Da rotina – Amanda Arruda - Página: 3
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Da rotina

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Oi, 26

Hello, 26
Be nice to me

Na minha casa todos nós sempre levamos aniversários a sério. Não apenas aniversários, mas obviamente essa data tem mais peso do que as outras datas, que são mais gerais e comerciais. Esquecer o aniversário de um ente querido é falta gravíssima e punível com semanas de gelo e silence treatment. Daí eu sempre tratei essa virada de ano como um big deal. Só que esse ano eu, realmente, não tava nem aí. Na verdade, eu nem sabia bem como lidar.

Tive um período extremamente estressante, duas semanas antes do meu aniversário, que resultou na minha pessoa chorando no banheiro de nervoso e se perguntando porque que a vida é assim. Foi bom, por um lado, chorar, porque sinto que tinha muita coisa engasgada aqui na garganta e que eu precisava demais liberar, de alguma maneira. Mas, claro, foi algo que me fez repensar o que é que eu tava fazendo com a minha vida. Que é uma pergunta a qual eu sempre retorno, de tempos em tempos, pelas mais variadas razões.

E foi nessa vibe meio melancólica, meio “cadê o manual que era pra vir com a minha vida” que eu completei 26, desejando ardentemente acordar e já saber todas as respostas e resoluções do mundo, porque aprender no duro tudo o que precisamos aprender não tá fácil mesmo. Meu último ano foi menos pesado que os meus últimos, em termos de aprendizagem, mas ainda assim consolidar o conhecimento e definir objetivos em cima dos meus achismos não é lá muito simples. Foi um ano em que deixei algumas coisas de lado, para dar prioridade a outras. Foi o ano em que, nos 45 do segundo tempo, resolvi que tinha que aprender a lidar com dinheiro. Foi o ano que resolvi tratar minha pele, de uma vez por todas, mesmo que isso signifique tomar um remédio cuja bula dá medo até nos mais corajosos. Foi o ano em que percebi que algumas coisas não precisam seguir comigo só porque algum dia elas foram legais pra mim. Foi o ano em que eu percebi que o meu senso de responsabilidade, tão overrated, estava acabando comigo. Eu abri mão de diversos objetos, situações e pessoas, porque senti que era minha obrigação – e unicamente minha – garimpar e montar o grande – e possivelmente belo – moodboard da minha vida e que ninguém ia melhorar a minha vida por mim.  Não é tudo que a gente pode excluir ou se afastar, mas acho que o que a gente pode, a gente deve (se não nos fizer bem, claro). Vejo isso, hoje, como abrir espaço para coisa legais acontecerem.

Ainda me sinto uma impostora no papel de pessoa maior de idade, apesar do teste que eu fiz lá no buzzfeed sobre o quanto adulta eu sou ter dado 63% – um resultado bem bom, aparentemente. Tô fingindo tudo muito bem, mas ainda queria chegar em casa e ter janta pronta, roupa lavada e o total de 0 contas pra pagar. Minha grande impressão, nesse último ano que envolveu meu primeiro ano morando all by myself com o bofe, é que meus pais estiveram certos o tempo todo e eu fui TÃO BURRA de não levar à sério. Eu sou super a favor de quebrarmos nossa cara e aprendermos tudo nós mesmos – inclusive, acho que não há outra maneira de aprender as coisas, porque eu SEMPRE aprendo quebrando a cara, com algumas exceções mais óbvias, que já foram muito provadas para que eu ainda possa duvidar delas. Mas meio que sinto falta de saber alguma coisa, de ter levado à sério e prestado atenção no que meus pais fazem para as contas baterem, a comida não estragar, as roupas não perderem a cor e todo mundo ainda viajar no verão. É tudo difícil, é tudo complexo e eu sinto que os 25 foram meu primeiro ano na vida realmente adulta e eles caíram sobre mim como uma avalanche de responsabilidades.

Mas, como sempre, há a esperança. A esperança, meus caros, ela nunca morre e nunca muda, por mais que cresçamos e os nossos desejos de aniversários mudem de um joguinho legal para um sutiã que permite a essa pessoa peituda usar tomara-que-caia como qualquer mocinha tamanho 40/42 (true and astonishing story). E, como não podia deixar de ser, eu espero coisas para esses meus 26 anos. Queria apenas let it be e aceitar o que vier, mas não vai acontecer enquanto eu for que eu sou. Portanto, sim, vamos aos meus desejos dos 26 anos de uma vez:

 ∴

+ Aprender, de uma vez por todas, a usar o meu dinheiro (e conseguir montar uma poupança);

Já perdeu mesmo a graça esse negócio de ficar lisa na primeira semana do mês e passar as outras 3/4 semanas catando trocado na bolsa. Não dá e eu estou focada em melhorar minha situação financeira e conseguir sair do fundo do poço o suficiente para juntar até dinheirinho em uma poupança (porque, right now, tá tudo indo pras contas mesmo).

+ Conseguir finalizar a minha transição capilar;

Creio que eu tenha mais um ano, mais ou menos, de transição pela frente. Não está tão difícil, atualmente, principalmente porque meu cabelo está caindo bastante (por conta do tratamento com Roacutan) e, querendo ou não, isso faz com que ele se renove mais rápido. Ele já está cacheando bastante e eu estou focada no low/no poo e espero que, ao fim dos meus 26, eu já esteja de volta ao meu natural. (:

+ Ser estudante novamente;

Tenho me sentido meio inquieta, querendo aprender alguma coisa. Tenho que fazer uma pós, um curso de idiomas (francês!), qualquer coisa para aprender algo novo, porque estou me sentindo como se estivesse à toa na vida.

+ Ser uma dona de casa melhor;

Embora eu já tenha aprendido um bocado, ainda compro coisas que não uso em tempo hábil, meu armário de mantimentos é uma bagunça, minhas roupas limpas se acumulam no quarto (sem serem dobradas ou guardadas), os pratos (algumas vezes) ficam mais de dois dias sem serem lavados e o quarto da bagunça nunca deixa de ser o quarto da bagunça. Preciso melhorar muito mesmo.

+ Montar um guarda-roupa legal;

Meu guarda-roupa é meio perdido no tempo e no espaço. Tentei fazer um armário cápsula, mas terminou não dando muito certo. Ainda estou tentando encontrar o meu estilo e espero que nessa nova idade eu consiga montar um guarda-roupa que faça sentido comigo.

+ Ser mais saudável;

Cansei de tomar remédio. Quero ser mais saudável, comer melhor, fazer meu exercícios e ser uma pessoa mais equilibrada, em todos os sentidos.

+ Terminar de mobiliar a nossa casa;

Sério, gente, não tá boa essa demora pra comprar a mesa da sala. Começo a pensar que vamos ficar sem mesa mesmo, haha.

Acho que é isso. Quem tiver dicas pra me ajudar a conseguir essas coisas que pontuei, por favor, deixe aqui nos comentários. E quem não tiver também, porque sempre gosto quando vocês comentam! ♥

Da rotina

Economizando em casa – para preguiçosos

Em tempos de crise, o cafezinho é em casa

Hoje o assunto é um tema tabu: dinheiro. Não gosto de falar muito sobre isso, mas ignorar também não faz muito sentido, principalmente no momento que estamos vivendo. Porque não sei se vocês tão sabendo, mas aparentemente estamos em crise. E, né. Tem um tempo já. Pergunto essa pergunta estapafúrdia porque eu passei um tempo fazendo a egípcia para os dramas relacionados à essa maravilhosa onda de bosta que vem zoneando nosso país. Não que eu curta viver a vida ignorando a realidade, mas é que pensar que nosso dinheiro ainda vale alguma coisa é tão mais divertido, né?

A realidade é que não tá fácil pra ninguém e esse mês de abril jogou essa verdade na nossa cara. A gasolina aumentou, temos um IPVA mara pra pagar, comida não tá barato e restaurante menos ainda.  Não é fácil se adaptar de ter 0 contas pra pagar (morando na casa dos pais)  a ter todas as contas pra pagar (morando com o bofe), então a gente sofreu um certo choque nesse começo de ano, com tantos impostos que a gente nunca tinha lidado e, além disso, com o aumento de vários itens de consumo (inclusive, pausa para reclamar da Isotretinoína, que desde Janeiro já aumentou duas vezes!) e da gasolina. É isso, miga, vamos economizar. Não tem jeito, não tem opção.

O que geralmente dói mais em economizar é perder os confortos da vida. De repente, temos que cozinhar a marmita, não podemos mais comer fora durante a semana. Não dá pra pegar táxi quando não estamos no mood de andar de ônibus nem ter alguém para limpar a casa pra gente e passar nossas roupas. Vamos ter que fazer tudo, do jeito mais difícil. Mas: não tem que ser DO MAIS DIFÍCIL. Vou aqui passando umas dicas de economia pra vocês que eu tenho colocado na minha vida e que tem me ajudado, preguiçosa que sou, a economizar e, ao mesmo tempo, curtir um tempinho pra mim.

+ Marmita pra sempre. Eu sei, só de pensar em cozinhar, já dá uma preguiça sem tamanho. Também sou desse time e te entendo. Amo cozinhar, mas cozinhar por obrigação é um saco. De qualquer forma, chegamos a esse ponto que comer fora simplesmente não é mais uma boa opção. Os bons restaurantes são caros e o baratos, bem, melhor evitar pelo bem do meu estômago – já que foi-se o tempo em que eu era um avestruz e podia comer qualquer coisa e ficar de boas. Uma boa solução pra quem morre de preguiça de chegar em casa, à noite, todo dia, e cozinhar é fazer as marmitas da semana toda no domingo. Eu geralmente, divido. Cozinho marmitas para dois dias no domingo e, na terça, cozinho novamente, para o restante da semana. Funciona pra quem não consegue comer a mesma coisa todos os dias (eu), embora seja um pouquinho mais trabalhoso. Se você não tem essa frescura (!), você pode cozinhar a sua comida toda de uma vez e armazenar no congelador. Dá super certo e você fica livre de ter que ir pra beira do fogão durante a semana. \o/

+ Repense os trajetos. Gasolina, gente, não é uma coisa barata. O grande drama, aqui em Recife, é que passagem de ônibus também não é. Principalmente se você mora longe do trabalho, como eu. A passagem aqui está custando, basicamente, o preço de um litro de gasolina (R$3,85). Daí, realmente, se eu e o bofe formos pagar passagem pra ir e voltar do trabalho, nós só vamos perder o conforto do nosso carro adquirido a duras penas, pois a compensação financeira é zero. Como não dá, no momento, pra mudar pra perto do centro da cidade, a nossa solução é achar maneiras de encurtar o nosso tempo no trânsito, gastando assim menos gasolina. Saímos um pouco mais cedo de casa e, agora, eu fico com o carro na grande maioria dos dias, pois o caminho deixando W no trabalho é bem mais tranquilo do que quando ele me deixa lá. De qualquer forma, vale fazer a conta, na sua cidade, e ver o que vale a pena pra você. Como a qualidade do transporte público daqui deixa demais a desejar, para para fazer sentido mudar pra ônibus a diferença financeira tem que ser, definitivamente, mais de R$50. Menos do que isso, ainda prefiro andar de carro.

+ Otimize as tarefas. Passar as roupas todas de uma vez otimiza o tempo que você vai ficar nessa tarefa e ajuda a economizar energia do seu ferro. Juntar bastante roupa no cesto e lavar tudo de uma vez faz com que você precise usar menos vezes a máquina de lavar, gastando assim menos energia. Tem várias pequenas tarefas que requerem os mesmo produtos ou aparelhos e que você pode fazer de uma vez só, para economizar sua energia e seu dinheiro. Pense no que se aplica na sua casa. (:

+ Compre quando precisar. Eu costumava ter sempre um estoque de comida. Duas latas de atum, dois sacos de leite, 4 pacotes de miojo. A grande questão é que tem coisas que você compra just in case e que você não usa nem mesmo no mês que você comprou. Por exemplo, aqui em casa não comemos tanto doce, o que leva uma caixa de leite condensado a levar séculos para ser utilizada. Também demoramos demais para consumir frutas e verduras e elas terminam estragando. Por isso, agora eu compro comida apenas quando vou fazer alguma coisa (cozinhar) com ela num futuro próximo. Claro, isso não se aplica a coisas que se consome muito rápido ou que absolutamente não podem faltar (papel higiênico, por exemplo). Observe seus hábitos e veja o que é extra e pode ser comprado quando for necessário e o que vai fazer muita falta se acabar e você não tiver nada pra repor.

+ Feche as torneiras. Não apenas as físicas, mas as metafóricas. Se você está endividado ou numa situação apertada, não faz sentido ficar comprando e comprando, gastando com coisas que não são necessárias. Claro, todo mundo tem direito a um ‘respiro’ de vez em quando, mas tome cuidado para que essas exceções não ponham a perder todo o esforço que você fez durante o mês. São pequenas coisas que quebram o orçamento. Um hidratante aqui, aquele docinho depois do almoço ali e é isso, não se tem mais um pau pra dar num gato (apenas expressão, gente, amo animais). Cancelei algumas assinaturas que não são, na realidade, tão necessárias assim. Parei com docinhos depois do almoço ou no lanche da tarde e nem lembro bem a última vez que entrei numa loja de cosméticos para comprar alguma coisa (provavelmente nem faz tanto tempo, mas é que né, sou dramática). Apenas o Netflix permanece, porque né? Amor. No mês atual, eu só tenho comprado remédios, comida, gasolina e presentes (ocasionalmente, em datas que eu realmente não ache que dê pra passar sem). Viajei com meus pais no feriado (gasolina por conta deles, eba!) e comprei um vestidinho e uma rasteirinha porque eram, realmente, uma oportunidade muito boa e com um valor amigo demais pra ignorar. São exceções. Mas, no geral, estou evitando de tudo, porque não tá fácil.

E é isso, gente! Por enquanto, tenho passado umas vontades, mas tô guardando tudo aqui no coração, porque um dia passa (e se não passar, a gente junta um dinheirinho e acaba com a vontade). Taurino é ser que gosta de luxo, do bonito, do conforto e eu sou uma taurina da gema – ou seja, não tá sendo fácil. Mas nunca é e eu sempre acho que esse momentos ensinam demais pra gente. Estou tentando tirar as lições dessa situação, tentando aprender a ser mais objetiva em relação a dinheiro e mais econômica. Isso não apenas para as contas baterem, mas para que eu possa, com o bofe, realizar alguns sonhos. Dinheiro ainda é a maneira como muitos dos nossos desejos podem ser realizados, então aprender a lidar melhor com ele não é nenhuma vergonha – é simplesmente lógico.

E vocês, têm alguma dica de economia para me dar? Comentem!

Cabelo, Da rotina

7 meses de transição capilar e minha vida so far

7 meses de transição

Tanta gente chegou aqui no blog através do meu guia rápido da transição capilar que eu entendi que esse era um assunto que interessava quem estava me lendo aqui – o que, pra mim, é maravilhoso, já que eu ADORO falar sobre isso e tenho pouquíssimas pessoas ao meu redor que entendem, de verdade, o que eu estou passando. Então decidi que vou postar mais um pouco aqui sobre o meu processo de recacheamento e como está sendo essa minha caminhada (que será longuíssima) rumo aos cachos perfeitos – ou seja, os meus.  <3

A minha última progressiva data do mês de junho, portanto faz aproximadamente 7 meses que eu estou em transição. Não é o maior tempo de transição da história, mas já deu pra pegar alguns macetes e sofrer algumas derrotas. Vou por tópicos, porque quem me conhece sabe que amo listas, mesmo quando não faz sentido usá-las. Eis alguns aprendizados:

  1. É preciso estar certo e preparado para seguir com a transição capilar. Eu já sabia que era isso que eu queria, quando decidi, depois de uma primeira tentativa frustrada, voltar aos cachos. Decidir em prol do nosso cabelo natural, depois que já alisamos e fizemos a bagunça nele, requer um estado de espírito inspirado e uma forte determinação, coisa que a gente não sente o tempo todo. Por isso, o que eu digo pra quem está pensando em começar a transição, mas não tem certeza, é: tenha certeza. Não faça porque todo mundo está fazendo, porque não é FÁCIL. Não é a coisa mais difícil do mundo, obviamente, mas a gente tem que estar de bem com a gente pra conseguir lidar com os dramas do caminho.  Pesquise bastante, leia, converse com pessoas que estão fazendo a transição e, se você sentir que é algo que seu coração quer, vá em frente. Lembre-se que o cabelo é seu, então as decisões também são suas.
  2. O preconceito está em todos os lugares. E você vai ter que aprender a lidar com ele. Sim, muitas pessoas ainda acham que cabelo cacheado é bagunçado, desarrumado, rebelde, ruim e tantos outros adjetivos negativos que se possa dar. E esse tipo de adjetivação vai vir de onde você menos espera e, muitas vezes, de pessoas que você gosta e respeita. Nesse caso, acredito que entrar em pé de guerra com todo mundo não é a solução, porque esse tipo de pensamento é simplesmente algo cultural, que temos que problematizar. Lembra que até pouco tempo eu também achava isso, até alguém problematizar pra mim e eu me desvencilhar desse preconceito? Pois é. O trabalho de quem está em transição é dobrado, porque além de você ter que trabalhar em si mesma, também tem que trabalhar nos outros, questionando as afirmações que eles trazem. Não, meu cabelo não é ruim (inclusive, fez mal a ninguém, até onde eu sei), ele não é mal cuidado (hidrato sempre que lavo e, ao contrário de quando ele passava 3, 4 dias na chapinha, ele está sempre cheiroso) e não é bagunçado (apenas tem um formato diferente do liso, that’s all). Claro, tem gente que não vai entender e com quem não adianta discutir. Com esse tipo de gente, a gente segue a vida, porque, no fim das contas, o que é que essa galera tem a ver com nosso cabelo mesmo?
  3. Talvez você precise fazer uma escova de vez em quando – e não tem problema. Enquanto eu não concordo muito com a técnica de fazer escova no cabelo até ele crescer todo – já que alisar o cabelo com calor, repetidamente, pode machucar os seus cachos – não vejo nenhum problema em fazer uma escova de vez em quando. Convenhamos que o cabelo em transição não está em sua melhor forma, já que eles está parte cacheado, parte alisado. No meu caso, creio que uns quatro dedos de raiz (sem esticar) estão naturais, então, sim, as coisas às vezes não dão certo mesmo. Então, em caso de tenho-um-casamento-pra-ir-e-nada-fica-bom, não fique triste nem envergonhada em fazer uma escova e seguir com a vida. Você não aderiu ao lado negro da força, você não destruiu seus cachos pra toda eternidade – foi só um momento em que sua transição não te ajudou e você precisou de outra solução.
  4. O difusor é o seu melhor amigo. Nada tem me ajudado tanto nesse período de transição quanto o meu difusor. Sério. Então, se você quer ser mais feliz nesse período tão difícil da vida, arranje um difusor pra chamar de seu. A verdade é que é muito difícil fazer com que seus cabelos assumam um forma que não seja liso-esticado quando você está em transição e MAIS DIFÍCIL ainda é fazer com que permaneçam dessa forma. Por isso, o difusor é essencial. Uso assim: passo o finalizador da minha preferência, amasso pra sempre até se formarem onda/cachos e coloco o difusor rapidamente nas mechas, para evitar que as ondas se desfaçam. Não seco completamente, deixo 90% seco (o suficiente para segurar sua forma) e o restante eu seco ao natural. Depois dou uma amassada nos cachos para soltar do molde (geralmente eles ficam rígidos, porque uso gelatina/gel junto com o creme de pentear) e, pronto, tá tudo certo. Difusor: é vida.
  5. Achar o seu produto perfeito não é fácil – mas não é impossível. Cada cabelo interage de um jeito com cada produto, portanto o que deu certo pra sua colega pode não funcionar pra você. Procure se guiar por pessoas que têm um tipo de cabelo parecido com o seu quando for julgar opiniões sobre produtos. O meu cabelo, por exemplo, aparenta ser um 2c/3a (ainda estou esperando ele ficar natural para eu poder opinar com certeza), portanto procuro me guiar por blogueiras e amigas que tenham o cabelo parecido. Além disso, não tenha medo de testar. Ao contrário do que se acredita, o produto não precisa ser carérrimo para ser bom. Você pode, calmamente, ter um resultado sensacional com o seu cabelo com um creme bem baratinho e pelo qual você não dava nada. Os meus favoritos atualmente, por exemplo, são escolhas ‘na média’ e que não levam ninguém à falência (principalmente levando-se em conta que eu não tenho tanto cabelo assim, então não preciso usar tanto produto): o Tô de Cacho, da Salon Line, para cachos 2 A/B/C e 3A e o Redutor de Volume da Capicilin (o laranjinha), que ajuda demais a segurar a definição dos cachos. Ambos têm um valor ok (não lembro exatamente o quanto paguei por cada um, mas acho que ficam na faixa dos R$10 – R$15) e dão super certo comigo.
  6. Condicionador pode ficar no cabelo SIM! Essa foi uma descoberta que MUDOU minha vida. Ao invés de enxaguar todo o condicionador, ao fim da lavagem, comecei a deixar o suficiente para sentir meus cabelos hidratados. É uma coisa bem de toque mesmo, de sensação. Deixo o suficiente para não sentir os cabelos pesados, mas também o que vai deixar os cachinhos hidratados. Boa parte do produto já sai, também, quando eu vou apertando ele com a camiseta, para que ele pare de pingar. O que fica, ajuda a manter os cachinhos com menos frizz e mais brilho. Façam esse teste, porque ele life-changing mesmo.
  7. Camiseta de algodão for life. Demorei para aderir a essa dica de enxugar o cabelo com uma camiseta de algodão, mas gente: é maravilhoso. Sugiro que aposentem desde já uma camiseta (eu roubei uma do boy) e comecem a usar como toalha para o cabelo de vocês. Sério, diminui o frizz de um jeito que eu não achei possível.
  8. Quando tudo der errado, abrace os grampos e os prendedores. Na minha casa, tem grampo e prendedor de cabelo em tudo quanto é canto. Sério. Eles salvam a vida quando o cabelo não quer colaborar de jeito nenhum.

 

Então, essas são as minhas dicas e descobertas so far. Alguma coleguinha em transição querendo dividir dicas? Ou fazer perguntas? Comentem! 😉

Da rotina, Mundo Blogueiro

Mudanças no blog em 2016

Algumas mudanças vão rolar no blog, em 2016, e achei que era importante fazer um post, ainda que curtinho, explicando vocês, meus leitores – que são a razão pela qual eu não estou falando com o vento, aqui. Uma das mais importantes é que abrirei o blog para anúncios.

Sempre fui muito resistente a adicionar anúncios em qualquer blog que eu tivesse e, por muito tempo, nunca cogitei sequer a opção de fazer um conteúdo patrocinado ou abrir espaços para empresas no blog. Só que muitas águas já passaram por debaixo da ponte da minha vida e agora eu vejo que, apesar disso ser um hobby pra mim, não vejo o porquê d’eu não poder receber dinheiro pelo trabalho (ainda que feito no tempo livre e de forma divertida) que eu desempenho aqui. Já tive algumas parcerias aqui e foram bem tranquilas e não pareceram atrapalhar o fluxo normal do blog, então creio que não é a maior desgraça do mundo. Não é que eu ache que eu vou ficar rica ou mesmo que vou receber alguma quantia decente abrindo o blog para anunciantes – até porque continuo chata e certo espaços eu simplesmente não quero abrir – mas apenas acho que, principalmente nos tempos atuais, qualquer dinheiro, é dinheiro. Se cobrir o valor da minha hospedagem, já estou feliz.

Portanto, sim, o blog terá anúncios. Não tantos. Escolhi a barra lateral e o footer como locais liberados para esse ponto. Evitei o post, porque eu particularmente odeio anúncios lá – e creio que quase ninguém gosta, né? Também disponibilizarei, em breve, o mídia kit do blog, para conteúdos patrocinados e outros formatos. Obviamente, quando o assunto for ações, resenhas e conteúdos patrocinados, vocês podem contar com o meu bom senso – jamais indicarei um produto em que eu não acredite. Pra mim, é importantíssimo zelar pela confiança que vocês depositam em mim e isso, definitivamente, não tem preço.

Junto com essa abertura, vem também (acho que vocês vão gostar) uma agenda mais assídua de publicações. É, eu sei, tava demais aquele negócio de publicar uma vez por semana (ou por mês) ano passado, então pretendo ir aumentando a quantidade de publicações aos poucos, de acordo com o feedback que eu for recebendo. Vocês foram maravilhosos comigo, visitando meu lugarzim mesmo quando o blog estava entregue às moscas, então nada mais justo do que devolver isso pra vocês com uma doação maior de mim para esse cantinho. Espero que vocês curtam.

Unida à essa maior assiduidade, trarei novas categorias e assuntos. Nada muito engessado, porque já sei que isso não funciona comigo, mas algo pra me guiar e me ajudar a desenvolver minha ideias. Vou falar mais sobre meus projetos pessoais, dividir inspirações e dar dicas de coisas que funcionam comigo – e podem funcionar com vocês também. Nada muito diferente do que eu já vinha fazendo, talvez só um pouco mais estruturado.

Enfim, é isso. Acontecerão algumas mudanças, mas creio que transição será suave. Deixem seus comentários sobre o assunto aqui, gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre isso. (: