Amanda Arruda - Lifestyle, Decoração, Livros e Feminices
Opiniões que ninguém pediu

O que eu sou e outras coisas

Foto: Style by Christie

Algumas vezes acho que a vida corre rápido demais e eu estou sempre correndo atrás dela, sem saber bem o porquê. Não nos resta tempo para conhecer a nós mesmos e ao mundo que nos cerca. Estamos mergulhados até o nariz no cotidiano caótico e nos perdemos no mundo, mas nunca nos perdemos dentro de nós mesmos.

Esse fim de semana li Grande Magia, de Liz Gilbert e, gente, acho que essa mulher e eu temos uma conexão bem forte, porque os livros dela sempre geram uma catarse em mim, me iluminando e mostrando novos caminhos de um jeito que nenhum outro escritor faz comigo. Foi a mesma coisa com Comer, Rezar, Amar e não me choca que eu tenha demorado tanto para ler um livro dela novamente porque, gente, não podemos ter catarses todos os dias, simplesmente não é possível.

Grande Magia fala sobre como ser criativo, mas não é sobre isso que vim falar aqui. Na verdade, no meio do livro, a Liz lança uma pergunta sobre o que você quer fazer. O que você É. E, essa, meus amigos, era uma pergunta que precisava ser respondida por mim e, no processo da leitura, foi.

E cheguei à conclusão que, acima de todas as coisas, eu sou uma pessoa que gosta de compartilhar conhecimentos. Compartilhar coisas que eu aprendi ou que eu penso é a minha vocação. E isso, majoritariamente, acontece por meio escrito quando quero falar para um grupo maior do que 5 pessoas, porque sou tímida demais (sério, não sei falar em público) para lidar com outras maneiras de passar essas informações. E isso me fez gostar de escrever: porque é uma forma certeira de transmitir o que eu preciso para quem se interessar.

Compartilhar é minha paixão desde que me entendo por gente e muito me choca que eu nunca tenha atentado para isso. Obviamente, não é compartilhar tudo, mas coisas que me interessam e que eu acho que podem ajudar outras pessoas. Ainda lembro, quando pequena, que toda vez que eu tinha aula sobre o corpo humano e eu aprendia alguma coisa nova, automaticamente saía explicando para quem quer que se prontificasse a escutar (geralmente algum coitado da minha família que era pego desprevenido no caminho da escola) o que quer que fosse que chamara minha atenção na aula. Tanto é que, na minha família, muitas pessoas achavam que eu tinha jeito para ser professora, por conta da minha grande empolgação em compartilhar certas coisas. Pontuação da qual, hoje em dia, conhecendo muito mais o que é necessário para se ser um professor, eu discordo. Adoro compartilhar coisas, sim, mas não quer dizer que eu tenha vocação para ensinar, de jeito nenhum. Me falta a paciência (dentre muitas outras coisas), intrínseca a esse trabalho. Compartilhar conhecimento e ensinar não são, de jeito nenhum, a mesma coisa.

Eu gosto de aprender e de compartilhar. De descobrir e contar tudo para todo mundo, depois. Minha forma de resolver problemas é deixar que outras pessoas participem dele.  Eu acho que o mundo é muito mais acolhedor quando buscamos um problema na internet e descobrimos não apenas a solução, mas que outra pessoa passou pelo mesmo perregue que nós. Adoro me encontrar num livro, me identificar com uma pessoa, ver minhas características e meus dramas diários destrinchados e analisados na vida de outro alguém. E acho que, compartilhando meus próprios problemas e minhas soluções para eles, as pessoas devem se sentir de forma parecida. É como um abraço virtual, um ‘é, eu sei como é’, uma autorização para você não surtar, porque isso já aconteceu com outras pessoas e, no fim, tá todo mundo vivo.

Minha curiosidade, bem como a minha vontade de compartilhar coisas tem muito mais a ver com a vida das pessoas e seu cotidiano do que com assuntos isolados e específicos. Exemplo: tenho um vasto conhecimento em mídias sociais, já que trabalho com isso, e não me sinto impelida a compartilhar isso com ninguém. Mas já minhas quebrações de cara com a vida (por exemplo, o fato de que ainda sou incapaz de evitar o desperdício de comida na minha casa ou de que as minhas contas nunca fecham no azul) eu tenho vontade de contar tudinho a todos que quiserem escutar, porque acho que é esse tipo de conhecimento que me ajuda, de verdade, e é esse que eu quero dividir com as pessoas. Tenho absoluto amor por diários, biografias e documentários que mostram a vida das pessoas, a realidade do dia  a dia, o fato de que ninguém lembra de comprar pão e todo mundo tem que se virar uma cream cracker mesmo ou de que alguém esqueceu de descer o lixo e a cozinha tá fedendo por causa disso. Eu gosto de dividir as pequenas desgraças e alegrias do dia, porque sei que todo mundo veio sem manual de instruções e tudo o que a gente descobrir e for repassando, ajuda.

O engraçado é que nunca tinha pensado que esse poderia ser meu chamado, até ler esse livro e, finalmente, depois de me perguntar o que eu gostava de fazer, descobrir que era isso e que era TÃO ÓBVIO. E hoje eu penso que, talvez, apenas talvez, todo o nosso desespero, as nossas crises, os nossos queria-tanto-saber-o-que-eu-tô-fazendo-aqui  se devem, muito provavelmente, à nossa incapacidade de perguntar as perguntas certas, pra nós mesmos. Quantos problemas mais podemos resolver se nos perdermos dentro de nós mesmos e tentarmos escutar o que nós temos a dizer? São questões.

O mais importante de tudo (antes que você me pergunte o que eu vou fazer, agora que meu emprego não tem relação direta com o que eu amo fazer): o que eu sou não necessariamente está ligado ao que eu faço pra ganhar a vida. Estou aqui, nesse exato momento, dividindo com vocês o material que me compõe, minha principal vocação na vida. E não estou dependendo de nada pra isso. Eu posso desempenhar minha vocação de mil maneiras diferentes e isso não precisa, necessariamente, ser meu ganha-pão. Inclusive, percebi que esse é mais um ponto de contato entre mim e Liz Gilbert (chamo de Liz mesmo, porque já nos acho íntimas): ambas achamos que não há problemas em trabalhar em outra coisa diferente de sua área de criação. Sua criatividade pode, claro, pagar suas contas – mas acho que deve ser desempenhado não por isso, mas porque é a sua vocação. E você não pode ignorar o que você é, sob pena de ficar mais perdido que cego em tiroteio – o que é, na verdade, como a maioria de nós está na vida.  Então, claro, se você puder ganhar dinheiro com o que é você, na vida, maravilhoso, ótimo. Se não, seguimos criando de um lado e botando comida na mesa do outro. 0 dramas, 0 aperreios. Inclusive, essa sempre foi a minha opinião sobre o assunto, já que nós não vivemos num conto de fadas e não é porque eu descobri minha vocação com 26 anos de atraso que vão aparecer 857 contratos e jobs que vão me deixar fazer o que eu quero da vida. Talvez eu só continue criando para vocês e isso é bom. Porque eu preciso fazer isso e vou fazer de qualquer jeito. E se eu puder ter o apoio de amigos, melhor ainda.

Enfim, é isso. Agora eu sei de onde vem a minha vontade de dividir coisas com vocês e com as outras pessoas da minha vida. E vocês também podem saber o que move vocês: apenas se perguntem. Deem-se esse espaço, permitam-se escutar a resposta que vem da alma de vocês. É uma atitude simples, mas que pode, tenho certeza, incutir incríveis mudanças nas nossas vidas.

Beleza, Feminices

Os 3 últimos

Daí que não, eu não estava mortinha. Estava só tirando um tempo para lidar com as bagunças daqui de dentro e, sabem como é, né? Não dá pra entender as coisas se a gente não parar um tiquinho pra escutar. De qualquer maneira, cá estou eu novamente, dessa vez trazendo para vocês 3 produtinhos que eu tenho usado, ultimamente, e curtido bastante. Sem mais delongas, eis os indicados:

 IMG_3147

Água Micelar – L’oreal

Recebi esse produto da L’oreal e fui testar sem muitas expectativas, já que demaquilantes, no geral, ou são agressivos demais para a minha pele ou não tiram a maquiagem. E terminei gostando bastante desse! Tirou minha malfadada máscara à prova d’água rapidinho e com o total de 0 problemas. Geralmente dois disquinhos de algodão com a água são suficientes para tirar toda a maquiagem do meu rosto. Também não ressecou tanto a minha pele, que já está ressecada por vida com o Roacutan. \o/

Preço médio: R$30

BB Blur – Effaclar

Ganhei uma amostrinha dessa coisa maravilhosa na Glambox de Maio e, gente! MELHOR COISA. Eu tenho muita preguiça de passar protetor solar e maquiagem no dia a dia, então termino sempre saindo de cara lavada e desprotegida. Como passo o dia no escritório e ando sempre de carro, não vejo muito problema mas, de qualquer forma, isso me faz sentir meio culpada. E o BB Blur da Effaclar é maravilhoso porque: tem fps, tem uma corzinha pra cobrir uns vermelhinhos inconvenientes e ainda age como um primer, segurando a oleosidade e diminuindo o tamanho dos poros! No dia que usei, uma amiga até comentou perguntando o que eu tinha colocado na pele, já que ela estava bem bonita. Ou seja: vou tentar desembolsar os dinheiros, quando minha amostra acabar, para adquirir essa belezinha. Pena que é tão caro. ):

Preço médio: R$100

Batom Matte (Segredo) – Tracta

Dia desses uma amiga apareceu com um batom meio cinza/marrom/roxo e eu apaixonei de um jeito por essa cor que tive que sair correndo para procurar algo parecido para usar. Fazia tempo que não era arrebatada assim por uma cor de batom e o sentimento me fez sentir bem. Terminou que eu estava numa perfumaria comprando um lápis de sobrancelha e calhou d’eu parar em frente ao local onde havia os batons da Tracta e, claro, dei de cara com uma cor PARECIDÍSSIMA com a que eu havia visto minha amiga usar. Catei na mesma hora e passei a semana usando o batom e não vejo eu parando de usá-lo num futuro próximo (eu sou taurina, gente, quando eu gosto de uma coisa, EU GOSTO DE UMA COISA). O batom tem uma durabilidade ok, se eu não comer nem beber o tempo todo. Tem que retocar, inevitavelmente, umas 3, 4 vezes por dia, o que é meio chato, mas acho que meio esperado, principalmente porque não é um batom caro nem nada.

Preço médio: R$25

E vocês? Gostam de algum desses? Têm algum parecido pra indicar? Comentem!

Da rotina

Oi, 26

Hello, 26
Be nice to me

Na minha casa todos nós sempre levamos aniversários a sério. Não apenas aniversários, mas obviamente essa data tem mais peso do que as outras datas, que são mais gerais e comerciais. Esquecer o aniversário de um ente querido é falta gravíssima e punível com semanas de gelo e silence treatment. Daí eu sempre tratei essa virada de ano como um big deal. Só que esse ano eu, realmente, não tava nem aí. Na verdade, eu nem sabia bem como lidar.

Tive um período extremamente estressante, duas semanas antes do meu aniversário, que resultou na minha pessoa chorando no banheiro de nervoso e se perguntando porque que a vida é assim. Foi bom, por um lado, chorar, porque sinto que tinha muita coisa engasgada aqui na garganta e que eu precisava demais liberar, de alguma maneira. Mas, claro, foi algo que me fez repensar o que é que eu tava fazendo com a minha vida. Que é uma pergunta a qual eu sempre retorno, de tempos em tempos, pelas mais variadas razões.

E foi nessa vibe meio melancólica, meio “cadê o manual que era pra vir com a minha vida” que eu completei 26, desejando ardentemente acordar e já saber todas as respostas e resoluções do mundo, porque aprender no duro tudo o que precisamos aprender não tá fácil mesmo. Meu último ano foi menos pesado que os meus últimos, em termos de aprendizagem, mas ainda assim consolidar o conhecimento e definir objetivos em cima dos meus achismos não é lá muito simples. Foi um ano em que deixei algumas coisas de lado, para dar prioridade a outras. Foi o ano em que, nos 45 do segundo tempo, resolvi que tinha que aprender a lidar com dinheiro. Foi o ano que resolvi tratar minha pele, de uma vez por todas, mesmo que isso signifique tomar um remédio cuja bula dá medo até nos mais corajosos. Foi o ano em que percebi que algumas coisas não precisam seguir comigo só porque algum dia elas foram legais pra mim. Foi o ano em que eu percebi que o meu senso de responsabilidade, tão overrated, estava acabando comigo. Eu abri mão de diversos objetos, situações e pessoas, porque senti que era minha obrigação – e unicamente minha – garimpar e montar o grande – e possivelmente belo – moodboard da minha vida e que ninguém ia melhorar a minha vida por mim.  Não é tudo que a gente pode excluir ou se afastar, mas acho que o que a gente pode, a gente deve (se não nos fizer bem, claro). Vejo isso, hoje, como abrir espaço para coisa legais acontecerem.

Ainda me sinto uma impostora no papel de pessoa maior de idade, apesar do teste que eu fiz lá no buzzfeed sobre o quanto adulta eu sou ter dado 63% – um resultado bem bom, aparentemente. Tô fingindo tudo muito bem, mas ainda queria chegar em casa e ter janta pronta, roupa lavada e o total de 0 contas pra pagar. Minha grande impressão, nesse último ano que envolveu meu primeiro ano morando all by myself com o bofe, é que meus pais estiveram certos o tempo todo e eu fui TÃO BURRA de não levar à sério. Eu sou super a favor de quebrarmos nossa cara e aprendermos tudo nós mesmos – inclusive, acho que não há outra maneira de aprender as coisas, porque eu SEMPRE aprendo quebrando a cara, com algumas exceções mais óbvias, que já foram muito provadas para que eu ainda possa duvidar delas. Mas meio que sinto falta de saber alguma coisa, de ter levado à sério e prestado atenção no que meus pais fazem para as contas baterem, a comida não estragar, as roupas não perderem a cor e todo mundo ainda viajar no verão. É tudo difícil, é tudo complexo e eu sinto que os 25 foram meu primeiro ano na vida realmente adulta e eles caíram sobre mim como uma avalanche de responsabilidades.

Mas, como sempre, há a esperança. A esperança, meus caros, ela nunca morre e nunca muda, por mais que cresçamos e os nossos desejos de aniversários mudem de um joguinho legal para um sutiã que permite a essa pessoa peituda usar tomara-que-caia como qualquer mocinha tamanho 40/42 (true and astonishing story). E, como não podia deixar de ser, eu espero coisas para esses meus 26 anos. Queria apenas let it be e aceitar o que vier, mas não vai acontecer enquanto eu for que eu sou. Portanto, sim, vamos aos meus desejos dos 26 anos de uma vez:

 ∴

+ Aprender, de uma vez por todas, a usar o meu dinheiro (e conseguir montar uma poupança);

Já perdeu mesmo a graça esse negócio de ficar lisa na primeira semana do mês e passar as outras 3/4 semanas catando trocado na bolsa. Não dá e eu estou focada em melhorar minha situação financeira e conseguir sair do fundo do poço o suficiente para juntar até dinheirinho em uma poupança (porque, right now, tá tudo indo pras contas mesmo).

+ Conseguir finalizar a minha transição capilar;

Creio que eu tenha mais um ano, mais ou menos, de transição pela frente. Não está tão difícil, atualmente, principalmente porque meu cabelo está caindo bastante (por conta do tratamento com Roacutan) e, querendo ou não, isso faz com que ele se renove mais rápido. Ele já está cacheando bastante e eu estou focada no low/no poo e espero que, ao fim dos meus 26, eu já esteja de volta ao meu natural. (:

+ Ser estudante novamente;

Tenho me sentido meio inquieta, querendo aprender alguma coisa. Tenho que fazer uma pós, um curso de idiomas (francês!), qualquer coisa para aprender algo novo, porque estou me sentindo como se estivesse à toa na vida.

+ Ser uma dona de casa melhor;

Embora eu já tenha aprendido um bocado, ainda compro coisas que não uso em tempo hábil, meu armário de mantimentos é uma bagunça, minhas roupas limpas se acumulam no quarto (sem serem dobradas ou guardadas), os pratos (algumas vezes) ficam mais de dois dias sem serem lavados e o quarto da bagunça nunca deixa de ser o quarto da bagunça. Preciso melhorar muito mesmo.

+ Montar um guarda-roupa legal;

Meu guarda-roupa é meio perdido no tempo e no espaço. Tentei fazer um armário cápsula, mas terminou não dando muito certo. Ainda estou tentando encontrar o meu estilo e espero que nessa nova idade eu consiga montar um guarda-roupa que faça sentido comigo.

+ Ser mais saudável;

Cansei de tomar remédio. Quero ser mais saudável, comer melhor, fazer meu exercícios e ser uma pessoa mais equilibrada, em todos os sentidos.

+ Terminar de mobiliar a nossa casa;

Sério, gente, não tá boa essa demora pra comprar a mesa da sala. Começo a pensar que vamos ficar sem mesa mesmo, haha.

Acho que é isso. Quem tiver dicas pra me ajudar a conseguir essas coisas que pontuei, por favor, deixe aqui nos comentários. E quem não tiver também, porque sempre gosto quando vocês comentam! ♥

Opiniões que ninguém pediu

Lembrete

Foto: rrrroza

Foto: rrrroza

Eu sou uma pessoa que se cobra demais e que sempre acha que tudo o que importa pra mim precisa ser perfeito. Algumas áreas da vida sofrem mais dessa pressão do que outras, mas ela sempre existiu e duvido muito que um dia deixe de existir – mas, com alguma sorte, talvez ela diminua. E, assim, eu já tomo para mim todos os problemas que não são meus, porque acredito piamente que, se alguma coisa deu errado em alguma área da minha vida, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.

Peguei trânsito pra ir pro trabalho? Deveria ter saído mais cedo, droga. O almoço deu caro e vai afetar o orçamento? Deveria ter cozinhado ontem e trazido marmita. Alguém foi grosso comigo aparentemente de graça? Com certeza tem uma razão, deve ter sido alguma coisa que eu fiz.  É uma avalanche de culpa, todo o momento, quando em muitos casos não precisamos nem devemos estar sentido essa quantidade de culpa. Algumas vezes, simplesmente, você sai no mesmo horário de todos os dias e pega trânsito. Ou simplesmente chega muito cansada em casa e não é possível cozinhar, apenas desmaiar na cama. E, sinceramente, na maioria das vezes em que alguém é grosso com a gente, o problema geralmente é essa pessoa, e não algo que nós fizemos.

Esse senso exacerbado de responsabilidade (além do fato d’eu sempre ter sido mais desenvolvida fisicamente que minhas colegas, na escola) sempre fez com que as pessoas achassem que eu sou muito mais velha do que eu realmente era. E eu meio que estou cansada disso. Eu gostaria de ter o senso de responsabilidade de uma mocinha de 25 anos (soon, 26), obrigada. Eu não quero mais ser responsável pelos problemas do mundo. Inclusive, também gostaria de abrir mão de alguns dos “meus” problemas que, na verdade, não são meus. Eu não mando no clima, no quão cansada eu vou estar quando eu chegar em casa, nos jobs que vou ter no dia, nos dramas pessoais de quem me cerca, nos humores, na variação cambial e, muito menos, na vida.

As coisas acontecem e, sim, algumas vezes eu posso até influenciar no resultado, mas nem sempre. Nem tudo. Não foi algo que fiz, toda vez. Algumas vezes foram outras pessoas que fizeram, e a culpa é unicamente delas. Algumas vezes foi a vida que aconteceu e não foi culpa de ninguém.

Esse post é mais um lembrete pra mim mesma, naqueles dias que eu estiver frustrada e com vontade de ir chorar no banheiro. Às vezes, apenas às vezes, não foi algo que eu fiz. And that the guilt is not mine to take.