Amanda – Amanda Arruda - Página: 20
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Amanda

Livros & Outros Amores, Música, Playlist

Playlist: Pra Cantar Fazendo Careta

Playlist: Pra Cantar Fazendo Careta

Outro dia eu tava de boa navegando na internet, quando minha irmã me marcou num post do Indiretas do Bem. O post indicava uma playlist de Power Ballads e claro, claro, claro havia uma razão muito óbvia para minha irmã me marcar naquela playlist: eu amo baladinhas. AMO. E ela também. Músicas do gênero fazendo a gente se empolgar, ouvir a mesma canção por uma semana (ou mais) e cantar a mesma pra quem quiser escutar (e pra quem não quiser também, porque a vida é assim). Daí que na mesma hora eu decidi que tinha que montar a MINHA playlist de baladinhas sensacionais, maravilhosas, amor nessa vida. Só que: não consegui. Não consegui porque, na verdade, o que meu coração queria era montar uma playlist de músicas que a gente canta de olho fechado e fazendo careta – o que eu faço com baladinhas, mas também com músicas bem mais dramáticas. Portanto, o que eu venho trazer pra você hoje é o crème de la crème das músicas que a gente canta com a alma. Ou, pelo menos, eu canto com a alma (e acredito que B também, minha companheira de Karaoke Party). Pensei, antes, em tirar algumas músicas mais novas e deixar só as velhinhas, mas não ficou legal. Então, sim, essa é uma playlist de 41 músicas e quase 3 horas. You’re welcome. Indico o uso quando você quiser extirpar os demônios do coração – acredito, sim, que quem canta, seus males espanta.

Talvez cês espantem os vizinhos, os amigos, o bofe… Mas é a vida, né? É só dar play! (:

Mundo Blogueiro, Opiniões que ninguém pediu

A melhor de todas as dicas (para blogs e para a vida)

Essa semana li um post sensacional da Annabel e não tive como evitar a minha total concordância com cada palavra que ela escreveu. No texto, ela falava, dentre outras coisas, que as pessoas davam muitos conselhos a novos blogueiros, como: escreva posts de dicas/conselhos; monte o seu nicho; se inspire em outras blogueiras (mas não copie, claro); seja única. Mas, para ela, a maior parte disso é bobagem e ela disse bem porque: não há como montar mais nichos específicos, a não ser que você, sei lá, misture coisas um pouco nada a ver (como batom, kung fu e mergulho, como Annabel exemplificou em sua publicação) em uma coisa só.  O que, venhamos e convenhamos, geralmente é forçação de barra. Mas pra mim, o mais interessante de todo o texto vem em seu final, com ela pedindo para que paremos de tentar agradar a todo mundo e bloguemos por nós mesmos. Com nosso jeito. Like nobody’s reading.

E, gente, eu acho que algumas vezes é isso que falta em alguns blogs por aí. A espontaneidade de sermos nós mesmos, como se ninguém tivesse lendo, como se não ligássemos. As pessoas ficam tão preocupadas em agradar todo mundo que se esquecem de uma coisa muito importante e maravilhosa, chamada PERSONALIDADE. Gata, se nem chocolate é amado pela totalidade da humanidade, quem você pensa que é pra querer agradar a gregos e troianos? E atente para o detalhe que, mesmo que você renegue seu ziriguidum no seu blog, você não vai agradar todo mundo, porque NÃO É POSSÍVEL agradar todo mundo, mesmo forçando a barra e dizendo que ama tanto Coca quanto Pepsi. Não é possível. Abrace essa realidade inexorável, repita como mantra todos os dias e leve pra sua vida.

Creio que blog é algo no qual temos, obrigatoriamente, que dar nossa cara à tapa e colocar nosso jeitinho, nosso gênio, nosso diferencial. Haverá pessoas que gostarão, haverá quem não goste também. Mas isso não é o fim do mundo. Muito pelo contrário: isso é a construção de um público. E a construção de um público é bem como a construção de uma rede de amizades verdadeiras: você não precisa forçar a barra e, mais importante, você não precisa abraçar o mundo. Já ouviu falar naquele dito que diz que quem é amigo de todo mundo, não é amigo de ninguém? Sim, é bem por aí no mundo blogueiro também. Então, veja bem: você não precisa se estressar, arrancar cabelos nem roer as unhas, porque você vai ser você e alguém, lá nesse mundão perdido da internet, vai gostar de você sendo apenas o que você é – e nada mais. Mesmo que você diga que não lê muito e prefere assistir à novela das 6 do que acompanhar Game of Thrones. Mesmo que você não seja do time dos gatos nem dos cachorros, e sim do dos hamsters. Mesmo que você diga que odeia chocolate (inclusive, melhor tipo de pessoa pra ter por perto, pois você comerá todos os chocolates que ela ganhar <3). Com todos os seus downsides (imaginários ou não), você conseguirá fazer algum amigo (a não ser que você seja um sociopata – e olhe lá). E não há necessidade, mesmo, de tentar ser alguém que não se é.

Não há nada pior do que não ser amado nem odiado, mas estar no meio. Quem está no meio não faz sentido. Não é lembrado. Não toma seu lugar no coração das pessoas, porque as pessoas não conseguem se identificar, já que não se dá dicas do que se é para elas. Você, em suma, não consegue fazer amigos nem inimigos, porque eles não sabem o que esperar de você. Você plana no pantanoso campo da politicagem, sendo legal com todo mundo – e com ninguém, ao mesmo tempo. Ser política, no seu próprio blog, é algo que não faz sentido pra mim. Isso aqui é a hora do recreio, um momento de compartilhar o lanche e comentar do fim de semana. Mentiras ou omissões não estão inclusas.

Claro, você pode dizer que eu não sei do que eu estou falando. Poxa, Amanda, mas você tá na blogosfera há tanto tempo e nunca virou blogueira profissional. Bem, esse nunca foi meu intuito. Sempre bloguei por prazer, porque encontrei aqui exatamente o que eu falei pra vocês lá em cima: uma rede de amigos. Por nunca ter me importado em mostrar minha cara e ser sincera em relação ao que gosto e o que não gosto – coisa que, algumas vezes, me atrapalha no dia a dia, mas que é uma característica da qual eu não abro mão – eu angariei vários amigos, amigos que eu carrego até hoje, desde dos meus tempos de zip.net. E vou contar uma coisa pra vocês: não tem coisa melhor do que se encontrar em outras pessoas que você nunca nem viu, no mundo real. Isso tudo porque você deixou eles vislumbrarem seu verdadeiro eu.

Ser sincera e ser você não quer dizer que você vai ser famosa – e nem quer dizer que você não vai ser. Pode ser que a sua platéia seja pequena, pode ser que você angarie vários haters, pode ser que você seja um sucesso global. Isso tudo é uma mistura de esforço, sorte e timing. Mas uma coisa eu te garanto: você vai ter leitores. Fiéis. Que vão ser como ser como amigos, sempre ao seu lado, seja silenciosamente ou marcando presença na sua caixa de comentários e nas redes sociais. E isso, meus amigos, vale muito. Vale mais.

Além do quê, como disse Annabel (e eu reitero): não é necessário nenhum esforço para ser único, porque você já é. Só deixe que todo mundo saiba disso.

Da rotina, Listas

5 coisas, 12 vezes

Vi esse post no blog da Flora e tive que roubar, porque ele reúne duas coisas que eu amo: memes e listas! Tem como ser melhor? Pois é, não tem. Aproveitei a oportunidade para encher o post com imagens da minha câmera nova, que eu ainda não havia publicado em canto nenhum. Preciso lembrar de passar umas para o Flickr.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu normalmente digo
– Marminino!
– Bosta.
– Que barra!
– Olhe, veja bem.
– Não tá fácil pra ninguém.

5 coisas que me fazem rir

– Weslley ;
– Chewie e Peralta (meu filho e sobrinho do mundo animal);
– The Big Bang Theory (sim, eu gosto e sempre gostarei);
– Notícias sem noção (como uma notícia de um cara que teve o pênis cortado fora duas vezes pela sua mulher revoltada);
– Livros/blogs/twitters de escritores auto-depreciativos, mas espirituosos (gente equilibrada não tem graça).

5 coisas, 12 vezes

5 coisas em que eu geralmente penso
– No futuro;
– Nas contas que eu tenho que pagar;
– Nos países que eu quero conhecer;
– Em formas de aprender mais sobre as coisas que eu gosto (blogar, fotografar, cozinhar);
– Que eu preciso ser mais legal com as pessoas.

5 coisas que eu normalmente sonho à noite

– Animais;
– Fazendo coisas apressadamente;
– Não conseguindo fazer coisas que eu quero;
– Com o meu trabalho;
– Estando em situações estranhas e, o pior, não dando a mínima pra isso.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que poucas pessoas sabem sobre mim

– Não sou tão preto-no-branco quanto pareço;
– Prefiro salgados e azedos (ha!) a doces. A exceção é a TPM;
– Eu não gosto de falar no telefone;
– Tenho sérios problemas em manter amizades hoje em dia (porque não gosto de telefone e tenho preguiça de chat);
– Já fui fofinha e bobinha, até uns 16, 17 anos. Aí eu mudei, porque ninguém pode ser fofinha pra sempre, aparentemente.

5 coisas que eu amo fazer

– Ler;
– Arrumar o quarto (há um prazer que eu não sei explicar em ver tudo em seu lugar);
– Comprar livros, artigos de decoração, produtos de beleza.
– Cozinhar;
– Fotografar.

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu quero que aconteçam antes do ano acabar
– Emagrecer o suficiente para ficar bem em um bíquini;
– Fotografar mais e melhor;
– Me mudar pra o meu cantinho com Weslley (e Chewie);
– O blog ganhar mais leitores;
– Eu conseguir ler pelo menos 80% dos livros não-lidos na minha estante.

 5 coisas que eu gosto de comprar fora do Brasil

– Maquiagem;
– Perfume;
– Itens de decoração;
– Livros;
– Comida (a gente tem que provar o sabor local, né?)

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu sinto falta no meu guarda-roupa
– Um jeans preto;
– Um jeans detonado;
– Um vestido florido de alcinha;
– Um short jeans detonado, mas não tão curto quanto o que eu tenho;
– Blusas pretas.

5 coisas que cheiram maravilhosamente bem
– O pescoço de Weslley (não, só quem pode cheirar sou eu, ha!)
– Lavanda;
– Lençóis recém-trocados;
– Chuva;
– Papel (especificamente o de alguns livros).

5 coisas, 12 vezes

5 coisas que eu quero ser melhor fazendo
– Blogando;
– Fotografando;
– Cozinhando;
– Escrevendo;
– Gravando vídeos (inclusive, vocês viram que eu postei um lá no canal? falei sobre os livros que quero ler em 2015!).

5 coisas que fazem de mim o que eu sou
– Meu humor ácido;
– Meu amor por livros;
– Minha preguiça de sair de casa;
– Minha vontade de descobrir coisas novas;
– Meu amor por Weslley.

5 coisas, 12 vezes

Curtiram? Quem quiser fazer também, faça – e me avise depois, porque além de amar fazer listas, adoro lê-las também. (:

Mandy na Cozinha

Matando a saudade de Londres: Frango do Nando’s com pão de alho e purê

Frango Peri-Peri

Essa sexta-feira eu estava de folga do trabalho. E não tem coisa que me dê mais vontade de cozinhar do que estar de folga em um dia de semana, com quase ninguém em casa e a cozinha só pra mim. Resolvi aproveitar e colocar em prática um plano maligno que eu matutava há muito: tentar aprender a fazer o delicioso Frango Peri-Peri. Pra quem não conhece, esse prato é da culinária africana e é o carro chefe de um restaurante muito amor que eu conheci lá em Londres, o Nando’s. Eu amei tanto esse frango que sempre que pensava nele, me dava água na boca e uma saudade enorme de estar em um lugar (Londres ♥) em que tivesse um Nando’s a cada esquina. Como mudar pra Londres tá difícil, porque não tentar trazer pro Brasil uma das coisas que mais gostei lá?

Daí que procurei na internet e achei essa receita aqui, que parecia com o frango que eu havia comido no Nando’s. Mas havia um pequeno problema referente a: ingredientes. Não consegui achar pimenta malagueta em pó (é ao que eles se referem, na receita, como chilli em pó) e não fazia sentido trocar a malagueta por pimenta do reino porque, afinal de contas, não era a mesma pimenta. Daí que resolvi pegar a própria pimenta malagueta, mas num potinho com vinagre. Quanto à parte do frango, recomenda-se que se faça com peito ou coxa – de preferência com um pouco de pele, pra ficar mais gostoso. Não fiz com o frango com pele (peito/coxa) porque o filezinho de frango tava em promoção no Bompreço e, gente, desculpa, mas prioridades, né? Entre outras modificações que fui fazendo ao longo da receita, porque achei necessário. Vou listar abaixo o que eu usei:

– 1 kg de filezinho de frango (mas pode ser também 1 kg de peito ou de coxa);
– 4 colheres de sopa de páprica doce;
– 2 colheres de sopa de pimenta malagueta picada;
– 1 colher de chá de gengibre picado;
– 1 xícara de suco de limão fresco;
– 3 dentes de alho picados;
– Sal a gosto;
Ervas finas em pó a gosto;

Comece descongelando o frango e preparando a marinada, que é o molho peri-peri propriamente dito. Misture todos os temperos numa tigela, exceto o sal e as ervas finas, que eu acho que é melhor aplicar diretamente no frango, ao invés de na marinada, para que o gosto pegue melhor. Enfim, misture o suco de limão, a páprica, a pimenta, o gengibre e os dentes de alho até formarem um molho mais ou menos homogêneo. Você pode bater no liquidificador, se quiser, mas eu fiz com os pedacinhos de alho, pimenta e gengibre à mostra mesmo. Passe o sal e as ervas finas nos pedaços de frango e coloque-os no caldo de temperos que você fez. Você vai deixar o frango marinando (descansando) nesse molho por, no mínimo, três horas. Você pode fazer isso no dia anterior ao que vai usar o frango, assim não vai ter um tempo de preparo tão longo no dia de cozinhá-los em si. Passada as 3 horas, retire-o da marinada, deixando-o pingar o excesso de líquido, e asse-o em uma churrasqueira, uma grelha ou um grill. Quando pronto, ele deverá estar bronzeadinho e picante, como o da foto abaixo.

Frango Peri-Peri

Esse prato é amor pra quem curte coisas apimentadas na dose certa. Eu nem sou tão fã assim de coisas quentes e amo esse frango, então, sim, é amor real, amor verdadeiro. <3 O acompanhamento ideal para esse frango, na minha opinião, era o que eu pedia lá no Nando’s, que é purê de batata (suspiro) e pão de alho (duplo suspiro). O purê de batata equilibra a crocância e quitchura do frango e o pão de alho é, simplesmente, amor. Eu acho que não preciso ensinar vocês a fazer purê de batatas (mas, se tiverem dúvidas podem deixar nos comentários), por isso nem fiz foto especial dele pra esse post. Só uma dica: tentem, um dia desses, fazer o purê de vocês só com batata e manteiga (com sal, por favor) e depois me falem o que acharam. Eu apenas AMO e esse era o purê que era feito no Nando’s, até onde eu pude identificar.

Já as torradinhas de alho dele (prefiro chamar assim, porque pão de alho aqui no brasil tende a ser bem diferente desses que eu fiz) resolvi dividir com vocês, porque até eu, que costumava odiar alho (e ainda odeio, em algumas comidas), virei fã desse acompanhamento e pedia SEMPRE quando estava lá. E é tão fácil! Você vai precisar de:

– Pão Italiano
– Manteiga
– Queijo ralado
– Alho amassado
– Salsa

(ou você pode substituir esses dois últimos ingredientes por um temperinho da Kitano que já vem com alho e salsa e que foi o que eu usei dessa vez)

Corte o pão em fatias médias (nem muito fina, pra não quebrar, nem muito grossa, para não ficar difícil de comer). Reserve. Pegue 1 pote de manteiga (eu misturei tudo no próprio pote de manteiga, pra evitar sujar mais louça, sô ixperta) e misture o alho e a salsa.  A quantidade desses dois ingredientes depende muito do gosto da pessoa que está fazendo a torradinha. Eu, como não gosto que o pão de alho fique com um gosto tão evidente, não polvilhei tanto do temperinho na manteiga, apenas o suficiente pra se fazer notar. Também peguei leve no queijo, porque afinal de contas, é torrada de alho, não de queijo. Consegui equilibrar suficiente o gosto (pra mim) com meio pote de manteiga (com sal), duas colheres de chá de tempero e duas colheres de chá de queijo.

Pão de Alho

Depois de misturar os temperos, é só passar o mix nas fatias de pão e colocá-las em um forno pré-aquecido a 180ºC e esperar até que elas fiquem bem tostadinhas e crocantes. Eu fiz as minhas no grill, já que já o tinha pré-aquecido para o frango, e elas levam uns 3 a 5 minutos para ficarem prontas e perfeitas. Tipo assim:

Torrada de Alho

Agora é só servir o seu frango com torradinhas de alho e purê de batatas e ser feliz, porque é gostosura certa! ♥