Da rotina – Amanda Arruda - Página: 3
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Da rotina

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Tiny little steps

Foto: k-cady

Foto: k-cady

Bem, gente. Aqui estou, mais de um mês depois, atualizando esse cantinho. Eu nem sei como ainda tenho visitas, abandonando tanto esse espaço como eu abandono, mas creiam: life is not easy e isso é na maior parte do tempo. E, de alguma maneira, 26 anos de vida aqui ainda não me ensinaram como faz para não desaparecer quando as coisas ficam confusas ou difíceis. Acontece, gente, que eu tinha um plano. Era um plano curto, mas era um plano. E agora eu tenho, bem, nada. Tá, não nada. Mas meu plano, gente. Meu plano se foi e nem ao menos eu posso fazer um plano para retomar o outro plano porque, no fim das contas, eu nem sei se ele era lá essas coisas.

Vocês entendem? Enquanto a gente está no olho do furacão, é fácil se manter no que você imaginou que era o certo porque você já está lá, entende? Você está lá, as coisas estão caminhando de acordo com o planejado e haverá um retorno no fim – se era o que se realmente necessitava, não importa. Existe o plano e isso nos dá segurança de levantar todos os dias e deal with shit. Só que agora, que eu tenho o total de 0 ideias de como seguir com a minha vida, é tudo mais complexo. Não quero qualquer plano, agora. Eu quero um plano legal, que faça sentido com a pessoa que eu sou hoje, que realmente me leve para onde eu quero ir.

Só que eu não sei para onde eu quero ir. Eu não tenho mais certeza sobre quem eu sou. Eu não faço ideia de quais são os meus sonhos. E, o pior de tudo, eu acho que eu não consigo chegar lá.

Eu não me considero uma pessoa de baixa autoestima. Eu sei meu valor, mas, gente? Será que podemos mesmo ter a vida que sonhamos? Escrevo esse texto no meu notebook, sentada em um sofá extremamente desconfortável, tendo como fundo o vazio imenso que é a nossa sala de jantar (nossa mesa ainda não chegou, mas pelo menos JÁ A COMPRAMOS). E fico me perguntando se eu realmente posso transformar os meus sonhos em realidade, uma vez que nem ao menos eu sei o que eu quero nessa vida. Já não era para eu estar rica, famosa ou ter ganho algum prêmio? Não é isso que se faz hoje em dia?

Vocês não sentem uma canseira imensa quando precisam dar um rumo na vida de vocês? Porque eu estou sentindo. Inclusive, escrever esse post já está me dando dor de cabeça. São tantas peças para juntar, tantas coisas a serem descobertas antes disso que estou estafada só de pensar em todo o passo a passo. Mas me exaure muito mais pensar que, enquanto um decisão não for tomada, terei que seguir no melhor estilo deixa-a-vida-me-levar, aceitando o que eu recebo e nada muito além disso. Isso, eu sei, não é meu estilo e nunca será.

Então, o que eu queria dizer e que esse texto muito confuso com certeza não repassou é: estou viva e vivendo um passo de cada vez. Vou dividir tudo em pequeníssimas tarefas e me descobrir um pouquinho mais a cada dia. Aqui dentro está tudo uma bagunça mas, por sorte, meus valores são os mesmos. Pelo menos, tenho um ponto de partida.

 

Da rotina

New beginnings

 

Foto por: Bench & Compass

Foto por: Bench & Compass

Agosto veio com as minhas férias e, gente, eu resolvi realmente tirar férias. Não cheguei nem perto de um computador nesse período. Assisti coisas (Stranger Things, Olimpíadas, You Got Mail pela centésima vez), li coisas, me viciei em blogs, pratiquei yoga, comi besteira, comi coisas saudáveis, fui comprar fruta na feira (e a pé, o que é ainda mais incrível) e fiquei deitada no sofá contemplando o vazio – e chegando à conclusão que esse sofá é mesmo muito desconfortável e que precisamos de um novo. Entre várias outras coisas maravilhosas que você só faz de boa quando está de férias. Foi incrível e extremamente necessário. Entretanto, acabou e agora eu tenho o desafio de encaixar uma nova rotina no meu dia a dia.

Recentemente, fui escalada para trabalhar home-office – uma novidade muito bem-vinda, já que não moro exatamente perto de Recife (onde a agência em que eu trabalho atua) e costumava perder boas 2 a 3h no trânsito, diariamente. E, com essa mudança, vem a possibilidade de mudar uns hábitos e formular novas rotinas.  Ainda estou tentando descobrir o que funciona e o que não.  Certos bons hábitos já construídos, como acordar cedo, escolhi manter – embora ainda assim eu não esteja acordando TÃO cedo quanto acordava antes. Ainda estou vendo se preciso dormir mais de 8h (provavelmente não). Irei testar alguns dias, ver como eu acordo e decidir qual será o horário do meu despertador.

Outros hábitos que eu desejo construir agora têm vez, porque eu tenho mais horas no meu dia. Yay! Como não podia deixar de ser, fiz uma listinha deles para vocês.

+ Praticar Yoga diariamente. Ou o máximo que eu puder. Comecei recentemente a acompanhar uns vídeos no canal do youtube Yoga TX e, a exemplo de Camille, também estou tentando iniciar o aprendizado de uma série de Ashtanga (uma palavra pra vocês: difícil). Passei uma semana praticando bastante e senti falta de praticar quando não fiz. Essa semana, especificamente, estou meio lenta (TPM?) e ainda não fiz nada. Mas vamos ver se a coisa flui daqui pra sexta.

+ Correr 3 a 5 vezes por semana. Aqui no prédio temos uma pista de corrida que não é lá essas coisas, mas resolve. Daí resolvi que vou começar a praticar corrida, porque essa gordurinhas não vão embora sozinhas, não é mesmo? Além do quê eu preciso entrar em forma, porque não dá esse negócio de subir um lancezinho de escadas e achar que vai morrer, né?

+ Comer de forma mais saudável. Eu tô tentando, gente, mas a TPM realmente não tá deixando. Entretanto, está nos meus planos mexer na minha alimentação de forma a torná-la mais saudável, mais nutritiva. Algumas mudanças já foram feitas, mas há muitas mais pela frente para que esse desejo se torne uma realidade.

+ Estudar francês. Acho a língua incrível e já tenho várias ferramentas para começar esses estudos. Só falta empolgar mesmo. Baixei podcasts, aplicativos e tenho um livro texto, uma gramática e um dicionário. Simbora, né?

+ Melhorar nas tarefas de casa. Pequenas coisas fazem com que a casa pareça mais organizada e é nessas coisinhas que eu sempre peco. Quem sabe com mais tempo livre eu consiga manter o cafofo em melhor forma, né?

+ Ser uma blogueira melhor. Eu sei, gente, você devem achar que minhas promessas são vazias e eu não os culpo, porque né? Mas juro que eu quero aparecer mais aqui e compartilhar mais com vocês. Eu só preciso me centrar e me organizar antes.

+ Ler mais. Estou numa fase bem forte de não-ficção e recentemente coloquei vários livros de diários de viagem no Kobo. Não creio que esse será um hábito difícil de construir, é só sair um pouquinho da frente da TV. (:

Acho que, por enquanto, é isso. Tenho muito trabalho pela frente, mas há algo de empolgante em montar novas rotinas, não é? Mudanças nem sempre são fáceis, mas essa parte me deixa bem empolgada.

E vocês, têm alguma dica para me dar nesses pontos que coloquei ali? Deixem nos comentários!

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Oi, 26

Hello, 26
Be nice to me

Na minha casa todos nós sempre levamos aniversários a sério. Não apenas aniversários, mas obviamente essa data tem mais peso do que as outras datas, que são mais gerais e comerciais. Esquecer o aniversário de um ente querido é falta gravíssima e punível com semanas de gelo e silence treatment. Daí eu sempre tratei essa virada de ano como um big deal. Só que esse ano eu, realmente, não tava nem aí. Na verdade, eu nem sabia bem como lidar.

Tive um período extremamente estressante, duas semanas antes do meu aniversário, que resultou na minha pessoa chorando no banheiro de nervoso e se perguntando porque que a vida é assim. Foi bom, por um lado, chorar, porque sinto que tinha muita coisa engasgada aqui na garganta e que eu precisava demais liberar, de alguma maneira. Mas, claro, foi algo que me fez repensar o que é que eu tava fazendo com a minha vida. Que é uma pergunta a qual eu sempre retorno, de tempos em tempos, pelas mais variadas razões.

E foi nessa vibe meio melancólica, meio “cadê o manual que era pra vir com a minha vida” que eu completei 26, desejando ardentemente acordar e já saber todas as respostas e resoluções do mundo, porque aprender no duro tudo o que precisamos aprender não tá fácil mesmo. Meu último ano foi menos pesado que os meus últimos, em termos de aprendizagem, mas ainda assim consolidar o conhecimento e definir objetivos em cima dos meus achismos não é lá muito simples. Foi um ano em que deixei algumas coisas de lado, para dar prioridade a outras. Foi o ano em que, nos 45 do segundo tempo, resolvi que tinha que aprender a lidar com dinheiro. Foi o ano que resolvi tratar minha pele, de uma vez por todas, mesmo que isso signifique tomar um remédio cuja bula dá medo até nos mais corajosos. Foi o ano em que percebi que algumas coisas não precisam seguir comigo só porque algum dia elas foram legais pra mim. Foi o ano em que eu percebi que o meu senso de responsabilidade, tão overrated, estava acabando comigo. Eu abri mão de diversos objetos, situações e pessoas, porque senti que era minha obrigação – e unicamente minha – garimpar e montar o grande – e possivelmente belo – moodboard da minha vida e que ninguém ia melhorar a minha vida por mim.  Não é tudo que a gente pode excluir ou se afastar, mas acho que o que a gente pode, a gente deve (se não nos fizer bem, claro). Vejo isso, hoje, como abrir espaço para coisa legais acontecerem.

Ainda me sinto uma impostora no papel de pessoa maior de idade, apesar do teste que eu fiz lá no buzzfeed sobre o quanto adulta eu sou ter dado 63% – um resultado bem bom, aparentemente. Tô fingindo tudo muito bem, mas ainda queria chegar em casa e ter janta pronta, roupa lavada e o total de 0 contas pra pagar. Minha grande impressão, nesse último ano que envolveu meu primeiro ano morando all by myself com o bofe, é que meus pais estiveram certos o tempo todo e eu fui TÃO BURRA de não levar à sério. Eu sou super a favor de quebrarmos nossa cara e aprendermos tudo nós mesmos – inclusive, acho que não há outra maneira de aprender as coisas, porque eu SEMPRE aprendo quebrando a cara, com algumas exceções mais óbvias, que já foram muito provadas para que eu ainda possa duvidar delas. Mas meio que sinto falta de saber alguma coisa, de ter levado à sério e prestado atenção no que meus pais fazem para as contas baterem, a comida não estragar, as roupas não perderem a cor e todo mundo ainda viajar no verão. É tudo difícil, é tudo complexo e eu sinto que os 25 foram meu primeiro ano na vida realmente adulta e eles caíram sobre mim como uma avalanche de responsabilidades.

Mas, como sempre, há a esperança. A esperança, meus caros, ela nunca morre e nunca muda, por mais que cresçamos e os nossos desejos de aniversários mudem de um joguinho legal para um sutiã que permite a essa pessoa peituda usar tomara-que-caia como qualquer mocinha tamanho 40/42 (true and astonishing story). E, como não podia deixar de ser, eu espero coisas para esses meus 26 anos. Queria apenas let it be e aceitar o que vier, mas não vai acontecer enquanto eu for que eu sou. Portanto, sim, vamos aos meus desejos dos 26 anos de uma vez:

 ∴

+ Aprender, de uma vez por todas, a usar o meu dinheiro (e conseguir montar uma poupança);

Já perdeu mesmo a graça esse negócio de ficar lisa na primeira semana do mês e passar as outras 3/4 semanas catando trocado na bolsa. Não dá e eu estou focada em melhorar minha situação financeira e conseguir sair do fundo do poço o suficiente para juntar até dinheirinho em uma poupança (porque, right now, tá tudo indo pras contas mesmo).

+ Conseguir finalizar a minha transição capilar;

Creio que eu tenha mais um ano, mais ou menos, de transição pela frente. Não está tão difícil, atualmente, principalmente porque meu cabelo está caindo bastante (por conta do tratamento com Roacutan) e, querendo ou não, isso faz com que ele se renove mais rápido. Ele já está cacheando bastante e eu estou focada no low/no poo e espero que, ao fim dos meus 26, eu já esteja de volta ao meu natural. (:

+ Ser estudante novamente;

Tenho me sentido meio inquieta, querendo aprender alguma coisa. Tenho que fazer uma pós, um curso de idiomas (francês!), qualquer coisa para aprender algo novo, porque estou me sentindo como se estivesse à toa na vida.

+ Ser uma dona de casa melhor;

Embora eu já tenha aprendido um bocado, ainda compro coisas que não uso em tempo hábil, meu armário de mantimentos é uma bagunça, minhas roupas limpas se acumulam no quarto (sem serem dobradas ou guardadas), os pratos (algumas vezes) ficam mais de dois dias sem serem lavados e o quarto da bagunça nunca deixa de ser o quarto da bagunça. Preciso melhorar muito mesmo.

+ Montar um guarda-roupa legal;

Meu guarda-roupa é meio perdido no tempo e no espaço. Tentei fazer um armário cápsula, mas terminou não dando muito certo. Ainda estou tentando encontrar o meu estilo e espero que nessa nova idade eu consiga montar um guarda-roupa que faça sentido comigo.

+ Ser mais saudável;

Cansei de tomar remédio. Quero ser mais saudável, comer melhor, fazer meu exercícios e ser uma pessoa mais equilibrada, em todos os sentidos.

+ Terminar de mobiliar a nossa casa;

Sério, gente, não tá boa essa demora pra comprar a mesa da sala. Começo a pensar que vamos ficar sem mesa mesmo, haha.

Acho que é isso. Quem tiver dicas pra me ajudar a conseguir essas coisas que pontuei, por favor, deixe aqui nos comentários. E quem não tiver também, porque sempre gosto quando vocês comentam! ♥

Da rotina

Economizando em casa – para preguiçosos

Em tempos de crise, o cafezinho é em casa

Hoje o assunto é um tema tabu: dinheiro. Não gosto de falar muito sobre isso, mas ignorar também não faz muito sentido, principalmente no momento que estamos vivendo. Porque não sei se vocês tão sabendo, mas aparentemente estamos em crise. E, né. Tem um tempo já. Pergunto essa pergunta estapafúrdia porque eu passei um tempo fazendo a egípcia para os dramas relacionados à essa maravilhosa onda de bosta que vem zoneando nosso país. Não que eu curta viver a vida ignorando a realidade, mas é que pensar que nosso dinheiro ainda vale alguma coisa é tão mais divertido, né?

A realidade é que não tá fácil pra ninguém e esse mês de abril jogou essa verdade na nossa cara. A gasolina aumentou, temos um IPVA mara pra pagar, comida não tá barato e restaurante menos ainda.  Não é fácil se adaptar de ter 0 contas pra pagar (morando na casa dos pais)  a ter todas as contas pra pagar (morando com o bofe), então a gente sofreu um certo choque nesse começo de ano, com tantos impostos que a gente nunca tinha lidado e, além disso, com o aumento de vários itens de consumo (inclusive, pausa para reclamar da Isotretinoína, que desde Janeiro já aumentou duas vezes!) e da gasolina. É isso, miga, vamos economizar. Não tem jeito, não tem opção.

O que geralmente dói mais em economizar é perder os confortos da vida. De repente, temos que cozinhar a marmita, não podemos mais comer fora durante a semana. Não dá pra pegar táxi quando não estamos no mood de andar de ônibus nem ter alguém para limpar a casa pra gente e passar nossas roupas. Vamos ter que fazer tudo, do jeito mais difícil. Mas: não tem que ser DO MAIS DIFÍCIL. Vou aqui passando umas dicas de economia pra vocês que eu tenho colocado na minha vida e que tem me ajudado, preguiçosa que sou, a economizar e, ao mesmo tempo, curtir um tempinho pra mim.

+ Marmita pra sempre. Eu sei, só de pensar em cozinhar, já dá uma preguiça sem tamanho. Também sou desse time e te entendo. Amo cozinhar, mas cozinhar por obrigação é um saco. De qualquer forma, chegamos a esse ponto que comer fora simplesmente não é mais uma boa opção. Os bons restaurantes são caros e o baratos, bem, melhor evitar pelo bem do meu estômago – já que foi-se o tempo em que eu era um avestruz e podia comer qualquer coisa e ficar de boas. Uma boa solução pra quem morre de preguiça de chegar em casa, à noite, todo dia, e cozinhar é fazer as marmitas da semana toda no domingo. Eu geralmente, divido. Cozinho marmitas para dois dias no domingo e, na terça, cozinho novamente, para o restante da semana. Funciona pra quem não consegue comer a mesma coisa todos os dias (eu), embora seja um pouquinho mais trabalhoso. Se você não tem essa frescura (!), você pode cozinhar a sua comida toda de uma vez e armazenar no congelador. Dá super certo e você fica livre de ter que ir pra beira do fogão durante a semana. \o/

+ Repense os trajetos. Gasolina, gente, não é uma coisa barata. O grande drama, aqui em Recife, é que passagem de ônibus também não é. Principalmente se você mora longe do trabalho, como eu. A passagem aqui está custando, basicamente, o preço de um litro de gasolina (R$3,85). Daí, realmente, se eu e o bofe formos pagar passagem pra ir e voltar do trabalho, nós só vamos perder o conforto do nosso carro adquirido a duras penas, pois a compensação financeira é zero. Como não dá, no momento, pra mudar pra perto do centro da cidade, a nossa solução é achar maneiras de encurtar o nosso tempo no trânsito, gastando assim menos gasolina. Saímos um pouco mais cedo de casa e, agora, eu fico com o carro na grande maioria dos dias, pois o caminho deixando W no trabalho é bem mais tranquilo do que quando ele me deixa lá. De qualquer forma, vale fazer a conta, na sua cidade, e ver o que vale a pena pra você. Como a qualidade do transporte público daqui deixa demais a desejar, para para fazer sentido mudar pra ônibus a diferença financeira tem que ser, definitivamente, mais de R$50. Menos do que isso, ainda prefiro andar de carro.

+ Otimize as tarefas. Passar as roupas todas de uma vez otimiza o tempo que você vai ficar nessa tarefa e ajuda a economizar energia do seu ferro. Juntar bastante roupa no cesto e lavar tudo de uma vez faz com que você precise usar menos vezes a máquina de lavar, gastando assim menos energia. Tem várias pequenas tarefas que requerem os mesmo produtos ou aparelhos e que você pode fazer de uma vez só, para economizar sua energia e seu dinheiro. Pense no que se aplica na sua casa. (:

+ Compre quando precisar. Eu costumava ter sempre um estoque de comida. Duas latas de atum, dois sacos de leite, 4 pacotes de miojo. A grande questão é que tem coisas que você compra just in case e que você não usa nem mesmo no mês que você comprou. Por exemplo, aqui em casa não comemos tanto doce, o que leva uma caixa de leite condensado a levar séculos para ser utilizada. Também demoramos demais para consumir frutas e verduras e elas terminam estragando. Por isso, agora eu compro comida apenas quando vou fazer alguma coisa (cozinhar) com ela num futuro próximo. Claro, isso não se aplica a coisas que se consome muito rápido ou que absolutamente não podem faltar (papel higiênico, por exemplo). Observe seus hábitos e veja o que é extra e pode ser comprado quando for necessário e o que vai fazer muita falta se acabar e você não tiver nada pra repor.

+ Feche as torneiras. Não apenas as físicas, mas as metafóricas. Se você está endividado ou numa situação apertada, não faz sentido ficar comprando e comprando, gastando com coisas que não são necessárias. Claro, todo mundo tem direito a um ‘respiro’ de vez em quando, mas tome cuidado para que essas exceções não ponham a perder todo o esforço que você fez durante o mês. São pequenas coisas que quebram o orçamento. Um hidratante aqui, aquele docinho depois do almoço ali e é isso, não se tem mais um pau pra dar num gato (apenas expressão, gente, amo animais). Cancelei algumas assinaturas que não são, na realidade, tão necessárias assim. Parei com docinhos depois do almoço ou no lanche da tarde e nem lembro bem a última vez que entrei numa loja de cosméticos para comprar alguma coisa (provavelmente nem faz tanto tempo, mas é que né, sou dramática). Apenas o Netflix permanece, porque né? Amor. No mês atual, eu só tenho comprado remédios, comida, gasolina e presentes (ocasionalmente, em datas que eu realmente não ache que dê pra passar sem). Viajei com meus pais no feriado (gasolina por conta deles, eba!) e comprei um vestidinho e uma rasteirinha porque eram, realmente, uma oportunidade muito boa e com um valor amigo demais pra ignorar. São exceções. Mas, no geral, estou evitando de tudo, porque não tá fácil.

E é isso, gente! Por enquanto, tenho passado umas vontades, mas tô guardando tudo aqui no coração, porque um dia passa (e se não passar, a gente junta um dinheirinho e acaba com a vontade). Taurino é ser que gosta de luxo, do bonito, do conforto e eu sou uma taurina da gema – ou seja, não tá sendo fácil. Mas nunca é e eu sempre acho que esse momentos ensinam demais pra gente. Estou tentando tirar as lições dessa situação, tentando aprender a ser mais objetiva em relação a dinheiro e mais econômica. Isso não apenas para as contas baterem, mas para que eu possa, com o bofe, realizar alguns sonhos. Dinheiro ainda é a maneira como muitos dos nossos desejos podem ser realizados, então aprender a lidar melhor com ele não é nenhuma vergonha – é simplesmente lógico.

E vocês, têm alguma dica de economia para me dar? Comentem!