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Cabelo Da rotina

7 meses de transição capilar e minha vida so far

25 de janeiro de 2016

7 meses de transição

Tanta gente chegou aqui no blog através do meu guia rápido da transição capilar que eu entendi que esse era um assunto que interessava quem estava me lendo aqui – o que, pra mim, é maravilhoso, já que eu ADORO falar sobre isso e tenho pouquíssimas pessoas ao meu redor que entendem, de verdade, o que eu estou passando. Então decidi que vou postar mais um pouco aqui sobre o meu processo de recacheamento e como está sendo essa minha caminhada (que será longuíssima) rumo aos cachos perfeitos – ou seja, os meus.  <3

A minha última progressiva data do mês de junho, portanto faz aproximadamente 7 meses que eu estou em transição. Não é o maior tempo de transição da história, mas já deu pra pegar alguns macetes e sofrer algumas derrotas. Vou por tópicos, porque quem me conhece sabe que amo listas, mesmo quando não faz sentido usá-las. Eis alguns aprendizados:

  1. É preciso estar certo e preparado para seguir com a transição capilar. Eu já sabia que era isso que eu queria, quando decidi, depois de uma primeira tentativa frustrada, voltar aos cachos. Decidir em prol do nosso cabelo natural, depois que já alisamos e fizemos a bagunça nele, requer um estado de espírito inspirado e uma forte determinação, coisa que a gente não sente o tempo todo. Por isso, o que eu digo pra quem está pensando em começar a transição, mas não tem certeza, é: tenha certeza. Não faça porque todo mundo está fazendo, porque não é FÁCIL. Não é a coisa mais difícil do mundo, obviamente, mas a gente tem que estar de bem com a gente pra conseguir lidar com os dramas do caminho.  Pesquise bastante, leia, converse com pessoas que estão fazendo a transição e, se você sentir que é algo que seu coração quer, vá em frente. Lembre-se que o cabelo é seu, então as decisões também são suas.
  2. O preconceito está em todos os lugares. E você vai ter que aprender a lidar com ele. Sim, muitas pessoas ainda acham que cabelo cacheado é bagunçado, desarrumado, rebelde, ruim e tantos outros adjetivos negativos que se possa dar. E esse tipo de adjetivação vai vir de onde você menos espera e, muitas vezes, de pessoas que você gosta e respeita. Nesse caso, acredito que entrar em pé de guerra com todo mundo não é a solução, porque esse tipo de pensamento é simplesmente algo cultural, que temos que problematizar. Lembra que até pouco tempo eu também achava isso, até alguém problematizar pra mim e eu me desvencilhar desse preconceito? Pois é. O trabalho de quem está em transição é dobrado, porque além de você ter que trabalhar em si mesma, também tem que trabalhar nos outros, questionando as afirmações que eles trazem. Não, meu cabelo não é ruim (inclusive, fez mal a ninguém, até onde eu sei), ele não é mal cuidado (hidrato sempre que lavo e, ao contrário de quando ele passava 3, 4 dias na chapinha, ele está sempre cheiroso) e não é bagunçado (apenas tem um formato diferente do liso, that’s all). Claro, tem gente que não vai entender e com quem não adianta discutir. Com esse tipo de gente, a gente segue a vida, porque, no fim das contas, o que é que essa galera tem a ver com nosso cabelo mesmo?
  3. Talvez você precise fazer uma escova de vez em quando – e não tem problema. Enquanto eu não concordo muito com a técnica de fazer escova no cabelo até ele crescer todo – já que alisar o cabelo com calor, repetidamente, pode machucar os seus cachos – não vejo nenhum problema em fazer uma escova de vez em quando. Convenhamos que o cabelo em transição não está em sua melhor forma, já que eles está parte cacheado, parte alisado. No meu caso, creio que uns quatro dedos de raiz (sem esticar) estão naturais, então, sim, as coisas às vezes não dão certo mesmo. Então, em caso de tenho-um-casamento-pra-ir-e-nada-fica-bom, não fique triste nem envergonhada em fazer uma escova e seguir com a vida. Você não aderiu ao lado negro da força, você não destruiu seus cachos pra toda eternidade – foi só um momento em que sua transição não te ajudou e você precisou de outra solução.
  4. O difusor é o seu melhor amigo. Nada tem me ajudado tanto nesse período de transição quanto o meu difusor. Sério. Então, se você quer ser mais feliz nesse período tão difícil da vida, arranje um difusor pra chamar de seu. A verdade é que é muito difícil fazer com que seus cabelos assumam um forma que não seja liso-esticado quando você está em transição e MAIS DIFÍCIL ainda é fazer com que permaneçam dessa forma. Por isso, o difusor é essencial. Uso assim: passo o finalizador da minha preferência, amasso pra sempre até se formarem onda/cachos e coloco o difusor rapidamente nas mechas, para evitar que as ondas se desfaçam. Não seco completamente, deixo 90% seco (o suficiente para segurar sua forma) e o restante eu seco ao natural. Depois dou uma amassada nos cachos para soltar do molde (geralmente eles ficam rígidos, porque uso gelatina/gel junto com o creme de pentear) e, pronto, tá tudo certo. Difusor: é vida.
  5. Achar o seu produto perfeito não é fácil – mas não é impossível. Cada cabelo interage de um jeito com cada produto, portanto o que deu certo pra sua colega pode não funcionar pra você. Procure se guiar por pessoas que têm um tipo de cabelo parecido com o seu quando for julgar opiniões sobre produtos. O meu cabelo, por exemplo, aparenta ser um 2c/3a (ainda estou esperando ele ficar natural para eu poder opinar com certeza), portanto procuro me guiar por blogueiras e amigas que tenham o cabelo parecido. Além disso, não tenha medo de testar. Ao contrário do que se acredita, o produto não precisa ser carérrimo para ser bom. Você pode, calmamente, ter um resultado sensacional com o seu cabelo com um creme bem baratinho e pelo qual você não dava nada. Os meus favoritos atualmente, por exemplo, são escolhas ‘na média’ e que não levam ninguém à falência (principalmente levando-se em conta que eu não tenho tanto cabelo assim, então não preciso usar tanto produto): o Tô de Cacho, da Salon Line, para cachos 2 A/B/C e 3A e o Redutor de Volume da Capicilin (o laranjinha), que ajuda demais a segurar a definição dos cachos. Ambos têm um valor ok (não lembro exatamente o quanto paguei por cada um, mas acho que ficam na faixa dos R$10 – R$15) e dão super certo comigo.
  6. Condicionador pode ficar no cabelo SIM! Essa foi uma descoberta que MUDOU minha vida. Ao invés de enxaguar todo o condicionador, ao fim da lavagem, comecei a deixar o suficiente para sentir meus cabelos hidratados. É uma coisa bem de toque mesmo, de sensação. Deixo o suficiente para não sentir os cabelos pesados, mas também o que vai deixar os cachinhos hidratados. Boa parte do produto já sai, também, quando eu vou apertando ele com a camiseta, para que ele pare de pingar. O que fica, ajuda a manter os cachinhos com menos frizz e mais brilho. Façam esse teste, porque ele life-changing mesmo.
  7. Camiseta de algodão for life. Demorei para aderir a essa dica de enxugar o cabelo com uma camiseta de algodão, mas gente: é maravilhoso. Sugiro que aposentem desde já uma camiseta (eu roubei uma do boy) e comecem a usar como toalha para o cabelo de vocês. Sério, diminui o frizz de um jeito que eu não achei possível.
  8. Quando tudo der errado, abrace os grampos e os prendedores. Na minha casa, tem grampo e prendedor de cabelo em tudo quanto é canto. Sério. Eles salvam a vida quando o cabelo não quer colaborar de jeito nenhum.

 

Então, essas são as minhas dicas e descobertas so far. Alguma coleguinha em transição querendo dividir dicas? Ou fazer perguntas? Comentem! 😉

  • Reply
    Paula Cipriani
    25 de janeiro de 2016 at 13:52

    Sou dessas que tem cabelo liso, mas tem paixão por cabelo cacheado e afro. Mas já que não dá pra nascer de novo, tento investir no volume, porque não curto cabelo escorrido :~

    • Reply
      Amanda
      26 de janeiro de 2016 at 13:41

      Ai, amo volume, pelo menos agora. Pensar que quando eu era mais nova, queria os cabelo tudo grudado no cocoruto. Nada contra quem curte, mas não assenta mesmo no meu rosto, haha.

  • Reply
    Giuliana
    26 de janeiro de 2016 at 11:58

    Amiga, amo tanto seus cachinhos! Sabe que de uns tempos pra cá (uns dois anos, acho? enfim) várias amigas minhas resolveram assumir seus cachos, seus afros e eu, só de espectadora ali no cantinho, achando tudo muito lindo e muito belo. O resultado disso tudo é maravilhoso, e agora vejo como minhas amigas se sentem mais felizes e orgulhosas por terem se libertado da escova/chapinha/progressiva/definitiva/imposições sociais e por aí vai.

    Meu cabelo sempre foi meio liso meio ondulado, e a vida inteira tentei domar as ondas cheias de frizz e volume que não se definiam nem por decreto. Quando cansei, chapinha nelas todos os dias. Hoje vejo o estrago que causei no meu cabelo, e agora posts sobre hidratação e todo tipo de coisa que diga respeito a cabelos vão parar nos meus favoritos. Vou tentar essa da camiseta de algodão (sdds boy pra roubar os trem), porque sem or, quanto frizz.

    Beijoca <3

    • Reply
      Amanda
      26 de janeiro de 2016 at 13:44

      Giu! Vai ver o teu cabelo é um 2A ou 2B (é o tipo de cabelo ondulado, sem cachos). Você pode tentar dar uma finalizada com um leave-in legal. Eu indico fortemente usar shampoos /condicionadores/ máscaras sem sulfatos, parabenos, petrolatos, etc (o tal do low poo). Mudou minha vida e acho que vai te ajudar bastante. Anyway, acho teu cabelo MARAVILHOSO, então creio que a senhora deve estar no caminho certo já. E, sim: camiseta de algodão for life. Teste e verás. <3

  • Reply
    Carolina Camargo
    29 de janeiro de 2016 at 09:18

    Você está linda! Adorei os cachinhos!

  • Reply
    Kari
    7 de fevereiro de 2016 at 18:50

    Super coragem fazer transição! Achei que ficou linda.
    Eu ainda sou escrava da chapinha, todos esses preconceitos que vc mencionou (e que me traumatizaram para a vida) ainda pesam bastante. Tento praticar o low poo pelo menos há um ano, e acho que a saúde dos fios melhorou bastante.
    Bjs!

  • Reply
    Renata
    9 de fevereiro de 2016 at 14:17

    Oi Mandy! Obrigada pelas dicas! Estou em transição há 1 ano e 2 meses e não tem sido nada fácil. Agoraaa é que o cabelo está começando a querer ficar bonito, mas ainda uso muito grampo e prendedor (principalmente e casa) para lidar com eles. Ainda não tenho um difusor, nem sei quando vou comprar, mas estou super tentada! rs E sobre a blusa de algodão, estou querendo testar há um tempo, mas ainda não consegui roubar uma do namorado! kkkkk
    Beijos e boa sorte por aí! 😉

  • Reply
    Lua
    10 de fevereiro de 2016 at 13:33

    Cadê a história de postar sempre? Já era né =/

    • Reply
      Amanda
      11 de fevereiro de 2016 at 08:20

      Own, Lua, perdoa! Tive semanas super atribuladas, parece que o destino adivinhou o que eu queria fazer e atrapalhou tudo. Mas creio que essa semana ainda tem post novo aqui!

  • Reply
    Mariana Maia
    11 de fevereiro de 2016 at 11:02

    Em março, vai fazer 1 ano que estou em transição. E pelo andar da carruagem, acho que vou ter que passar mais uma ano pra progressiva sair totalmente. E, faz 4 meses que não faço escova ou chapinha. Ainda não tenho certeza se quero continuar. :\ Nesse período o que tem me ajudado é a umectação com óleo de coco…que coisa maravilhosa!

    • Reply
      Amanda
      11 de fevereiro de 2016 at 11:05

      Oi, Mariana!
      Então, se eu fosse você, desistia não. Um ano de transição é muita coisa e desistir agora vai ser jogar todo o seu trabalho fora, né? Acho que eu esperaria pra conferir meu cabelo natural e ver como ele realmente é. (:

  • Reply
    Thais
    29 de fevereiro de 2016 at 12:06

    Queria tanto voltar aos meus cachinhos, mas estou sem coragem de exatamente passar por esse período de transição. Já sou tão cheia de inseguranças, tenho medo de “arrumar mais uma… ” 🙁

  • Reply
    Nara Stefanie
    28 de março de 2016 at 10:00

    Ano passado eu tava decidida a passar pela transição, cortei meu cabelo que tava enormeeeee,abaixo do peito. Me arrependi muito e odiava cada vez que alguém me perguntava “pq vc cortou?” Daí continuei esperando ele crescer e cortei mais umas 2874893287 vezes até ficar todo natural e no final do ano alisei :~ kkkkkkkkk É cada cagada que a gente faz.

    • Reply
      Amanda
      31 de março de 2016 at 10:45

      Fiz isso uma vez, mas meu cabelo não tava nem perto de ficar natural, hahaha. Mas quem nunca, né? Vai ver não era o momento certo. (:

  • Reply
    Nay
    6 de maio de 2016 at 11:31

    Eu venci a transição!! Não foi fácil, teve muito drama, muito barraco, confusão e gritaria. Teve dias que eu tinha vontade de raspar careca, mas passou!! Engraçado que eu fazia progressiva a tanto tempo que nem sabia mais como era meu cabelo de verdade. Essa descoberta foi incrível e hoje eu amo e cuido dos meus cachos e do meu volume com tanto prazer…

    A um tempo atrás eu escrevi um textão lá no meu blog contando toda a minha saga capilar, se tiver paciência dá um pulo lá!! Beijos!!

    • Reply
      Amanda
      10 de maio de 2016 at 13:49

      Oba, vou checar seu textão sim! Ótimo acompanhar histórias de quem venceu. Por enquanto, sigo na minha luta diária, hahaha. (:

  • Reply
    Talita
    14 de janeiro de 2017 at 20:32

    Comecei o meu bc mas tô me achando estanha pq o meu Rosto e redondo kkkkk

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