Instagrão

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  • emaranhado de um dia bonito
  • coisas bonitas aquecem o corao
  • Quando c faz uma pizza de frigideira com massa fithellip
  • t trampando mas o grande amor da minha vida hellip
Livros & Outros Amores

Últimos lidos e amados

21 de setembro de 2017

Foto por: betulvargun

Até que li um bocadinho nos meses que passei longe daqui. Ainda estou longe da minha meta de 20 livros (faltam 6), mas acho que andei bastante com ela. É um meta pouco ambiciosa quando se compara com a quantidade de livros que algumas pessoas leem – tem gente com meta de 100 livros, gente – mas é o que eu sei que é possível pra mim, levando em consideração meu estilo de vida agora. Gosto do equilíbrio e essa meta é algo que me ajuda a dar tempo pra leitura – mas também deixar tempo para outras coisas que quero fazer, como ver filmes, acompanhar séries, fazer uns bordados ou, simplesmente, curtir uma tarde de domingo sem fazer nada. Não gosto de tornar hobbies em obrigação.

Isso dito, algumas leituras realmente ressonaram no meu coração e quis dividir com vocês. Vem conferir:

As Boas Mulheres da China – Xinran

Um relato muito importante sobre a situação das mulheres na China. É chocante, é pesado, então esteja preparado psicologicamente quando catar esse livro para ler. São histórias diversas, de vários cantos da China, que a jornalista Xinran teve a oportunidade de conhecer quando tinha um programa de rádio, no país, voltado para as mulheres. O absurdo de algumas situações (como a da moça que fez amizade com uma mosquinha, pois ela havia dado o único carinho que ela recebera na vida) dá ao livro um quê de conto, um quê de mitológico – embora até onde se saiba tudo seja tudo verdade.

My (not so) Perfect Life – Sophie Kinsella (versão em português)

Depois de um longo inverno longe dos livrinhos de ficção, voltei feliz com esse escrito da Sophie Kinsella. A história é bem leve e fala um pouco sobre essa diferença entre o que a gente mostra para os outros na internet e a realidade da nossa vida. A forma como o livro faz isso é através da história da personagem principal, uma moça que se muda do interior do país para Londres, como era seu sonho desde sempre e vive uma vida, na real, bem diferente das fotos que publica no seu Instagram. Não posso falar muito mais para não me arriscar a dar spoilers, mas: é uma leitura leve, fluida e cheia daquelas borboletas que bons livros de romance trazem pra gente. A personagem principal é totalmente gostável e você torce por ela em todos os momentos do livro. Adorei!

After You – Jojo Moyes (versão em português)

Depois de quebrar o meu coração com o “Como Eu Era Antes de Você“, não tive lá muita certeza se ia ler o “After You”. Porém QUE BOM que eu resolvi dar essa chance pra ele. O livro, que segue contando a história de Louisa depois do que aconteceu no primeiro livro (não vou falar nada porque vai que você não leu, né?) é reconfortante, apesar da vida da personagem principal não ser lá muito fácil em diversos momentos. Ou talvez seja exatamente por isso que ele é reconfortante. Nossa vida não é fácil, em muitos momentos, e a gente faz bosta, fica em negação e demora milênios para sarar uma ferida e dar o primeiro passo nas coisas que nos dão medo. Louisa é gente como a gente e vai aprendendo a andar de novo ao longo dessa história. Terminei esse livro com aquele sentimento de que NUNCA deveria ter parado de ler a Jojo (já estou, inclusive, com um livro dela na minha estante de lendo, porque apenas necessário).

Deslocamento – Lucy Knisley

Na última promoção da Amazon arrematei mais um livrinho da minha ilustradora favorita, yay! Nesse livrinho Lucy fala da relação com os avós e o sentimento de culpa/impotência em relação à velhice deles e o que a velhice traz. Tem uma carga um pouco mais pesada do que os outros livros que li dela (French Milk, An Age of License e Relish) e, arrisco dizer, não é um dos melhores trabalhos dela. Mas, ainda assim, foi uma leitura legal, com desenhos legais e pontuações muito válidas. Então, no regrets, just love.

A Guerra que Salvou a Minha Vida – Kimberly Brubaker Bradley

Meu Deus, nem esperava que fosse amar tanto esse livro quanto realmente amei. Comprei o bonitão na última promoção da Amazon também e, gente, primeiro: ele é lindo. É uma edição linda, de capa dura e tudo mais (meu fraco), com marcador de página de cetim e tudo. Segundo, a história é maravilhosa. Ela se passa com a Segunda Guerra Mundial de fundo, mas isso não é a coisa mais importante nas história. O foco, nesse livro, é a batalha pessoal de Ada, uma menina de 10 anos que não apenas não tinha qualquer amor da mãe como também era menosprezada e extraída do convívio das outras pessoas por uma simples razão: nascer com o pé torto. A história toda é o passo a passo de Ada reaprendendo, longe do ser abusivo que era a sua mãe, não apenas a andar, mas a aceitar amor e a se amar. É um livro belíssimo, que ao fim me deixou com a sensação que não deveria ter acabado.

Se interessou por algum desses? Não deixe de checar no Cupom Válido para ver se tem aquele descontinho amigo para chamar de seu. Eles são parceiros do blog e vi aqui que tem uns 8 disponíveis pra Amazon e um deles é de 10%, hein? Achei correto!

E se você já leu algum desses livros, me conta mais sobre o que você achou nos comentários! 😉

 

Opiniões que ninguém pediu

Sobre evoluir, sobre ser quem queremos ser

22 de agosto de 2017

Foto por: Helene Rydén

Vou dizer a vocês que, apesar de ter uma tendência a sempre esperar e pensar o pior das pessoas (acho que é o excesso de capricórnio + escorpião no meu mapa astral, hehe), esses anos me ensinaram a ser mais compreensiva e compassiva diante das dificuldades. Tantos as que são minhas e que conheço bem demais quanto as dos coleguinhas. Isso porque aprendi que todos nós estamos evoluindo, em mudança constante.

Eu já fui uma Amanda muito diferente da Amanda que eu sou hoje. Já fui muito mais preconceituosa, mais agressiva, mais desconfiada, mais ansiosa, mais egoísta, menos perceptiva do meu valor e do valor das outras pessoas nesse mundo. Entre tantas outras coisas. Mas, aos poucos, eu fui mudando. Eu mudo todos os dias. A cada novo nascer do sol, eu dou um novo passo para me tornar uma pessoa melhor, de acordo com o que eu sinto, no meu íntimo, que eu preciso mudar.

Evoluir requer coragem, porque mudar é doloroso. É um processo que requer muita paciência e amor com nós mesmos. Isso porque temos que desapegar do que a gente achava que era verdade e abraçar uma nova verdade requer que consideremos o que éramos antes, no mínimo, destoante do que nós queremos ser. É admitir que estávamos errados, em certo ponto, mas que vamos trabalhar para nos consertar. É ter compaixão com nossos erros, recaídas e tropeções, ao longo do caminho. É entender que tudo tem o seu tempo e que, se o nosso desejo é sincero, chegaremos onde nós queremos.

Isso requer, acima de tudo, nos escutar. Aprender a ouvir a nossa voz interior, nossa intuição. Nossa intuição nunca está errada. Sabe nunca? Nunca. Se a gente souber escutar o que ela realmente diz e segui-la, ela nos levará aonde precisamos ir. Atenção para o verbo escolhido: precisar. Precisar, não necessariamente querer. Até porque crescer não é confortável e nem sempre a gente quer arrancar aquele band-aid, abrir as asas e voar, deixar o conforto do lar e colocar a cara no sol. Crescer não é confortável, não é fácil, não é simples. Mas não existe nenhuma outra opção aceitável. Não nascemos sabendo e apenas nos propor a aprender pode nos fazer pessoas melhores. E aprender significa admitir que não sabemos. Significa que tem algumas coisas que, sim, a vida e/ou outras pessoas ainda precisam nos ensinar para que possamos subir mais um degrauzinho na escadaria da nossa existência.

Evoluir é um exercício de humildade. Temos que nos despir do nosso ego, prepotência e arrogância para seguir essa estrada. Não dá pra fazer isso sem descer do salto. Não dá pra fazer isso achando que está sempre certo. É preciso admitir que a gente está chegando lá, mas o caminho ainda é longo. Sem pressões nem comparações, apenas entendendo que somos seres em eterno aprendizado e que sempre haverá novas lições a serem aprendidas, novas verdades a serem descobertas e que nada do que a gente sabe é certo pra sempre.

Dá um desespero às vezes? Dá sim. Eu sou uma das pessoas que MAIS odeia mudanças (algo que eu trabalho diariamente para saber lidar melhor) que eu conheço e isso de entender que nada é pra sempre e que nós e o mundo estamos sempre em movimento dá uma gastura e um nervoso, não raro. Também sou do time que queria só colocar um chip no meu sistema e já acordar sabendo de tudo (bem Matrix feelings), pois não gosto de não saber. Odeio não saber. Então o processo de aprender algo – e até admitir que as pessoas (e a vida) têm alguma coisa a me ensinar também é trabalhoso e estressante. Mas eu estou trabalhando nisso. Diariamente. Todas as horas do dia. Porque não me tornar uma pessoa melhor não é uma opção. Deixar de aprender todos os dias não é uma opção. Ignorar minha necessidade de evoluir não é uma opção.

Aprender tudo isso me ensinou, acima de tudo, que não é um problema termos um defeito. Não sermos bons em algo. Não termos uma habilidade inata. Nem é um problema quando isso acontece nos outros. Não precisamos nascer sabendo de tudo. No caso, é para crescermos, aprendermos e nos melhorarmos que a vida serve. Nós podemos nos propor a sermos melhores. NADA, nenhum traço de personalidade é fixo. Tudo pode ser aprendido, tudo pode ser treinado, tudo pode ser melhorado. Olhe com compaixão para si mesmo e veja onde você precisa crescer. Não é tão bom em perdoar? Tudo bem, passe a fazer isso diariamente. Tende a reclamar de tudo? Passe a notar as coisas positivas em situações que você consideraria ruim. Há sempre uma maneira de lidar com cada um dos nossos problemas – se nós quisermos.

Isso é o mais incrível de tudo, na minha opinião: não temos que nos ater às nossas características ruins. Não podemos bater aquele martelo dizendo: “não adianta, esse é o meu jeito”. Bem, pode ser agora – mas, amanhã, pode já não ser mais. Temos o poder de nos revolucionar, de ser sempre pessoas melhores. Evoluir nos traz a chave para nos amarmos mais – e também às pessoas à nossa volta, uma vez que aquela versão da pessoa, como a nossa, é beta (uma versão de teste, que vai sendo sempre melhorada, aos poucos).

Evoluir também me ensinou que as dificuldades são necessárias. A gente vai reclamar, vai sofrer, mas elas que nos ajudam a desenvolver habilidades que nos faltam. Por exemplo: eu, que sempre fui uma pessoa extremamente transparente e que fala tudo o que quer na bucha aprendi, com o tempo, que nem sempre falar alguma coisa vai modificar algo. Algumas vezes é uma semente plantada no deserto, que só vai nos dar trabalho e não vai gerar nenhum fruto. E eu devo esse aprendizado a pessoas e situações difíceis, que não iam se modificar com nenhuma palavra minha. Na época, eu sofri bastante de ter que engolir sapos e deixar de dizer algumas verdades, mas hoje eu sei que a nossa energia é importante e que não devemos gastá-la com quem não responde aos nossos esforços. Muito mais interessante é empregar esse energia em algo que anule o efeito negativo que aquela pessoa ou situação tem sobre a gente. Pode ser que eu aprenda algo novo amanhã, com outra dificuldade, que vá de encontro a esse aprendizado? Sim. Esse é um ensinamento pra vida toda? Não sei. Mas foi algo que a vida e seus problemas me ensinou e, desde então, eu analiso todas as ciladas da vida para ver o que elas têm a me ensinar. E me esforço ao máximo para aprender suas lições. Isso quer dizer que me jogo nas ciladas de caso pensado? De jeito nenhum, até porque se a gente já tá vendo que aquilo é uma cilada, provavelmente já aprendemos aquela lição. Porém tento sempre não me desesperar quando me encontro em uma situação que não me é confortável – há sempre uma lição a ser aprendida nesse momento, e é ela que eu procuro encontrar.

Outra coisa extremamente importante: comparações são invalidadas na estrada da nossa evolução pessoal. As pessoas nunca estão no mesmo nível e não são comparáveis, pois nós somos diferentes um dos outros, nascemos em ambientes diversos, tivemos ensinamentos específicos e temos crenças e pressupostos que são só nossos. Logo, sim, algo que pode ser facílimo pra gente, pode ser complicadíssimo pro outro. E vice versa.  Nesse processo, a única comparação possível é com quem éramos antes. E, spoiler do bem: quase sempre estamos bem melhor do que a nossa versão anterior. E, se não tiver: tudo bem também. Você pode mudar tudo o que você quiser, na hora que você quiser. Você é seu próprio experimento e tá tudo bem se às vezes der meio errado. É só começar de novo, com a lição que você aprendeu e uma versão melhorada de si. (:

Da rotina

O que rolou enquanto eu não estava aqui

16 de agosto de 2017

Foto por: Irena Kiełb

Daí que faz um tempinho que eu não escrevo aqui. Nem eu sei bem o porquê, mas tem sido cada vez mais difícil vir aqui desabafar, com o passar dos anos. Apesar do meu amor à escrita, da minha paixão por compartilhar coisas, eu simplesmente não tenho sentido vontade/disposição. Talvez seja a loucura da vida adulta que segue me atropelando, talvez seja minha eterna falta de foco, mas querem saber? Não vim aqui para pedir desculpas. É isso que tem pra hoje e tudo bem. Ninguém vive nem morre pelos meus posts, então não tem nenhum problema se passa-se mais ou menos tempo sem eles. Faz um tempo que decidi que meus hobbies são para mim e que a gente não tá aqui pagando a conta da hospedagem todo mês para distribuir satisfações nem se sentir obrigado a fazer alguma coisa, né? Se rolar, ótimo. Se não rolar, segue o baile.

Entretanto, contra todas as chances, hoje acordei resolvida a dar um jeitinho nesse canto meu nessa internet de Deus. Então é, temos um tema novo ainda sob ajustes. E temos, também, um novo post para alegrar esse novo cantinho, tal qual flores numa casa recém limpa. E, como faz um tempo que a gente não se fala, resolvi que esse escrito vai ser para atualizar vocês das tantas da minha vida.

  • Agora eu sou loira. É isso mesmo que você ouviram. E o mais chocante de tudo é que tô fazendo tudo em casa, com exceção das duas primeiras luzes que abri. Estou adorando o processo, embora o cabelo esteja bem mais complexo de lidar. Agora, de fato, os fios têm necessidades diferentes do que eles tinham quando havia 0  químicas no meu cabelo e eu ainda estou descobrindo essas necessidades. Mas está sendo uma caminhada divertida e, em breve, quero dividir isso com vocês. (:
  • Comecei a estudar desenho/pintar aquarela. Eu sempre gostei de desenhar e na época em que estava estudando pro vestibular fiquei bem balançada, com vontade de escolher design ou algo que me proporcionasse produzir coisas belas. Mas terminei optando por jornalismo e esse lado meu permaneceu mais ou menos adormecido, com algumas manifestações durante o passar dos anos (eu era uma das melhores alunas em qualquer cadeira gráfica e um dos meus estágios eu consegui justamente por curtir mexer com a parte gráfica da coisa). Daí que esse ano resolvi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer – começando por voltar a me jogar nesse mar revolto das artes. Estou adorando, porém confesso que pra mim é difícil toda a situação de ~não saber~ alguma coisa. Quero instalar um chip e já acordar sabendo, que nem em Matrix, será que é possível? Bem que podia ser.
  • Estou tentando me organizar financeiramente. Contei pra vocês que mercúrio tá retrógrado em virgem, né? Então tô bem focada em organizar umas coisas na vida e as finanças é um ponto bem bagunçado no momento. Não aguento mais gastar mais do que ganho e viver no vermelho. Quero muito esse poder que advém de ter segurança financeira, a alegria de saber que se tudo der errado, tem dinheiro na poupança. Não sei o que é isso, mas quem sabe não vou descobrir? Já estou consumindo uns conteúdos (vídeos e livros), mas quem quiser indicar mais coisinhas, a caixinha de comentários tá aí pra isso, beesha.
  • Li uns livrinhos. Li até que uma quantidade ok de livrinhos nesse período de morte aqui no brogue – desde que ninguém me compare com aquelas pessoas admiráveis que leem 100 livros por ano. Uma grande alegria foi a volta da ficção pra minha vida – passei um bom tempo presa na não-ficção e nem sabia se ainda era capaz de apreciar uma história de mentirinha. Com a graça do bom Deus, sim, é possível e tamo aí na atividade – ah, se quiser saber o que eu tenho lido é só me adicionar lá no goodreads, viu? Vamos trocar figurinhas literárias ♥
  • Cansei da chuva. Achei que não era possível alguém criado em Recife cansar da chuva e do frio – uma vez que estamos sempre passando calor aqui – mas parece que é. Aqui choveu muito e por um tempo considerável (uns 3 meses, creio eu). Tanto que eu comecei a apresentar sintomas europeus com a volta do sol: uma alegria indescritível com o céu azul, vontade de deitar num parque para tomar aquele solzinho, aquela necessidade de viver todas as situações summer-like logo, agora, pra já. Realmente, as chuvas e o frio foram um pouquinho too much esse ano (e 21º em Recife é frio, sim!).
  • Conheci umas amigas da blogosfera. Tive a alegria e o prazer de conhecer D. Vic, do Borboletando, e D. Kat, do Outro Blog, em momentos diversos (mas todos envolviam comida, pois taurina). Foi maravilhoso FINALMENTE conhecer essas pessoas que são alvo de tanto carinho há algum tempo (no caso da Vic, desde as épocas régias dos gifs piscantes nos blogs) e das quais eu já me sentia tão próxima, apesar de nunca termos botado os olhos umas nas outras antes do ocorrido. A internet tem lugar pra muito amor, sim, e ainda faltam tantos amigos para conhecer – mas finalmente dei um passo nessa direção. Então, você, amigo que vem a Recife: vamos marcar um café! Não se acanhe, não.
  • Descobri blogs/vlogs novos. Tão bom descobrir coisas novas, né? Estou absolutamente apaixonada pelos seguintes blogs/vlogs (hoje em dia quase todo mundo é os dois, né?): The Find Guru (minha inspiração para curvas loiras agora e sempre, amém); clothesencounters (adoro as dicas de cuidados com a pele e maquiagem); Joyce Kitamura (a oriental mais hilária desse Brasil – se você nunca viu um vídeo dela testando uma base, por favor, veja); Me Poupe (canal voltado para educação financeira – a moça responsável por ele, a Nath, é muito engraçada e ajuda a deixar o assunto bem mais leve); e Chriselle Lim (uma coreana que mora em LA, tem uma filhinha muito fofa e dá dicas de cuidados com a pele, maquiagem e estilo). A maioria foi gringo, inclusive tô querendo umas indicações de blogs da terrinha para acompanhar, cês tem algum pra indicar?
  • Me apaixonei por novos filmes (e reassisti outros). Uma das grandes felicidades da vida é curtir um bom filme, deitada no sofá, agarrada com um pacote de salgadinho (gosto da Lays de Cebola, tá?). Uns dos vistos e amados nesse período (os com o coraçãozinho do lado são all-time-favorites reassistidos):  The Secret Life of Bees; Anastasia ♥; The Innocents; Mona Lisa Smile ♥; Wild; The Circle; The Girl With The Dragon Tattoo ♥; No Reservations ♥; Sleepless in Seattle e Pride & Prejudice ♥.

É isso, gente, não apareci por aqui mas tava viva sim, muito obrigada. Pitacos, sugestões e ideias vão ali naquela caixinha top de comentários. Beijos no coração e #pas.

 

 

 

Opiniões que ninguém pediu

Abrace os seus sonhos, abrace o medo, abrace a queda

3 de julho de 2017

foto por: Helene Rydén

Eu sempre fui medrosa. Desde que eu me entendo por gente, não lembro de algum momento em que eu tenha simplesmente pulado a parte de pesar prós e contras e decidido simplesmente me jogar for the sake of it. Prova disso é consegui sair da infância e da adolescência sem um osso quebrado, nenhuma cárie – e nenhuma estripulia homérica para contar pros netos. Isso quer dizer que eu nunca faça ou tenha feito uma loucura? Não. Mas até as loucuras são bem avaliadas. Eu sempre penso nas consequências. O que vai acontecer se eu falhar? O que vai acontecer se tudo der errado? E, baseada nisso, eu tomo minhas decisões. Sempre foi assim e é como eu lido com a vida.

O lado ruim disso tudo é que, sendo medrosa, eu paraliso quando o medo das consequências de algo dar muito errado é muito grande. Não consigo seguir em frente. Eu fico paradinha, no meu lugar, e ignoro aquilo que podia ser algo que mudaria a minha vida. É fato que quase nenhuma das escolhas importantes da vida são indolores e o medo da dor é algo que dá uma tela azul grande e monumental em mim. Não a dor física em si (embora eu não seja lá muito fã dessa também), mas a dor psicológica. A dor de errar, de falhar, de não ser capaz de fazer algo. De ser menor, ser insuficiente, ser desimportante. A dor, em suma, de ser humano.

Acho que a esse ponto você já deve ter avistado o louco dessa linha de pensamento. Não existe humanidade sem erros. Não existe crescimento sem riscos. Não existe vida quando estamos sempre na nossa zona de conforto, nunca desafiados, nunca desenvolvendo novas maneiras de ver o mundo. Isso é óbvio e está aí pra todo mundo ver. Porém acredito também que você, provavelmente um millenial como eu (pelo menos, de acordo com as estatísticas do meu analytics), também se identifica com essa loucura chamada medo de falhar. É uma coisa muito louca como o nosso cérebro funciona, o que a gente acha que é lógico e correto (e que não faz o menor sentido uma vez que a gente põe o pingo nos is). É surreal o que o medo nos faz acreditar.

Você entende o que é querer abraçar o mundo sem abandonar o sofá e o Netflix? Você sabe o que é querer voar, mas só se não houver absolutamente nenhuma chance de cair? Eu sinto como se tivesse uma tempestade de sonhos e desejos dentro de mim, querendo nada menos do que a liberdade de ser. E eu, querendo me poupar os arranhões ao ego, os estresses da vida, trato de guardá-la bem guardadinha dentro de mim, costurada em um ponto bem pequeno, pra não ter erro (vamos evitá-los, né?). Só que, de vez em quando, não dá. De vez em quando os pontos abrem, ela corre louca rumo à luz do dia e haja “bom senso” para colocá-la no lugar novamente. No meio dos trovões, algumas nuvens cinzentas fazem muito mais sentido do que alguns céus azuis da minha realidade. Mas eu sempre ignoro isso, porque não vale a pena. No meio dos prós e contras, o “e se” me paralisa. As possibilidades de quebrar a cara, cair feio, colocar meu bloco na rua e ninguém aparecer fazem com que eu junte cada raiozinho dessa tempestade e guarde bem guardadinho dentro de mim. Faz com que o que mais faz sentido dentro de mim seja descartado, me deixando apenas com pedaços de algo que deveria ser um inteiro.

Dias desses eu topei com a frase “embrace the fall” no twitter, num dia qualquer em que meu humor estava uma bosta e que eu sentia, como sempre, que tinha algo dentro de mim querendo sair e que esse  algo deveria ficar quietinho pois ele não estava ajudando em nada, estava? E algo clicou dentro de mim. Algo fez sentido.

Vocês vejam mesmo: não há maneira de ter certeza sobre nada do que vai acontecer. A gente não controla o resultado das situações – muitas vezes, inclusive, a gente não controla nem as ações que vêm antes do resultado. Eu tô escrevendo uma coisa aqui com uma intenção x, mas sempre vai ter quem entenda y e, realmente, não há muito o que se possa fazer sobre isso. Na vida, há diversas variáveis, várias influências e inúmeros cenários possíveis que não apenas não vale a pena elencar  como também seria impossível fazê-lo. É o que a vida é. Enquanto eu sou sempre a favor de elencar prós e contras e tomar decisões racionalmente, ultimamente eu tenho levado muitos tapas na cara da minha intuição. Porque a gente é mais do que cálculos e o racional. Somos nossos sonhos, nossa sabedoria interior, nossos desejos. O equilíbrio está em saber quando escutar a cabeça e quando escutar o coração. Porque alguns sonhos são simplesmente muito assustadores para responderem às nossas equações de certo e errado. São queridos, partes nossas em toda a sua indomabilidade, e nós não queremos perdê-los. Nós sentimos que eles são parte de nós e que, se há a menor chance de não conseguirmos fazê-los virar realidade, é melhor nem tentar. É nessas horas de insegurança que, algumas vezes, a gente simplesmente vai ter que dar a tapa à cara e pronto. A gente vai ter que confiar na nossa intuição, vencer a barreira do medo e deixar chover na nossa vida, no nosso sonho.

Porque, sendo apenas lógica, vejam qual é a situação: se a gente não tenta, a gente não ganha. Porém, se a gente tenta, a gente tem uma chance de ganhar o que quer que a gente queira, certo? Logo, o que devia ser o filme de terror da gente não seria colocar um sonho, uma ideia, um desejo na rua, mas não colocá-lo. Guardá-lo entre nossos trecos, como escultura velha de porcelana numa estante empoeirada. Sonhos não foram feitos pra serem guardados, eles são selvagens demais pra isso. É como ter um tigre como animal de estimação. Ele não vai brincar contigo e te animar no fim do dia – ele vai te devorar. Você deve deixá-lo em liberdade, deve libertá-lo para o mundo, onde ele tem muito mais chance de se adaptar bem do que deitado aos seus pés.

A única saída é seguir em frente, abraçando a queda, quer ela venha ou não. A queda não é apenas uma possibilidade – é parte da vida. Um vez que a gente entende, de uma vez por todas, que somos humanos e que não se espera que sejamos perfeitos e façamos tudo impecavelmente, tudo se torna mais fácil. É certo que algumas coisas vão dar certo e outras vão dar errado, porque there is no such a thing as perfeição. A nossa única chance de sermos completos, de sermos o máximo que podemos ser, de agirmos com justiça com nós mesmos é, no que diz respeito aos nossos sonhos, termos coragem e soltá-los para voar e ganhar o mundo. A queda é possível? É sim. Tudo pode dar errado? Com certeza. Mas guardado dentro de nós ele não vai a canto nenhum, também. Portanto, o risco é não libertá-lo – deixá-lo livre é nossa única opção.

E sempre bom lembrar: a gente cai, levanta a poeira e escolhe outro sonho (ou às vezes, até o mesmo, de uma outra maneira) para colorir o nosso mundo. A força e a beleza da gente não está na habilidade de evitar os tombos, mas na desenvoltura de, ao cair, aprender com nossos erros e levantar para tentar de novo. Não precisamos temer as possibilidades – precisamos libertá-las.

Opiniões que ninguém pediu

Precisamos falar sobre Deus

21 de junho de 2017

foto por: betulvargun

Acho que nunca falei da minha espiritualidade aqui. Pra mim, além de um tema sensível, é também problemático porque eu mesma sentia que a minha definição em relação a isso era falha. Eu não tinha certeza do que eu pensava. Ou tinha, mas achava que, de alguma forma isso estava errado.

Eu explico: nasci e me criei católica, especialmente por influência da minha mãe, que tem sua fé muito bem aterrada e forte. Estudei todos os sábados na catequese, fiz primeira comunhão, me preparei para a crisma, me crismei, conheci meu atual marido na igreja que frequentávamos bem como fiz diversos amigos lá. Minhas crenças sempre foram presença forte na minha vida porém, a partir de um dado momento, comecei a questionar algumas coisas. Eu pensava em todos os julgamentos que as pessoas que frequentavam o mesmo local que eu faziam às pessoas. “Não pode isso, não pode aquilo, você está em pecado”. Eu mesma fui julgada algumas vezes e vi pessoas serem julgadas por apenas serem quem são ou por atitudes que tomaram de acordo com o que são. E, simplesmente, não entendia. Não entendia como um Deus que, para mim, era amor e compaixão, nos julgaria tão pesadamente por nossos erros, que são apenas humanos. Todos nós estamos aqui tentando acertar e eu tinha certeza, no meu íntimo, que Deus, que é onipotente e de tudo sabe, sabia muito bem que nós erramos quase sempre pensando que aquela é, realmente, a melhor saída. Também não conseguia conceber um Deus que rejeitava e julgava a comunidade LGBTQ, que queria as mulheres submissas aos homens, que pregava que deveríamos ficar com uma pessoa até a nossa morte mesmo que o relacionamento não estivesse dando certo de jeito nenhum. Eu discordava de tantas, tantas coisas que a minha religião pregava que acreditei que talvez, o problema estivesse com ela. Vi tantas pessoas cristãs sendo preconceituosas, radicais, extremistas que achei que provavelmente aquele não era o caminho certo. Terminei por me afastar um pouco da igreja e comecei a pesquisar outras crenças. Entretanto, meu coração não conseguia descansar em nenhuma das hipóteses que eu levantava. Nada parecia encaixar.

Segui nessa indefinição por alguns anos, eu sempre aparecendo na igreja nas datas importantes, sem conseguir cortar esse laço tão forte em mim. Sempre que ia, sentia uma energia forte em mim, uma alegria interna, e muitas vezes foi difícil segurar as lágrimas de finalmente estar lá novamente. Mas vários direcionamentos iam de encontro aos meus valores. Eu não conseguia me dissociar disso. Pra mim, Deus é amor. Deus não é vingativo. Deus tem compaixão e conhece nossas falhas e entende nossa natureza humana. Claro que temos que tentar ser o melhor que pudermos ser, mas Deus entende se, de vez em quando, a gente tropeçar e for meio otário. Gente, Deus fez a gente, ele sabe dos bugs do nosso sistema, né? Só que são tantas regras, tantas proibições, tantas ameaças de “queimar no fogo do inferno” que, realmente, não casavam com todas as vezes que eu experimentei Deus na minha vida. Não conseguia casar as duas ideias. E isso era uma fonte de muita infelicidade pra mim mesma.

Sinto dizer a vocês que vou ser um clichê ambulante (sempre fui) e direi que, apenas vendo A Cabana, no último fim de semana, me bateu real a ideia de que eu não precisava, necessariamente, concordar com tudo o que a igreja prega. E tudo bem. E vendo um vídeo da Rayza Nicácio, ontem (que segue uma religião diferente, mas parece passar por situações parecidas), tive certeza que não há como a gente concordar sempre com tudo o que uma religião diz que é lei. Somos bilhões de pessoas, com um número (graças a Deus) reduzido de ideias de como devemos seguir Deus. Haverá discordâncias. Haverá erros. As religiões são feitas por homens e, como os homens, é falha.

Tudo parece muito óbvio agora. Tão óbvio que nem posso crer porque me questionei por tanto tempo. A verdade da igreja pode ser grande, mas jamais será maior que a verdade do meu coração. Eu acredito que todos nós temos Deus dentro de nós e que podemos encontrá-lo sempre que precisarmos, se nos propusermos a escutá-lo. Também acredito que, por mais falha que uma religião seja, se ela está buscando o bem, ela é válida. É o caso da minha religião, que eu decidi, novamente, seguir. Com ressalvas, sim. Mas ainda assim, seguindo.

Porque? Porque é um dos muitos caminhos para ser uma pessoa melhor. Há vários, esse é o que eu escolhi. O meu é o melhor? Não faço ideia. Eu sou melhor que outras pessoas porque o escolhi? De jeito nenhum. Deixarei de lado meus valores essenciais por conta do que acredita a igreja, com algumas leis ridiculamente datadas? Jamais. E tudo bem. Há pessoas que me julgarão, possivelmente, mas muito pior seria o julgamento do meu próprio coração. Muito pior seria o peso na consciência que eu sentiria seguindo certos conceitos que eu não concordo e considero errados. Resolvi que, ao invés de simplesmente discordar e ir embora, eu iria concordar em discordar e focar no que a gente concorda, que é bem mais forte pra mim que nossas incongruências.

Vou seguir falando de horóscopo, fazendo sexo sem nenhuma intenção óbvia de procriar (e com camisinha, pra ser mais chata ainda), considerando pessoas que têm outras orientações sexuais como iguais (me sinto até ridícula atestando algo que é tão claramente óbvio pra mim), faltando algumas missas no domingo porque eu realmente precisava dormir e sendo o total de 0 submissa a qualquer homem que cruzar o caminho. Mas também seguirei acreditando em Deus, no seu amor por todos nós e na realidade que ele sempre nos incentiva a ser pessoas melhores. Seguirei acreditando no que tem dentro de mim, que é forte e sábio e que sempre me faz tirar o melhor das situações, aprender, conseguir seguir em frente sem desabar. Porque isso me deu e dá forças quando tudo falha e, sem Deus, eu realmente não sou eu mesma, apenas uma sombra do que eu poderia ser.

Eu nem sei bem o que me impulsionou a escrever sobre isso, mas a necessidade veio e eu escrevi. Fazia muito tempo que eu tentava ensaiar essas palavras e hoje eu decidi que iria, do jeito que fosse. Essa mensagem, esse desabafo precisa sair, precisava ganhar asas próprias e voar. Talvez como um aviso para você, amigo navegante dessa vida louca, de que tudo bem. Tudo bem se você não acha tudo certo. Tudo bem se você discorda de várias coisas. Tudo bem se você não concorda com esse monte de gente usando as crenças e o medo das pessoas para subir na vida, ganhar dinheiro, espalhar o preconceito, fazer o que bem entender. Eu também discordo e tudo bem. A gente não precisa concordar com tudo. Mas você ainda pode acreditar no que seu coração te diz, porque com ele não tem erro. A gente ainda pode acreditar no bem e que o bem nos liga a todos. A gente ainda pode crer na luz que brilha nos olhos de todos nós e que, pra mim, mostra que somos muito mais do que ossos e carne. Nada é preto no branco, mas há milhares de coisas incríveis no mundo, na natureza e dentro de nós. Sabendo olhar, a gente sempre vai achar razões para acreditar. <3

 

Amigos ateus, espero que meu post não tenha agredido vocês de alguma forma, pois jamais foi a intenção. Somos seres livres e não sou melhor do que ninguém por acreditar em Deus ou seguir uma religião.  A gente acredita e segue o que faz sentido pra gente, não existe “tamanho único” nessa história. (: