sabe lidar. Tomo dois dedos de vinho e já estou zonza, com sono e perdendo a coordenação dos movimentos.  Tomo uma long neck e já estou babando no ombro do boy. É extremamente humilhante ser tão mole pra bebida, mas né? Já aceitei.

Cafeína. Eu tomo café diariamente, é meio que parte de um ritual para acordar. Chego no trabalho, faço café, coloco na minha caneca (juntamente com leite e bastante açúcar) e começo o dia. Entretanto, essa é a minha única xícara do dia e eu sei que não posso tomar mais que ela, sob pena de ficar com dor de cabeça o resto do dia. Uma vez, quando estava em um momento fitness, inventei de tomar chá verde (que, pelo o que eu soube, tem mais cafeína do que o próprio café) e passei tão mal que desisti pra vida.

Ler no carro/ônibus. Tenho um problema muito sério: não consigo ler no ônibus/carro, sem ficar extremamente enjoada e com dor de cabeça. Simplesmente é algo que eu não posso fazer. Até checar uma mensagem com o carro em movimento me faz passar mal, é simplesmente ridículo. E, pra mim, isso é extremamente triste, porque passo um tempo enorme no trânsito e esse período poderia ser usado pra algo útil. Acredito que o jeito é investir em audiobooks e podcasts como opção para bem usar esse tempo.

Cheiro de vísceras. Sou uma pessoa relativamente sem frescura pra maioria das coisas, mas se o cheiro de algo é abusado eu realmente morro de enjoo e não consigo permanecer no local. Uma das coisas que me fazem torcer o nariz é o cheiro de vísceras em geral. Ainda me lembro quando minha avó cozinhava fígado em casa – eu ia pro quarto e me trancava, porque só o cheiro já me fazia passar mal. No mercado, também tinha abuso de passar na partes das carnes onde ficavam as vísceras, era ridículo.

Exercício. Na verdade, acredito que isso seja obviamente culpa do meu estado sedentário atual. Eu realmente preciso voltar a me movimentar, porque qualquer esforço físico que eu faço me faz suar frio, deixa o coração batendo desabalado e me faz passar mal, no geral. Na época em que eu estava reformando o apê com o boy, até varrer a casa era um esforço que me deixava sem ar e com um sentimento de que algo não estava bem. O plano, agora, é começar a correr no condomínio, porque sem condições de continuar desse jeito.

 E vocês? Também tem alguém fraco pras coisas que eu sou?

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O que eu faço quando estou esgotada

Créditos: roivasepp

Créditos: roivasepp

Tem alguns momentos em que eu me sinto verdadeiramente esgotada. Truly, madly, deeply. A última vez que isso aconteceu foi, mais ou menos, há um mês atrás, quando a rotina do trabalho (que estava louca) encontrou o nosso processo de mudança (que envolve pedreiragem no fim de semana), o que resultou numa Amanda que, simplesmente, was not interested. Em nada. Não havia vontade de ler livros, ver filmes, sair com pessoas queridas, escrever no blog (ou mesmo ler blogs). O que parecia é que qualquer informação nova ia fazer aquele (des)equilíbrio (mantido a duras penas) voar pelos ares.

Geralmente, os meus momentos de esgotamento terminam quando uma das coisas que o estavam causando desaparece ou se torna menos complicada/estressante. No caso do última vez, a rotina do trabalho se acalmou um pouco e eu consegui voltar a me sentir no meu estado normal. Mas como isso demorou quase um mês para acontecer, vou dizer a vocês como lido com esse tipo de coisa, já que acredito que não seja a única a sofrer disso, principalmente nos dias atuais.

  • Eu não me obrigo a ficar bem ou a agir diferente. Quando você está esgotada, você está esgotada. Eu não me obrigo a me arrumar de manhã (embora, obviamente, saia de casa com o mínimo de decência, pra não assustar os coleguinhas na rua), não me obrigo a sair com as pessoas, não me obrigo a postar no blog. Entendo que, naquele momento, tudo o que eu preciso é tempo para descansar o cérebro, relaxar, dormir, revigorar meu eu exausto. Portanto, se eu não me sinto afim de fazer alguma coisa, eu escuto meu corpo e não faço.
  •  Coisas conhecidas são amigas. Não sei vocês, mas o desconhecido é sempre algo complicado pra mim. No geral, eu amo rotina – amo o que eu conheço e com que posso contar. Claro que mudanças são bem-vindas e trazem muitos resultados positivos, mas (normalmente) são estressantes. Como, esgotada, eu não posso lidar com mais estresse, nesse período eu tento me ater ao que eu conheço e sei que é legal. Isso inclui ler livros que eu já conheço (e amo), reassistir filmes ou séries que têm um lugarzinho especial no meu coração ou ir apenas naqueles lugares que eu sei que vou comer coisas gostosas. No meu período de cansaço extremo, reli O Diabo Veste Prada (e já quero reler de novo) e reassisti Sex and The City (apenas amor).
  • Tentar se liberar da sobrecarga é essencial. Há momentos em que você simplesmente tem que lidar com tudo aquilo que chega pra você e não tem outra opção mesmo. Porém, há momentos em que a sua sobrecarga é opcional (talvez, até, resultado de uma impossibilidade de delegar tarefas). Reveja o porquê de você estar sobrecarregado. De qualquer forma, ninguém deve passar muito tempo esgotado.

E vocês, gente? O que fazem quando estão se sentido extremamente cansados? Comentem!