7 coisas que eu aprendi aos 25 – Amanda Arruda
Da rotina

7 coisas que eu aprendi aos 25

Nesse grande caminho que é a vida

Nesse grande caminho que é a vida

A semana que antecedeu meu aniversário foi um inferno que só a astrologia consegue explicar. Coisas dando inexplicavelmente errado e eu, amuada, acordando de mau-humor todos os dias. Por isso, não consegui de jeito nenhum escrever esse post antes do meu aniversário. E, no dia em si, obviamente havia coisas muito mais legais pra fazer – como nada, especificamente – e eu sequer pensei em vir aqui dividir os grandes ensinamentos que a vida me deu nesses 25 anos da minha existência. Mas hoje, finalmente, passado o auê, posso vir aqui dividir com vocês algumas das coisas que eu aprendi nesse meu 1/4 de século.

O último ano foi um ano cheio de conhecimento. Eu, particularmente, não paro de me chocar com o tanto que eu cresci em apenas 12 meses. Morar fora de casa, fazer uma viagem pra o exterior, trabalhar para se sustentar, casar, ter um animal de estimação pela primeira vez na vida, comprar uma casa e tantas outras experiências certamente contribuíram para que esse meu último ano fosse um mergulho no poço do autoconhecimento e do amadurecimento. Sou uma pessoa muito melhor agora do que eu era aos 24. E, se Deus quiser, continuarei nesse trabalho de aperfeiçoamento do meu eu, que é um trabalho pra vida toda.

Como não poderia deixar de ser, vamos à listinha:

  1. Autoconhecimento é tudo. Agora, aos 25, eu entendo porque a galera mais velha não troca seus anos a mais pela pele sem rugas da mocidade. Se conhecer, saber o que se quer, é tudo nessa vida. Não há nada melhor do que ter certeza exata do que se deseja e do que não encaixa no nosso plano. Ainda não me conheço tão bem assim, mas estou na caminhada pra isso. Hoje, não tento mais forçar a barra pra tentar ser algo que eu não sou. Eu sou desastrada, não gosto de usar salto alto, não gosto de beber, não uso drogas, não curto boates, não sou da agitação e não me forço no que eu não quero, porque simplesmente não sou obrigada. Procuro me amar do jeitinho que eu sou e pronto.
  2. Insegurança é uma merda. Quase todos os grandes problemas de relacionamento da minha vida foram causados, primeiramente, por insegurança. A gente geralmente pensa que o problema é os outros e que eles não nos dão subsídio para ter segurança, porém: a segurança tem que vir de nós mesmos. Nós que temos que saber que somos bons o suficiente pra qualquer pessoa nesse mundo. Quando acreditamos nisso, todo o resto colabora. Mas não é sempre que somos assim, né?
  3. Tentar controlar a vida é uma batalha perdida. Sendo a control-freak que sou e tendo os grandes problemas de confiança que eu sempre tive, a ansiedade estava me consumindo. Até eu perceber que não adiantava eu tentar controlar o incontrolável. Não importa se eu tenho os planos B, C e D, a vida vai aparecer com um E só pra mostrar quem manda. E, assim, tudo bem. É necessário aceitar que tudo vai ficar bem, mesmo se a gente soltar o leme e deixar a maré nos guiar. Eu sou parte de algo muito maior e, mesmo assim, sou peça integral de tudo. Eu sou importante e tudo dará certo, porque Deus está olhando por mim também. O universo tem um plano pra todos nós e cuidará de nós, principalmente se o deixarmos fazer isso. Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que devemos viver a vida sem prestar atenção. Justamente porque o cotidiano é uma interrogação que devemos notar tudo, estar presente, viver ativamente. Ganhar a vida não significa ter controle dos seus milhões de compromissos, mas estar presente neles – e em tudo que estiver entre eles.
  4. Simplicidade FTW. Menos informação, menos compromissos, menos obrigações, mais tempo pra viver a vida do jeito que se quer. Já faz um tempo que namoro o minimalismo e cada vez mais quero trazer essa filosofia de vida para o meu dia a dia, porque torna tudo tão mais fácil. Quanto menos ruido, mais simples será para nós nos concentramos no que realmente interessa.
  5. Não se deve depositar energia em coisas negativas. Por mais que eu goste de bancar a malvada de vez em quando, não consigo mais ligar o foda-se para o mundo. Não consigo abandonar alguém que visivelmente está precisando de uma mão amiga, não consigo ignorar quando eu posso ajudar. Mesmo quando estou falando mal de alguém que, a meu ver, merece tudo o que está sendo dito sobre o mesmo, me sinto automaticamente culpada. Não deveria eu estar cuidando da minha vida, ao invés de estar perdendo meu tempo e energia com outras pessoas (principalmente pessoas das quais eu não gosto)? Ultimamente tenho aprendido a prestar mais atenção nessas minhas perdas de tempo e tentado me equilibrar, mas sempre há algumas pisadas fora da linha.
  6. Um hábito segue o outro. Faz mais ou menos um mês que parei de fazer Yoga todos os dias e não poderia estar mais arrependida. Quando comecei a prática, juntamente com a meditação, fui me tornando uma versão muito melhor de mim. Mais calma, comedida, organizada e atenta. Estava comendo melhor, usando melhor meu tempo, me preocupando menos e sendo mais saudável, de modo geral. Daí parei de meditar, depois parei de fazer Yoga e, pronto, lá estava eu com os dois pés enfiados na junk food. Logo, aprendi que conservar bons hábitos nos ajuda a conservar mais bons hábitos. Um bom hábito leva a outro e todos levam a uma vida melhor.
  7. Algumas brigas não valem à pena. Tem horas que você simplesmente tem que abrir mão de estar certo para ser feliz. Algumas coisas não vão mudar, bem como algumas pessoas. A gente segue em frente e faz o melhor para viver nossa vida sem se abalar com isso.

 

E aí, o que acham? O que vocês aprenderam com seu último ciclo de aniversário? Comentem!

Previous Post Next Post

You Might Also Like

2 Comments

  • Reply Lee 12 de maio de 2015 at 09:57

    Eu não sei bem identificar quanto mudei nesses últimos tempos. Mas desde o ano passado venho aprendendo que me organizando melhor passo o dia mais leve e que não vale nada ser cricri por pouco. Ainda não consegui “master” essas habilidades, mas venho me esforçando. A parte dos hábitos é super verdade. Hábitos bons levam à outros hábitos ainda melhores, e quando você se distancia daquilo, já era…

  • Reply I don’t know about you | Isso? Aqui? Já? Assim? 7 de junho de 2015 at 21:29

    […] de achar bem legal os posts que rolaram esse ano em blogs de pessoas lindas sobre x coisas que elas aprenderam ao completarem mais uma volta ao redor do Sol, eu […]

  • Leave a Reply