Da rotina – Amanda Arruda
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Da rotina

Da rotina

Como eu adicionei atividade física ao meu cotidiano

Eu sou uma amante assumida da inércia. Se eu puder ficar quietinha no meu canto, fazendo o mínimo possível sem atrapalhar ninguém, não tenham dúvidas de que vai ser isso que vai acontecer. Isso dito, tenho absoluta noção de que o nosso corpo precisa de movimento e trabalha muito melhor quando a gente faz ele trabalhar e gastar energia. A gente se sente melhor, nosso corpo passa a trabalhar de forma mais saudável, uns músculos se formam, umas gorduras se contraem e todo mundo sai ganhando e fica feliz. Porém, mesmo com todos esses benefícios, nunca consegui me manter fazendo uma atividade física por muito tempo. Sempre largava a academia depois de dois meses, a resolução de correr todos os dias depois de algumas semanas, a yoga em casa depois de uns poucos dias.

That’s my spirit animal

Tudo isso me fazia achar que a minha força de vontade para instituir um novo hábito era inexistente e que possivelmente eu morreria de um ataque do coração com as veias cheias de gordura, porque né? Tudo parecia bem impossível. Até que comecei o Muay Thai. E, bem, já faz mais de um ano que eu treino e mesmo com uma pausa no meio desse período (fiquei desempregada e as mensalidades não eram exatamente baratas) eu posso dizer que essa equação complexa de como-que-eu-faço-para-me-engajar-num-exercício eu resolvi. E vim dividir o que me ajudou aqui com vocês, porque não, não é que o Muay Thai seja a resolução dos problemas de todo mundo, né? E sim o processo de descobrir o que funciona para cada um. Então vamos para as minhas dicas para você descobrir e se manter fazendo o que funciona pra você:

Descubra o que apela aos seus gostos. Nem todo mundo gosta da mesma coisa – essa afirmação é bem óbvia, mas no fundo todo mundo acha que devia ser como aquela amiga fitness que vai malhar até nos domingos de manhã chuvosos (Deus me livre e guarde, amém). Acontece que nós não gostamos das mesmas coisas e não são as mesmas atividades que vão realmente nos trazer prazer. Eu, por exemplo, gosto de esportes porque tem trama do trabalho em equipe, a competição, o aprendizado e melhoria a cada novo dia de treino. Adorava fazer educação física no colégio (sim, pasmem) porque era uma das poucas oportunidades que eu tinha de jogar vôlei, handebol ou até queimado (esqueçamos futebol, pois péssima, tropeço até nos meus próprios pés). Para mim, o apelo é me tornar BOA de verdade em alguma coisa, além de ajudar um grupo de pessoas a atingir algo – no caso ideal, uma vitória. No Muay Thai, um dos meus incentivos é saber existe um longo caminho de aprendizado pela frente e que, se eu continuar treinando, vou subir na escala (no caso, ir recebendo graduações). O fato de outras pessoas participarem do meu treino (e sofrerem junto), além de ter um professor observando e corrigindo por perto é algo muito importante também. Também curto atividades que envolvam contato com a natureza (como trilhas), mas tenho medo de altura (logo não rola escaladas e tal). Em resumo: gosto de aprender coisas novas e ir diariamente à academia não me trazia isso. Eu não melhorava em um determinado exercício, apenas meu corpo desenvolvia músculos que aguentavam aquela determinada carga de peso. E eu tinha que passar meses fazendo o mesmo set de repetições, sem desenvolver laços com ninguém nem ter muito contato com os professores da academia. Era, de fato, algo fadado a falhar comigo e só eu que não queria ver. O foco simplesmente na parte física não me incentiva o suficiente. Então se você tem falhado continuamente nas suas tentativas de adicionar uma atividade física no seu dia a dia, observe se há alguma que você já tenha realmente curtido e o que fez você gostar dela. Assim você pode descobrir qual o seu perfil.

Teste, teste, teste. Uma vez descobrindo o que te incentiva nas atividades físicas, faça uma lista das que se encaixam nos seus requisitos. Se você gosta de contato com a natureza, pode se interessar por surf, trilhas ou rapel. Se você curte treinar sozinho, academia, corrida, ciclismo, natação ou squash podem ser boas opções. Se você quer algo mais holístico, yoga é uma ótima pedida. A realidade é que há um grande variedade de atividades que você pode curtir e você só vai descobrir testando. A maioria das academias e escolas têm um período de teste que você pode utilizar para ver se se interessa na bagaça antes de pagar mensalidades, então use e abuse desse benefício para descobrir o que pode funcionar pra você.

Escolha algo que fique no seu caminho. Eu descobri sobre mim mesma que, se algo for muito difícil de fazer, eu não vou fazê-lo. Ou seja: se eu tiver que sair do meu caminho, pegar trânsito e me estressar para fazer o meu treino do dia, chances are de que eu vou pular o treino e ir direto pra casa. Portanto não escolha nada que seja muito longe da sua casa ou na contramão dos trajetos que você faz no dia a dia, porque isso vai ser um empecilho diário que você terá que driblar para chegar lá e que, no fim, pode fazer você desistir da empreitada.

Coloque a sua atividade como uma prioridade na sua vida. Palavra de quem já errou muito nessa área, gente: enquanto você não priorizar, você não vai priorizar. Parece que me confundi toda, mas olha: enquanto tudo for mais importante que aquele treino que você para R$80 para fazer 3 vezes por semana, você sempre vai marcar coisas para o mesmo horário desse treino. O horário do treino É SAGRADO, gente! Bloqueie esse bloco de tempo na sua agenda e tente ao máximo evitar outros compromissos que comprometam a sua assiduidade. Muita coisa mudou desde que eu decidi realmente tratar o Muay Thai como uma das minhas prioridades, mas o principal incentivo foi o financeiro: não faz sentido pagar por algo que eu não estou utilizando ao máximo. E eu não queria desistir dos meus momentos necessários para jogar as frustrações do dia fora, portanto resolvi que ia realmente fazer meu dinheiro ser bem gasto, tentando ir o máximo de vezes possível no mês.

Crie técnicas para driblar a preguiça. Você já descobriu o que gosta, já testou as possibilidades, já colocou sua atividade como prioridade, mas de vez em quando aquela preguiça de viver vem atrapalhar os paranauês todos, não é mesmo? Ninguém tá livre dela, amigx, segura aqui na minha mão. O que eu tenho feito não é nada do outro mundo, mas tem funcionado. Quando a preguiça bate – e ela bate, principalmente no fim do dia, quando estou exausta de tanto trabalhar e meu corpo só quer a minha caminha maravilhosa e abençoada – e tenta me convencer a desistir de ir só por hoje, eu simplesmente decido ir. “Eu vou e se eu não quiser treinar, eu não treino” é o meu discurso hoje em dia para momentos como esse. E, olha, ainda não houve um diazinho em que eu não quisesse treinar, uma vez que eu estivesse na academia. As pessoas, o local, a vontade de melhorar naquilo que eu estou fazendo sempre me incentivam a colocar as bandagens nas mãos e me jogar no treino. Ou seja: técnica testada, aprovada e comprovada. Hoje em dia, as únicas situações em que me permito faltar sem maiores afobações é quando eu tô sofrendo das minhas malignas cólicas menstruais ou quando estou doente. De resto, eu simplesmente apareço e geralmente dá certo. Então caso a preguiça bata, você pode testar a minha técnica de meio ignorá-la ou criar a sua própria. O importante é que funcione pra você.

Essas são minhas dicas, gente! Vocês têm mais alguma pra adicionar ou alguma dúvida em relação ao que falei? Deixe seus adendos nos comentários. 😉

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De peito aberto

Nobody knows what the road will give us untill it does.

Pra quem não sabe, fiz 27 anos na última segunda-feira. E, pra falar a verdade, não tinha grandes planos e interesses para a data. É engraçado como as coisas mudam com o tempo. Aniversários sempre foram algo MUITO importante para mim desde a mais tenra idade, porque era assim que as coisas eram na minha casa. Eu ansiava pelas comemorações, pelos presentes, por ser o centro das atenções por um dia inteiro – porque, afinal de contas, aquele era o meu dia. Aquele era o meu momento.

Com o passar dos anos, fazer aniversário passou a me trazer para um estado de espírito muito mais reflexivo que comemorativo. Será que eu estou fazendo tudo certinho? Será que o que eu conquistei está de acordo com o que eu já deveria ter conquistado a esse ponto? Será que eu estou amadurecendo e tomando atitudes acertadas, que condizem ou extrapolam a minha idade? A data, ao invés de um espaço para comemoração de mais um ano habitando a Terra, ao lado da minha família e meus amigos, se tornou um marco de cobranças. Mais um ano que se passara e eu ainda não tinha tomado vergonha e feito minha pós/emagrecido/começado a estudar uma nova língua/juntado um bom dinheiro na poupança/ construído um guarda-roupa que me orgulhe/ largado tudo pra viajar pelo mundo ou qualquer uma dessas coisas que nós e a sociedade achamos que todos devem fazer, mesmo que minimamente. Toda essa obrigação em ter resultados óbvios, práticos e produtivos passou a gerar um sentimento de falha com a chegada de cada nova data. Eu não estava, aparentemente, usando o meu tempo da forma correta. Não estava crescendo, não estava me tornando alguém melhor, mais inteligente ou mais bonita. Eu estava apenas existindo na Terra.

Or was I?

Esse ano eu resolvi abrir o meu coração e apenas abraçar a nova idade. Resolvi simplesmente aceitar. Aceitar o que quer que eu tenha feito ou não no ano anterior, as transformações que aconteceram ou as que eu desisti ou que jamais iniciei. Decidi aceitar que o que quer que eu tenha feito nessa volta inteira do planeta ao redor do sol foi bom o suficiente. Foi o que deu pra fazer, dentro das minhas possibilidades. Foi o que foi possível. E a verdade é que eu me surpreendi com a gama de sentimentos que me invadiu, mas o maior deles foi a gratidão. Eu fui sem esperar absolutamente nada, comecei o dia aceitando o mínimo e o mais simples, e a vida gritou SURPRESA na minha cara com tantos amigos aparecendo e dizendo que, sim, a minha existência adicionava algo na vida deles. Muitos eu não via há algum tempo, muitos eu vejo todos os dias e não apenas o fato deles lembrarem e me felicitarem por meu aniversário, mas o fato deles EXISTIREM at all me fez sentir grata. Me fez sentir feliz que, por mais que eu ainda não tenha achado uma dieta que eu consiga seguir, por mais que eu já tenha deixado os pratos sujos na pia por uma semana ou qualquer outra prova cabal da completa falha que eu sou como ser humano, eu continuo capaz de fazer amigos. E de mantê-los. E eu posso, na verdade, contar com eles. E eles comigo. E se tem algo mais valioso que o sentimento de pertencimento e segurança que a amizade nos traz, eu não conheço.

Isso me fez pensar que, o que quer que eu esteja fazendo em todos esses anos, eu estou crescendo em decorrência disso. Como pessoa, como ser humano, como alma caminhando nesse mundo. Tem dias que são mais difíceis, tem coisas que eu não consigo fazer, tem noites que chego em casa e só quero deitar na cama, fechar os olhos e esquecer de tudo. Eu tenho, sim, minhas limitações e defeitos, que me impedem de ser boa em coisas que a vida (e as fotos do Instagram de diversos perfis) mostra que outras pessoas fazem com facilidade. Mas é o que eu sou e, enquanto eu realmente acredito em evoluir e mudar diariamente, sendo sempre uma versão melhor do que fomos ontem, também acredito que a aceitação, na vida, é algo poderoso e importante. Inclusive, mais uma razão para ser grata: ter aprendido  e trabalhado em desenvolver, todos os dias, a aceitação. A aceitação nos faz ser mais gentis com nós e com as pessoas ao nosso redor. Eu, que não sou uma pessoa gentil por natureza (tenho uma personalidade muito mais propensa a julgar primeiro e entender depois, do que o contrário), reconheço que aceitar é um tarefa árdua, porque foi dificílimo pra mim. Mas também é tão importante, gente! E muda tanto a nossa vida. Apenas aceitar que a gente fez o nosso melhor e que não somos, necessariamente, responsáveis pelo o que virá depois. Aceitar que o outro está fazendo o melhor que ele pode e que, claro, algumas vezes não é suficiente, mas geralmente não é culpa de ninguém. Rir um pouco das nossas limitações e das limitações dos outros traz leveza e deixa os dias mais fáceis.

Então, confiando no que a vida me reserva, decidi que eu não tenho planos e pressões para a próxima idade. Claro que fiz algumas sugestões, anotadas num caderninho, de coisas que poderiam ser completadas nos próximos 365 dias. Mas são sugestões, apenas. A vida acontece todos os dias e muda os nossos planos, apesar dos nossos melhores esforços. Só nos cabe aprender, seguir e tentar ser o melhor que conseguimos com o que o dia nos oferece. Isso já é o suficiente. Isso já é razão suficiente para agradecer.

Da rotina

Um pouco mais de paciência

será que é tempo que lhe falta pra perceber?
será que temos esse tempo pra perder?
e quem quer quer saber? a vida é tão rara

Paciência – Lenine

Não é segredo pra ninguém que eu tenho brigado com umas crises de ansiedade que insistem em chegar e infernizar a minha vida. Também não é segredo que eu tenho pesquisado e tentado várias técnicas para controlar esse problema, que não chega a me impedir de fazer nada na vida (nunca tive ataques de pânico, por exemplo), mas que atrapalha os sentimentos e faz com que eu reaja às coisas de uma forma que não faz nenhum sentido para as outras pessoas envolvidas – e nem pra mim, uma vez que me acalmo.

E eu tenho uma coisa pra dizer a vocês: talvez eu tenha tentado demais. Eu praticamente criei uma ansiedade em relação à ansiedade, o que é definitivamente algo que eu não estava intencionando. Eu declarei guerra ao nó no peito, às preocupações, aos desconfortos todos que a ansiedade traz para a minha vida. Eu me decidi a resolver, a erradicar essa pedra do meu caminho. Porém, dia desses estava lendo sobre o bambu e como ele se flexiona às intempéries, sem jamais quebrar. E também sobre a água de um rio ou de um mar, que ganha das pedras não por tentar quebrá-las e passar por elas inteiro, mas por deixar dividir, para se juntar novamente mais na frente. E me perguntei se esse, afinal, não é o caminho. Se me ajustar ao meu desconforto não seria o que eu preciso na minha vida, atualmente.

A verdade é que a vida está repleta de desconfortos. Pessoas que incomodam, situações inconvenientes, aquela calça que pinica ou aquela comida de gosto estranho que um ente querido faz questão que você coma. Os desconfortos fazem parte da vida e enquanto ninguém quer dormir em uma cama encalombada, algumas vezes temos que aguentar um dia na calça que dá coceira. É chato? É sim. Mas não será o primeiro nem o último desconforto pelo qual passamos na vida.

Uma coisa que me ajudou demais a entender que o desconforto faz parte foi e é a meditação. Sento por 10 minutos com a minha mente cheia de preocupações e aprendo, diariamente, a aceitá-la do jeito que é – porém sem acreditar que necessariamente eu sou o que ela é. É chato, no mínimo, tentar focar na respiração e dar de cara com todos aqueles pensamentos que eu não queria pensar (alguns, inclusive, nada legais), mas o exercício de se desatarraxar daquilo e pensar que aquele é apenas um pensamento e não define quem eu sou é empoderador.  É um exercício de desapego e de frustração constantes, mas que vale incrivelmente a pena. Seus pensamentos não são você, você não é seus pensamentos. Assim como a minha ansiedade não sou eu. Não fui eu que decidi ficar nervosa sobre alguma coisa que nem existe – foi meu corpo, reagindo à loucura dos dias atuais. O que eu posso fazer agora é lidar. É respirar fundo, repetir uns mantras pra mim mesma e passar por isso. É entender a minha ansiedade como algo como que faz parte de mim, pelo menos por hora, mas não algo que me define como pessoa.

Acredito de verdade que toda situação pela qual passamos tem a sua lição a ensinar. Talvez a minha seja a da paciência. Há coisas que nem todos os nossos esforços mais focados podem mudar. Há problemas que apenas o tempo pode resolver. A vida não é um joguinho de sudoku, onde sempre há uma maneira de resolver o quebra-cabeça. Algumas vezes a gente tem que queimar para nascer de novo, a gente tem que quebrar para juntar o que sobrou e fazer uma melhor versão de nós mesmos. E de nada adianta tentar impedir o que precisa seguir seu fluxo. A vida segue seu caminho, como a chuva, que não vai voltar pro céu só porque a gente acha que não era o melhor momento para ela cair. O que nos resta é tirar o nosso guarda-chuva da manga ou, na falta dele, dançar na chuva. Paciência e a aceitação que vem com ela, é o que eu preciso conhecer. E parece que tentar, de todas as maneiras possíveis, resolver o problema não é a maneira com que a eu vou aprendê-la.

O que me resta é expirar, inspirar e tentar conviver, da forma mais harmoniosa possível, com o que me cerca. Nada dura para sempre, nem mesmo algo que nos incomoda.

Da rotina

Novas coisas que eu tenho tentado

Foto: onimaga

Sabem daquela máxima que diz que não podemos fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente? Pois bem, nesse comecinho de 2017 estou tentando aplicá-la na minha vida. Não estou fazendo mudanças radicais, mas sim pequenas e importantes. A minha impressão, ao fazer uma retrospectiva do meus últimos anos, é de que, em algum momento da estrada, eu me perdi. Eu me perdi e segui em frente, como se nada houvesse acontecido, sempre na loucura do momento, sempre focada no próximo grande problema a resolver. E agora eu não sei para onde eu quero ir, porque eu simplesmente perdi algo muito importante lá atrás e sem o qual eu não consigo definir absolutamente nada na minha vida.

A ideia não é voltar ao estado anterior – jamais seria possível, estamos mudando a todo o momento – mas trazer de volta à tona o que é minha essência. O que é importante para mim e que jamais deveria ter sido deixado de lado. É um extenso trabalho de tentativa e erro, mas que esse últimos meses (no qual experimentei deliciosas crises de ansiedade, nunca vistas antes na história desse país) mostraram que é indispensável  continuar trilhando o caminho do autoconhecimento e auto-amor. Não há outra rota possível.

Reduzir a quantidade de café. Eu queria tirar o café, mas é um pouco difícil, porque AMO tomar minha xicarazinha de manhã, com a minha primeira refeição do dia. Porém é extremamente desnecessário adicionar cafeína além do pontuado, portanto cortei a ingestão além do limite de uma xícara. Notei que a quantidade de café que eu estou ingerindo influencia diretamente em como meu corpo e minha mente se comporta naquele dia. Excesso de café me causa enxaqueca, crises de ansiedade e irrita meu estômago/intestino (how fun), portanto definitivamente é algo no qual eu não devo fazer indulgências.

Morning pages. Comecei bem recentemente, então ainda não deu para verificar os benefícios dessa prática, mas estou confiante de que pode me ajudar a lidar melhor com os desgraçamentos mentais que rolam por aqui. Nem que escrever 3 páginas diariamente sirva apenas para jogar fora todo lixo que se acumula na minha mente, acho que já é um plus, né? Com a mente mais limpa podemos entender melhor o que precisamos fazer e fazer isso de forma mais eficiente (acho).

Me alimentar melhor. Eu estava numa onda fitness, mas depois das festas acabei descambando do vagão e voltei a comer as porcarias de sempre, a ter preguiça de cozinhar, etc. Não posso dizer que melhorei 100%, mas estou pensando em saídas para trazer mais nutrientes e fazer melhores escolhas, porque meu corpo está gritando por isso. Não se vocês já sentiram isso do corpo de vocês ter realmente vontade de comer coisas mais saudáveis, mas parece que esse momento chegou pra mim e é uma vontade que eu preciso atender. Portanto, aos poucos também (estou evitando mudanças radicais, que são muito high maintenance), estou tentando trazer comidas mais nutritivas e saudáveis (sem me importar muito com as calorias)  para o meu dia a dia. Um dia pode ser um suco verde, no outro o bom e velho arroz com feijão. Estou tentando escutar o meu corpo e atender ao que ele pede (geralmente ele está certo).

Elencar meus objetivos de vida. Estou começando a trabalhar num mapa dos sonhos, pensando em todas as coisas que eu quero fazer na minha vida, em tudo o que eu quero ser e viver. É um exercício complexo e trabalhoso e que nos faz pensar em quem nós realmente somos, que é algo que estou desesperadamente precisando descobrir, nesse exato momento. São muitas opções, nesse nosso mundo globalizado, e nem sempre o que funciona pra um pode funcionar pra gente. É preciso pensar bem, se escutar, se entender e isso, com tanto ruído, não é nem um pouco fácil.

Diminuir o ruído. Como que a gente consegue pensar com TANTO BARULHO, gente? Digo barulho no sentido amplo da coisa. São tantas coisas nos tirando do nosso eixo. Abrimos o computador para resolver uma coisa, nos distraímos com a última notícia, esquecemos o que fomos fazer naquele computador em primeiro lugar. Vamos comprar macarrão no supermercado, voltamos com salgadinho e cerveja. Deitamos para dormir e, pronto, soa o barulhinho de uma notificação no Instagram e já era, passaremos uma hora perdidos nos feeds das vidas dos outros. Não pretendo tirar as coisas da minha vida, mas preciso e vou fazer uma redução do que acompanho, deixando apenas o que me interessa, realmente. Farei isso nos e-mails, nas redes sociais, no celular, no notebook e em todos os outros ambientes virtuais que por acaso eu tiver. Aos poucos, quero trazer um pouco mais de clareza ao meu dia a dia.

Voltar a estudar. Estou sentindo uma vontade louca de aprender novas coisas. Ainda estou pensando em como eu vou materializar esses novos estudos, mas sinto que preciso investir nisso, que é importante para mim no momento atual. Se será uma pós, um novo curso de línguas (francês, francês!) ou algo através da internet, só o tempo dirá. Mas é algo que eu sei que me fará muito bem, pois aquela Amanda, a da essência, é um ser curioso por vida e que adora aprender.

E vocês, têm algo que estão tentando trazer para o dia a dia de vocês? Comentem, pitaquem, deem sua opinião! 😉