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Opiniões que ninguém pediu

A arte de não ser obrigada

16 de fevereiro de 2016

Ou: como manter a dignidade e viver a vida que você quer, exercendo o seu direito de dizer não.

Acho que até já escrevi sobre isso aqui, mas como vivo esquecendo das lições hipoteticamente aprendidas, vim dividir com vocês de novo meus pensamentos (talvez melhorados) sobre essa maravilhosa palavra, tão conhecida e tão ignorada: o não. Nos últimos meses, entrei num vórtice de sims inconsequentes (a palavra, não o bonequinho do jogo), que degringolaram em várias situações que eu preferia que não existissem, mas que eu mesma deixei com que se desenvolvessem. Quando vi, lá estava eu, jogada no chão, me perguntando PORQUE QUE ESSAS COISAS ACONTECEM COMIGO? E aí veio aquela voz sincera no fundo da minha cabeça, jogando todas as realidades necessárias e dizendo: miga, porque tu deixa.

A gente acha que não. A gente acha que é o destino, que insiste em atrapalhar. Que  é Deus. Que tudo isso aqui é um grande sitcom e nossa sina é viver uma vida de eternos erros, passando sempre por situações que não queremos e chorando nossas pitangas no travesseiro. Mas aí vai uma novidade: não. Não mesmo. Você, e unicamente você (com algumas raríssimas exceções), é responsável por tudo o que acontece na sua vida. Quando você diz sim, você aceita o que a vida está te oferecendo. Mas, veja bem, você também pode dizer não.

Infelizmente, nossa sociedade criou um circo em volta do ‘dizer não’. O não tem uma imagem negativa. Você diz não pra uma saída e já é tachado de antissocial, chato, que não gosta de fazer amizades. Você diz não quando pedem para ajudar com alguma coisa e já te chamam de egoísta. Você diz não para uma determinada forma de pensar e as pessoas já acham que você só está querendo ser do contra e aparecer. O não é extremamente mal visto por todos e, talvez por isso, evitemos a temida palavra. O legal para as outras pessoas é que você viva da maneira que encaixe com o que elas desejam para a vida delas – o que, se você pensar direitinho, é extremamente egoísta (embora compreensível). Nada errado com o desejo delas, mas tudo errado com baixarmos a cabeça e aceitarmos tudo o que querem nos dar/propor. Nem sempre a maneira que é interessante para as outras pessoas é interessante para a gente. E é nesse momento que o não precisa ser exercido. E deixa eu dizer uma coisa pra vocês: essa é a única maneira de ter a vida que queremos.

Você pode fazer de tudo. Se você não aprender a dizer não, não há como ter uma vida plena e feliz. Se você continuar aceitando tudo o que o universo te dá, sem fazer o filtro necessário, não haverá como viver uma vida autoral, ou seja, a vida que você quer, a vida que você acha que você deve viver.

Sabe aquela máxima de que antes de amar alguém, você deve amar você? Pois é. Aqui, uma saudável dose de egoísmo é essencial. Não adianta fazer tudo pelos outros, porque, no fim, quem é que vai fazer por você? A única pessoa que deve ser (e que é) responsável por transformar seus sonhos em realidade é você.

Por muito tempo, me senti mal por ser reativa e por discordar ativamente de coisas que não acho correta/ concordo/ quero pra mim. Então, tentei ser o oposto, achando que, assim, eu seria melhor e mais feliz. O que descobri é que NÃO HÁ FELICIDADE EM NEGAR A SI MESMO. Não há felicidade em concordar com o que não te apetece, em aceitar desafios que não são seus, em negar o seus sonhos em favor dos de outrem. O que existe é raiva (de mim mesma) e uma vida que podia ser a de qualquer um – e nada, em especial, diz que é minha. E isso, definitivamente, não está certo.

Dizer não é parte do processo de se autoconhecer. Saber o que se quer, o que te interessa e o que não importa para você. Essa filtragem fará da sua vida o que você realmente quer.

No começo, pode ser difícil. Algumas pessoas podem se afastar, se chatear, te julgar mal. Entretanto, bola pra frente, porque ninguém poderá viver sua vida por você. Além do quê, tudo será mais verdadeiro. Você não estará mais naquela festa porque te chamaram, mas porque você QUIS estar lá.  Você não vai usar a roupa que ganhou de presente porque te deram e você não quer que achem que você não gostou, mas porque ela realmente casou com o seu gosto e com seu corpo. Você não vai comprar mais um livro porque ele está em promoção, mas porque você realmente gosta do assunto e se interessa pela obra. Se descobrir e dar valor às coisas certas é life-changing. Mas nada disso vai poder ser feito sem usar o não.

Algumas leituras sobre esse assunto:

Quero saber o que vocês acham sobre esse assunto. Comentem! (:

  • Reply
    Marta Freitas
    16 de fevereiro de 2016 at 11:51

    Oi Amanda, tudo bem? (fique à vontade, pra dizer não! rs….)
    Brincadeiras a parte, li o seu post e gostei muito dessa sua visão/opinião. Ainda não li as referencias complementares, mas farei em breve.

    Queria compartilhar com você o contra-ponto do “Diga Não”. Há um tempo considerável – principalmente na adolescência, eu era a pessoa mestre em dizer “Não” pra quase tudo. Não fazia nada daquilo que eu não quisesse, apenas para agradar outras pessoas. Por muito tempo fui assim, só que chegou a um determinamo momento da minha vida que isso começou a me incomodar, por vários motivos: mesmices, falta de conhecer e experimentar coisas novas, de ver a vida acontecendo com coisas inesperadas e positivas, via a vida dos meus amigos acontecendo e eu ali, parada, apenas com o mais do mesmo. Acho que esse foi um momento parecido com esse seu, porém ao contrário: Porque as coisas não acontecem comigo, porque nada dar certo… etcs….
    Foi quando comecei a usar, o “por que não?” (Por que não sair hoje com a galera? / Porque não fazer esse curso…etcs) E foi a partir desses “Não’s dados” que a minha vida começou acontecer, que as coisas começaram a fluírem e um mundo novo e cheio de possibilidades foi aberto para mim. No entanto, lendo o seu post pude perceber que não se trata de dizer não ou dizer sim, apenas. Trata-se de saber usar essas duas palavrinhas de potencial com sabedoria, há momento que nós mesmos nos sabotamos e fechamos possibilidades que seriam incríveis se você usasse o sim naquela determinada situação, ou não. Não conseguimos mensurar a quantidade de portas abertas ou fechadas, que implica o uso dessas palavrinhas de três letrinhas.
    Pensando um pouco melhor agora, escrevendo esse comentário que já ficou longo demais. Talvez a máxima seja: Antes de cada sim dado, dê um não! ou algo do tipo, sei lá….

    Desculpa pelo textão e eu nem sei se vc vai compreender o meu ponto de vista…. se eu consegui me explicar….
    Beijos.

    • Reply
      Amanda
      16 de fevereiro de 2016 at 12:07

      Oi, Martha!
      Então, acho que é bem por aí, mesmo. A gente tem que saber quando dizer sim e quando dizer não. Se conhecer e saber quando a gente está fazendo algo porque quer e não pra seguir com o status quo e não desagradar ninguém. (:

  • Reply
    Carol Patrício
    16 de fevereiro de 2016 at 12:46

    Oi, Amanda! Achei essa reflexão bem interessante, já tinha lido o texto do Zen Habits e fiquei pensando como eu já não digo tantos Sims quanto antigamente. Acho que eu tinha medo de que se eu dissesse um Não uma vez, eu não seria mais chamada por essa pessoa e que ela poderia ficar chateada, e acabava aceitando fazer coisas que eu realmente não queria (não era um “Hell, yes!”). Hoje, eu já consigo dizer mais Nãos, ainda não cheguei ao ponto de só dizer Sim para os “Hell, yes!”, mas acho que é todo um processo, um dia eu chego lá.

  • Reply
    Luane
    16 de fevereiro de 2016 at 12:56

    Esse post foi para mim!
    É trivial, mas só ontem criei coragem para sair de alguns grupos do WA que não me acrescentavam nada há um tempo. Por que demorei tanto?
    Acho que “vida autoral” tem que ser uma expressão mais presente no meu dia a dia.

  • Reply
    Dedê
    17 de fevereiro de 2016 at 22:52

    Oi amiga. Então, eu não sei nem o que dizer. Porque eu concordo com você tanto, mas tanto, que incomoda. Incomoda porque apesar de eu saber de tudo isso e desse tapa na cara que você me deu, eu ainda não tenho essa força de vontade de cumprir as coisas essa forma. E isso vale tanto pro sim como pro não. Por mais que eu tenha consciência da importância de equilibrar essas duas palavras nas situações que elas realmente cabem, não na que as pessoas querem forçar, ainda tá difícil aplicar isso por aqui. Como faz? Às vezes só falta disposição, às vezes dá medo, às vezes é só preguiça mesmo. Sei lá, ainda tenho que ler isso aqui mais uma 10 vezes pra ver se me mexo. haha
    Beijos!

  • Reply
    Even Vendramini
    18 de fevereiro de 2016 at 09:01

    Sou classificada como ‘chata’, porque sempre digo não para algumas coisas. E sabe, sentir que a nossa vida está no nosso controle, nas nossas mãos… ah, isso é muito bom. Como você disse, algumas pessoas não conseguem aceitar o fato de que só a gente pode escolher o que é melhor pra nossa vida. Mas né, vou fazer o que? Paciência…

    Amo seu blog <3

  • Reply
    Tary
    18 de fevereiro de 2016 at 13:09

    Oi, Amandinha!
    Eu sempre fui de dizer “não” e agora, nessa fase totalmente diferente da vida, andei dizendo muito “sim”. Aliás, acho que nunca disse tanto essa palavra. E tem sido maravilhoso. Mas concordo com você que não há felicidade em negar a si mesmo. É por isso que fim de semana passado me dei o direito de ficar em casa sentindo ao invés de ir para a balada com os meus amigos, sabe?
    Adorei o texto e a reflexão <3
    Beijinhos

  • Reply
    Vanessa
    19 de fevereiro de 2016 at 16:15

    Queria comprar uma camiseta com a frase “não sou obrigada”, porque, olha, não sou obrigada mesmo. Acho válido aprender a dizer não.

  • Reply
    VANESSA BRUNT
    22 de fevereiro de 2016 at 11:08

    Manda, como você citou muito bem em outras palavras: temos que dizer “não” para dizer “sim” para nós. Temos que negar para nos conhecer, até porque, quando dizer “sim” estamos, consequentemente, dizendo “não” para muitas coisas! É sempre uma via de dois lados; toda escolha com sua renúncia. É só preciso lembrar. Adorei a postagem!

    http://WWW.SEMQUASES.COM

  • Reply
    BA MORETTI
    22 de fevereiro de 2016 at 11:53

    achando maravilhoso o lembrete e querendo emoldurar (colar na parede não rola) pra lembrar sempre. why a gente sempre se sabota né? que coisa

  • Reply
    Fernanda Machado
    1 de março de 2016 at 19:58

    Acho essencial a gente aprender a dizer não e parar de nos auto sabotar, seja por vegonha, por medo ou qualquer outra coisa!

  • Reply
    Dani
    22 de março de 2016 at 10:39

    Miga, não concordo. Não totalmente.

    (É, eu sei. Volto tanto tempo depois e já começo assim.)

    Quer dizer, eu concordo com você sobre a necessidade aprender a dizer “não”. Eu concordo com você que não dá pra abraçar o mundo e que dizer “não” faz parte deste processo de filtrar aquilo que é saudável pra gente.

    Só que a gente nem sempre tem escolha, amiga. E, quanto menos autônomo a gente é na vida, menos escolhas a gente tem. E menos livres são as escolhas que a gente pode tomar.

    O que eu tô querendo dizer é que, por exemplo, aquela pessoa que precisa criar seus filhos e cujo salário não cobre as despesas, não tem escolha senão buscar um segundo emprego ou fazer bicos pra complementar a renda ou até mesmo abrir mão da guarda das crianças, dá-las pra adoção. As escolhas desta pessoa são limitadas. E as nossas também, em maior ou menor nível.

    Vou dar o meu exemplo, tá? Eu morei seis anos sozinha, em outra cidade. Voltar a morar com os meus pais, nesta cidade pequena, tem sido muito difícil. Muito mesmo.

    Mas eu simplesmente não podia dizer “não”. Eu não podia me recusar a voltar pra cá e continuar morando sozinha em São Carlos porque, veja bem, não sou eu quem paga as contas. Eu me formei em meio a uma crise econômica e não devo encontrar emprego tão cedo. Eu gastei cada centavo do que tinha na minha “poupança da faculdade” nestes seis anos e eu não tinha opção se não voltar a morar com os meus pais. A falta de autonomia financeira limita minhas escolhas. O “não”, muitas vezes, não é uma opção.

    • Reply
      Amanda
      22 de março de 2016 at 10:58

      Oi, miga!

      Então, claro que há situações e momentos em que não temos muito o que fazer, a não ser aceitar (isso tá nos meus últimos textos, inclusive #merchan). A arte de não ser obrigada está em não aceitar o que pode NÃO SER ACEITADO, mas que a gente aceita goela abaixo sem nem pensar. Você não é, por exemplo, obrigada a andar com que você não gosta nem a aceitar ir para festas erradas que não têm nada a ver com você. Você não precisa seguir a religião dos seus pais porque é o que eles querem nem se vestir do jeito que X acha correto só porque X acha correto. O dizer não aqui está muito mais ligado à viver a sua vida de forma autoral, dentro de suas possibilidades, entende? Dizer não (e sim) para as coisas que você pode dizer e, assim, ir construindo a sua vida, que é sua e de mais ninguém. (:

      • Reply
        Dani
        22 de março de 2016 at 13:46

        Eu imaginei mesmo que é isso que você quer dizer com este post, por isso achei que poderia acrescentar este outro lado nos comentários, assim como Martha tocou num ponto muito interessante, né? E acho que é por aí mesmo, se você tem escolha, se você tem opções, não dizer nem sim nem não pra tudo sem um pouquinho de reflexão, sem pensar no outro e, principalmente, na gente. (:

        • Reply
          Dani
          22 de março de 2016 at 13:46

          P.S.: li o post que você falou, deve ir pra próxima linkagem de segunda, inclusive 😉

          • Amanda
            22 de março de 2016 at 13:55

            Sua linda! <3

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