Da rotina – Amanda Arruda - Página: 2
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Da rotina

Da rotina, Opiniões que ninguém pediu

Sobre ansiedade, perfeccionismo e como ser o melhor não é ser feliz

Foto: Roza

Foto: Roza


“Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal.”  Mateus 6:34 

A ansiedade é uma coisa chata, não é não? Principalmente porque eu venho de uma época (sim, meu real eu tem 70 anos e acha que já pode falar coisas assim) em que ansiedade não era uma condição psiquiátrica e sim uma mera e inocente característica, como ser falante ou organizada. “Sou ansiosa”, dizia a quem quisesse ouvir, enquanto pensava sempre à frente e me sentia bem por isso. “Pelo menos, estou preparada para tudo o que pode me atingir”, eu me iludia, enquanto me preocupava com doenças que não aconteceram e notas ruins que nunca viriam. Hoje penso que não é à toa que me casei com uma pessoa que é meu total oposto, o rei da calmaria zen, que se preocupa com nada além do hoje e inicia as coisas independentemente do fato delas poderem dar errado, enquanto eu passo a vida perdida em cálculos e possibilidades, fazendo absolutamente nada, muito assustada para dar o primeiro passo em alguma coisa e não ser absolutamente magnífica nisso. A gente tem que equilibrar a nossa vida de algum jeito e que bom, que sorte, encontrar alguém para jogar diariamente na minha cara que, algumas vezes, eu sou meio desnecessária e que eu deveria me preocupar um pouco menos. Ou muito menos.

Penso que a nossa sociedade nos ensinou a ser assim. Houve uma época em que ser ansioso era simplesmente ser a pessoa que se preparava com antecedência para prova ou que checava e rechecava os trabalhos para ver se tudo estava nos conformes, antes de entregar. E eu acho que ter um nível saudável de preocupação é normal e aceitável e nos torna humanos e funcionais. Afinal, algum nível de planejamento é necessário para que possamos viver uma vida de acordo com os nossos interesses. Porém quando a preocupação é ruim o suficiente para nos fazer passar noites em claro com frequência, nos preocupando com o que já foi ou com o que vai vir, a barreira do saudável já foi mais do que transposta. E isso nos coloca entre um dos contaminados por essa pandemia chamada ansiedade que, como micróbio não supervisionado, se multiplicou rápida e sorrateiramente, de forma que todo mundo que eu conheço, praticamente, é ansioso.

No fundo, sei que isso vem da nossa necessidade de estar à frente de todos. Do perfeccionismo. Da vontade de ser o melhor, de ser o mais apto, o que vai contornar o problema da melhor maneira, o que vai vencer os obstáculos da forma mais tranquila possível. Ainda lembro das vezes que meus pais disseram que eu deveria ser a melhor, obviamente com a mais pura das intenções, querendo nada mais do que me incentivar a estudar e construir um futuro decente para mim e a família que eu haveria de ter, um dia. Porém, hoje, vejo que talvez esse não seja mais um conselho que eu dê para os meus filhos, apesar de entender o que nos levaria a fazê-lo. A realidade é que, como os meus pais (apesar do que eles falaram e do que eu acreditei anteriormente), eu não me importo, realmente, que os rebentos que eu venha a ter sejam os melhores no que eles fazem. Não me interessa que sejam super bem-sucedidos, que tenham um negócio próprio, que construam o seu nome, que deixem sua vida gravada na história do mundo. Mas pra quê tudo isso? De que adianta todas essas coisas, no frigir dos ovos? O que me importa, realmente, é que eles sejam felizes. E também não precisa se fazer uma competição disso. É só: feliz. Fazer o que estiver bom para si e para os outros. Se tratar com gentileza. Correr atrás dos seus sonhos, independentemente dos resultados. Inclusive: se despreocupe em relação aos resultados. Os resultados não são importantes agora. Viver o momento presente é que é.

Nós podemos fazer o nosso melhor, mas não temos nenhum controle sobre o que pode vir a acontecer depois das nossas ações. Simplesmente não temos. Nem sempre os nossos atos estão conectados com os outcomes. Você pode chegar cedo no banco, com todos os documentos em mãos, mas o sistema pode sair do ar e você pode não resolver nada do que esperaria. Você pode organizar uma viagem para a praia, levar em consideração todos os detalhes possíveis, mas não pode controlar o tempo. Você pode falar algo (como meus pais falaram, há anos atrás) na melhor das intenções, achando que está fazendo o maior bem para alguém, mas cada um interpreta e traduz da sua própria maneira. A gente não tem controle sobre as coisas e isso nos deixa desesperados. Nós, seres humanos, queremos ter tudo debaixo de nossas asas. Queremos garantir que cada coisinha saia de acordo com o nosso script. Mas não é bem assim que a banda toca. Deus (ou a força maior do universo, ou no que quer que você acredite – ou não) tem seus próprios planos também e, algumas vezes, não são tão simples quantos os nossos ou não tão complexos. E lições precisam ser aprendidas. Toda provação nos dá, sim, acesso a um novo conhecimento, uma clareza, uma luzinha a mais na grande escuridão de tudo que desconhecemos.

Eu nem sou tão velha assim (26 anos já dá pra dizer que é velha?), mas já passei pela minha cota de transtornos (e pelas aprendizagens que os seguem) o suficiente para saber que por pior que uma situação seja, this too shall pass. De uma forma ou de outra, o desespero não dura pra sempre. Ou acabamos com ele ou aprendemos a lidar com ele, mas ficar com a cara lisa diante da tempestade é algo que nunca vai durar muito tempo. Vamos sempre aprender, criar e transmutar, para tornamos uma situação indesejável em algo com o qual podemos lidar. Isso é algo com que podemos contar sempre. Nossa capacidade de mudar nossa realidade, uma vez presentes nela.

Acontece que, com a ansiedade, não estamos no aqui, agora. Estamos no futuro, pensando em como lidaremos em contar pra família se em algum momento das nossas vidas tivermos câncer, ou no passado, nos preocupando se deveríamos ter comido/bebido determinada coisa, pois essa coisa pode nos fazer mal. Sempre em dois tempos que não podemos tomar nenhuma ação física. Sempre longe do momento em que tudo é possível, em que nossas ações e sentimentos realmente importam. O que aconteceu não pode ser modificado, o que vai acontecer não pode ser determinado. Tudo o que o importa é o momento atual, em que podemos fazer o nosso melhor (o que significa o melhor que temos a oferecer, sem comparações com coleguinhas, sem apego aos resultados), lidando com  os problemas que realmente temos em nossas mãos, ao invés de nos preocuparmos desnecessariamente com o que sequer sabemos se vai chegar.

Eu entendo que toda essa teoria é bonita, mas que na prática o peito aperta e a gente nem mesmo sabe por que e do quê tem medo. Eu sei, porque eu também passei noites em claro e dias em angústia. Eu sei porque eu também sou uma perfeccionista que acha que nada vale a pena ser feito se não perfeitamente, mesmo que no meu consciente eu saiba que não existe nada que seja perfeito nesse mundo e que na maioria das vezes o “bom o suficiente” é mais do que o necessário. Mas eu tenho melhorado. Eu tenho revisto meus pensamentos. Tenho feito meditação. Tenho confrontado aquela voz interna que sempre pensa o pior dos outros e de nós. Ela não sou eu, eu não sou ela. Tudo bem se preocupar, mas até que ponto isso é útil? É uma pergunta válida e que sempre faço quando me sinto sufocada pelas minhas preocupações recorrentes. Algumas vezes é mais simples fazer algo em direção da resolução do problema ou, se não há problema algum (no caso das coisas que nem aconteceram) simplesmente ser gentil com nós mesmos e confiar que saberemos agir, de uma forma ou de outra, no momento adequado.

Também tenho notado minhas angústias e tenho aberto o jogo com as pessoas que se importam comigo e, agora, com vocês. Estou aqui, nesse momento, escrevendo esse texto, depois de semanas sem vontade de fazer absolutamente nada, porque eu simplesmente não conseguia me concentrar em nada, além da minha ansiedade, que estava em seu pico. Eu sabia que precisava me abrir, porque falar sobre um problema nos ajuda a entendê-lo melhor – até porque eu tenho certeza não sou a única lutando para seguir nesse barco desgovernado. Mas ação, que é bom, nada. Porém, agora, estou aqui. This is enough. Eu sabia que não podia dividir as minhas leituras do mês (que estão muito boas, inclusive) ou meus desejos para o próximo ano enquanto não abrisse o jogo sobre isso. Por que eu sei que pode ajudar não só a mim, mas aos gatos pingados que me leem aqui. Você não está sozinho nessa, amigo. Tá todo mundo mal (como diria Jout Jout), mas tudo bem, porque nada disso é pra sempre. Confie em você, confie no próximo, confie na vida, confie em Deus. Confie nessa energia que há milhares de anos vem governando a Terra e seus seres vivos. Sim, coisas terríveis acontecem e ninguém sabe muito bem o porquê. Pessoas têm que passar por provações horríveis, é verdade. Nós mesmos temos nossas próprias batalhas e monstros noturnos. Mas: há aprendizado em tudo isso. Há crescimento. Há uma pessoa melhor, a cada luta travada, a cada obstáculo vencido ou contornado. Eu falo por experiência própria que as situações ruins na minha vida sempre me ensinaram algo novo. Esperança, confiança, respeito ao próximo, paciência. Mesmo os problemas com que a gente não sabe lidar nos ensinam algo. Então, confie. Confie que, no momento em questão, você fará o melhor dentro de suas possibilidades. E isso será suficiente, do jeito que for.

Pessoal, estou aberta a responder comentários e dúvidas (como sempre), mas como sabemos sou apenas uma blogueira, não médica. Se a ansiedade estiver atrapalhando a sua vida, procurem um profissional, por favor. A ansiedade é uma doença e, como várias, podemos usar rotas alternativas para tratá-la, mas algumas vezes a tradicional é a melhor opção, ok? Fiquem bem, estamos juntos nessa ♥

Da rotina

Desculpe a ausência

Hi, Life. I brought you some flowers.

Perdi as contas de quantas vezes ensaiei escrever esse post. Acontece que uma vez que caímos nas graças da nossa amiga inércia, fica muito difícil voltar às boas com a nossa produtividade. Além do quê, a minha vida não está ajudando. Ela está muito complexa para ser reportada. Desde agosto tem acontecido nada além de novidade em cima de novidade, mudança em cima de mudança. Umas boas, outras nem tanto, todas fazendo com que eu me movimente desconfortavelmente de uma rotina para outra num piscar de olhos. Eu já disse a vocês o quanto eu odeio mudanças? O quanto eu tenho preguiça de criar novas rotinas e fugir do que eu já sei que dá certo? Pois bem, então vocês podem imaginar a quantas não anda a minha cabecinha ultimamente.

Em novembro, finalmente, a poeira baixou e pudemos identificar, por cima, alguns mortos e feridos e outros sobreviventes ilesos. E chegamos à seguinte situação: estou atualmente desempregada, com algum dinheiro na poupança (obrigado, Deus, pelo fundo de garantia e pelas multas rescisórias) e com algumas poucas ideias de como fazer para seguir em frente. É a segunda vez que fico desempregada na vida – a última foi há 3 anos atrás (eu sei, não faz tanto tempo assim – umas das causas pelas quais odeio e amo trabalhar com publicidade). E o sentimento dessa vez é um pouco menos aterrador. Apesar do medo desse grande desconhecido chamado possibilidades, atualmente estou um pouco mais confiante de que tenho bons caminhos pela frente. Isso não quer dizer, claro, que não me bata uns ataques de ansiedade de vez em quando, nos quais eu tento respirar fundo e me controlar, dizendo que vai dar tudo certo, de uma forma ou de outra. Eles batem, mas estou lidando bem com isso. Sei que tudo acontece por um razão e, possivelmente, Deus queria me dar um tempo para realinhar meu rumo. E será isso que eu farei.

Estou, aos poucos, trazendo alguns projetos meus de volta à vida. Um deles é, finalmente, tomar as rédeas da minha alimentação e do meu físico em geral, que não anda bem e, nesses meses de loucura, desceu mais ladeira abaixo ainda, se é que isso era possível (era). Jamais estive tão gorda na vida e não estou feliz com isso e tampouco meu corpo está lidando bem com o sobrepeso. Portanto, abracei com vontade a meta de perder 10kg em 3 meses, voltando ao meu IMC saudável, assim. Estou fazendo escolhas melhores, me hidratando bem, indo à academia e tentando ser mais ativa, de modo geral. Meu boy queria que eu compartilhasse esse projeto aqui, como uma categoria à parte e fizesse um auê sobre isso, mas sabe? Não quero. Deus sabe quantas dietas e projetos eu já comecei e, realmente, é ótimo ter pessoas pra cobrar. Mas, sei lá, simplesmente não encaixa com o que eu estou vivendo no momento. Estou em descoberta comigo mesma e sinto que a única força de que preciso está dentro de mim e todo esse buzz externo pode me incomodar e atrapalhar. Portanto, devo compartilhar algumas coisas sobre essa empreitada no meu instagram e twitter (e até aqui, no blog), porém nada muito detalhado, provavelmente.

O blog, também, é um projeto a que quero dar mais atenção. Ele é sempre deixado de lado nos momentos difíceis, o que é um absurdo, mas é como eu atualmente lido com as coisas. Mas, bem, vamos mudar isso? É o que eu desejo e, com alguma sorte, aparecerei mais vezes, para tratar de assuntos mais amenos. Quero voltar a estudar francês, quero fazer alguns cursos para a minha área de trabalho, quero limpar o quarto da bagunça de uma vez por todas, quero ler os livros abandonados na minha estante, quero viajar. São muitos projetos, até. E talvez seja isso que me fez ficar paralisada por um tempo. Assim, estou retomando cada um deles aos poucos. Comecei com a alimentação saudável e os exercícios, pois me pareceram os mais importantes. Agora estou aqui, dando alguma atenção ao blog. E, passo a passo, vou reorganizar minhas prioridades e fazer andar, novamente, o trem da minha vida.

Queria muito ser dessas pessoas que partem de uma para outra em um piscar de olhos. Infelizmente, não é a minha. Meu mercúrio em touro (desculpem pessoas que odeiam astrologia, apenas sigam em frente) tá aí pra dizer que a minha lentidão não é invenção minha. Eu demoro a entender, de verdade, o que está acontecendo – embora seja boa em fingir que tá tudo lindo, tá tudo belo e tô sacando a porra toda. Porém, parte dessa ‘demora’ é relativa ao meu entendimento de que as coisas simplesmente não se resolvem do dia para a noite. As reações às ações não são bombásticas e rápidas como acender uma dinamite. Acredito que a vida seja mais parecida com as transformações da fermentação na massa de um pão. Leva mais tempo para a gente saber qual vai ser o resultado final. Assim sendo, eu espero um pouco mais para chegar à uma conclusão sobre os acontecimentos da vida. Tudo é complexo, nada é apenas ruim ou bom. Para todo riso, há uma lágrima – para todo ponto, um contraponto.

Mas, bem, rápido ou não, aqui estamos. Obrigado a vocês quem continuam vindo aqui, não importa quantas teias de aranha se acumulem. Vocês são incríveis e dias melhores (ou mais simples) virão. E uma melhor versão de mim também.

Da rotina

Tiny little steps

Foto: k-cady

Foto: k-cady

Bem, gente. Aqui estou, mais de um mês depois, atualizando esse cantinho. Eu nem sei como ainda tenho visitas, abandonando tanto esse espaço como eu abandono, mas creiam: life is not easy e isso é na maior parte do tempo. E, de alguma maneira, 26 anos de vida aqui ainda não me ensinaram como faz para não desaparecer quando as coisas ficam confusas ou difíceis. Acontece, gente, que eu tinha um plano. Era um plano curto, mas era um plano. E agora eu tenho, bem, nada. Tá, não nada. Mas meu plano, gente. Meu plano se foi e nem ao menos eu posso fazer um plano para retomar o outro plano porque, no fim das contas, eu nem sei se ele era lá essas coisas.

Vocês entendem? Enquanto a gente está no olho do furacão, é fácil se manter no que você imaginou que era o certo porque você já está lá, entende? Você está lá, as coisas estão caminhando de acordo com o planejado e haverá um retorno no fim – se era o que se realmente necessitava, não importa. Existe o plano e isso nos dá segurança de levantar todos os dias e deal with shit. Só que agora, que eu tenho o total de 0 ideias de como seguir com a minha vida, é tudo mais complexo. Não quero qualquer plano, agora. Eu quero um plano legal, que faça sentido com a pessoa que eu sou hoje, que realmente me leve para onde eu quero ir.

Só que eu não sei para onde eu quero ir. Eu não tenho mais certeza sobre quem eu sou. Eu não faço ideia de quais são os meus sonhos. E, o pior de tudo, eu acho que eu não consigo chegar lá.

Eu não me considero uma pessoa de baixa autoestima. Eu sei meu valor, mas, gente? Será que podemos mesmo ter a vida que sonhamos? Escrevo esse texto no meu notebook, sentada em um sofá extremamente desconfortável, tendo como fundo o vazio imenso que é a nossa sala de jantar (nossa mesa ainda não chegou, mas pelo menos JÁ A COMPRAMOS). E fico me perguntando se eu realmente posso transformar os meus sonhos em realidade, uma vez que nem ao menos eu sei o que eu quero nessa vida. Já não era para eu estar rica, famosa ou ter ganho algum prêmio? Não é isso que se faz hoje em dia?

Vocês não sentem uma canseira imensa quando precisam dar um rumo na vida de vocês? Porque eu estou sentindo. Inclusive, escrever esse post já está me dando dor de cabeça. São tantas peças para juntar, tantas coisas a serem descobertas antes disso que estou estafada só de pensar em todo o passo a passo. Mas me exaure muito mais pensar que, enquanto um decisão não for tomada, terei que seguir no melhor estilo deixa-a-vida-me-levar, aceitando o que eu recebo e nada muito além disso. Isso, eu sei, não é meu estilo e nunca será.

Então, o que eu queria dizer e que esse texto muito confuso com certeza não repassou é: estou viva e vivendo um passo de cada vez. Vou dividir tudo em pequeníssimas tarefas e me descobrir um pouquinho mais a cada dia. Aqui dentro está tudo uma bagunça mas, por sorte, meus valores são os mesmos. Pelo menos, tenho um ponto de partida.

 

Da rotina

New beginnings

 

Foto por: Bench & Compass

Foto por: Bench & Compass

Agosto veio com as minhas férias e, gente, eu resolvi realmente tirar férias. Não cheguei nem perto de um computador nesse período. Assisti coisas (Stranger Things, Olimpíadas, You Got Mail pela centésima vez), li coisas, me viciei em blogs, pratiquei yoga, comi besteira, comi coisas saudáveis, fui comprar fruta na feira (e a pé, o que é ainda mais incrível) e fiquei deitada no sofá contemplando o vazio – e chegando à conclusão que esse sofá é mesmo muito desconfortável e que precisamos de um novo. Entre várias outras coisas maravilhosas que você só faz de boa quando está de férias. Foi incrível e extremamente necessário. Entretanto, acabou e agora eu tenho o desafio de encaixar uma nova rotina no meu dia a dia.

Recentemente, fui escalada para trabalhar home-office – uma novidade muito bem-vinda, já que não moro exatamente perto de Recife (onde a agência em que eu trabalho atua) e costumava perder boas 2 a 3h no trânsito, diariamente. E, com essa mudança, vem a possibilidade de mudar uns hábitos e formular novas rotinas.  Ainda estou tentando descobrir o que funciona e o que não.  Certos bons hábitos já construídos, como acordar cedo, escolhi manter – embora ainda assim eu não esteja acordando TÃO cedo quanto acordava antes. Ainda estou vendo se preciso dormir mais de 8h (provavelmente não). Irei testar alguns dias, ver como eu acordo e decidir qual será o horário do meu despertador.

Outros hábitos que eu desejo construir agora têm vez, porque eu tenho mais horas no meu dia. Yay! Como não podia deixar de ser, fiz uma listinha deles para vocês.

+ Praticar Yoga diariamente. Ou o máximo que eu puder. Comecei recentemente a acompanhar uns vídeos no canal do youtube Yoga TX e, a exemplo de Camille, também estou tentando iniciar o aprendizado de uma série de Ashtanga (uma palavra pra vocês: difícil). Passei uma semana praticando bastante e senti falta de praticar quando não fiz. Essa semana, especificamente, estou meio lenta (TPM?) e ainda não fiz nada. Mas vamos ver se a coisa flui daqui pra sexta.

+ Correr 3 a 5 vezes por semana. Aqui no prédio temos uma pista de corrida que não é lá essas coisas, mas resolve. Daí resolvi que vou começar a praticar corrida, porque essa gordurinhas não vão embora sozinhas, não é mesmo? Além do quê eu preciso entrar em forma, porque não dá esse negócio de subir um lancezinho de escadas e achar que vai morrer, né?

+ Comer de forma mais saudável. Eu tô tentando, gente, mas a TPM realmente não tá deixando. Entretanto, está nos meus planos mexer na minha alimentação de forma a torná-la mais saudável, mais nutritiva. Algumas mudanças já foram feitas, mas há muitas mais pela frente para que esse desejo se torne uma realidade.

+ Estudar francês. Acho a língua incrível e já tenho várias ferramentas para começar esses estudos. Só falta empolgar mesmo. Baixei podcasts, aplicativos e tenho um livro texto, uma gramática e um dicionário. Simbora, né?

+ Melhorar nas tarefas de casa. Pequenas coisas fazem com que a casa pareça mais organizada e é nessas coisinhas que eu sempre peco. Quem sabe com mais tempo livre eu consiga manter o cafofo em melhor forma, né?

+ Ser uma blogueira melhor. Eu sei, gente, você devem achar que minhas promessas são vazias e eu não os culpo, porque né? Mas juro que eu quero aparecer mais aqui e compartilhar mais com vocês. Eu só preciso me centrar e me organizar antes.

+ Ler mais. Estou numa fase bem forte de não-ficção e recentemente coloquei vários livros de diários de viagem no Kobo. Não creio que esse será um hábito difícil de construir, é só sair um pouquinho da frente da TV. (:

Acho que, por enquanto, é isso. Tenho muito trabalho pela frente, mas há algo de empolgante em montar novas rotinas, não é? Mudanças nem sempre são fáceis, mas essa parte me deixa bem empolgada.

E vocês, têm alguma dica para me dar nesses pontos que coloquei ali? Deixem nos comentários!