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Amanda

Da rotina

Como eu adicionei atividade física ao meu cotidiano

7 de junho de 2017

Eu sou uma amante assumida da inércia. Se eu puder ficar quietinha no meu canto, fazendo o mínimo possível sem atrapalhar ninguém, não tenham dúvidas de que vai ser isso que vai acontecer. Isso dito, tenho absoluta noção de que o nosso corpo precisa de movimento e trabalha muito melhor quando a gente faz ele trabalhar e gastar energia. A gente se sente melhor, nosso corpo passa a trabalhar de forma mais saudável, uns músculos se formam, umas gorduras se contraem e todo mundo sai ganhando e fica feliz. Porém, mesmo com todos esses benefícios, nunca consegui me manter fazendo uma atividade física por muito tempo. Sempre largava a academia depois de dois meses, a resolução de correr todos os dias depois de algumas semanas, a yoga em casa depois de uns poucos dias.

That’s my spirit animal

Tudo isso me fazia achar que a minha força de vontade para instituir um novo hábito era inexistente e que possivelmente eu morreria de um ataque do coração com as veias cheias de gordura, porque né? Tudo parecia bem impossível. Até que comecei o Muay Thai. E, bem, já faz mais de um ano que eu treino e mesmo com uma pausa no meio desse período (fiquei desempregada e as mensalidades não eram exatamente baratas) eu posso dizer que essa equação complexa de como-que-eu-faço-para-me-engajar-num-exercício eu resolvi. E vim dividir o que me ajudou aqui com vocês, porque não, não é que o Muay Thai seja a resolução dos problemas de todo mundo, né? E sim o processo de descobrir o que funciona para cada um. Então vamos para as minhas dicas para você descobrir e se manter fazendo o que funciona pra você:

Descubra o que apela aos seus gostos. Nem todo mundo gosta da mesma coisa – essa afirmação é bem óbvia, mas no fundo todo mundo acha que devia ser como aquela amiga fitness que vai malhar até nos domingos de manhã chuvosos (Deus me livre e guarde, amém). Acontece que nós não gostamos das mesmas coisas e não são as mesmas atividades que vão realmente nos trazer prazer. Eu, por exemplo, gosto de esportes porque tem trama do trabalho em equipe, a competição, o aprendizado e melhoria a cada novo dia de treino. Adorava fazer educação física no colégio (sim, pasmem) porque era uma das poucas oportunidades que eu tinha de jogar vôlei, handebol ou até queimado (esqueçamos futebol, pois péssima, tropeço até nos meus próprios pés). Para mim, o apelo é me tornar BOA de verdade em alguma coisa, além de ajudar um grupo de pessoas a atingir algo – no caso ideal, uma vitória. No Muay Thai, um dos meus incentivos é saber existe um longo caminho de aprendizado pela frente e que, se eu continuar treinando, vou subir na escala (no caso, ir recebendo graduações). O fato de outras pessoas participarem do meu treino (e sofrerem junto), além de ter um professor observando e corrigindo por perto é algo muito importante também. Também curto atividades que envolvam contato com a natureza (como trilhas), mas tenho medo de altura (logo não rola escaladas e tal). Em resumo: gosto de aprender coisas novas e ir diariamente à academia não me trazia isso. Eu não melhorava em um determinado exercício, apenas meu corpo desenvolvia músculos que aguentavam aquela determinada carga de peso. E eu tinha que passar meses fazendo o mesmo set de repetições, sem desenvolver laços com ninguém nem ter muito contato com os professores da academia. Era, de fato, algo fadado a falhar comigo e só eu que não queria ver. O foco simplesmente na parte física não me incentiva o suficiente. Então se você tem falhado continuamente nas suas tentativas de adicionar uma atividade física no seu dia a dia, observe se há alguma que você já tenha realmente curtido e o que fez você gostar dela. Assim você pode descobrir qual o seu perfil.

Teste, teste, teste. Uma vez descobrindo o que te incentiva nas atividades físicas, faça uma lista das que se encaixam nos seus requisitos. Se você gosta de contato com a natureza, pode se interessar por surf, trilhas ou rapel. Se você curte treinar sozinho, academia, corrida, ciclismo, natação ou squash podem ser boas opções. Se você quer algo mais holístico, yoga é uma ótima pedida. A realidade é que há um grande variedade de atividades que você pode curtir e você só vai descobrir testando. A maioria das academias e escolas têm um período de teste que você pode utilizar para ver se se interessa na bagaça antes de pagar mensalidades, então use e abuse desse benefício para descobrir o que pode funcionar pra você.

Escolha algo que fique no seu caminho. Eu descobri sobre mim mesma que, se algo for muito difícil de fazer, eu não vou fazê-lo. Ou seja: se eu tiver que sair do meu caminho, pegar trânsito e me estressar para fazer o meu treino do dia, chances are de que eu vou pular o treino e ir direto pra casa. Portanto não escolha nada que seja muito longe da sua casa ou na contramão dos trajetos que você faz no dia a dia, porque isso vai ser um empecilho diário que você terá que driblar para chegar lá e que, no fim, pode fazer você desistir da empreitada.

Coloque a sua atividade como uma prioridade na sua vida. Palavra de quem já errou muito nessa área, gente: enquanto você não priorizar, você não vai priorizar. Parece que me confundi toda, mas olha: enquanto tudo for mais importante que aquele treino que você para R$80 para fazer 3 vezes por semana, você sempre vai marcar coisas para o mesmo horário desse treino. O horário do treino É SAGRADO, gente! Bloqueie esse bloco de tempo na sua agenda e tente ao máximo evitar outros compromissos que comprometam a sua assiduidade. Muita coisa mudou desde que eu decidi realmente tratar o Muay Thai como uma das minhas prioridades, mas o principal incentivo foi o financeiro: não faz sentido pagar por algo que eu não estou utilizando ao máximo. E eu não queria desistir dos meus momentos necessários para jogar as frustrações do dia fora, portanto resolvi que ia realmente fazer meu dinheiro ser bem gasto, tentando ir o máximo de vezes possível no mês.

Crie técnicas para driblar a preguiça. Você já descobriu o que gosta, já testou as possibilidades, já colocou sua atividade como prioridade, mas de vez em quando aquela preguiça de viver vem atrapalhar os paranauês todos, não é mesmo? Ninguém tá livre dela, amigx, segura aqui na minha mão. O que eu tenho feito não é nada do outro mundo, mas tem funcionado. Quando a preguiça bate – e ela bate, principalmente no fim do dia, quando estou exausta de tanto trabalhar e meu corpo só quer a minha caminha maravilhosa e abençoada – e tenta me convencer a desistir de ir só por hoje, eu simplesmente decido ir. “Eu vou e se eu não quiser treinar, eu não treino” é o meu discurso hoje em dia para momentos como esse. E, olha, ainda não houve um diazinho em que eu não quisesse treinar, uma vez que eu estivesse na academia. As pessoas, o local, a vontade de melhorar naquilo que eu estou fazendo sempre me incentivam a colocar as bandagens nas mãos e me jogar no treino. Ou seja: técnica testada, aprovada e comprovada. Hoje em dia, as únicas situações em que me permito faltar sem maiores afobações é quando eu tô sofrendo das minhas malignas cólicas menstruais ou quando estou doente. De resto, eu simplesmente apareço e geralmente dá certo. Então caso a preguiça bata, você pode testar a minha técnica de meio ignorá-la ou criar a sua própria. O importante é que funcione pra você.

Essas são minhas dicas, gente! Vocês têm mais alguma pra adicionar ou alguma dúvida em relação ao que falei? Deixe seus adendos nos comentários. 😉

Da rotina

De peito aberto

10 de maio de 2017

Nobody knows what the road will give us untill it does.

Pra quem não sabe, fiz 27 anos na última segunda-feira. E, pra falar a verdade, não tinha grandes planos e interesses para a data. É engraçado como as coisas mudam com o tempo. Aniversários sempre foram algo MUITO importante para mim desde a mais tenra idade, porque era assim que as coisas eram na minha casa. Eu ansiava pelas comemorações, pelos presentes, por ser o centro das atenções por um dia inteiro – porque, afinal de contas, aquele era o meu dia. Aquele era o meu momento.

Com o passar dos anos, fazer aniversário passou a me trazer para um estado de espírito muito mais reflexivo que comemorativo. Será que eu estou fazendo tudo certinho? Será que o que eu conquistei está de acordo com o que eu já deveria ter conquistado a esse ponto? Será que eu estou amadurecendo e tomando atitudes acertadas, que condizem ou extrapolam a minha idade? A data, ao invés de um espaço para comemoração de mais um ano habitando a Terra, ao lado da minha família e meus amigos, se tornou um marco de cobranças. Mais um ano que se passara e eu ainda não tinha tomado vergonha e feito minha pós/emagrecido/começado a estudar uma nova língua/juntado um bom dinheiro na poupança/ construído um guarda-roupa que me orgulhe/ largado tudo pra viajar pelo mundo ou qualquer uma dessas coisas que nós e a sociedade achamos que todos devem fazer, mesmo que minimamente. Toda essa obrigação em ter resultados óbvios, práticos e produtivos passou a gerar um sentimento de falha com a chegada de cada nova data. Eu não estava, aparentemente, usando o meu tempo da forma correta. Não estava crescendo, não estava me tornando alguém melhor, mais inteligente ou mais bonita. Eu estava apenas existindo na Terra.

Or was I?

Esse ano eu resolvi abrir o meu coração e apenas abraçar a nova idade. Resolvi simplesmente aceitar. Aceitar o que quer que eu tenha feito ou não no ano anterior, as transformações que aconteceram ou as que eu desisti ou que jamais iniciei. Decidi aceitar que o que quer que eu tenha feito nessa volta inteira do planeta ao redor do sol foi bom o suficiente. Foi o que deu pra fazer, dentro das minhas possibilidades. Foi o que foi possível. E a verdade é que eu me surpreendi com a gama de sentimentos que me invadiu, mas o maior deles foi a gratidão. Eu fui sem esperar absolutamente nada, comecei o dia aceitando o mínimo e o mais simples, e a vida gritou SURPRESA na minha cara com tantos amigos aparecendo e dizendo que, sim, a minha existência adicionava algo na vida deles. Muitos eu não via há algum tempo, muitos eu vejo todos os dias e não apenas o fato deles lembrarem e me felicitarem por meu aniversário, mas o fato deles EXISTIREM at all me fez sentir grata. Me fez sentir feliz que, por mais que eu ainda não tenha achado uma dieta que eu consiga seguir, por mais que eu já tenha deixado os pratos sujos na pia por uma semana ou qualquer outra prova cabal da completa falha que eu sou como ser humano, eu continuo capaz de fazer amigos. E de mantê-los. E eu posso, na verdade, contar com eles. E eles comigo. E se tem algo mais valioso que o sentimento de pertencimento e segurança que a amizade nos traz, eu não conheço.

Isso me fez pensar que, o que quer que eu esteja fazendo em todos esses anos, eu estou crescendo em decorrência disso. Como pessoa, como ser humano, como alma caminhando nesse mundo. Tem dias que são mais difíceis, tem coisas que eu não consigo fazer, tem noites que chego em casa e só quero deitar na cama, fechar os olhos e esquecer de tudo. Eu tenho, sim, minhas limitações e defeitos, que me impedem de ser boa em coisas que a vida (e as fotos do Instagram de diversos perfis) mostra que outras pessoas fazem com facilidade. Mas é o que eu sou e, enquanto eu realmente acredito em evoluir e mudar diariamente, sendo sempre uma versão melhor do que fomos ontem, também acredito que a aceitação, na vida, é algo poderoso e importante. Inclusive, mais uma razão para ser grata: ter aprendido  e trabalhado em desenvolver, todos os dias, a aceitação. A aceitação nos faz ser mais gentis com nós e com as pessoas ao nosso redor. Eu, que não sou uma pessoa gentil por natureza (tenho uma personalidade muito mais propensa a julgar primeiro e entender depois, do que o contrário), reconheço que aceitar é um tarefa árdua, porque foi dificílimo pra mim. Mas também é tão importante, gente! E muda tanto a nossa vida. Apenas aceitar que a gente fez o nosso melhor e que não somos, necessariamente, responsáveis pelo o que virá depois. Aceitar que o outro está fazendo o melhor que ele pode e que, claro, algumas vezes não é suficiente, mas geralmente não é culpa de ninguém. Rir um pouco das nossas limitações e das limitações dos outros traz leveza e deixa os dias mais fáceis.

Então, confiando no que a vida me reserva, decidi que eu não tenho planos e pressões para a próxima idade. Claro que fiz algumas sugestões, anotadas num caderninho, de coisas que poderiam ser completadas nos próximos 365 dias. Mas são sugestões, apenas. A vida acontece todos os dias e muda os nossos planos, apesar dos nossos melhores esforços. Só nos cabe aprender, seguir e tentar ser o melhor que conseguimos com o que o dia nos oferece. Isso já é o suficiente. Isso já é razão suficiente para agradecer.

Feminices

Minha experiência com o coletor menstrual (Inciclo)

19 de abril de 2017

Faz mais de um ano desde que adquiri o meu primeiro (e único, até agora) coletor menstrual e acho que agora é um bom momento para dividir minhas impressões com vocês. Então se você é uma dessas que ainda tem lá suas dúvidas sobre esse copinho de silicone, senta aí  que eu vou te explicar direitinho como se dá meu relacionamento com meu coletor, ponto a ponto, viu? Dividi em perguntas bem direto ao ponto, porque acho que fica mais didático, né? Já aviso logo que isso aqui não é publieditorial – eu mesma comprei meu coletor e vim falar da minha experiência para vocês porque acho que muita gente ainda fica com uma pulga atrás da orelha sobre isso. Com essa pontuação, vamos em frente:

Como funciona?

Simples: é um copinho de silicone medicinal que você dobra e insere na sua vagina, para que o seu fluxo menstrual fique contido nele. Ele abre lá dentro – se você tiver feito tudo direitinho – e forma um vácuo entre o seu fluxo e o ar externo, o que faz com que seu sangue fique lá no copinho, guardadinho, sem mau-cheiros nem bactérias nem dramas.

É muito caro? Vale a pena o custo-benefício?

O que eu uso – o Inciclo – custou R$80 + frete. Levando em consideração que eu gastava, em média, R$15 em absorventes por mês, em 6 meses eu já tinha pago o meu Inciclo e já estava no lucro. Acho o custo-benefício ótimo, pois o copinho é feito de silicone medicinal (um material que dá pra reusar um sem-número de vezes) e não tem prazo de validade (você que observa quando ele perde suas qualidades – tipo, a maleabilidade – e troca).

É difícil de se adaptar?

Então, né. Não vou dizer a vocês que é fácil não. Nos primeiros meses rolaram uns vazamentos porque eu não entendia bem como deveria colocar o copinho ou porque ele não estava abrindo lá dentro (já que eu tava colocando errado). Sempre usava  com aqueles protetores diários, por via das dúvidas. Mas depois que a gente pega o jeito – uns 3 meses já dá pra começar a manjar dos paranauês – é a liberdade. Nem parece que eu tô menstruada, gente! Dá pra correr, pular, nadar – sem drama nenhum, pois 0 absorventes. Não é uma coisa que dê pra fazer de qualquer jeito, mas acho que valeu o esforço pela liberdade que ele traz. Logo: a adaptação pra mim não veio fácil, mas fico feliz de ter insistido.

E precisa trocar muito?

Saí diretamente do absorvente externo (aquele com abão, pois xô vazamentos) para esse copo de dimensões até diminutas em relação ao que eu esperava do meu fluxo. Porque, gente, eu era daquelas que, nos 3 primeiros dias de menstruação, trocava o absorvente umas 3, 4 vezes – e sempre bem cheio. Fiquei cabreira do quanto teria que esvaziar o copinho, porém: só mexo nele antes de sair de casa e quando chego em casa – a não ser que eu tenha colocado ele errado e ele tenha saído do lugar, mas esse é outro problema. A verdade é que a gente menstrua bem menos do que a gente pensa que menstrua. Nosso corpo faz escândalo, aqueles absorventes de algodão mostram sangue suficiente para ser proveniente de uma chacina, mas não é tudo isso não, viu? Então se você olhou os copinhos e pensou: “gente, mas eu sangro muito, vou ter que trocar aquele treco 800 vezes”, provavelmente a senhora tá enganada. É de 12 em 12 horas mesmo, como eles sugerem, sem problemas.

Como você coloca/ qual dobra você usa?

Eu uso a dobra em U (ou C, nas gringas) – a mais simples de todas. Algumas vezes eu uso a que eles chamam de punchdown fold, só que essa tem mais chances de dar errado, logo evito. Tem vários tipos de dobrinhas (veja aqui nesse vídeo) então vale a pena testar e ver qual te ajuda mais. Eu só dobro, coloco lá dentro e vou passando meu dedo em volta dá base, para ver se ele abriu por completo. Se estiver ainda estiver dobrado, eu tiro e coloco de novo até ele abrir lá dentro.

Qual a melhor posição pra colocar?

Em pé, sem dúvida. Sentada eu sinto que é mais difícil pôr o coletor no lugar certo.

E o sangue do coletor, não fede? Não dá nojinho?

Já coloquei essa perguntinha aqui porque sei que tem gente que vai pensar isso, porém:  não. Cês já se cortaram? O sangue de vocês fedeu? Pois bem, a mesma coisa. “Mas Mandy, o sangue da menstruação no absorvente fede”. You got a point, mas o absorvente está em contato com o ar, com bactérias, com nosso suor. Logo, claramente não tem como ficar de boas. Porém o sangue do coletor está em contato apenas com o coletor, já que o copinho cria um vácuo quando o inserimos na vagina. Logo, não, não tem fedor, não tem drama, não tem nojinho – até porque ter nojo de algo tão natural na gente não faz sentido, né, pessoal?

Como que higieniza o coletor?

Faço da seguinte maneira: no início de cada ciclo, esterilizo ele na água fervente. É bem simples: pego um potinho de vidro separado pra isso, coloco o coletor e água suficiente para cobri-lo completamente. Então coloco 10 minutos em potência máxima no micro-ondas. O ideal é que o coletor fique 5 minutos na água fervente. No meu micro-ondas, geralmente leva uns 2,5 a 3 minutos para a água ferver, por isso deixo 10 no total, just to be safe. Mas depende, claro, da potência do seu aparelho. Você também pode ferver em uma panela, no fogo mesmo – mas aí a panela não pode ser  de teflon (pois soltaria os resíduos pretos no seu copinho). No site da Inciclo, eles vendem uma panelinha específica pra isso (de ágata), mas não vejo muita necessidade. Depois que fervo o coletor, espero esfriar e lavo com sabão neutro (pro caso de ter algum resíduo no copinho). E então é só usar. Entre uma troca e outra eu só lavo com água mesmo para tirar o sangue. Ao fim do ciclo, eu lavo com sabão neutro e guardo para o próximo mês.

Como que eu escolho o coletor ideal pra mim?

Então, há modelos para todas as preferências. Você pode escolher de acordo com a altura do seu colo (baixo, médio ou alto – veja aqui como descobrir qual o seu é), com o maleabilidade do material (super macio, macio ou mais rígido) e também com o tamanho da sua vagina. Algumas das marcas disponíveis são: Inciclo (a marca que eu uso), a Fleurity e a Me Luna. Comprei o Inciclo, na época, porque o que eu queria do Me Luna estava em falta, mas terminei por me adaptar ao coletor, por pura sorte. Sinceramente, acho que o processo é tentativa e erro, mesmo. A gente pode se apegar à altura do colo e ao tamanho da vagina na hora de escolher, mas não dá pra saber, antes de testar, se você vai achar algo macio demais ou rígido demais, por exemplo. É seguir sua intuição e ver no que dá.

Fala sério, Mandy, tem alguma coisa que você não gosta no coletor?

Mas é claro, né? Nada é perfeito. Primeiramente, o copinho não é foolproof – demorou um bocadinho para eu aprender a usar direitinho. Requer um aprendizado mesmo, um treino, e nos primeiros meses a gente faz umas cagadas. Isso mostra que o mercado ainda tem muito o que evoluir nessa área de cuidados íntimos femininos, para tornar o processo mensal e natural de menstruar numa coisa que impacte o mais minimamente possível no nosso dia a dia e no meio ambiente. Outra coisinha que eu preciso comentar, por mais sebosinho que seja: o copinho não casa com as dores de barriga que algumas mulheres sentem nos primeiros dias de menstruação. Eu tenho que tirar o copinho toda vez que um número dois está envolvido, porque os ~movimentos~ do intestino terminam por meio que expulsar o copinho e tirá-lo do lugar. É, vocês não queriam ler sobre cocô, mas todo mundo faz, então segue a vida e segura essa informação. Caso você queira trocar o copinho no meio do dia, é meio chato se o banheiro que você for não tiver aqueles chuveirinhos para você fazer a limpeza do copinho no vaso mesmo. Também: cuidado os chuveirinhos, pois já me melei de sangue várias vezes porque com os jatos fortes dessas bagaças a água (com sangue) volta toda espirrando na sua cara (top). Talvez vocês não façam isso porque não são completamente despirocadas como eu, mas fica o aviso anyway. Uma amiga que tem DIU também avisou que as cólicas deram uma relativa piorada com o combo DIU + coletor menstrual. Não se sabe quem tá com maior força na situação, mas talvez seja algo a levar em consideração – eu, que não uso DIU, não notei qualquer diferença nas minhas cólicas menstruais. Enfim, de forma geral, os pontos negativos do coletor de longe são desbancados pelos positivos, então não são fonte de estresse pra mim. Mas sempre bom pontuar pra vocês.

Você indica o uso do coletor menstrual?

Sim, gente! Pra mim é uma mão na roda, foi mudança de vida. Eu sempre odiei absorvente, que me deixava assada, úmida e desconfortável o dia inteiro. Agora eu continuo vivendo minha vidinha como sempre durante a minha menstruação – não fossem as cólicas de sempre, eu nem notaria que estou menstruada. Dá pra ir pra praia, usar calça apertada, dá pra fazer esporte – ou seja, dá pra continuar sendo você. Sem falar que é muito mais friendly com o meio ambiente reusar algo que simplesmente ficar jogando fora um pacote de absorvente usado por mês, né? E financeiramente, também, é muito mais interessante. Definitivamente, é algo que eu fico feliz de ter me proposto a testar e que eu indico para todo mundo que estiver curioso em tentar.

É isso, gente! Ufa, falei um bocadinho e mandei a vergonha pro inferno, porque na hora de dar dica pras migas não tem que ter frescura, né? Tem alguma dúvida que não está nesse post? Deixa aí nos comentários que eu te respondo assim que der. Só lembrando também que a minha forma de uso é  adaptada por mim, para minha utilização, e que pode diferir, em alguns pontos, do que as empresas que fornecem os copinhos indicam (por exemplo, não lavo o copinho com sabão toda vez que tiro para trocar, porque não acho necessário). Leiam sempre as instruções de uso do que vocês forem comprar e decidam, por si mesmas, o que vocês acham importante seguir.

 

Cabelo Feminices

Meu kit completo low poo para cabelos cacheados

15 de abril de 2017

Cabelo é uma coisa séria, né? Capaz de subir nossa autoestima ou querer fazer a gente se encolher debaixo da cama. Depois de um ano e alguns meses de transição (não sou capaz de dizer com certeza quando foi que o último pedaço de cabelo com química saiu do meu sistema) e muita tentativa e erro, consegui elencar aqueles produtos que são a diferença entre um good hair day e um dia em que o cabelo não ajuda em nada. Observem que esse post não apenas aponta opções para quem tem cabelo cacheado e faz a rotina low poo como eu, mas também os produtos que amam meu cabelo e são amados por ele. Produtos com os quais eu tenho um caso de amor real.

Resolvi compartilhar com vocês porque eu sei que esse processo de descobrir o que funciona pro nosso cabelo é trabalhoso e lento e se a gente puder cortar caminho já ajuda, né? Levem em consideração que meu cabelo é um 3A/3B, com umas partezinhas 2C. Ou seja: ele tem umas partezinhas que são mais chatinhas pra definir, mas no geral ele faz seus próprios cachos sozinho. Ele também pesa fácil, então a maioria dos produtos que ficam no meu cabelo (leave-ins, óleos e gels) não podem ser muito consistentes, pois inevitavelmente acabarão com meu volume. Também tenho pouco cabelo, então controlar volume não está na minha agenda, já que é muito difícil ele ficar fora de controle sem que eu tenha feito algo para incentivar isso. Ah, eu tenho luzes, então algumas vezes o cabelo simplesmente ignora que é mais fino e quer todos os óleos da vida. Pois é, mas eu não disse que nada disso fazia sentido, eu disse? Isso posto, vamos aos produtos que amo e vou defender, atualmente:

Shampoo Lola Cosmetics Curly Wurly – uma média de R$25

Esse é o shampoo que, definitivamente, menos resseca o meu cabelo. Como cacheada, na verdade, não gosto muito de nenhum shampoo, pois não noto muita diferença na minha vida depois de usar eles (a não ser o óbvio, que seria a limpeza dos fios – e isso quase todos conseguem fazer com decência). Entretanto, o Curly Wurly pelo menos não resseca o meu cabelo, o que já é um ganho, não é mesmo? Ele é um shampoo branco, então já dá pra entender que há várias emoções hidratantes envolvidas naquele frasquinho. Meu cabelo geralmente não se dá bem com os produtos da Lola, que costumam pesar demais já que geralmente são bem ricos em óleos, e até esse shampoo é uma pedida ruim quando o cabelo não aguenta mais nutrição, mas no geral (e principalmente depois das luzes) ele ajuda bastante a manter o meu cabelo maleável. É liberado para low e no poo, indico para quem tem cachos 3B pra frente (estruturas 2C/3A podem pesar).

Condicionador L’oreal Élseve Óleo Extraordinário Nutrição Intensa – uma média de R$15

Indicação de uma amiga, usei e descobri que esse condicionador ajuda demais a desembaraçar os fios durante o banho e dar aquela fechadinha nas cutículas que a gente respeita. Tem um precinho amigo e é relativamente fácil de achar, então se é praticidade e um bom custo/benefício que você está procurando, essa é a pedida. É liberado para low e no poo.

Condicionador Novex Santo Black Poderoso – uma média de R$12

Bem como a máscara deles, o condicionador da linha Santo Black Poderoso tem o poder de desfazer o nós e trazer aquela dose extra de “desmaio” que cabelos como o meu necessitam para serem felizes. O cheirinho é ótimo e o cabelo fica super fácil de lidar depois dele. É meu primeiro frasco desse produto mas, sem sombra de dúvidas, vou comprar outro quando acabar porque bons condicionadores não são fáceis de achar e esse ganhou meu coração. É liberado para low e no poo.

Óleo Reparador L’oreal Élseve Óleo Extraordinário Nutrição Intensa – uma média de R$ 30

Descobri esse óleo depois de passar um tempão usando um que não era liberado pra low poo (e meu cabelo pesando sem eu saber o que era, vê mesmo!). É levinho, levinho e o cabelo absorve ele direitinho. Gosto de misturar nos gelzinhos, quando uso, para evitar o ressecamento das madeixas. Também uso quando vou “desgrudar” os cachos uns dos outros, para dar uma acalmada no frizz. Liberado para low poo.

Leave in Yenzah Sou + Cachos Suave – uma média de R$30

Eu tenho pouco cabelo e ele pesa muito fácil, então os creminhos têm que ser sempre super leves. Esse é ótimo, pois ajuda a definir os cachos sem acabar com meu volume natural. O cabelo fica macio e com aquela carinha de saudável, adoro! Liberado para low poo.

Creme de Pentear Natura Sou Cachos Modelados – uma média de R$12

Outro favorito de todos os tempos, acabei o meu até a última gotinha (por isso ele não aparece na foto, haha). E, no caso, vocês podem levar isso literalmente, pois a embalagem dele deixa que façamos isso. Super levinho, ele deixa o cabelo ser ele, mas dá aquela mãozinha para dar forma e vida aos cachos. Vou comprar outro assim que possível e quero testar outros produtos dessa mesma linha. É liberado para low poo.

Ativador de Cachos Maionese Capilar #todecacho Salon Line Definição Divina – uma média de R$12

Esse é para os dias que eu escolho sair com os cachos BEM definidinhos. Gente! Esse produto definitivamente entrega o que promete. Toda vez que uso essa maionese, meus cachos definem de um jeito que eu nunca vi antes E duram o dia inteiro bem bonitinhos. Não posso opinar sobre day afters, porque meu cabelo simplesmente não trabalha com day after (a não ser que eu molhe ele todo e faça o trabalho de amassamento e definição dos cachos all over again).  Mas em quem realmente tem day after, ele deve aumentar a quantidade de dias sem precisar lavar, pois ajuda a criar cachos super bem formados. Só um porém: dos cremes de pentear pontuados aqui, esse é o que pesa mais no cabelo. Tem que dosar a quantidade e ver como o cabelo responde. É liberado pra low poo.

Gel Líquido Salon Line #todecacho Day After – uma média  de R$15

Ele é indicado para dar aquela salvada no cabelo no day after, mas uso ele no dia a dia mesmo. Acho ele mais levinho que o Relaxante Natural, da Capicillin. Sempre uso com um pouquinho de óleo, porque ele resseca um bocadinho (como todos que já usei), mas das opções que testei, ainda é meu gelzinho favorito. Liberado para low e no poo.

Creme de Limpeza Light Poo L’oreal  Óleo Extraordinário – uma média de R$35

ADORO esse produto. Tanto é que acabei o que eu tinha e agora preciso esperar um outro co-wash que eu estou testando acabar para comprar um novo frasco (e por isso ele não aparece na foto, tá?). Mas sério, meu cabelo se dá tão bem com esse troço que nem sei o que dizer. Não pesa nadinha nos meus fios e deixa eles super modeladinhos e com cachos lindos. A tristeza é o preço, né? Bem salgadinho, na minha opinião. A ideia seria que ele fosse um co-wash, mas pelo o que li por aí, ele tem um silicone insolúvel em sua composição, o que faz com que ele deixe resíduos no cabelo na sua ‘limpeza’. Ou seja: não funciona exatamente como um co-wash. De qualquer maneira, no meu cabelo, ele não pesa nada e como geralmente eu lavo com ele no máximo dois dias seguidos e, em seguida, lavo com um shampoo para low poo, não há muito acúmulo. O meu cabelo se deu melhor com ele do que com a versão dele para cabelos cacheados e ondulados, que eu não senti que hidratou tanto. É liberado para low poo.

Máscara Novex Santo Black Poderoso – uma média de R$25

Essa é uma recente descoberta da minha nova fase de cabelos com luzes. Estava precisando uma máscara para derreter o cabelo e, gente, essa é a máscara. Com um custo/benefício MARAVILHOSO (R$25 por uma máscara de 1kg, gente!), ela cumpre o que promete e nutre o cabelo direitinho. Ele ficar super macio e fácil de lidar, já é uma favorita das hidratações de fim de semana. É liberada para no e low poo.

Máscara de Reconstrução Inoar Doctor – uma média de R$45

Outra recente descoberta foi essa máscara da Inoar. Como estou entrando devargazinho nesse processo de ficar loira (na verdade, pretendo ter apenas luzes maravilhosas, não ficar completamente loira), é sempre bom investir em boas máscaras para devolver a maravilhosidade do cabelo que, claro, o processo de descoloração inevitavelmente rouba.  A máscara é incrível, tem um cheirinho bem bom e tem ajudado bastante meu cabelo a se recuperar das luzes (e olha que meu cabelo nem ficou detonado nem nada, só sofreu um leve estiramento). O valor é meio salgadinho, mas o resultado é tão bom que vale à pena. É liberada para no e low poo.

Máscara Térmica Sou Dessas Pode Vir Quente Que Eu Estou Podendo – uma média de R$40

Para quem tá precisando de uma máscara de hidratação para amar, digo apenas: se joga nessa, miga. Não conhecia a marca Sou Dessas e peguei essa máscara na loja porque parecia interessante a proposta (e porque tinha acabado de dar luzes no cabelo e precisava de algo porreta para manter o cabelo saudável). Ela esquenta sozinha quando a gente passa no cabelo (tem extrato de pimenta) e dá pra sentir um calorzinho nos fios enquanto a gente espera para enxaguá-la (mas nada incômodo). Das máscaras que eu tenho, essa é a que dá um efeito mais notável no meu cabelo. Os fios ficam macios, brilhantes e visivelmente saudáveis. É amor real, amor verdadeiro. Pelo o que eu consegui checar (não achei nenhum proibidão na fórmula, mas o produto não está cadastrado no app que eu checo), a máscara é liberada para low poo.

Ufa! Esses são meus favoritos atuais, mas estou sempre testando coisas novas no cabelo, pois curiosa (não posso ver uma novidade que tenho que checar pra ver se é melhor do que o que eu já uso). Portanto, se vocês tiverem dicas para me dar de produtíneos também, deixem aí nos comentários, que estou sempre aceitando. E se tiverem alguma pergunta sobre os produtos que pontuei acima, perguntem também, que eu tô aqui pra isso. 😉

 

Da rotina

Um pouco mais de paciência

9 de fevereiro de 2017

será que é tempo que lhe falta pra perceber?
será que temos esse tempo pra perder?
e quem quer quer saber? a vida é tão rara

Paciência – Lenine

Não é segredo pra ninguém que eu tenho brigado com umas crises de ansiedade que insistem em chegar e infernizar a minha vida. Também não é segredo que eu tenho pesquisado e tentado várias técnicas para controlar esse problema, que não chega a me impedir de fazer nada na vida (nunca tive ataques de pânico, por exemplo), mas que atrapalha os sentimentos e faz com que eu reaja às coisas de uma forma que não faz nenhum sentido para as outras pessoas envolvidas – e nem pra mim, uma vez que me acalmo.

E eu tenho uma coisa pra dizer a vocês: talvez eu tenha tentado demais. Eu praticamente criei uma ansiedade em relação à ansiedade, o que é definitivamente algo que eu não estava intencionando. Eu declarei guerra ao nó no peito, às preocupações, aos desconfortos todos que a ansiedade traz para a minha vida. Eu me decidi a resolver, a erradicar essa pedra do meu caminho. Porém, dia desses estava lendo sobre o bambu e como ele se flexiona às intempéries, sem jamais quebrar. E também sobre a água de um rio ou de um mar, que ganha das pedras não por tentar quebrá-las e passar por elas inteiro, mas por deixar dividir, para se juntar novamente mais na frente. E me perguntei se esse, afinal, não é o caminho. Se me ajustar ao meu desconforto não seria o que eu preciso na minha vida, atualmente.

A verdade é que a vida está repleta de desconfortos. Pessoas que incomodam, situações inconvenientes, aquela calça que pinica ou aquela comida de gosto estranho que um ente querido faz questão que você coma. Os desconfortos fazem parte da vida e enquanto ninguém quer dormir em uma cama encalombada, algumas vezes temos que aguentar um dia na calça que dá coceira. É chato? É sim. Mas não será o primeiro nem o último desconforto pelo qual passamos na vida.

Uma coisa que me ajudou demais a entender que o desconforto faz parte foi e é a meditação. Sento por 10 minutos com a minha mente cheia de preocupações e aprendo, diariamente, a aceitá-la do jeito que é – porém sem acreditar que necessariamente eu sou o que ela é. É chato, no mínimo, tentar focar na respiração e dar de cara com todos aqueles pensamentos que eu não queria pensar (alguns, inclusive, nada legais), mas o exercício de se desatarraxar daquilo e pensar que aquele é apenas um pensamento e não define quem eu sou é empoderador.  É um exercício de desapego e de frustração constantes, mas que vale incrivelmente a pena. Seus pensamentos não são você, você não é seus pensamentos. Assim como a minha ansiedade não sou eu. Não fui eu que decidi ficar nervosa sobre alguma coisa que nem existe – foi meu corpo, reagindo à loucura dos dias atuais. O que eu posso fazer agora é lidar. É respirar fundo, repetir uns mantras pra mim mesma e passar por isso. É entender a minha ansiedade como algo como que faz parte de mim, pelo menos por hora, mas não algo que me define como pessoa.

Acredito de verdade que toda situação pela qual passamos tem a sua lição a ensinar. Talvez a minha seja a da paciência. Há coisas que nem todos os nossos esforços mais focados podem mudar. Há problemas que apenas o tempo pode resolver. A vida não é um joguinho de sudoku, onde sempre há uma maneira de resolver o quebra-cabeça. Algumas vezes a gente tem que queimar para nascer de novo, a gente tem que quebrar para juntar o que sobrou e fazer uma melhor versão de nós mesmos. E de nada adianta tentar impedir o que precisa seguir seu fluxo. A vida segue seu caminho, como a chuva, que não vai voltar pro céu só porque a gente acha que não era o melhor momento para ela cair. O que nos resta é tirar o nosso guarda-chuva da manga ou, na falta dele, dançar na chuva. Paciência e a aceitação que vem com ela, é o que eu preciso conhecer. E parece que tentar, de todas as maneiras possíveis, resolver o problema não é a maneira com que a eu vou aprendê-la.

O que me resta é expirar, inspirar e tentar conviver, da forma mais harmoniosa possível, com o que me cerca. Nada dura para sempre, nem mesmo algo que nos incomoda.